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terça-feira, 5 de agosto de 2014 0 comentários

Aneel autoriza abusivo aumento de 34% nas contas de luz no Pará. Desde a privatização, em 1998, CELPA já aumentou a conta em mais de 400%, contra uma inflação que não chega à metade.

Pro bolso dos paraenses, este agosto será mês de desgosto. É que a Aneel - Agência reguladora das centrais elétricas, autorizou hoje (5/8) o amargo reajuste de 34,34% nas contas de energia elétrica já a partir de agosto. O péssimo e caro serviço é prestado da Celpa/Equatorial passa a ter uma subida de 34,34%,segundo informa o DIEESE. Quem paga hoje 100 reais, passa a pagar R$134,34.

É o 15º reajuste de energia elétrica da Celpa desde a privatização feita pelos tucanos em 1998, e já acumula um percentual de mais de 417,33% de reajuste desde a privatização, contra uma inflação de 176,75% no mesmo período. Ou seja, a inflação não chega à metade do que já pesou o reajuste de luz no nosso bolso!

Ainda segundo o Dieese, na prática teremos dois reajustes, o 1º na conta direta dos consumidores residenciais pelo uso da energia e o 2º no repasse para os preços pelo Setor Empresarial (grandes consumidores) que também tiveram reajutes de cerca de 36%. O reajuste autorizado no dia de hoje pela ANEEL está entre os maiores do país este ano.

A recente 14ª plenária estatutária da CUT nacional aprovou a moção apresentada pela delegação paraense presente à plenária, em Guarulhos/SP, de 28 julho a 1º de agosto, em que reivindica a federalização da CELPA/Equatorial. Não tem porque a energia elétrica continuar privatizada e com efeitos tão danosos à população paraense!



quarta-feira, 25 de abril de 2012 1 comentários

AS PPP's, Parcerias Público-Privadas e pra não dizer que não falei de flores...

Da esquerda para a direita: bancários e sindicalistas Fernando Bosco, Heidiany Katrine Moreno, dep. Protógenes Queiroz, a blogueira-sindicalista, Alan Rodrigues e os compas urbanitários Ronaldo Romeiro e Pedro Blois em 02/fev/2012, na Estação das Docas, pouco antes do debate e lançamento do livro "A privataria Tucana".
Ainda sobre as PPP's, o Projeto de Lei 210/2011, que trata das Parcerias Público-Privadas, votação que foi adiada na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) de para 2 de maio.

É preciso ter muito barulho e muita unidade de todos os movimentos sociais e parlamentares de esquerda contra as PPP's que, neste caso particular, significa entregar o que existe de público no Estado.

 Pra mim, as PPP's não é questão de princípio, mas manter o Estado inteiro e sem privatização, com respeito aos direitos dos trabalhistas, aí isso é.... Por todo o histórico de privataria no país, não confio nos tucanos nem com os olhos bem abertos.

 Dos 41 votos existentes hoje na Alepa, o governo Jatene tem maioria absoluta, não precisando dos oito votos da bancada do PT e nem do voto do PSOL. Podem aprovar tranquilamente o projeto de lei das PPP’s sem o voto da esquerda no parlamento paraense.

O Pará precisa é de governo e governo pra imensa maioria da população que precisa de saúde, segurança, transporte público e emprego. Ser um estado de proteção social e não de entrega do patrimônio público.

PPP's, então pra quê? Pra criar pedágios nas estradas? Vender a Cosanpa, o Banpará, terceirizar saúde, educação, sistema prisional?

 Entrega do estado, precarização? Tô fora!
A marca da resistência dos movimentos sociais às PPP's de Jatene. Bancários e urbanitários na linha de frente dessa mobilização.

Leia mais sobre PPP's aqui.
domingo, 22 de abril de 2012 0 comentários

Concurso da Caixa atrai mais de um milhão de concurseiros. Isso seria impensável no governo tucano de FHC pois a Caixa ia ser vendida, privatizada, liquidada...

Hoje, à 1 da tarde (hora de Brasília) tem concurso da Caixa Econômica Federal e concorrem em todo o país 1.086.513 candidatos. Desses, 29.228 mil estão inscritos no Pará. O concurso é para a vaga de técnico bancário, com salário de R$ 1.744 para jornada de trabalho de 6 horas diárias, caracterizando 30 horas semanais. O concurso será feito em três etapas: provas objetivas, prova de redação e exames médicos admissionais.


Isso seria impensável no governo tucano de FHC em que, para enxugar a participação do Estado no sistema financeiro, 23 dos 27 bancos estaduais sumiram do mapa. E no famigerado relatório Booz-Allen,que calçava "tecnicamente" o trajeto da liquidação/venda/privatização, a Caixa e  BASA seriam  os primeiros a serem vendidos/liquidados. O BB também seria vendido.

Ainda bem que conseguimos derrotar esse projeto entreguista do Brasil e só nos 8 anos do governo Lula, o setor público foi reforçado com a contratação de 40 milhões de brasileiros e brasileiras. 

Resultado de termos barrado essa entrega do país é que a Caixa faz esse novo concurso. Tomara que contrate rapidamente os novos bancários, pois a redução da taxa de juros tem feito as agências bancárias ficarem ainda mais superlotadas do que normalmente o são, sobrecarregando os bancários!

Parabéns aos concurseiros que tão na batalha faz é tempo a bom estudar e boa prova, a começar pela de hoje. Saiba mais aqui.

