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domingo, 15 de março de 2026 0 comentários

Perfumista nas horas vagas, misturando ervas e emoções...

 Nas poucas horas vagas e, mesmo assim, de vez em quando, viro perfumista. Tenho um vidro grande e bem escuro de Toddy e, ali, há mais de 4 décadas, misturo ervas, aromas, fixador, essências e emoções. Deixo decantar um tempo na lua cheia e outro, no sol abrasador. ☀️

Tem dias que o vidrão me chama e ali entram óleos de sândalo, priprioca, patchuli e outros cheiros do Pará.💋 E aí, quando o tempo dá a volta e o perfume apura, vai para pequenos vidros e para a bolsa da ocasião a cultura ancestral amazônica cheirosa e cheia de encantos, batuques e mistérios que só vão se acumulando naquele vidrão que tá atravessando o tempo.

Bom domingo pra vocês, com este 2026 voando! Em pleno inverno amazônico, mas com sol de lascar agora pela manhã, Belém.Pa, 15 de março de 2026. ❤️‍🩹


sábado, 10 de outubro de 2020 0 comentários

Como inundar a casa e o coração de Círio e primeiro Natal, em meio à pandemia de coronavírus...Nazinha, dai-nos a bênção, Senhora de Nazaré

Com duas tragédias simultâneas no país, Bolsonaro e coronavírus Covid-19, chegamos resistindo neste sábado 10 de outubro de 2020, véspera do Círio de Nazaré, em Belém, a cidade tomada pelos cheiros de maniçoba e pelos diversos sabores da fé, preparativos a toda, porque eis que no domingo  dia 11, acontece o Círio, nosso primeiro Natal, festa de famílias, aconchego. Círio é virtual, com lives musicais espetaculares, mas tem uma romaria de gente que caminha rumo à Basílica de Nazaré, agradecendo as graças recebidas de Nazinha. 

Chego neste Círio toda gratidão, fé, esperança. Ano difícil, de aprendizados na dor, mas também de se livrar do que é tóxico, de resistir,  de viver muito por aplicativos, de fazer negociações fundamentais pelos apps, vencendo a limitação da distância. Ano desafiador, resistente, clamando por unidade real, exigindo solidariedade ativa, rede de proteção e também de escancarar tempo para poesia, plantas, registros, amores diversos, choros, risos idas e vindas,  aconchegos. Um ano de novas prioridades, com a máscara virando  o principal acessório de proteção. E nas mesas e bolsas, álcool em gel e álcool 70% ganhando o espaço principal.

O Natal em pleno outubro joga esperança e alegria em cada casa, em cada canto, celebrações de todos os tipos, cheiro de tucupi, maniçoba, celebração. Sem procissão, porque Covid-19 continua entre nós, infelizmente e já são mais de 150 mil mortos no país. Desejo um Feliz Círio e que Nazinha continue nos abençoando, protegendo e abrindo os caminhos!

#Círio2020







domingo, 22 de fevereiro de 2015 1 comentários

Como fazer compota da casca de bacuri, a fruta mais deliciosa do planeta Terra...

Domingão bonito este 22 de fevereiro, dia do aniversário do querido amigo Magé, cabeça cheia de assuntos e saudades e resolvi ir pra cozinha, fazer uma compota da casca de bacuri. Pra quem não sabe, bacuri é a fruta mais deliciosa do planeta e só dá no período do inverno amazônico e das chuvas, ou seja, de dezembro a março. Tá bem na época. Normalmente, todo mundo joga as cascas fora. Eu também, Mas desta vez resolvi guardar e arriscar uma compota. Uma só, não. Duas.

Botei o radinho na Cultura, lavei 25 cascas de bacuri, peguei  a panela de barro, botei água e as cascas dentro. Fervura de 15 minutos e as cascas ficaram moles.  Quando esfriou um pouco, derramei a água e fui limpando a casca, pedaço por pedaço. Com a paciência de quem tem todo o tempo do mundo.

Separei as cascas limpas e as que ficaram com misturas de bacuri. Meus dedos e a faca só resina que a casca do bacuri tem uma resina, um grude forte. Limpei a mão com óleo de cozinha, fui fotografando o passo a passo e meu celular, cheio de resina.  
Resolvi fazer duas compotas: as bem limpinhas e as misturadas.

