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terça-feira, 7 de fevereiro de 2023 0 comentários

Por que amores vão embora ou o texto que eu nunca queria escrever: Unesca, tua luta acabou. Valeu os 12 anos juntas!

O 6 de fevereiro de 2023 traria tragédias pessoais enormes. A minha, com a passagem da minha amiga e cachorra amada, Unesca, após 8 dias de sofrimento pós cirúrgico, altos e baixos na recuperação. As populações sírias e turcas, com quase 8 mil mortos, por conta de um terremoto de escala alta. A queda de uma samaumeira centenária de Belém no Conjunto Arquitetônico de Nazaré. Dores variadas de intensidade que não se consegue medir Aqui, vou falar de Uni, Unesca.

Ficamos juntas por 12 anos e ontem, às 23h eu me despedi da filha, amiga e companheira de tanto tempo. Na hora da partida, choramos eu e Magé, o amigo que compartilha a vida conosco. Uni partiu, mas tá presente em cada canto da casa, em muitas histórias lindas da família e, principalmente, na memória da nossa pele. 

A pandemia intensificou o teletrabalho e fiz muitas reuniões on.line em 2020, 2021 e até neste 2023. Era selado iniciar uma reunião e Unesca latir forte, cumprimentando quem estava do outro lado da tela. Todo mundo que reunia já perguntava: Uni não vai entrar ?

Dia 3 de fevereiro, final da tarde, o 1º do planeamento da CUT Pa,, pela primeira vez numa reunião on;line, Unesca não latiu, já na gangorra da recuperação, ora melhor, ora pior, até o que pior ganhou no dia 6 à noite. Vai ser cremada e vou espelhar as cinzas nos canteiros que ela amava passear.

Agradeço a rede solidária que não me deixou cair, embora esteja muito baqueada emocionalmente e com um buraco no estômago. Minha sobrinha, amigo Magé, Silvaninha, minha mana, Aline, Rosana, Lidi, Sandra, Vera, Cínthia e tantas outras, meus filhos, mesmo que à distância e amigos e amigas que ligaram, passaram zap, rezaram. Minha gratidão. 

Unesca é agora uma estrelinha, unto com meus manosBetinho, Zé Wilson, papai e mamãe. E eu não tenho mais energia pra qualquer perda desse tipo. Universo, me livra dessa. Pira, paz.




 

sábado, 1 de outubro de 2022 0 comentários

Tá prestes a explodir o grito preso na garganta desde 2016. É Lulalá e esperança cá!

 A menos de um dia para as eleições mais decisivas de nossas vidas, cresce o grito atravessado na minha garganta desde 2016, desde o golpe que depôs a presidenta Dilma. Cresce e está quase explodindo não em dor, mas em alegria e esperança,, com a iminente vitória eleitoral de Lula neste 2 de outubro.22. Ou, no mais tardar, dia 30. 

O grito se gruda à saudade do meu povo que já é estrelinha: papai, mamãe, manos Betinho e Zé Wilson e amigos Walter e Castagna Maia. Queria tanto achar um jeito de reencontrar com vocês, poder abraçar, conversar com vocês dizer da minha emoção com a eleição de Lula e o retorno do esperançar, do amor, de um tempo bom, após tantos anos de amargor e horror. 

Dizer pra vocês que um ministro de Bolsonaro, Ciro Nogueira, dizia há pouco tempo atrás que Bozó ganharia no 1º turno. Então, é espetacular ver o povo avermelhando as ruas, virando voto e fazendo campanha pró Lula, campanha da esperança, do amor em contraponto ao ódio e à morte. Fico toda arrepiada na hora em que escrevo, porque essa emoção está agarrada na memória da minha pele.

 Também contar feliz que tirei nova foto com Lula, no início de setembro, quando ele esteve em Belém. Que Chico tem nova música, Que tal um samba? Que venho tentando todo santo dia combater o bom combate, e que tem uns diazinhos bem  mais difíceis que outros. Vou driblando esses.

                                            Minha candidata a dep federal 1311 Carmen

Pergunto se conseguem acompanhar o que rola no planeta e no meu mundinho. Principalmente, como estão driblando a saudade da gente aqui. 

Nem passa pelo meu juízo que vocês não sintam saudade. Vou parar por aqui que tem um choro querendo vir e ainda tenho uns votinhos pra ganhar.

 Amo vocês e peço que continuem olhando por nós. 

Depois eu falo do Círio. E do resultado da eleição.



segunda-feira, 10 de janeiro de 2022 0 comentários

Por que Natal/21 e Virada de Ano Novo ficaram fora de orquestra...



Isso tá fora de orquestra, dizia mamãe, rindo, quando algo não se encaixava, fosse uma história, uma vestimenta, uma comida sem tempero, um desajuste, algo ruim, uma ausência de combinação.

Então, o fora de orquestra foi encaixado no vocabulário da nossa família pra dizer o atual deu ruim.

De 17 de dezembro/21,à noite, quando mamãe foi internada no hospital, até a manhã de 3.jan 22, ficamos em suspenso. Festas de Natal e Ano Novo perderam o significado. Meu coração, os corações da família e chegados estavam em descompasso, fora de orquestra.

Hoje, 10.jan.22, 8 dias após a partida da mãezinha, a orquestra continua sem tom. 