E não deixe de ler também o comentário de Paulo Henrique Amorim: Dilma peitou os bancos. O FHC ia vender o BB e a CEF.





quinta-feira, 1 de março de 2012 1 comentários

Caso Celpa: o interventor de hoje participou da privatização em 1998


 Por mail, o  Sindicato dos Urbanitários do Pará encaminha correspondência abaixo, criticando a nomeação do engenheiro Vilmos Grunvald para ser o atual interventor da Celpa, posto que participou ativamente do processo de privatização da Celpa, em 1998.

O deputado federal do PT-Pa, Cláudio Puty, em seu facebook, fez idêntica denúncia hoje pela manhã. O vereador do PT-Belém e urbanitário, Otávio Pinheiro, também criticou o fato em seu facebook hoje pela manhã.

O mail do Sindicato dos Urbanitários:

Causou estranheza ao Sindicato dos Urbanitários do Pará a nomeação do engenheiro Vilmos Grunwald para ser o administrador judicial da Celpa (interventor) no período de concordata da empresa. Essa nomeação aconteceu na quarta-feira, 29, no despacho do Tribunal de Justiça no pedido de recuperação judicial da Celpa.

Para quem não conhece ou não lembra, Vilmus é pessoa de extrema confiança do governador Simão Jatene. Os dois, juntos, na Secretaria de Estado de Planejamento, em 1995 iniciaram e concluíram em 1998 o processo de privatização da então estatal Celpa. Vilmos era empregado da Celpa. Quando Almir Gabriel foi eleito governador, em 1994, ele foi cedido para o governo do Estado.

 Passada a privatização, em 98, ele foi nomeado por Almir como diretor geral da Arcon, uma agência que fora criada para fiscalizar o serviço da privatizada Celpa, fiscalização que não aconteceu, pois se a Celpa está nessa situação é também por omissão da Arcon e da Aneel!

Depois, Vilmos foi secretário de Estado de Jatene e agora estava como presidente do Conselho de Administração da Cosanpa. Atualmente presta consultoria ao Governo do Estado.

Quer dizer, Grunvald estruturou a Celpa para ser "vendida". Foi para a função de fiscalizar o serviço. E não fiscalizou. Agora volta como aquele que deve botar ordem na casa? Mas que ordem é essa? Vai beneficiar quem afinal? Vamos ficar de olho nos próximos passos dele!


A crítica de Puty:


A recuperação judicial foi concedida à CELPA e um outro verdadeiro absurdo surge: o 
interventor nomeado, pessoa que irá coordenar o processo de renogociação das dívidas é o 
tucano Vilmos Grunwald. Partidarizam a empresa e a entregam de vez para o seus algozes.

Em agosto de 1998, quando a Celpa foi privatizada, eu presidia o Sindicato dos Urbanitários do Pará. 

Naquela época nós alertavamos para o equívoco que o governo da época (Governador Almir Gabriel e Sec. de Planejamento Simão Jatene) cometeria ao privatizar a CELPA, pois trata de um setor estratégico (energia elétrica) para a sociedade. Não nos deram ouvido, e ainda nos acusaram de atrasados. 

Denunciamos após a Celpa privatizada, a demissão em massa de trabalhadores e a transferência de Lucros obtidos no Pará, para Empresas do grupo em outros Estados. 

Anunciamos também os péssimos serviços prestados pela Celpa, com o sucateamento de suas instalações devido a falta de investimentos no sistema. 
Pois bem, queríamos estar enganados, infelizmente não estávamos. 

Chegamos agora no fundo do poço, com a situação pré-falimentar da Celpa, risco de piora nos serviços prestados e aumento de tarifa (O dono do Grupo Rede quer um reajuste de 20%). 

A melhor alternativa nesse momento é a Federalização da Celpa pela Eletrobrás, a exemplo do que já ocorre em outros Estados, como o Amazonas, Rondônia, Roraima e outros

Ficamos mais preocupados com a nomeação pela justiça do Pará de um Administrador para recuperação judicial da Celpa de uma pessoa que foi um dos artífices da prvatização da Empresa. É como dar o galinheiro para a raposa tomar conta. 

Esperamos que o Governo Federal intervenha por intermédio da ELETROBRÁS para que o Pará não sofra mais ainda do que vem sofrendo.


===


Leia o que diz o blog do Zé Carlos do PV:


A concordata da CELPA é um caso para policia federal intervir e mandar para cadeia muita gente que enriqueceu neste processo. A empresa anunciou o pedido de concordata motivada por uma brutal e quase impagável dívida e a solução, com certeza, será uma operação de socorro com mais dinheiro público. 

A noticia caiu como uma bomba sobre a cabeça da população paraense que até hoje nunca recebeu a exata explicação do processo de venda da sua maior empresa estatal, teve que suporta o enorme custos das tarifas de energia e ainda vai ser chamada para pagar mais esta divida.

A Celpa foi vendida no Governo Almir Gabriel por inspiração do secretário e atual governador Simão Jatene. Aos que questionavam, Jantene, como sua genialidade verbal adquirida nas sofridas noites de músico em bares da cidade, quando tocava para completar a renda de servidor publico, explicava as vantagens de vender a empresa. Estaremos vendendo uma empresa com dividas, dizia, sem capacidade de investir, em troca, ganharemos uma empresa forte e recursos para ajudar o Pará a alavancar seu próprio desenvolvimento. 

Os tucanos, como sua privataria, pregavam que o Pará deveria entrar na era do estado "moderno", enxuto, ágil. Os esquerdistas, como suas idéias estatizantes, contrários a venda, representavam o atraso. Tudo papo furado, estavam ideologizando a pouca-vergonha.