Preparei duas caldas, 1 em panela de barro e outra em panela de alumínio. Usei 1 kg de açúcar demerara e 6 copos de água. 3 copos em cada panela. Quando a calda começou a ferver, coloquei as cascas limpas na panela de barro e as misturadas na panela de alumínio. Mais 15 minutos de fervura e estavam prontas as compotas.

O gosto ficou bom, e quando a gente come, no inicio é doce e lá no final tem um azedinho da casca que apura o sabor do bacuri.
Enquanto eu preparava tudo, o apartamento foi ficando impregnado do cheiro delicioso do bacuri. Fruta que meu amigo Castagna Maia gostava muito, ele que tá nos olhando lá de cima.

Trabalhoso e gostoso o preparo da compota. Pra fazer naqueles dias em que precisar conversar com a voz de dentro, ou pra juntar a família num novo experimento.

Abração e boa semana.

Ingredientes:

25 cascas de bacuri (lavar antes de levar ao fogo)
1 kg de açúcar comum ou demerara

O modo de fazer tá mais em cima.


A polpa carnuda e deliciosa do bacuri é essa branquinha. A amarelinha é a casca dura do bacuri.

Casca de 25  bacuris já na panela de barro pro cozimento.

Só água e casca de bacuri. Foram lavadas as cascas, antes de ir pra panela. 20 minutos de fervura.


Tirando os excessos da casca, já cozida.


A parte da casca da qual foi tirado o excesso.

Sobras das cascas também cozidas.

Calda com açúcar demerara orgânico. Pra cada copo de açúcar, 2 de água.

Calda para a compota.

No ponto, a compota da casca de bacuri sem nenhuma mistura.

Prontinha a compota da casca com as misturas de bacuri.



Já no vidro, a compota da casca limpinha.

E neste outro vidro, a compota da casca com excessos.

A compota da casca com a mistura de bacuri.


Limpando a casca cozida e ouvindo a Rádio Cultura FM no radinho...

segunda-feira, 6 de outubro de 2014 0 comentários

É nós no Senado. Urnas consagram Paulo Rocha o senador da classe trabalhadora. Muito pai dégua, povo do Pará!

E temos um senador da República eleito no Pará, sagrado ontem nas urnas com 1.566.350 votos, um feito bonito pra esse caboclo de Terra Alta, operário gráfico, ex-deputado federal de cinco mandatos e primeiro presidente da CUT.Pa e do PT. Paulo Rocha é um dos 2 senadores que o PT de todo o país fez nestas eleições e estará amanhã, dia 7, em Brasília com a  presidenta Dilma e em seguida com o ex-presidente Lula, exercitando o que sabe fazer como ninguém: articular, dialogar, liderar e agregar, pra que tenhamos o menor grau possível de solavancos no segundo turno de Dilma e Helder aqui no Pará. E que seja um segundo turno com dupla vitória: Dilma reeleita e Helder eleito.

Disse ontem no meu blog, que Dilma é meu voto do orgulho. E Paulo Rocha é meu voto do afeto. Pelo tanto de tempo que a gente se conhece, milita e compartilha causas e sentimentos. Como diz um também ex-presidente do Sindicato dos Bancários do Para, assim como eu, o compa Valtinho, "a eleição de Paulo Rocha faz justiça e lava a nossa alma".

Parabéns, companheiro senador! Parabéns, querido compa e lutador. 

Em seu site, a CUT.Pa também parabenizou o senador de todxs.


O resultado final.

Mulherada pintou as unhas de 13 e 131 pra fazer campanha com muita beleza.

O abraço no senador eleito, ontem à noite 5/out/14


Um dos muitos comícios desta vitoriosa campanha

O carinho em cada local: todo mundo Paulo Rocha.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014 0 comentários

Cris e Heider estarão entre os 2.500 atletas nos jogos da Fenae/14, em Goiânia. Borilá, Pará!