P. S. Sou de abraços e as imagens são de abraços eternos. Com papai e mamãe. E hoje também faria anos meu mano Zé Wilson, que também nos deixou há mais de uma década. Deve estar celebrando no andar de cima. Ele, papai, mamãe e mano Betinho.Tomara!

terça-feira, 21 de dezembro de 2021 0 comentários

Mamãe enfrenta mais uma batalha feroz. Talvez, a mais decisiva dos seus 88 anos.

Mamãe nunca teve Covid.19 e atravessou a pandemia comigo, em casa. Mandei buscá-la de Bragança.Pa em maio.2020 após um episódio que revela bem a natureza da minha genitora. A Caixa iniciava o pagamento dos auxílios emergenciais e as filas dobravam quarteirões em todo o país e em Bragança também. Da janela de casa, ouvindo música que ela coloca todo santo dia, mamãe via o tamanho da fila e bastava que alguém batesse na porta, ela abria. Era um xixi, um copo d 'água, uma xícara de café. Quando soube, meu coração gelou. Mamãe vai pegar Covid.19, mds. Então, ela veio pra minha casa e só voltou ao seu ranchinho quando surgiu a vacina.  Quando reclamei dessa abertura de porta, ela respondeu: minha filha, a mulher tava com precisão, como eu podia negar?
😓
Desde dia 17.dez. 21 à noite, mamãe está entubada e na UTI de hospital de Belém, após um apagão e com enorme corrente de orações, corrente que agradeço.


Coração doendo, lembro dela cantando, contando histórias e rezo ao Universo que a proteja da dor. 
Que a proteja. 
E proteja a gente.
quinta-feira, 14 de outubro de 2021 0 comentários

Como um sonho ou uma saudade podem animar a caminhada...ou, sobre já estar em 2022


Foi sonho ou saudade, não sei bem. Ou pelo fato de que todo meu ânima já está em 2022, mas o certo é que  acordei com a impressão de que papai, meu mano Zé Wilson e meu outro mano, Betinho, estavam ao meu lado, sentados na cama, me olhando com tanto carinho e dizendo que eu fique bem que isso tudo vai passar. Isso tudo, eu acho, era eles falando do governo Bolsonaro. Que há 3 anos  vai deixando um rastro de dor e destruição na vida do povo brasileiro.

Os três amados viraram encantados há tempos e a partida deles deixaram buracos na minha alma. Primeiro, subiu o mano caçula, Betinho. Depois, Zé Wilson e, por último, papai. 

O sonho ou saudade deram um respiro de uma alegria doce, diferente. O dia amanheceu mais leve e com o traço terrivelmente esperançoso e irônico dos meus três encantados.

Se assim é, bom dia e vamos que vamos! Já já é Natal, Virada e chegamos em 2022!
(Belém, 14 de outubro de 2021. 5a-feira).
***
quarta-feira, 24 de março de 2021 0 comentários

E vou tomar a 1a dose de esperança neste 24 de março, Dia Nacional de Lockdown da classe trabalhadora: um grito por socorro, vacina, auxílio, emprego e vida!

 E chegou 24 de março de 2021, um lindo dia na minha vida. Dia de tomar a 1a dose de esperança contra Covid-19, na fila mais aguardada, em Belém. Ontem, ajeitei meu cabelo, separei meu melhor vestido, minhas máscaras, bolsa, sapato, fiz um cartaz e hoje descongelo hoje meu blog que tá parado faz tempo, tadinho, desde 31 de janeiro em pausa. E hoje, logo depois do almoço, vou até o Cassazum tomar a 1a dose de esperança, erguer meu cartaz, como    se fosse um brinde. 

Ontem, ainda,  enquanto escolhia, separava, arrumava o que vou levar hoje, bateu ao mesmo tempo uma emoção de alegria por ter a chance de tomar a vacina  e uma tristeza pelos que se foram e que sequer tiveram essa oportunidade. O Brasil tem hoje quase 300 mil vidas perdidas e bateu mais de 3 mil falecimentos em um único dia.    No Pará, em Belém e região metropolitana, lockdown até 29 de março por duas semanas. Mais de 10 municípios paraenses estão decretando lockdown, devido ao quase colapso no sistema público e privado de saúde!

Pra mim, como sindicalista CUTista, é simbólico da resistência tomar essa 1a dose no Dia Nacional de Lockdown (24/3), um grito de socorro nacional da classe trabalhadora por socorro por forma de vacinas já para todes, auxílio emergencial de 600,00, emprego e  #ForaBolsonaro.

Não poderia encerrar este post gitito sem agradecer muito à ciência, ao SUS, ao Helder, governador também chamado de Rei do Norte, ao Ed, prefeito. E minha gratidão, em nome da categoria bancária no Pará, ao deputado estadual do Pt. Pa, Carlos Bordalo, por ter solicitado ao governador Helder, a inclusão de bancárias e bancários na prioridade de vacinação. A categoria é essencial e está na linha de frente do risco a pandemia inteira. Basta olhar as filas no Banpará e Caixa, os dois pagadores de auxílios à população

E, pra terminar valendo, registro que meu coração está bem mais leve depois que o STF finalmente reconheceu ontem que Sérgio Moro é suspeito e Lula, inocente! Vou vacinar, então, com alegria e esperança saltando dos meus poros, do meu ânima! Teremos hoje e amanhã!