Aos que questionavam os riscos de entregar nas mãos do setor privado uma empresa prestadora de serviço essencial, como é o caso da energia, Jatene, do alto de sua sabedoria, apresentava a Agencia Reguladora, Arcon, como a garantia de que a empresa compradora cumpriria o contrato de sanear a Celpa e investir na ampliação dos serviços. Não haveria riscos. 

A venda foi denuncia por mim como lider da bancada do PT, pelo sindicato dos urbanitários, pela CUT e por Jader Barbalho. As denuncias eram muitas. A bancada do PT, os urbanitários e a CUT mostravam que a empresa teve um valor de venda abaixo do que a empresa realmente valia, as dividias a receber foram colocadas como moedas podres, o patrimônio não foi corretamente dimensionado. Jader Barbalho, a posteriori, mostrava que o dinheiro da venda da Celpa foi gasto na campanha eleitoral para reeleger Almir Gabriel.

A Assembléia Legislativa, o Ministério Público Estadual e o teatral Tribunal de Contas do Estado, mesmo de posse dos números, foram ineptos e aceitaram a venda da maior empresa estatal paraense. 

A imprensa paraense e nem os políticos viram qualquer problema quando os urbanitários voltaram a denunciar que a Rede Celpa estava transferindo os lucros obtidos pela Celpa para engordar o patrimônio de outras empresa do grupo Rede.

A ARCON, agência reguladora que deveria ficar atenta ao cumprimento dos compromissos da empresa que comprou a Celpa e defender os direitos dos consumidores, nunca funcionou livremente, seus dirigentes, quase sempre sem competência técnica e política para agir, preferiram cegar para a forma como a Celpa vinha formando este monstruosos endividamento.

A divida da Celpa é simplesmente inexplicável, a empresa tem enormes fontes de fartos recursos. Graças a conivência da Arcon e da Aneel, a tarifa de energia elétrica do Pará é uma das mais caras do Brasil. A Celpa, com ajuda de alguns deputados federais e dirigentes políticos paraense, conseguiu fazer uma enorme transfusão de recursos da união para os seus cofres através do programa "Luz para todos", da distribuição de energia aos municípios do entorno de Tucurui e da compensação ambiental solicitada pela OAB-Pará de cem por cento de energia nos municípios da Transamazônica por causa da implantação de Belo Monte. 

O caso é gravíssimo e como os órgãos públicos paraenses não estão aptos para proceder investigação técnica, séria e transparente, entendo que a única saída é uma investigação tocada pela Policia Federal e acompanhada pelo respectivo Ministério Público. Quem sabe acompanhada por um CPI proposta por algum parlamentar isento da bancada federal. O povo é que não pode ficar no prejuízo. 
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012 0 comentários

Arte Bancária: Celpa pede concordata. E a propalada eficiência de que empresa privatizada é melhor, como é que fica?

Do blog Arte Bancária:

Tucanos vão rebolar pra dar essa resposta à indagação que está no título. Porque a Celpa foi vendida no período da privataria tucana em que 22 dos 27 bancos estaduais foram liquidados, vendidos e incorporados e que parte substantiva do setor público foi vendido, inclusive a Celpa. Na cartilha tucana, o discurso era que seria mais eficiente a empresa nas mãos da iniciativa privada. E que tudo seria melhor.

Não foi por falta de aviso. Afinal, em 9 de julho de 1998, quando a Celpa foi privatizada, o Sindicato dos Urbanitários do Pará avisou a todo mundo e mais Raimundo que o serviço iria piorar, que haveria demissões, que a tarifa de energia ficaria mais cara e que a Rede Celpa não daria conta do recado.

Foi o que aconteceu, como bem lembra em seu facebook o companheiro urbanitário e vereador do PT-Belém, Adalberto Aguiar que, assim como o Arte Bancária, defende a reestatização da Celpa.

Bancários e urbanitários lutam juntos na Frente contra a Privatização do Pará . Continuamos orando, vigiando e lutando! (Vera Paoloni, editora do blog).

Leia o que disse o vereador Adalberto Aguiar em seu facebook:

Na luta pela federalização da Celpa

A Centrais Elétricas do Pará (Celpa) entrou ontem, 28, no Tribunal de Justiça do Estado (TJE) com pedido de recuperação judicial, que é a mesma coisa que concordata na nova lei de falência.

Quatorze anos atrás quando a Celpa foi privatizada, já avisávamos que isso iria acontecer, que
serviços essenciais, como energia, deve ser de responsabilidade do Estado.

Mas o governo do Estado, à época, com o discurso de que a tarifa iria baixar e o serviço seria universalizado, realizou o leilão da então estatal em 9 de julho de 1998.

Agora vejam o que aconteceu, uma empresa privada veio, aumentou a tarifa, piorou os serviços, não investiu no sistema, enviou dinheiro arrecadado aqui no Pará a outras empresas do grupo, demitiu trabalhadores e sindicalistas, inclusive eu, que era dirigente do Sindicato dos Urbanitários do Pará, e agora pediu concordata.

Neste cenário, fazemos coro com o Sindicato dos Urbanitários, defendemos a federalização/reestatização da Celpa. A solução para não deixar o Pará no escuro é fazer a Eletrobras assumir a Celpa, pois já detém 34,54% das ações.