Paraenses, Cristiane Aleixo (atletismo) e Heider Alberto (Futebol society) são 2 dos 2.500 atletas funcionários da Caixa que, de amanhã até 24/8 participam dos Jogos da Fenae, a federação das associações do pessoal da Caixa. Do Pará, são 76 atletas, mais 3 coordenadores e 6 colegas da equipe técnica.

Em nome do Cris e Heider, meu abraço à Fenae, ao compas Jair Pedro e Pedro Eugênio, à delegação da região Centro Norte, a todo o timaço de atletas bancários, time valoroso que arranja tempo pra trabalhar na Caixa, enfrentar o sufoco de ser bancário e ainda se dedicar ao esporte.

Meu abraço, atletas da Caixa!
Cris com a roupa oficial da APCEF.Pa: indo à corrida em Goiânia.
Heider, no lançamento da campanha nacional dxs bancárixs, em Belém, dia 14/8/14


Cris no 8 de Março/2014, em Belém. Semana passada, ficou em 2º lugar na milha do economiário
A bonita logomarca dos Jogos da Fenae

No SESI Goiânia vão rolar os jogos da FENAE.

quarta-feira, 16 de julho de 2014 0 comentários

Paulo Rocha é meu senador e ninguém vai melar o jogo com boatos e mentiras. Vamos ganhar é no argumento e na história de vida e de lutas! E passa muito mais tarde.

Copa finda e férias de julho rolando no nosso verão amazônico e a eleição vem de com força e com ataques rasteiros e de todos os lados. Adianto que o companheiro Paulo Rocha é meu candidato a senador. Petista de carteirinha, fundador da CUT.Pa, primeiro presidente do valente Sindicato dos Gráficos do Pará no período terrivel da ditadura, deputado federal por 5 mandatos, quase senador com 1, 7 milhões de votos e inocentado no processo chamado de mensalão. Esse é um hiper resumo do compa Paulo Rocha.

Mas a sujeirada que lamentavelmente cobre as campanhas políticas, tenta enlamear a estrada de lutas e brilhantismo do companheiro Paulo Rocha. Não passarão! Ninguém vai melar o jogo. Eleição se ganha nas urnas.

As forças conservadoras trabalham para difundir boatos criando embaraços para a candidatura do nosso candidato ao Senado, Paulo Rocha. Faz parte de um jogo sujo e sem escrúpulos, infelizmente ainda existente na política brasileira. 

Com medo da derrota nas urnas, os representantes das elites difundem versões mentirosas para tentar confundir o eleitorado. Vamos à luta que a área jurídica está preparada para derrubar qualquer tentativa de empurrar o jogo para o tapetão. 

Eleição se ganha no voto.


Paulo Rocha tem história de luta e de vida. Não adianta tentar melar o jogo.



terça-feira, 1 de abril de 2014 4 comentários

Como se repara um golpe, se conserta uma dor, uma perda? Como se redesenha a esperança? E como é tão indecente a ditadura, grita o poeta!

Dando brilho à verdade/ Sem usar qualquer verniz/ Lembro de uma tempestade/ Destroçando este país.
Quem teve farda e maldade/ Fez nela tudo o que quis/ Com minha dignidade/ Eu protestei e não fiz.

Choveu chumbo sobre a terra/ Burros fugindo a galope/ Imaginaram ser guerra/ Quando era um simples golpe/ Um golpe na sociedade/ Ferindo a democracia/ Sepultando a liberdade.

Isto em plena luz do dia/ Cinquenta anos correram/ E de medo não corri/ Quantos lutaram e morreram/ Pela vida que vivi?/ Quantos foram aprisionados?/ Quantos? Quantos? Eu não sei./
Quantos foram torturados/ Pelos sonhos que sonhei?

Quanta gente boa e pura/ Que tanto o Brasil amou/ Mastigou na ditadura/ O pão que o diabo amassou?/
Quantos famintos ficaram/ Até hoje sem comer?/ Quantos viram e se calaram/ Tendo muito o que fazer.

Cinquenta anos passaram/ E continuo sonhando/ Meus sonhos não acabaram/ Eu é que estou acabando/
Mas na casa dos oitenta/ Vendo a velhice chegar/ Cinquenta anos, cinquenta/ Ainda quero sonhar.