💓💗💚💜💜💛💙💋



segunda-feira, 4 de janeiro de 2021 0 comentários

Quem imaginaria que 2020 seria assim? De aberrações, superações e maravilhosas atitudes diárias de heroísmo real.

 O texto a seguir é do meu filho, Sílvio, no face dele, em 31.dez.20:

  Quem imaginava que há doze meses, numa cidade inimaginável da China, Wuhan, surgiria um novo tipo de gripe, fora de controle, de difícil tratamento, que levou tantos milhares de vidas embora precocemente nesse ano; quem imaginava que isso se espalharia por todo o mundo? Que as capitais mais cobiçadas pelo turismo na Europa fechariam as portas a imigrantes, que as pessoas sucumbiriam sem que houvesse um tratamento eficaz contra o vírus? Provavelmente, quase ninguém. Me sinto pouco à vontade de escrever sobre as perdas, a dor das famílias que não sabiam se aquele parente, amigo ou amado retornaria do hospital.

 Nesse ano eu vi todo tipo de aberração, como um presidente ridicularizar a doença como uma gripezinha, que usar máscara era coisa de 'boiola' (sic!), que o brasileiro tinha que deixar de ser maricas. Vi o Brasil não iniciar os procedimentos para vacinação, ficando atrás de outros países latinos, como Argentina e México.

 Vi o absurdo de criarem desconfianças com essa ou aquela vacina, simplesmente porque foram criadas na China ou na Rússia, numa xenofobia direcionada a dois dos maiores parceiros econômicos do Brasil. Vi isso e muitas outras coisas que não deveriam existir num País democrático e nem em nenhum outro.

 Eu vi um homem negro ser assassinado por um policial americano, por asfixia, com o joelho no pescoço; e um brasileiro ser assassinado de forma parecida, por seguranças do Carrefour.

 Vi transformarem o auxílio emergencial numa crescente volta da inflação, desenfreada, no ponto mais crucial, que é a alimentação. Tudo mais caro, a cada ida no supermercado, o dinheiro valendo menos, já que sempre tem reajuste nos preços, quase semanalmente.

 Muita, mas muita coisa lamentável aconteceu em 2020.

Mas também vi surgirem heróis que sempre estiveram presentes e que nunca haviam sido reconhecidos. Vi médicos receberem o parabéns publicamente, nos prédios lotados de pessoas com medo de sair às ruas; vi, pela primeira vez, pessoas até então não valorizadas no sistema de saúde sendo reconhecidos como heróis, como os enfermeiros, técnicos, auxiliares e atendentes.

 Tenho o prazer e sorte de conviver com uma enfermeira há quase 15 anos e sei como foi árdua a luta, de como foi difícil de vê-la sair pra trabalhar durante o auge da pandemia, sem saber quando chegaria nossa vez de contrair o vírus, que nunca chegou em casa, com a Graça de Deus.

 Vi bancários trabalhando dez, doze horas por dia, também aos sábados, pra dar conta das filas, se arriscando a contrair o vírus, mas com determinação e coragem. Com compromisso não apenas aos seus empregos, mas com a população mais necessitada. Porque é na crise que surgem os verdadeiros heróis. Talvez agora o brasileiro compreenda que herói não é o participante do BBB, nem esse ou aquele cantor, tampouco um jogador de futebol. Podem ser craques, estrelas, feras na bola, mas pra ser herói é preciso um pouco mais, é preciso doação, sem esperar nada em troca, é preciso coragem e, acima de tudo, solidariedade.

 Esse ano de 2020 foi de crise, de dificuldades pra muita gente, um ano de dor pra muitas famílias; mas também um ano de resistência, que serviu pra desmascarar muita gente pequena.

 Meu desejo pra 2021?

Que seja um ano de esperança em dias melhores.


sábado, 10 de outubro de 2020 0 comentários

Como inundar a casa e o coração de Círio e primeiro Natal, em meio à pandemia de coronavírus...Nazinha, dai-nos a bênção, Senhora de Nazaré

Com duas tragédias simultâneas no país, Bolsonaro e coronavírus Covid-19, chegamos resistindo neste sábado 10 de outubro de 2020, véspera do Círio de Nazaré, em Belém, a cidade tomada pelos cheiros de maniçoba e pelos diversos sabores da fé, preparativos a toda, porque eis que no domingo  dia 11, acontece o Círio, nosso primeiro Natal, festa de famílias, aconchego. Círio é virtual, com lives musicais espetaculares, mas tem uma romaria de gente que caminha rumo à Basílica de Nazaré, agradecendo as graças recebidas de Nazinha. 

Chego neste Círio toda gratidão, fé, esperança. Ano difícil, de aprendizados na dor, mas também de se livrar do que é tóxico, de resistir,  de viver muito por aplicativos, de fazer negociações fundamentais pelos apps, vencendo a limitação da distância. Ano desafiador, resistente, clamando por unidade real, exigindo solidariedade ativa, rede de proteção e também de escancarar tempo para poesia, plantas, registros, amores diversos, choros, risos idas e vindas,  aconchegos. Um ano de novas prioridades, com a máscara virando  o principal acessório de proteção. E nas mesas e bolsas, álcool em gel e álcool 70% ganhando o espaço principal.