Por isso, coloco nosso mandato à disposição da luta pela federalização/reestatização da Celpa, pois avaliamos que se trata de um serviço essencial à vida e ao desenvolvimento do Estado do Pará.
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O blog Espaço Aberto nos conta:

A Celpa, empresa de distribuição de energia do Pará, entrou com pedido de recuperação judicial. A Celpa é uma das empresas controladas pelo grupo Rede, que tenta sua venda desde o fim do ano passado por conta de problemas financeiros. Recuperação judicial é a antiga concordata.
Segundo fato relevante divulgado pela companhia na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), “o pedido de recuperação judicial mostrou-se inevitável diante do agravamento da situação de crise econômico-financeira da Celpa e do imperativo de proteger a continuidade dos serviços públicos por ela prestados”.

A Celpa tem a estatal Eletrobras como acionista minoritária.
Em dezembro do ano passado, o Valor Econômico informou que o acionista controlador do grupo Rede Energia, Jorge Queiroz, colocou à venda sua parte na empresa, de 54% do capital total. O Rede tem ainda entre seus acionistas o Fundo de Investimento do FGTS, que fez um aporte de cerca de meio bilhão de reais há pouco mais de um ano, e a BNDESPar, que transformou parte da dívida da companhia em ações. Procurada, a companhia não se manifestou.

Nos últimos anos, a Celpa vem apresentando uma acentuada deterioração na qualidade de seus serviços. Em 2011, Belém, demais municípios da Região Metropolitana e de todas as regiões do Estado foram afetados por constantes apagões.

Numa das cenas mais reveladoras dos péssimos serviços oferecidos pela empresa, um consumidor em Belém chegou a barrar a entrada da empresa, depois de sofrer seguidos prejuízos com as constantes quedas de energia, sem que a Celpa atendesse aos seus chamados.

Call center
Na sexta-feira da semana passada, a Justiça Federal determinou que a Celpa apresente um plano de atendimento às metas de qualidade estabelecidas pela legislação para o Centro de Atendimento ao Cliente (CAC), o call center da empresa. O plano tem que ser apresentado dentro de 60 dias e sua execução deve ser iniciada dentro de 60 dias após a apresentação do plano.
Caso a Celpa não cumpra a decisão, será multada em R$ 100 mil a cada dia de atraso na implementação do plano. Os prazos começam a valer assim que a empresa for oficialmente notificada da decisão.
Segundo investigação do Ministério Público Federal (MPF), que ajuizou a ação em julho de 2011, o número de atendentes do call center é insuficiente. E dados que o MPF recebeu da Agência Estadual de Regulação e Controle dos Serviços Públicos e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) comprovam que o serviço oferecido pela Celpa é precário.

E no jornal Estado de São Paulo:

A Celpa, distribuidora de eletricidade do Estado do Pará, controlada pelo grupo Rede Energia, anunciou ontem que entrou com pedido de recuperação judicial na comarca de Belém. A concessionária, que atende 143 municípios e 1,6 milhão de consumidores no Norte do País, detém uma dívida de R$ 2 bilhões e há algum tempo vinha tendo dificuldade para renegociar os valores.

Em comunicado ao mercado, a distribuidora afirmou que o pedido de recuperação foi inevitável diante do agravamento de sua crise econômico-financeira e da necessidade de garantir a prestação de serviço aos consumidores. "A medida visa a proteger o valor dos ativos da Celpa, atender de forma organizada e racional aos interesses dos credores e, principalmente, manter a continuidade de suas atividades", destacou, em nota.

Na documentação que baseia o pedido de recuperação judicial, a concessionária atribui à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) os problemas financeiros enfrentados nos últimos anos. Pelos relatórios, ela afirma que está atravessando um grave período de turbulência provocado por regras adotadas pela Aneel, que resultaram em aumento das dívidas.

A distribuidora lista pelo menos meia dúzia de normas adotadas pela agência que prejudicaram seu desempenho. Entre elas, a exigência de altos investimentos; a abertura de postos de atendimento em localidades com mais de 10 mil unidades consumidoras; grave inadimplência das prefeituras, com dificuldade de suspensão do fornecimento de energia; e alteração de regras nos processos de revisão tarifária, o que teria reduzido as expectativas de retorno da empresa.

O documento também relata o fato de o Estado do Pará ter regiões pouco povoadas e desenvolvidas, com maior índice de pobreza e infraestrutura precária, o que eleva os custos operacionais para manutenção, investimento e prestação de serviços. Ainda segundo a petição inicial, o resultado final do processo de revisão tarifária proposto pela Aneel resultou numa diminuição das margens de lucro e aumento do endividamento. O fato de a revisão tarifária ocorrer a cada quatro anos também é motivo de crítica pela empresa.

Após o anúncio feito ontem, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou as notas atribuídas aos títulos emitidos pela distribuidora e manteve em observação negativa o rating da holding. Em novembro do ano passado, a agência já havia revisado as notas das empresas do grupo, afirmando que a decisão refletia o aumento da dívida de curto prazo, o que implicaria em rolagens de dívida em montantes mais elevados, por conta da fraca liquidez da empresa. A Fitch lembrou ainda que a Celpa era responsável por grande parte das perdas de energia do grupo (32,3%, número superior aos parâmetros de perda estabelecidos pela Aneel, de 24%).

Segundo o advogado Floriano de Azevedo Marques Neto, do escritório Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques Advocacia, se o governo entender que o pedido de recuperação judicial vai afetar a qualidade dos serviços prestados aos consumidores, ele pode retomar a concessão da distribuidora. Mas esse é um processo delicado e que demanda tempo.