Cinco décadas rolaram/ Pelo chão dos meus caminhos/ No qual as flores murcharam/ Sem que murchassem os espinhos/ E eu prossigo sonhando/ Com a justiça social/ Sonharei me acabando/ Até o minuto final.

O sonho, o sonho somente// pode o homem engrandecer./O sonho planta a semente/ Que faz o futuro nascer/ Quem sonhou com o comunismo/ Vivo ou morto honra seu povo/ Quem sonha o socialismo/
Não é velho, é sempre novo./

Oitenta anos eu tenho/ E me sinto uma criança/ O meu retrato desenho/ Com a tinta da esperança./
Apoiando a greve Banpará 2013
E ponho esta frase eloquente/ No alto da sua moldura:/ Nada existe tão indecente.

Quanto uma ditadura!!/ Cinquenta anos, cinquenta/ "Ah! Como a vida é ligeira!"/ Já não chove, o sol esquenta/ Folhas da minha mangueira./ Sou criança, não cresci/ Na minha Belém do Pará/ Porque sonhei, mereci/ Ser índio Tupinambá/

Estou nu e grito forte/ Meu sonho é minha coragem./Nasci caboclo do norte/ No tempo da Cabanagem/Digo o que penso e dizendo/ Voo como gavião/ Faço o que quero e fazendo/Todo pobre é meu irmão.

(Poema de autoria do poeta, escritor, dramaturgo e preso político da ditadura militar Nazareno Tourinho. Um amigo querido que tive a honra de trabalhar ao lado, no Banpará, em 1987, quando ele fundou a Afbepa - Associação dos Funcionários do Banpará. O nome do poema é "Cinquenta anos de sonho depois de um pesadelo").
***
André Nunes e Nazareno Tourinho
Emoção a gente vive, sente, não contabiliza. Mesmo assim, três momentos me calaram na alma e arrupiaram meus cabelos todos hoje pela manhã, durante a instalação da Comissão da Verdade, Memória e Justiça dos Trabalhadores, ato realizado por todas as centrais sindicais, OAB.Pa e Dieese.Pa na sede da OAB. Um desses três momentos, foi ver e ouvir a voz forte do amigo Nazareno Tourinho invadindo o plenário da OAB ao declamar esse belo poema escrito aí em cima.

Marcado com maçarico -Outro instante que vai ficar grudado na memória da minha pele, foi ouvir o companheiro Moacir Martins, ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil falando que no período trevoso da ditadura militar, o então dirigente sindical Raimundo Gomes teve as iniciais de seu nome marcados na barriga com um maçarico.

CUT e todas as centrais sindicais, Neto (Comissão da Verdade Nacional), Dieese e OAB.
E as famílias? - E o ex-bancário do Banco da Amazônia, André Nunes foi o responsável pelo terceiro instante tocante. Com simplicidade e leveza ele falou de uma grande dor. A dor das famílias que no período da ditadura, tinham seus maridos e esposas demitidos assim sem que nem pra que. Justa causa sem saber a razão. Sem emprego, sem sustento, sem dignidade. E tudo pela ideologia de ser comunista. Ter o amor como guia. Como disse André Nunes, emocionando minha alma e de quem o ouvia: não dá pra ser comunista sem ser romântico, sem amor e sem amar a humanidade. E pediu que se conte o golpe às novas gerações de forma didática. E que a Comissão requeira uma reparação à dor das famílias.

Mais sobre o assunto aqui
Roberto Sena(Dieese.Pa) e Paulo Roberto Ferreira: organizando o ato.

Coleta de assinaturas para Lei da Mídia Democrática.
 A velha mídia sustentando o golpe militar

A velha mídia: grande sustentáculo do golpe de 1964.


Vídeo mostra a velha mídia como viga-mestra do golpe


segunda-feira, 31 de março de 2014 0 comentários

Como se faz um golpe. Pra nunca mais repetir e nunca mais esquecer os efeitos trevosos da ditadura sobre o país e as pessoas

31 de marco de 2014. Hoje o golpe completa 50 anos. Aquele 31 de março de 1964 está vivo entre nós, deixou marcas de trevas e dor que se  arrastarão por muito tempo. Separou famílias, esmagou ideologias, seviciou mulheres, crianças e sentimentos, esquartejou a democracia, praticou todo tipo de crime hediondo que nos faz arrepiar de repulsa.