O Natal em pleno outubro joga esperança e alegria em cada casa, em cada canto, celebrações de todos os tipos, cheiro de tucupi, maniçoba, celebração. Sem procissão, porque Covid-19 continua entre nós, infelizmente e já são mais de 150 mil mortos no país. Desejo um Feliz Círio e que Nazinha continue nos abençoando, protegendo e abrindo os caminhos!

#Círio2020







domingo, 16 de agosto de 2020 0 comentários

Qual é a sua história nesses tempos doídos de coronavírus?

Que história tens a contar destes 5 meses de coronavírus, medonha, apavorante moléstia que até 13h deste domingo, 16/ago, já enlutou 107.341 famílias?.Desse número, quase 6 mil no Pará! É muita zica  ter, ao mesmo tempo, duas infelicidades: Bolsonaro e o coronavírus.

 Eu tenho a minha e sei que cada família brasileira tem  uma história pra contar destes tempos de pandemia da Covid 19. São crônicas de dificuldades, temores, reinvenções, fome, dor, choro,  pequenas alegrias, desafios,  partidas,  reencontros, dúvidas, máscaras, lives, fake news, apreensões,  cuidados diários, enfim, a vida sendo vivida  em meio ao sobressalto,ao temor do invisível,  com nenhuma ou quilos de solidariedade. Como sindicalista, ainda acresço a esse rol, defender  intransigentemente a categoria bancária e a classe trabalhadora todos os dias, tarefa não só minha , mas de sindicalistas, esquerdistas, movimento sociais, pessoas de bem deste Brasil.


Por aplicativos comemoramos aniversários, rezando pra internet não cair  na hora dos parabéns.Torcemos por vídeo e zap cada pequena vitória, como participar de uma rifa,falar com alguém que queria colo físico e só poderia ser à distância,um novo curso,um novo amor, um emprego,um nascimento, o anúncio de uma gravidez,uma flor brotando nos jardins. Fizemos reuniões de vários matizes, construímos acordos, proteções.

Minha história nesses 5 meses teve tudo isso e também o ombro amigo do povo que atravessou comigo,em casa, esse período singular de tanto apoio em rede e tanta cumplicidade quieta, alarido.Povo que já se foi. A netinha Sophia foi morar com a mãe dela, o amigo foi pra perto do mar,aqui no Pará. E a amiga, para o frio do sul. Partidas necessárias. Deixaram sulcos, mas são partidas voos. 

Neste domingo, tive a felicidade de abraçar minha mais nova neta, Arya, que completou 7 meses ao lado da vovó e da bisa. Ela foi, mas na casa ficou uma energia de riso, amor, luz, cheirinho de bebê e um reconhecimento e afeto ancestrais.

E você, qual é sua história?




terça-feira, 11 de setembro de 2018 0 comentários

O anão guerreiro, Marco Aurélio está com novo coração valente! Éguuuaaa, alvíssaras e gradicida!

Éguaaaa, depois de tanto sobressalto, meu coração está aos pulos de alegria e gratidão, pois quando entrou setembro, mais precisamente no domingo pós feriado,9 de setembro de 2018, eis que após algumas tentativas, chegou um coração novo para meu sobrinho-filho Marco Aurélio. Desde novembro/17 Marco está em Fortaleza e há mais de 2,5 anos carregava um marcapasso em seu jovem coração de 35 anos, marcapasso que lhe deu sobrevida, mas que a cada dia era insuficiente. Suportou brabos e contínuos  ataques e tantos que Marco foi para a cabeça da fila de transplante do coração. 

Internado desde 13 de maio deste ano, Marco venceu esse período amparado por muito amor, cuidado da tia dele, minha irmã, o primo Daniel e família, da amada companheira, Bhet e da corrente poderosa de fé e esperança de todo o país. 

A madrugada desta segunda-feira, 10 de setembro/18, encontrou Marco Aurélio sendo preparado e operado pela  equipe do cirurgião Juan Mejias que teve em suas mãos, por momentos seculares, a vida do meu sobrinho-filho, tanto ao tirar o órgão vencido, como ao colocar naquele peito magro e querido, uma nova usina de renovadas emoções.

Nessa travessia de mais de 3 anos, Marco encontrou médicas cardiologistas maravilhosas como Ana Maneschy (aqui em Belém), Raquel e João Davi, em Fortaleza, enfermeiras e técnicas de enfermagem cuidadosas e carinhosas. O bom humor dele, o otimismo contagiante nos piores momentos, também foram alavancas poderosas pra não deixar entrar o baixo astral que uma doença grave costuma trazer junto. Primos e amigos dizem que ele é um anão guerreiro e que anões guerreiros sempre vencem.

A cirurgia começou às 3 horas da madrugada do dia 9 e pegou parte da manhã. Marco foi e está na UTI do hospital do coração em Messejana.CE. Os próximos dias serão críticos e de adaptação, mas tenho certeza que o Universo olha por esse menino sorridente, alegre, honesto e muito amado. Eu digo que ele é meu quarto filho. Tem morada num coração que pulsa por amor.

Levanta logo, Marquinho. O mundo precisa de gente que ama e constroi a paz com alegria! Aqui fora te aguardamos, eu, a família, amigos, colegas do BASA, movimento sindical bancário, teu filhote Davi e o que virá daqui a 3 meses, Marcus Vinicius, além da mãe, das irmãs e do irmão. A parentada toda.