A deterioração das condições econômico-financeiras do grupo Rede Energia já é amplamente conhecida pelo mercado. Segundo fontes, há algum tempo a empresa tenta encontrar um comprador para seus ativos. A chinesa State Grid, por exemplo, já teria avaliado a empresa, mas desistiu da negociação por causa do elevado nível de endividamento. /RENÉE PEREIRA COM AGÊNCIA ESTADO
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 0 comentários

A Privataria Tucana, PPP's e os danos à classe trabalhadora

"Na luta contra o neoliberalismo, contra as privatizações, nós podemos ter a melhor seleção, tipo a seleção de futebol de 70, só de craques e mesmo assim perder o jogo se o juiz for ladrão. E para o juiz ladrão não roubar o jogo, a torcida tem que estar mobilizada, pressionando,fiscalizando as ações do juiz. Para que a seleção, que são os trabalhadores, lutadores tenha condições de brilhar e vencer!". Com este exemplo, o deputado federal Protógenes Queiroz (PC do B-SP) resumiu os desafios da classe trabalhadora diante do avanço do neoliberalismo, do capitalismo sobre os direitos do povo brasileiro. E enfogueirou o auditório lotado do Sindicato dos Urbanitários do Pará, ontem à noite, durante o lançamento do livro "A Privataria Tucana", com o jornalista e escritor Amaury Jr.

A vinda de Amaury Jr. e Protógenes Queiroz é uma iniciativa da Frente contra a Privatização do Pará, coordenada pelos sindicatos dos bancários e urbanitários do Pará. A Frente enfrenta muitos e urgentes desafios, pois tudo indica que já na próxima terça-feira dia 7, entra na pauta de votação da Alepa- Assembleia Legislativa do Pará o projeto do governo do Pará de PPP's - Parcerias Público Privadas PL 210.2011) que é um cheque em branco ao governo para privatizar todos os setores públicos do Pará, indo desde estradas, educação, sistema econômico, saúde, sistema prisional e social.

São desafios que exigem unidade, mobilização, resistência e capacidade de articulação dos movimentos sociais para barrar mais esse projeto neoliberal que faz parte da idéia fixa tucana em diminuir, enxugar a presença do estado, reduzindo o papel do estado como indutor do desenvolvimento e da proteção social e causando, como consequência imediata sobressalto, dor, desemprego, além do ataque à soberania do país, à cidadania e aos direitos da classe trabalhadora.

Todos esses assuntos perspassaram o participativo debate ontem à noite no Sindicato dos Urbanitários do Pará, que contou com a presença de sindicalistas, movimento popular,movimento estudantil, associações de trabalhadores, parlamentares de esquerda,  partidos políticos de esquerda, blogueiros, CUT e Fetagri.

O debate foi transmitido ao vivo pela internet, via sites dos dois sindicatos e é mais uma agenda de debate e lançamento do livro "A Privataria Tucana", um belo e denso trabalho jornalístico que é um verdadeiro dossiê da tragédia que foi a privatização tucana do período FHC.Serra.

Mesmo com o silêncio doentio das velhas mídias, o livro do Amaury é um sucesso de venda (mais de 120 mil exemplares vendidos) e tem sido uma tarefa militante dele e do Protógenes percorrer as capitais do páis, fazendo o lançamento e o debate com a sociedade civil organizada de cada capital. O próximo passo é intensificar a  mobilização para que em março seja instalada a CPI da Privataria, requerida pelo deputado Protógenes Queiroz e que vai investigar profundamente as privatizações, responsabilizar os criminosos e colocá-los na cadeia.

São passos vigorosos de mobilização e luta e os blogueiros, as blogueiros e todo o movimento social organizado vai estar junto, tive essa convicção ao participar ontem do debate.E que mais do que nunca é preciso orar, vigiar e lutar!

Agradecimento especial aos jornalistas e mediadores do debate, Rosaly Brito e Paulo Roberto Ferreira. (Fotos Jimmy, Vera Paoloni, David Alves).

Leia também:
Lançamento do livro "Privataria Tucana" em Belém: Fatos e Fotos 
Lançamento do livro " A Privataria Tucana" reúne a esquerda em Belém
PRA NÃO ESQUECER (texto na íntegra após as fotos)
Amaury e esta blogueira.
Protógenes e Adriano.
A espera para o autógrafo.
Bancários e urbanitários com Amaury e Protógenes.
Cristiane, Bosco e Heidiany: jovens sindicalistas bancários na luta e no debate.
A marca da Frente contra Privatização do Pará.
Almoço de sindicalistas bancários e urbanitários com Protógenes.
O auditório lotado do sindicato dos Urbanitários do Pará.
A blogueira com Amaury e Protógenes.
Diretoria do Sindicato dos Bancários do pará com Protógenes.
Blogueiros do Pará com Amaury e Protógenes.

Deixo aqui um excelente resumo do que foi o projeto tucano de privatização de FHC/Serra, em texto escrito pelo amigo, companheiro e advogado Castagna Maia que nos deixou em 14/jan/2012 e estará sempre presente nos nossos corações e no belíssimo exemplo de sua vida breve, intensa e plena de amor e norte.


PARA NÃO ESQUECER

Postado por  at 21:17 sob Uncategorized
DE 1994 a 2000 o pessoal do BB, da CEF, da Petrobrás, das demais estatais, não teve reajuste salarial. Isso mesmo: foram 7 anos de REAJUSTE ZERO. Com a impltantação do Plano Real, na verdade com a criação da URV, houve a consolidação de uma perda. Naquele momento, de acordo com a data de recebimento dos salários foi calculada a perda mensal daquele salário, o quanto era corroído pela inflação do dia 1º até o dia do pagamento do salário. Ou seja, em 93 foi consolidada uma perda. A partir de então, nada mais poderia ser perdido. E a partir dali houve 7 anos de reajuste zero.
 
