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quinta-feira, 12 de julho de 2012 0 comentários

Comissão da Verdade cutista e paridade na CUT: mulherada e classe trabalhadora no leme da sua vida e sua história!

Penúltimo dia do 11º Congresso Nacional da CUT -CONCUT hoje, em São Paulo, dia em que assume a presidência o companheiro bancário Vagner Freitas, a nova direção e vou comentar, aos poucos, o que tem sido essa overdose de sindicalismo cutista, debates e movimentação da maior central sindical do país e que reúne neste congresso 974 mulheres (41,95%), 1348 homens (58,05%) e um total de 2.322 delegados e delegadas.
CUT vai criar comissão própria para acompanhar a investigação das violações dos direitos humanos contra trabalhadores durante a ditadura militar.
Mulherada cutista organiza cuidadosamente e com muita firmeza a luta da paridade.
Mulheres e Comissão da Verdade -Vou comentar em próximos posts minhas impressões, mas agora dois fatos emocionantes e que marcam a luta  organizada: as mulheres que conseguiram com muita luta e habilidade de articulação incluir no estatuto da CUT a paridade para 2015, ou seja, direções das CUTs com 50% de homens e 50% de mulheres em todo o país. É um avanço registrar no Estatuto, para que não seja apenas resolução política (como foi a implantação das cotas de 30% que passou 19 anos dos 29 anos da CUT para ser implementada) e sim, vire lei das trabalhadoras e trabalhadores. Tem um longo caminho a percorrer, mas um passo firme e decidido tem sido dado neste congresso que tenho a honra  e a alegria de participar.

O outro detalhe do congresso é que a CUT entregou ontem à noite ao representante da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, Gilney Viana, mais de 100 nomes de trabalhadores mortos durante a ditadura militar. São nomes de companheiros e companheiras com casos sem solução e que a CUT exige apuração dos fatos. Foi uma cerimônia simples, verdadeira e emocionante, com pétalas (e não tiros de canhão) sendo jogados a cada vez que os nomes dos trabalhadores eram citados e gritávamos "presente", tomada por profunda emoção.A CUT vai criar uma comissão própria para acompanhar as investigações e violações de direitos humanos contra os trabalhadores.

Em ambos os casos, ponto pra luta ,ponto pra CUT e muito maravilhoso ter minhas pegadas nessa construção! Acompanhe mais aqui.
P.S - A velha mídia incensou Demóstenes, transformou ele em paladino da moral. Agora, em manchetes e coberturas joga cal sobre o cadáver insepulto como se não tivesse nada com ele. Demóstenes foi cassado ontem no Senado por 56 x 19 votos e 5 abstenções e ficará fora da vida pública até 2027.
domingo, 15 de abril de 2012 1 comentários

A capa da Veja na semana da CPI do Cachoeira: paúra, desespero, tentativa de chantagem... Segura, PT!!!

Bateu a paúra, o desespero e a Veja apela miseravelmente pra  chantagear membros da CPI do Cachoeira.
Com a CPI do Cachoeira instalada, começou a operação-abafa denunciada pelo PT.

Aí a Veja saiu com esta capa, ela que ultimamente, num total ar de paisagem, dava capas de moda em Paris, enquanto o braseiro ardia sob o senador Demóstenes, o bicheiro Cachoeira, o governador tucano Marconi Perillo, circulava o senador tucano do Pará, Mário Couto e ameaçava avançar mais e mais, até se tornar uma tsnumani no mundo da política corrupta e muitos figurões da República.

Atentíssimo, o blogueiro Altamiro Borges matou a charada e adiantou o título no sábado: a Veja tá no desespero.

E o blog Conversa Afiada explica bem as razões dessa singelíssima capa. É que Demóstenes continua a editar a Veja: 

 Nos últimos dias, o grande alimentador das matérias jornalísticas é o senador Demóstenes Torres. Ele, na condição de réu, passou a ter acesso às peças do inquérito Monte Carlo e, agora, vem vazando as informações que interessam a ele e a Cachoeira serem veiculadas pela imprensa amiga, do jeito que é conveniente a esta veicular.

Todo circo montado pela Globo em torno dos telefonemas de Protógenes e em torno da Delta visam unicamente a tirar Cachoeira, Demóstenes e Perillo do centro das discussões e chantagear os integrantes da CPI. Como na Itália, antes da operação Mãos Limpas, a imprensa brasileira tornou-se hoje um monstrengo em que o partidarismo político casou-se com a criminalidade.

Ajudou a sepultar a Operação Satiagraha e a operação Castelo de Areia; fez de conta que não viu o livro Privataria tucana e, agora, quer sepultar a Operação Monte Carlo. Assim, protege os seus aliados políticos e seus aliados criminosos, que, são ao mesmo tempo suas fontes e seus patrocinadores.

 
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