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sábado, 23 de fevereiro de 2013 4 comentários

Banpará anuncia Plano de Demissão Voluntária com tempo determinado de 1 ano para ter direito a sorrir, comer e se tratar. Depois, o inverno, o desalento...

O Banpará anunciou nesta semana um Programa de Demissão Voluntária - PDV aos bancários que têm mais de 20 anos de banco. Ao apontar o caminho da rua aos bancários e bancárias mais antigos, o banco faz esta "oferta":

1) pagamento de todas as verbas rescisórias;

2) indenização correspondente a 50% do salário-base, por ano ou fração igual ou superior a seis meses efetivamente trabalhados no Banco; 

3) depósito de 40% sobre o valor total de depósitos efetuados pelo banco no FGTS;

4) 100% do tíquete-alimentação, correspondente a 12 meses;

5) pagamento integral do Plano de Saúde e do Plano Odontológico para os funcionários optantes e de seus dependentes inscritos até a data da rescisão, pelo período de 12 meses.

Na condição de elegível, isto é, de quem se enquadra totalmente nos requisitos do banco para tomar o rumo da porta da rua é serventia da casa, faço minhas considerações sobre este PDV: 


 1. É um PDV totalmente na contramão do crescimento do país, do sistema financeiro e do próprio Banpará que desde 2007 só tem tido lucros e cada vez mais crescentes. Lucro, ressalte-se, construído com o esforço coletivo de seus quase 1.500 funcionários;


2. O PDV elege os que têm mais de 20 anos, justamente a parcela de bancários e bancárias que, em 1998, deu 20% de seus salários durante 11 meses para garantir o equilíbrio do Banpará e a consequente adesão ao PROES - Programa de Incentivo à Redução do Setor Público na Atividade Bancária. Um remédio amargo para evitar a liquidação ou privatização do Banpará. Para quem não sabe, o PROES tirou do mapa do sistema financeiro 24 dos 27 bancos estaduais e essa metralhadora giratória foi disparada pelo Governo FHC, de repugnante e odiosa lembrança. Com muita luta e capacidade de articulação, conseguimos salvar o Banpará, livrá-lo (e os empregos) do tiroteio.

3. Neste PDV despropositado são muito pequenos os valores para arrematar, indenizar a entrada na fila do desemprego. Em épocas mais magras, no governo lamentável de FHC, o Banpará pagou melhor os PDV's e PDVI's da vida, chegando a pagar até 2 salários por ano trabalhado. Agora, oferece 50% sobre o salário-base o que é pouco, muito pouco para quem vai ficar sem renda para sempre. E o pagamento de todas as verbas é direito líquido e certo, assim como os 40% sobre o saldo de FGTS.

4. Mas o pior desse PDV aloprado, é que a diretoria do banco quer pagar apenas por 1 ano o tíquete-alimentação  e os planos de saúde e odontológico. São justamente tíquete e plano de saúde itens que pesam na balança na hora de se pensar em aposentadoria, porque esses dois itens representam de 40% a 60% da renda. Quem adere ao PDV fica  imediatamente sem emprego e sem renda. E um ano depois, sem os planos odontológico e de saúde e sem o tíquete!

Ora, pela proposta da diretoria do banco quem aderir só terá direito a sorrir, comer e a se tratar durante um ano. Depois desse 1 ano, é a descida ladeira abaixo e sem qualquer apoio! 

Um ano passa rápido e no inverno da vida, o sino da meia-noite  chega bem mais rápido! Que PDV paga esse cruel desalento? E por que  esse refinamento torturante de botar prazo de validade para direitos tão essenciais como sonhar, sorrir?

É o que me indago nesta madrugada! 
A dona do blog, sindicalista e funci do Banpará, lutando e bradando por direitos coletivos.


P.S.- Verba do tíquete extra? Mais uma pergunta ronda meu juízo na noite insone: a verba para pagar esse PDV veio do tíquete extra que bancários e bancárias do Banpará  conquistaram desde 2007 e que a diretoria confiscou na última campanha salarial, em 2012?  Se assim foi, tirou-se uma verba de todos para indenizar mal o desemprego de parte da categoria?!! Que administração de pessoas é essa meu Deus?
domingo, 22 de abril de 2012 0 comentários

Concurso da Caixa atrai mais de um milhão de concurseiros. Isso seria impensável no governo tucano de FHC pois a Caixa ia ser vendida, privatizada, liquidada...