II
Foi em 2002, se não me engano, que houve intervenção na Previ. A pretexto de implantar o texto da nova lei complementar nº 108, o Ministro da Previdência Social afastou toda a Diretoria da Previ, à época composta, em sua maioria, por representantes eleitos pelo funcionalismo. Curiosamente, na noite anterior Daniel Dantas visitou o então Presidente da República Fernando Henrique no Palácio da Alvorada.
 
III
Na privatização das telefônicas, houve um fato curioso: um acordo, onde os fundos de pensão entravam com o dinheiro, mas que mandava era o Opportunity. Isso mesmo. O banco e o fundo de investimento de Daniel Dantas “representavam” os fundos de pensão. E os fundos, já no governo Lula, tiverm que ir à justiça para não mais ser “representados”. No governo FHC os fundos simplesmente repassaram o seu poder de mando para o Opportunity. E o pior é que foi necessário ir à justiça, até o STJ, para poder desmanchar o lesivo acordo.
 
IV
O BNB devia um dinheiro impressionante à CAPEF, o fundo de pensão de seu pessoal. Não havia mais como disfarçar. a SPC baixou intervenção. O primeiro ato do interventor foi cobrar. Quando viu que era impossível, voltou-se contra os participantes: cortou benefícios e aumentou a participação dos empregados no custeio do plano. A situação chegou a tal absurdo que 55% das aposentadorias passaram a ficar retidas no fundo. Era o poderio de Tasso Jereissati, no Ceará, que se estendia ao interventor nomeado pelo Ministério da Previdência. A situação levou à miséria centenas de pessoas, em atos violentíssimos praticados pelo Interventor, e que nunca serão perdoados pelos aposentados e pensionistas do BASA.
 
V
Ainda em 2002, a direção da Petros firmou acordo com uma grande operadora de recursos externa. Pretendia simplesmente engessar por dez anos a gestão dos recursos da Petros. Mudasse ou não governo, mudasse ou não a direção da Petros, pretenderam se perpetuar lavrando contrato que retirava da direção da Petros a gestão dos recursos. Um absurdo, o comprometimento de todo o patrimônio ultrapassando vários mandatos da direção do fundo.
 
VI
No BB, na CEF, na Petrobrás, no BNB foram implantados PDVs e PDIs, ou seja, Planos de Demissão Voluntária e Planos de Demissão Incentivada. Primeiro, era enviada carta dizendo “você é excedente na empresa”. A partir dali, vinha a “oferta”: ou aderia ao plano de demissão, ou seria demitido. No BB houve 22 suicídios em apenas um ano: aqueles que simplesmente cumpriram carreira, que fizeram exatamente o que a política de recursos humanos dizia para fazer, também foram enquadrados como “excedentes”.
 
VII
No funcionalismo público, o aviltamento foi a regra. Foi a moda dos “yuppies” de serviço público, ou seja, de privilegiar aqueles que tinham mestrado e doutorado, preferencialmente, em universidades norte-americanas, e que traziam para cá todos os vícios e os jargões daquele país. Era o período da afetação máxima, onde até mesmo reuniões de cúpulas de empresas estatais brasileiras eram feitas em inglês.
 
VIII
“I’m too old to this shit”, disse Elena Landau, quando do deferimento de uma das medidas judiciais contra a privatização, em pleno período FHC.
 
IX
Uma das propostas de reforma da previdência previa REDUZIR o teto do INSS para 3 salários mínimos. Quem quisesse receber mais, que se socorresse da previdência aberta vendida em bandcos. O projeto, portanto, era o de enfraquecer a previdência oficial.
 
X
Pois bem: isso tudo está aí, na memória de todos. O governo FHC foi inequivocamente contra os trabalhadores, contra os aposentados. Sua política para o salário mínimo era ridícula, assim como sua política para os “vagabundos” aposentados, como chegou a se expressar.
 
 
XI
É por conta disso, dessas lembranças que todos têm, do entreguismo praticado, das demissões, das perseguições, da extinção de órgãos, que todos sabem o que é um governo tucano. Agora, durante a campanha, agregou-se mais: a campanha bilionária de esgoto, com o aluguel de “telemarketing” para vomitar impropérios e mentiras na casa de cada um de nós. Não tem limite ético, portanto, não tem capacidade de ataque frontal, apenas o ataque sorrateiro de esgoto. A campanha eleitoral foi tomada por isso: por telefonemas às casas, dizendo coisas que não se atrevem a dizer na televisão.
 
XII
É por isso que a diferença em favor de Dilma já ultrapassa os 15 pontos. O governo Lula pode não ter sido grande coisa. Mas o governo FHC foi uma tragédia do começo ao fim, e pior: uma tragédia da qual se orgulham.
domingo, 29 de janeiro de 2012 1 comentários

A Privataria Tucana será lançado dia 2 no Sindicato dos Urbanitários

No blog Arte Bancária:
E neste momento em que alguém discute (no calado, na surdina) a venda do Banpará, vem a Belém lançar o livro " A Privataria Tucana" o autor, jornalista Amaury Ribeiro Jr. Será nesta quinta-feira, 2 de fevereiro, às 18 horas, no valoroso Sindicato dos Urbanitários do Pará, às 18 horas.  Haverá transmissão pela internet, via site dos urbanitários www.urbanitarios-pa.org.br

Embora as velhas mídias estejam em silêncio sobre a denúncia gigantesca contida no livro, já foram vendidos mais de 120 mil exemplares, está na 5ª edição e figura no topo da lista dos mais vendidos, na categoria de não-ficção.