Te amamos! 

Volta logo, coração valente!

Fiz um post ontem no meu face. Taí o monte de comentários e boas vibrações. Gradicidas, eu e minha família!

💘


quinta-feira, 17 de agosto de 2017 0 comentários

Quero é ver barrar o amor! #LulaPeloBrasil

Uma imagem que varou o mundo, emocionando quem tem alma: o menino Everton, aos 7 anos pulando em Lula e hoje o rapaz, 11 anos depois, acarinhando o maior presidente de todos os tempos, na caravana pelo Nordeste, inicada neste 17 de agosto de 2017. Com Lula sendo recebido com o carinho que o povo brasileiro sadio tem. E com as elites, juízes e poderosos querendo atravancar o caminho percorrido por Lula e o povo!  
Eu quero é ver barrar o amor!
❤
(Foto: Ricardo Stuckert). #LulaPeloBrasil
Tanto amor dispensa legenda.

sexta-feira, 21 de julho de 2017 0 comentários

O melhor da gente vem embalado no amor...parabéns, Adriano! 20.julho.2017

Adri,

Filhos são o que temos de melhor, o que melhor produzimos nesta jornada. E meu caçula está no berço hoje, ele que vinha ao mundo às 8h de 20 de julho de 1987. Nascido no Dia do Amigo, algo que é, de raiz.

Adri, meu menino amado, que continues sendo farol de luz e amor, alumiando os caminhos, varrendo a escuridão e enchendo de alegria os nossos corações. 

Com minha ternura, desta e  de outras vidas e só te desejo com ardor de mãe: vai ser feliz, filho. E que tenhas doses generosas de paz, amor, riso, aconchego para os dias difíceis, temperança, algum trocado, não percas de vista o humor e a poesia e boas camaradagens.

Bora celebrar a vida!

Eu te amo e vou ser por toda a tua vida a tua fã número 1.
Fã com amor incondicional!💓💙💚💛💜💔🙋

Observação: este texto só foi publicado na tarde do dia 21. Pelo app do blogger não consegui subi-lo.😓
domingo, 14 de agosto de 2016 0 comentários

A bença, paizinho.. como eu queria e 'tou precisada da fala do abraço... Feliz Dia dos Pais!

Paizinho, a bença...

Queria olhar contigo esse ipê no meio do bosque, enquanto falávamos de vida...
ter milhões de abraços iguais a esse da foto, dado num dia em que tudo que queríamos era a fala dos abraços, fala esta tão necessária hoje...
E ficar te olhando enquanto miravas os barcos no mar, tu que atravessaste tantos mares e baías zangadas...

Sei que o amor que nos liga é para sempre, seu Heraldo e que desse outro canto em que nos olhas, tás em sintonia com nossa saudade e vais vibrando no amor e isso chega em sonhos, em lembranças doces como de ti contando histórias, ensaiando uns passos de carimbó e rindo muito das besteiras da vida e nos ensinando com o riso e coragem a vencer as pedreiras. 

 Te amo, papai! 

 E não queria dizer, mas me fazes uma falta oceânica... 

Feliz Dia dos Pais, seu Heraldo! 
Belém, 14 de agosto de 2016. Pausa pra política.
 #SomosResponsáveisPeloQueCativamos

Bastava a fala do abraço. A bença, pai...

quarta-feira, 20 de julho de 2016 2 comentários

Parabéns meu menino que enche os vazios com amor e peraltagens! Te amo! ❤❤❤❤❤❤

Julho muito cheio de energia... viajei pro sul do Pará numa caravana louca e linda..julho mamãe fez 83 anos no dia 6. Hoje, dia 20, meu filhote caçula completa 29 anos e daqui a 2 dias, meu primogênito vai se casar oficialmente pela primeira vez, ele que já é pai de filhos e filhas grandões. Então, este é um julho pra agradecer, agradecer muito a Deus, Nazica, à vida. Curtir as pausas que nos permitem felicidade. Grata eu por tudo que vi, vivi e vou viver, com alegria, choro, riso, gargalhada e muitas pitadas de loucura. Sempre na resistência, na luta, com fé esperança que tudo dê certo, lutando e torcendo para que Dilma volte em agosto. E a gente consiga varrer pra longe esse golpe que ronda e ameaçda nossas vidas.

❤ 
Neste 20 de julho, Dia do Amigo, eu quero parabenizar carinhosamente meu filhote Adriano, grande presente que a vida deu, não só pra mim, mas pra todos e todas que têm a felicidade de estar junto dele. Parabéns, filhote e perdoa a corujice, mas mãe que é mãe, tem que ser coruja.
Te amo!
*
Hoje é o aniversário do meu menino Adriano. Chegava lindo num 20 de julho há 29 anos passados, enchendo o planeta de amor, os vazios de alegria, a escuridão de luz e as revoltas de mansidão e serenidade, unindo contrários e sendo um brinde à vida com alegria. Um ponto de luz e amor.

Meu terceiro e caçula filhote faz 29 anos hoje, longe de mim (snif), mas ambos sintonizados no amor e na cumplicidade dessas quase três décadas de convívio e aprendizados. 