Hoje, à 1 da tarde (hora de Brasília) tem concurso da Caixa Econômica Federal e concorrem em todo o país 1.086.513 candidatos. Desses, 29.228 mil estão inscritos no Pará. O concurso é para a vaga de técnico bancário, com salário de R$ 1.744 para jornada de trabalho de 6 horas diárias, caracterizando 30 horas semanais. O concurso será feito em três etapas: provas objetivas, prova de redação e exames médicos admissionais.


Isso seria impensável no governo tucano de FHC em que, para enxugar a participação do Estado no sistema financeiro, 23 dos 27 bancos estaduais sumiram do mapa. E no famigerado relatório Booz-Allen,que calçava "tecnicamente" o trajeto da liquidação/venda/privatização, a Caixa e  BASA seriam  os primeiros a serem vendidos/liquidados. O BB também seria vendido.

Ainda bem que conseguimos derrotar esse projeto entreguista do Brasil e só nos 8 anos do governo Lula, o setor público foi reforçado com a contratação de 40 milhões de brasileiros e brasileiras. 

Resultado de termos barrado essa entrega do país é que a Caixa faz esse novo concurso. Tomara que contrate rapidamente os novos bancários, pois a redução da taxa de juros tem feito as agências bancárias ficarem ainda mais superlotadas do que normalmente o são, sobrecarregando os bancários!

Parabéns aos concurseiros que tão na batalha faz é tempo a bom estudar e boa prova, a começar pela de hoje. Saiba mais aqui.

E não deixe de ler também o comentário de Paulo Henrique Amorim: Dilma peitou os bancos. O FHC ia vender o BB e a CEF.





domingo, 29 de janeiro de 2012 1 comentários

A Privataria Tucana será lançado dia 2 no Sindicato dos Urbanitários

No blog Arte Bancária:
E neste momento em que alguém discute (no calado, na surdina) a venda do Banpará, vem a Belém lançar o livro " A Privataria Tucana" o autor, jornalista Amaury Ribeiro Jr. Será nesta quinta-feira, 2 de fevereiro, às 18 horas, no valoroso Sindicato dos Urbanitários do Pará, às 18 horas.  Haverá transmissão pela internet, via site dos urbanitários www.urbanitarios-pa.org.br

Embora as velhas mídias estejam em silêncio sobre a denúncia gigantesca contida no livro, já foram vendidos mais de 120 mil exemplares, está na 5ª edição e figura no topo da lista dos mais vendidos, na categoria de não-ficção.

Blogs e redes sociais têm dado conta do recado de divulgar o livro que denuncia a monumental privataria tucana no governo FHC-Serra. É desse período a venda da Celpa, Vale e de 22 dos 27 bancos estaduais. Banpará escapou da sanha. Por enquanto, que o deus mecado e vontade tucana de tudo privatizar nunca dormem!
Uma parte do time da Articulação Bancária panfletando hoje pela manhã na Praça da República, convidando a população para o lançamento do livro do Amaury Jr, "A Privataria Tucana"no dia 2. Na foto, da esquerda para a direita: Marco Aurélio, Cristiane, Alan, Vera Paoloni e Serginho.


Um toque
Agradecimento especial para a blogueira Maria Frô que muito ajudou nos contatos iniciais para abriri uma brecha na lotadíssima agenda do Amaury Jr. Coordenam o processo de organização do debate, os sindicatos dos bancários e urbanitários do Pará.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012 4 comentários

Privatização tucana: não há há mal que sempre dure

No post O mal que a privataria tucana fez ao país, ao emprego e às nossas vidas, a comentartista que se assina sol de prata, dá um depoimento da terra arrasada que o tucanato fez a vidas de bancários:

Querida companheira Vera Paoloni,

Meus olhos marejaram ao ler teu post.

Tenho dois irmãos ex-bancários, uma do Banpará, que vc sabe quem é. E outro do Banco do Brasil, que tenho certeza de que sabe também, que amargaram esse destino cruel das PDV's e nunca mais tiveram vida digna.