Blogs e redes sociais têm dado conta do recado de divulgar o livro que denuncia a monumental privataria tucana no governo FHC-Serra. É desse período a venda da Celpa, Vale e de 22 dos 27 bancos estaduais. Banpará escapou da sanha. Por enquanto, que o deus mecado e vontade tucana de tudo privatizar nunca dormem!
Uma parte do time da Articulação Bancária panfletando hoje pela manhã na Praça da República, convidando a população para o lançamento do livro do Amaury Jr, "A Privataria Tucana"no dia 2. Na foto, da esquerda para a direita: Marco Aurélio, Cristiane, Alan, Vera Paoloni e Serginho.


Um toque
Agradecimento especial para a blogueira Maria Frô que muito ajudou nos contatos iniciais para abriri uma brecha na lotadíssima agenda do Amaury Jr. Coordenam o processo de organização do debate, os sindicatos dos bancários e urbanitários do Pará.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 1 comentários

Dia 2 de fevereiro, Amaury Jr. lança "A Privataria Tucana" em Belém

Agora tá confirmado e incluído o Pará na disputadíssima agenda de eventos do Amaury Ribeiro Jr.: dia 2 de fevereiro, às 18 h, na sede do Sindicato dos Urbanitários do Pará, ele estará em Belém para lançar o livro e fazer um debate sobre "A Privataria Tucana". O debate  é aberto à sociedade em geral.

 A atividade faz parte da programação de mobilização e luta da Frente contra a Privatização do Pará, que reúne os sindicatos dos Urbanitários, Bancários, Fetec-Centro Norte, CUT, CTB, movimento estudantil e movimento popular, além de parlamentares de esquerda.

A Frente contra a Privatização do Pará é um movimento de resistência contra a proposta geral de privatização do setor público do Pará, contida no Projeto de Lei 210/2011, encaminhado à Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) no final do ano passado, em regime de urgência urgentíssima e que teve a votação barrada devido à pressão e articulação dos movimentos sociais e de parlamentares do PT/PSOL que conseguiram adiar a votação para fevereiro/2012, no retorno da atividade legislativa. Destaco a atuação  bem firme e propositiva do deputado Edmilson Rodrigues e dos deputados petistas Carlos Bordalo e Edilson Moura, bem como de toda a bancada do PT, além dos deputados Eliel Faustino (PR-PA) e Raimundo Santos (PR-PA). Blogs combativos têm denunciado a armadilha tucana, maquiada de PPP's.

No período de FHC/Serra, aqui no Pará a onda privatizante levou a Celpa, a Centrais Elétricas do Pará e queria levar o Banpará e o Banco da Amazônia. Agora, na mira tucana a Cosanpa (responsável por saneamento e água) e quase todo o setor público, incluindo educação, produção, transportes etc. E sem descartar qualquer área eocnômica ou social. Ô raça!

Como se observa, o lançamento do livro "A Privataria Tucana" em Belém está absolutamente na ordem do dia em Belém.

Vai ser dia 2 de fevereiro, na sede do Sindicato dos Urbanitários, às 18 horas. O Sindicato fica na Av. Duque de Caxias, entre Lomas Valentinas e Enéas Pinheiro, bairro do Marco.

E saiba mais sobre o projeto tucano das PPP's.

Agradecimento especial à Conceição Oliveira, do Maria Frô e ao povo do Paranablogs.


Paulo Henrique Amorim entrevista o Amaury Ribeiro Jr.Assista.
A capa do livro, recorde de vendas em todo o país.
Foto feita pela Maria Frô durante o debate no Sindicato dos Bancários de São Paulo, a 22/12/11.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012 4 comentários

Privatização tucana: não há há mal que sempre dure

No post O mal que a privataria tucana fez ao país, ao emprego e às nossas vidas, a comentartista que se assina sol de prata, dá um depoimento da terra arrasada que o tucanato fez a vidas de bancários:

Querida companheira Vera Paoloni,

Meus olhos marejaram ao ler teu post.

Tenho dois irmãos ex-bancários, uma do Banpará, que vc sabe quem é. E outro do Banco do Brasil, que tenho certeza de que sabe também, que amargaram esse destino cruel das PDV's e nunca mais tiveram vida digna.

Meu irmão até hoje fala de sua demissão voluntária, com o brilho que não existe mais em seus olhos.Era gerente do BB em Igarapé Açu,quando foi iludido com as falsas promessas desses canalhas. O que gerou o fim de um sonho que tinha de criar seus 6 filhos (4 deles, adotivos), com a dignidade de um jovem sonhador que passara num dos concursos dos mais difíceis, formou sua família e depois quase morre de desgosto. Até hj é muito sofrido.

Minha irmã, depois de haver sido gerente do bco em que trabalhou, saiu tbm iludida com o PDV com alguns reais no bolso, depois de muita tortura pscológica pela qual vc tbm passou. Mas eu resisti, não saí com ela, cfe havíamos combinado. Minha grande amiga Edda, rasgou, no último dia, minha carta. (Aquela que vinha impressa no meio da "cartilha", lembra?). Se bem que isso não adiantou muito, pois em seguida adoeci, entrei em depressão, de benefício e saí por "invalidez". O que me causa um grande mal até hoje. Porque é o mesmo que botarem uma "tarja preta de insanidade na nossa testa".

Bem, jamais esquecerei da tremenda sacanagem de ter que ouvir diariamente : "o banco vai quebrar!". Muitos dos nossos colegas viraram feirantes, taxistas e muitos ficaram desempregados até hoje. Tão produtivos ainda.