Agradeço ao poeta Manoel de Barros ter feito um poema que um pouco resume como é este meu filhote a quem desejo muito riso, muito amor, paz, energia e uns trocados pra não se aperrear muito. O restante ele trouxe de outras vidas.
 Te amo, Dri, Ni, Nhenhém! 

 E vou deixar agora o poeta falar por mim: 

"A mãe reparou que o menino gostava mais do vazio, do que do cheio.
 Falava que vazios são maiores e até infinitos.
 O menino aprendeu a usar as palavras. 
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras. 
E começou a fazer peraltagens. 
Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela. 
 O menino fazia prodígios. 
Até fez uma pedra dar flor. 
A mãe reparava o menino com ternura
A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta! 
Você vai carregar água na peneira a vida toda. 
Você vai encher os vazios com as suas peraltagens, 
e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos!" 
(Manoel de Barros, em O Menino que carregava água na peneira)

#PequenasCoisasQueDeixamAvidaMaisBonita

Um pouco de Adriano nesta história real.

Tem como não amar?


O que é do amor não enjoa... com a amada

Coisas do coração...

Quando o amor pega, não tem jeito...

Amor de outras vidas...


Com o mano do coração...
2a posse da Dilma...

Outro niver, tempos atrás..

O amor nos tempos do Círio...

quarta-feira, 13 de abril de 2016 0 comentários

Como o 13 de abril ficou para sempre marcado nas nossas vidas.. Dialética na veia...Um abraço e um brinde à vida!

13 de abril de 2016. Desde 1980 todo 13 de abril é um dia marcado pela alegria. Nascimento do meu filhote Silvinho que hoje comemora com muita felicidade seus 36 anos vivendo um dia por vez com suas alegrias e suas agonias, ao lado da compa Lizoca e dos filhotes Perseu e Arthur.

E a vida, confirmando a dialética, marcou o 13 de abril em nossas vidas mais uma vez em 2011, quando meu paizinho virou encantado e me deixou eternamente saudosa desse abraço que sempre trazia a energia do "tou aqui, filha, pro que der e vier, com todo meu amor". Ah! seu Heraldo...


Neste 13 de abril, um brinde à vida e a tudo que papai nos deixou sobre amor, humor, honestidade,bondade, alegria e resistência. Esses valores e sentimentos são imprescindíveis nesta decisiva semana em que pessoas de bem travam sua maior batalha defendendo a democracia e as liberdades.

Bom dia, paizinho,encantado desde 13 de abril de 2011. Tua filha te ama para sempre. 

Bom dia e parabéns Silvinho, meu Binho, meu filhote amado. Luz, saúde e fé na vida é o que te desejo. Continua sendo feliz nas pequenas grandes coisas.  
Mamãe te ama! 💜💙💛💚🎂🎂🎂🎂

 
Um abraço que papai me deu e que ficou grudado no sentimento e um riso e abraço do filhote muito amado.
                               
    

Escrevi o post acima no meu perfil do facebook/Instagram/Twitter. Fui trabalhar. Já no final da tarde, ainda no trabalho, me deparei com este texto escrito pelo meu filhote aniversariante. De fazer chorar qualquer mãe e eu mais ainda.

Compartilho com vocês:

 "Outro dia estava pensando sobre minha família materna, sobre meu avô, falecido na data de meu aniversário, e na minha avó, Zenaide. E me lembrei de como eu havia julgado erroneamente a atitude dos dois, de mandar os filhos para casa de parentes na capital, para estudar. 
Eu me perguntava, ingênuo e cheio de certezas como todo jovem, como eles puderam mandar seus filhos, ainda pequenos, para morar distante.
Quando eu era ainda mais bobo, achava que eles (os pais de minha mãe e tios) eram frios, tipo, como eles puderam fazer isso, mandar seus filhos para longe dos olhos? Como foram capazes de mandá-los para morar na casa de quem quer que fosse? De não vê-los crescer? Parente gosta de aplicar todas as disciplinas e penalidades nos filhos da rua, é assim que é, e quem já teve a tristeza de depender da caridade de parente, já sabe como é. No mínimo, você está tirando a privacidade da família, quebrando a sintonia do lar. Como já dizia o ditado, filhos e ... o resto, só os seus.


Mas me peguei pensando sobre esse assunto novamente, e hoje, dia em que completo 36 anos, com um pouco dessa e daquela experiência de vida, percebo que essa foi a decisão mais acertada dos meus avós, pois aqueles simples comerciantes ilhéus, de um lugar que nem existia no mapa, abriram mão da companhia dos filhos, de vê-los crescer até a idade adulta, pagaram o preço da dúvida e da distância, mas ao fazer isso, deram a oportunidade aos filhos de serem alguém na vida, de terem uma vida melhor que a que eles, pais, levavam. 


Eles deram aos filhos, a um preço altíssimo, a chance de romper com a lógica da miséria, da falta de estudos e de oportunidades. E o resultado disso é que todos os filhos mandados a Belém puderam estudar, e cada um aproveitou sua chance e tiveram algum destaque na vida, na família e na sociedade. Se tornaram “alguém” na vida.
Bem, essa é uma faceta da vida da minha mãe, que lutou muito, desde os 14 anos na labuta, que começou vendendo bíblias pra ter um dinheirinho para suas poucas necessidades de menina da época.
E o que isso tem a ver o momento político atual? Tudo, porque nos últimos 14 anos, tal como meus avós fizeram com seus filhos, esse Governo vem dando oportunidades às Veras, Rosas, Albertos e Josés dessa imensa família chamada Brasil. É “só” com isso que querem acabar.