Meu irmão até hoje fala de sua demissão voluntária, com o brilho que não existe mais em seus olhos.Era gerente do BB em Igarapé Açu,quando foi iludido com as falsas promessas desses canalhas. O que gerou o fim de um sonho que tinha de criar seus 6 filhos (4 deles, adotivos), com a dignidade de um jovem sonhador que passara num dos concursos dos mais difíceis, formou sua família e depois quase morre de desgosto. Até hj é muito sofrido.

Minha irmã, depois de haver sido gerente do bco em que trabalhou, saiu tbm iludida com o PDV com alguns reais no bolso, depois de muita tortura pscológica pela qual vc tbm passou. Mas eu resisti, não saí com ela, cfe havíamos combinado. Minha grande amiga Edda, rasgou, no último dia, minha carta. (Aquela que vinha impressa no meio da "cartilha", lembra?). Se bem que isso não adiantou muito, pois em seguida adoeci, entrei em depressão, de benefício e saí por "invalidez". O que me causa um grande mal até hoje. Porque é o mesmo que botarem uma "tarja preta de insanidade na nossa testa".

Bem, jamais esquecerei da tremenda sacanagem de ter que ouvir diariamente : "o banco vai quebrar!". Muitos dos nossos colegas viraram feirantes, taxistas e muitos ficaram desempregados até hoje. Tão produtivos ainda.

Essa denúncia da "Privataria Tucana" me lavou a alma, assim como o dia em que o Collor sofreu o impeachment.

Não há mal que sempre dure, companheira!
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012 8 comentários

O mal que a privataria tucana fez ao país, ao emprego e às nossas vidas

Ganhei dois livros do meu filhote Adriano no dia 31 de dezembro/11: "A Privataria Tucana" e "A vida quer é coragem". No primeiro, um pedacinho da dedicatória: "Quem diria que algum dia o grande esquema de venda da nossa soberania seria desnudada? Que este livro possa lhe causar espanto, mas também satisfação em saber que o tucanato não sairá incólume. Beijos, mãe".

Foi como leitora que viveu aqueles anos terríveis que devorei o livro. No final dos ano 1990 eu estava na presidência do Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá (desde dezembro 2010 o Amapá tem seu próprio sindicato de bancários). Com minhas companheiras e companheiros, vivi na pele, na resistência e na luta o processo de privatização do país, nesse período das trevas em que FHC presidia o país e Serra era o ministro dele. Quem foi sindicalista nesse período, sabe bem do tamanho de resistência a que me refiro, com todos os canais de diálogo fechados, o emprego e sonhos dilacerados e o mundo desabando sobre nossas cabeças. Era resistir e resistir.

No Sindicato, recebíamos a enxurrada de trabalhadores demitidos do dia pra noite e o exército formado pela cruel novidade tucana chamada de  PDV's - Programas de Demissão Voluntárias -, em que as pessoas eram intimiadas a sair da empresa, com algum dinheiro no bolso e a promessa de um mundo empreendedor mágico. Vimos os suicídios decorrentes desses PDV's e choramos vendo o desespero de famílias inteiras de repente sem emprego, sem trabalho, sem renda e sem qualquer perspectiva.

Em todo o canto do país, empresas públicas vendidas a qualquer preço, fila do desemprego crescendo num ritmo alucinante, a invenção do reajuste zero e instalação de uma política de abono salarial que ia embora sem deixar nada no FGTS, no plano de saúde.

No salário-mínimo, a devastação tucana também deixou sua marca: reajustes tão mínimos no salário  e nas aposentadorias que fez meu pai detestar FHC pelo resto da vida dele. Só pra ter uma ideia, de 1996 pra 1997, o mínimo subiu apenas R$ 8,00 (cresceu de R$112,00 pra R$ 120,00).

Ler "A Privataria Tucana" é indispensável pra conhecer esse período de trevas e o imenso mal que causou às famílias, ao país, à soberania, à autoestima e às nossas vidas. E não adianta a Veja aprontar pois o livro do Amaury Ribeiro Jr já é um tremendo sucesso de venda. Não deixem de lê-lo.

Fico feliz em ter investido parte substantiva da minha vida em um projeto que faz contraponto a esse projeto tucano que quer liquidar nossos sonhos e nossas vidas. Votei em Lula, Dilma e continuo acreditando e construindo a mudança junto com o PT.

Criticamente, claro, porque incondicional só amor de mãe.

E no blog do altamiroborges 

Boechat escancara roubalheira tucana


 
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