Essa denúncia da "Privataria Tucana" me lavou a alma, assim como o dia em que o Collor sofreu o impeachment.

Não há mal que sempre dure, companheira!
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012 8 comentários

O mal que a privataria tucana fez ao país, ao emprego e às nossas vidas

Ganhei dois livros do meu filhote Adriano no dia 31 de dezembro/11: "A Privataria Tucana" e "A vida quer é coragem". No primeiro, um pedacinho da dedicatória: "Quem diria que algum dia o grande esquema de venda da nossa soberania seria desnudada? Que este livro possa lhe causar espanto, mas também satisfação em saber que o tucanato não sairá incólume. Beijos, mãe".

Foi como leitora que viveu aqueles anos terríveis que devorei o livro. No final dos ano 1990 eu estava na presidência do Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá (desde dezembro 2010 o Amapá tem seu próprio sindicato de bancários). Com minhas companheiras e companheiros, vivi na pele, na resistência e na luta o processo de privatização do país, nesse período das trevas em que FHC presidia o país e Serra era o ministro dele. Quem foi sindicalista nesse período, sabe bem do tamanho de resistência a que me refiro, com todos os canais de diálogo fechados, o emprego e sonhos dilacerados e o mundo desabando sobre nossas cabeças. Era resistir e resistir.

No Sindicato, recebíamos a enxurrada de trabalhadores demitidos do dia pra noite e o exército formado pela cruel novidade tucana chamada de  PDV's - Programas de Demissão Voluntárias -, em que as pessoas eram intimiadas a sair da empresa, com algum dinheiro no bolso e a promessa de um mundo empreendedor mágico. Vimos os suicídios decorrentes desses PDV's e choramos vendo o desespero de famílias inteiras de repente sem emprego, sem trabalho, sem renda e sem qualquer perspectiva.

Em todo o canto do país, empresas públicas vendidas a qualquer preço, fila do desemprego crescendo num ritmo alucinante, a invenção do reajuste zero e instalação de uma política de abono salarial que ia embora sem deixar nada no FGTS, no plano de saúde.

No salário-mínimo, a devastação tucana também deixou sua marca: reajustes tão mínimos no salário  e nas aposentadorias que fez meu pai detestar FHC pelo resto da vida dele. Só pra ter uma ideia, de 1996 pra 1997, o mínimo subiu apenas R$ 8,00 (cresceu de R$112,00 pra R$ 120,00).

Ler "A Privataria Tucana" é indispensável pra conhecer esse período de trevas e o imenso mal que causou às famílias, ao país, à soberania, à autoestima e às nossas vidas. E não adianta a Veja aprontar pois o livro do Amaury Ribeiro Jr já é um tremendo sucesso de venda. Não deixem de lê-lo.

Fico feliz em ter investido parte substantiva da minha vida em um projeto que faz contraponto a esse projeto tucano que quer liquidar nossos sonhos e nossas vidas. Votei em Lula, Dilma e continuo acreditando e construindo a mudança junto com o PT.

Criticamente, claro, porque incondicional só amor de mãe.

E no blog do altamiroborges 

Boechat escancara roubalheira tucana


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011 0 comentários

Luz sobre as trevas da privataria tucana. Lá e cá

Nas imagens, tucanos em xeque.

Nas duas primeiras imagens,o vídeo do debate promovido ontem à noite pelo Centro Barão de Itararé no valoroso Sindicato dos Bancários de São Paulo, com a presença de Amaury Ribeiro Jr, autor do livro "A Privataria Tucana", que vendeu em uma semana 120 mil exemplares. Mais de 450 pessoas presentes ao lançamento,na semana do Natal. O evento contou com blogueiros sujos e Paulo Henrique Amorim e o autor da CPI da Privatização, protocolizada ontem na Câmara dos Deputados. Registro que a bancada de deputados federais do Pará, composta por 4 deputados, assinou a CPI da Privatização. O Pará tem 17 deputados federais.

Nas três imagens finais, o lançamento da Frente contra a Privatização do Pará, no também valente Sindicato dois Urbanitários do Pará, com a presença de sindicalistas bancários, urbanitários, movimento estudantil e movimento popular, todos na resistência ao projeto de Parcerias Público-Privadas apresentado para votação pelo governo tucano do Pará na Assembleia Legislativa do Pará e que não foi votado graças à pressão dos movimentos sociais e da atuação competente da bancada de oposição, tendo à frente o PT. Mas foi só uma pausa. O projeto de lei que privatiza todo o setor público no Pará volta à cena em fevereiro, após o término do recesso legislativo. E o governo tucano de Jatene tem voto de sobra para aprovar essa barbaridade privatista, modelo que não deu certo, mas que volta a cada governo tucano. Haja resistência!

Aqui, aqui e aqui  mais sobre o projeto de lei das PPP's do Pará e a  resistência dos movimentos sociais, com atuação de parlamentares de esquerda.

Voltarei para desejar a todos e todas um natal de luz, serenidade, paz, energia e amor!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011 0 comentários

Trazidas para a luz as privatizações tucanas dos anos 1990.


Duas ótimas sugestões de presente de Natal para quem gosta da verdadeira história do Brasil. O primeiro, é o livro que conta com riqueza de detalhes o que foi a privataria tucana dos anos 1990. O livro chegou hoje às bancas e a velha mídia não deu nota, não fez debate, como denuncia o Blog Cidadania.

O segundo, é a briografia da presidentA Dilma, "A Vida quer coragem"


As duas obras trazem para a luz histórias que estavam cobertas pelas trevas.
 
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