Amanhã, a CUT e todas as centrais sindicais, mais Dieese e OAB lançarão a Comissão da Verdade, Memória e Justiça dos Trabalhadores, com manifesto, depoimentos de quem viveu na pele a ditadura aqui no Pará. Será às 10 horas, na OAB.Pa. Dia 1º e abril. E faremos também uma coleta de assinaturas ao Projeto de lei de iniciativa popular da Mídia Democrática.

Instalar uma Comissão da Verdade voltada aos trabalhadores, porque é preciso limpar bem essa ferida, lançar luz sobre tanta treva e resgatar alguns dos inúmeros direitos perdidos, inclusive o principal: o direito à verdade sobre desaparecidos nos escombros da dor e da tortura.

Hoje, no meu perfil no Facebook, vou exibir a foto de Iara, jovem assassinada pela ditadura aos 27 anos. E este post traz a foto da enão menina Dilma, hoje nossa presidenta, brutalmente torturada nos porões da ditadura.

NUNCA MAIS DITADURA!

 Viva o amor, viva a luz, viva a democracia e viva a liberdade.!!
***

MANIFESTO PELA VERDADE, MEMÓRIA E REPÚDIO À DITADURA

O dia 1º de Abril de 1964 marca o início de um período pavoroso para a democracia no Brasil. O golpe militar, gestado pela elite política da época, quebrou a ordem institucional ao tirar do poder o presidente da República, João Goulart, eleito pelo voto do povo. Perseguiu as lideranças políticas que defendiam as reforma de base, com prisões, demissões, torturas e mortes. Quase todos os governadores foram afastados, alguns parlamentares tiveram seus direitos políticos cassados e as lideranças sindicais ficaram na alça de mira do regime autoritário.
Dilma Roussef: torturada durante 3 anos.
 São incontáveis os casos de humilhações e perseguições das lideranças alinhadas com as mudanças que estavam em curso e que representavam um avanço para o nosso País. A ditadura militar perseguiu também os estudantes, os atores, diretores de teatro, os músicos, compositores, jornalistas, escritores, cineastas, poetas. A censura castrou, podou e mutilou a cultura e agrediu o princípio da liberdade de expressão e pensamento.

 As escolas e universidades passaram a contar com espiões dentro de sala de aula. Professores foram afastados, demitidos e muitos estudantes expulsos das instituições de ensino e a União Nacional dos Estudantes (UNE) como a União Acadêmica Paraense (UAP) foram fechadas.

Os livros eram queimados ou atirados nos rios. A Constituição Brasileira de 1946 foi rasgada. Uma outra foi imposta em 1967 e o tenebroso Ato Institucional nº 5 (AI-5), em 1968. As eleições diretas para presidente da República e governador foram suspensas. O povo também não podia eleger os prefeitos das capitais e de muitos municípios declarados como “área de segurança nacional”.

Sindicatos foram invadidos, o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), a única central sindical da época, foi destroçada e suas lideranças perseguidas, presas e afastadas de seus empregos. Na área rural, o controle sobre a organização sindical foi feroz. As Ligas Camponesas foram destruídas. Os sindicatos de trabalhadores rurais como os da área urbana enfrentaram uma estrutura verticalizada e draconiana.

Por todo canto tinha espião do Serviço Nacional de Informação (SNI). Ninguém podia se reunir em locais públicos. As manifestações eram proibidas. O clima de delação era estimulado. E as pessoas vivam com medo de serem tachadas de subversivos e terroristas.

Iara Iavelber: professora de Psicologia e lutadora contra a ditadura
 Mas inúmeros valorosos companheiros perderam o medo e foram se juntando, no início, clandestinamente. Muitos perderam a vida na luta pela democracia. Outra frente foi por dentro das instituições consentidas. E o sentimento de resistência foi se alastrando, tomando conta do País. Derrotas eleitorais foram impostas à ditadura; os trabalhadores romperam a camisa de força e denunciaram o arrocho salarial, o aumento do custo de vida.