Mas quer saber? Lula, Dilma, pessoas como minha mãe, estão acostumados a lidar com a adversidade, e não vai ser uma votaçãozinha empolgada, embalada pela Globo/Abril/Folha e pelos ratos de porão vira-casacas desse ou daquele partido, que nos farão ajoelhar. 


E pode bater, seus filhos da santa, porque “nóis inverga, mais nóis num kebra!!!!”

Como diria o Cazuza: “...se achas que eu estou derrotado, saiba que ainda estão rolando os dados...”.

Força Dilma, força Lula e força a todos os brasileiros que, como minha mãe, nasceram e cresceram na adversidade.


 Um Abraaaaaaaaço."





🍻🍻🎉🎉
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015 0 comentários

Como ser feliz fazendo feliz...Boas Festas e um 2016 pra lá de pai d'égua!!!

O que desejar neste Natal?
Que possamos distribuir amor, solidariedade, tenhamos saúde, riso e paz. 
Que sejamos felizes e façamos nosso entorno feliz! 
 E que recebamos 2016 com a alegria com que abrimos os braços e o coração pra um amigo amado chegado. Com a alma leve, boa dose de traquinagem e permitindo que a esperança  nos  envolva e nos anime. 
Dancemos com a vida!  
Muita energia pra atravessar o ano com alegria, esperança, tolerância e fé! 
 Boas Festas e Feliz 2016, meu povo do bem e da luta!
 (Vera Paoloni e família).





domingo, 20 de dezembro de 2015 0 comentários

Como o Natal sumiu da nossa sala e reapareceu em nossas vidas, todos os dias...

- Mamãe, mamãe, acorda, acorda por favor, vem ver mamãe... o Natal não tá mais na sala... 

Não sei se é o dindom do Natal chegando, se foi um cheiro,um som, um reclame na tevê, não sei bem o que foi, mas o baú das minhas memórias foi  sacolejado e se abriu diante de mim, guiado por aquele grito angustiado na vozinha de menino do meu filho mais velho, Rogério, então com 7 anos. E pulou pra fora  o Natal de 1983. Mais precisamente, a manhã de 24 de dezembro de 1983. 

- Mamãe, levanta rápido. O Natal, levaram o Natal, mamãe. A voz do meu pequenino era de desespero, de quase pavor e foi esse quase medonho som que conseguiu me despertar de vez. Ainda nem era 6 horas da manhã. Atrás dele, o irmão  menor, Silvinho, então com 3 anos, chorava em silêncio. Dei um pulo da cama, abracei os 2 meninos e fomos andando até a sala, Rogério me puxando. 

 - Olha, mamãe, o Natal sumiu e não fui eu, não fui eu, já quase chorava Rogério. Olhei pro lugar onde estava a grande árvore comprada na véspera e procurei com os olhos os presentes que ficaram arrumados embaixo da árvore. Só o lugar vazio. Fomos andando até a cozinha, que também deixáramos arrumada com panetone. Nada, nem uma mísera xícara.

Na véspera, 23 de dezembro, eu havia feito uma enorme compra com tudo de delícias para o Natal e também já a compra do supermercado de janeiro. Geladeira forrada e na despensa, muita comida e guloseimas. Toalha nova de mesa pro Natal, lençois novos, toalhas novas de banho, roupas pros dois meninos, sapatos. Gastei tudo que tinha e o que não tinha. 

Com que alegria, arrumamos tudo, montamos a árvore, quebramos bolas, o pisca-pisca enrolou muitas vezes e nós ajeitando tudo e nesse aconchego, colando carinho, sentimento e cumplicidade em torno da árvore. O que me fazia muito bem e diminuía um tiquinho a enorme culpa por ter presença tão escassa em casa, arrastada pelo trabalho e militância sindical e partidária, intensas. E agora, nem sombra da árvore de Natal,;nem dos presentes. 

Coração já apertado e adivinhando tudo,  abri a geladeira. Nada de peru, bolo, nega maluca,  sucos, refrigerantes. Nem carnes, nem peixes. Nada. Só 1 garrafa de água pelo meio. Nem o arroz com galinha tava mais ali. Tudo, absolutamente  tudo havia sumido. Desabei pensando no Natal pelado e no longo mês de janeiro pela frente sem nada. Cheguei a inicar um choro, mas parei ao ver os olhos dos meus filhos cheios de apreensão. 
- Deitem no meu colo. 

Sentei no chão, um filho deitado em cada perna e fiquei passando a mão na cabeleira de cada um, acalmando nossos corações. Falei baixinho pra eles: vamos fazer o Natal de novo. 

E veio do Rogério a solução: correu pro quarto,  pegou uma tesoura, cola e uma caixa de sapato vazia e botou o chão na minha frente:

- Mamãe, vamos arrumar o Natal. 

Até hoje não sei como, porque minha habilidade manual é zero, mas fizemos uma árvore com uma folha de papel, pintamos e grudamos na caixa de sapato. Silvinho colocou o único enfeite que não tinha sido levado: a estrela. Botamos aquele arremedo de árvore na sala e ficamos um tempão os 3 olhando a árvore.