A organização pela base colocou empresários e o governo militar na defensiva. A organização foi aumentando. Os estudantes foram às ruas. Os trabalhadores fizeram greve, que era proibido pelo regime. Surgiu a imprensa alternativa, que denunciou os crimes do governo e as gritantes desigualdades sociais. A pressão foi crescendo e os militares perdendo apoio. As conquistas se ampliando, até desaguar na campanha das “Diretas, já!”, em 1984 e na convocação da Assembleia Nacional Constituinte, em 1986. Foi a organização do povo brasileiro que levou a país a normalidade democrática e o fim da ditadura militar.

Este ato de instalação no Pará da Comissão da Verdade e Memória dos Trabalhadores,objetiva resgatar a história dos que foram vítimas do regime ditatorial e manter viva na memória da classe trabalhadora e das novas gerações os crimes e injustiças cometidos, bem como fortalecer a nossa consciência de cidadãos para que nunca mais o Brasil possa viver a trágica experiência de uma ditadura.

Viva a liberdade! Viva a democracia!

 CUT CTB FORÇA SINDICAL CSP/CONLUTAS UGT NCST CSB APOIO:OAB/PA e DIEESE/PA

 Assista o vídeo do Lula sobre os 50 anos da ditadura. E viva a democracia


Lula, preso na ditadura e resistindo: é dessa matiz que somos feitas.

domingo, 12 de janeiro de 2014 0 comentários

Muito pai d'égua: Belém faz 398 anos e melhor PF do Brasil é a maniçoba vegetariana do Govinda, de Belém. Parabenzaço!!

Belém completa hoje 398 anos e pode ter 1001 problemas, mas é a cidade do meu coração, onde tive meus três filhos, netos, casei, descasei, sindicateio, tenho amizades daquelas que se guarda do lado esquerdo do peito, em que vou vivendo meus verões e invernos e é meu porto seguro. Égua, Belém!

Parabéns linda e amada cidade e olha que belos presentes: 
o restaurante Govinda ganhou o prêmio de melhor PF de 2013 com a deliciosa e imbatível maniçoba lacto vegetariana. E o povo da Eko - Estratégias em Comunicação, fez um belo vídeo pra homenagear Belém. Vale a pena ver o vídeo e encomendar  logoa maniçoba no Govinda (91.3222.3272). É de lamber os beiços, aliás como tudo que se faz no Govinda.

ÉGUA! Homenagem da Eko a Belém



A receita da maniçoba lacto vegetariana
O melhor prato feito de 2013 é de Belém, do restaurante Govinda: é uma deliciosa maniçoba vegetariana. Com uma receita  bem simples, embora algo trabalhosa. Anota, prepara e depois lambe os beiços. Parabéns ao povo do Govinda, restaurante de comidas deliciosas e honestas.
Ingredientes
 1 unidade - xícara de Ghee (óleo de manteiga) ou óleo de girassol
1 kg de maniva cozida durante 9 dias
200 gramas - proteína de soja graúda desidratada
50 gramas - castanha do Pará fresca
100 gramas - salsicha vegetariana
1 unidade - xícara de queijo provolone
1 unidade - tomate maduro
1 unidade - pimentão pequeno
1 unidade - colher de chá de mostarda em grão
 meia unidade - colher de chá assafétida em pó
1 unidade -colher de chá de massala básica
1 unidade - azeite a gosto
1 unidade - sal a gosto

Modo de preparo
Frite a soja desidratada e a salsicha até dourar, reserve. Em uma panela aqueça o ghee e acrescente a mostarda até pipocar, em seguida acrescente o pimentão, o tomate, a massala básica e o açafrão, deixe cozinhar por alguns minutos, até que o tomate esteja macio, depois acrescente a soja, a salsicha e a maniva cozida, deixe cozinhar por 10 minutos até engrossar. Desligue o fogo, acrescente a castanha do Pará, o queijo provolone, sal e azeite a gosto. Mexa bem, sirva quente.
A maniçoba vegetariana. Fotos: Thaís Sabino.Terra

Tiau, Belém: homenagem de Edir Gaya e Raimundo Sodré

 
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