Fiz um macarrão e comemos os 3, esticando os fios.

 Quanto caiu a noite, saí com os dois pra Praça da República e ali ficamos correndo, brincando, vendo as luzes da cidade até que o cansaço bateu em nós 3.

Voltando pra casa já depois de meia noite, Rogério me indagou com os olhos cheios d'água:
- Mamãe, não vai ter presente, né?
- Vai demorar, mas vai ter sim. E de hoje até o dia que chegarem os presentes, vai ter abraço e vocês dois vão poder dormir comigo.

Ele me abraçou, soluçou. Tava triste pelo Natal sem presentes e feliz em saber que haveria abraço sempre. Nessa noite, dormiu agarrado e mesmo dormindo, soluçava de vez em quando. 


Anos depois encontrei a moça que trabalhou uma semana em casa e fez esse escanagalho todo no nosso Natal de 1983. Chorou muito e me contou a triste história de uma mãe com 4 filhos pequenos, sozinha, sem nada pra eles ano após ano. Viu naquela comilança toda e tanto presente, uma chance de levar um pouco de comida e alegria pros seus na noite de Natal. E me fez fazer de cada Natal um espaço de agregação, de alegria, de agradecimento e de juntar os afetos. E de distribuir solidariedade, todo santo dia. E mais ainda no Natal. 

Neste Natal de 2015, peço aos céus que a fome não obrigue mais nenhuma pessoa a deixar outra sem nada. E que carinho, amor, paz e abraço sejam nossos maiores presentes.
Meu flhote mais velho, mamando aos 2 meses de idade.

Já homem feito, em foto recente, deste ano de 2015.
Nós em vários momentos.


Rogério com 2 aos, na praia de São Jorge.


Rogério com 2 meses, no Satélite.
Rogério com 7 anos.
Mais sobre lembranças dos filhotes:  

Aqui  e  aqui

domingo, 18 de outubro de 2015 2 comentários

Mãe, enxuga tua tristeza, dizia aquela vozinha de 5 anos tão gigante na ternura e na poesia... ou de como acalentar uma mãe chorona

Não sei se foi a perda de um grande amor, uma desilusão com amigos, uma promessa quebrada, dívidas sem solução, ou melancolia geminiana que essa é de doer, mas eu chorava e soluçava sem parar na minha cama. 

E chorava tanto que nem me dei conta que ele entrara e me olhava com seus lindos olhos castanhos e cheios de pergunta, um pano de chão, uma flanela velha e suja na mão, quase esfregando no meu nariz:

- Mamãe, enxuga a tua tristeza...

Botou o pano sobre meu rosto e me abraçou com os bracinhos tufados de amor e aconchego. Só tinha 5 anos de idade...Lágrimas congelaram na minha cara, elas todas sem nenhum sentido, diante de tanta ternura.
 Até hoje meu filhote do meio, Silvinho (ou Binho como eu o chamo até hoje) é assim: terno, atento e sem muitas indagações. Mas sempre pronto a acolher...
....
Tadinho do meu blog esquecido... tanta coisa acontecendo e contado noutros lugares que ele fica meio abandonado.. Borajá retomar as histórias de filhotes quando eram gititos...

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Silvinho com 1 anos de idade, em 1981

Aos 5 anos de idade, em 1985

Aos 6 meses de idade, em out/1980

Neste 2015 com seus 35 anos, com meus netinhos Arthur e Perseu

Com Lizoca, minha nora e a mulher eleita pra caminhar nesta jornada...

domingo, 27 de setembro de 2015 3 comentários

No Pégaso da imaginação, só viaja quem é do coração... ou da série minha meninada feliz...

- Hoje é dia de mamãe, me indagava Adriano com seus 4 aninhos,olhos graúdos e lindamente ansiosos?
- É domingo, sim, Ni, dia de mamãe.
- Então, vamos andar no Pégaso..
E enquanto eu arrumava ele e me arrumava pra irmos pra Praça da República ou pro clube, lá vinha a história do Pégaso, o lindo cavalo da mitologia grega. E a gente ia enchendo o lombo do Pégaso de gente querida pra voar sobre Belém, ir até Fortaleza, andar pelo mundo... O bilhete de passagem era ser do coração...
Pégaso, ter a mãe e praça aos domingos era o que Adriano mais ansiava a semana toda. Porque era a pausa pra família.
Tud pronto, eu disse a ele: 
-Filho, tá na hora de ir. Pégaso tá quase cheio. Só falta a Nanci. Nanci era a dedicada babá do Adriano. Só que ele não gostava dela e eu não sabia disso.
Adriano aos 3, 4 aninhos...


UNI e Adriano: muito amor

28 anos de muita cumplicidade e carinho...

Pégaso: quantas lindas e reveladoras viagens!

E ele:
- Não tem mais lugar, mamãe. Só se for na ponta da asa.
- Tudo bem, Rumbora.
Pégaso subiu com todos nós e de repente Adriano dá um grito:
- Mamãe, eu não te disse que o Pégaso tava muito cheio? A Nanci caiu.
Ploft.
Foi assim que eu descobri que naquele Pégaso só voaria quem fosse do coração.
***
Lembro disse neste bonito domingo 27/setembro/15, Dia de São Cosme e Damião, prediletos do Adriano e de toda nossa família.
Bom dia, alegria!


 
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