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domingo, 21 de outubro de 2012 1 comentários

Lula pede ao povo de Belém que vote em Edmilson 50 para prefeito

Lula tem uma grandeza e uma generosidade como poucos. Taí o pedido do CARA:

Minhas amigas  e meus amigos de Belém,

Em nosso governo 28 milhões de pessoas deixaram a linha da 

pobreza e  mais de 40 milhões subiram de classe social. 

Geramos riqueza e distribuímos renda. 

Triplicamos os investimentos em saúde e nunca se investiu tanto em educação.

O Minha casa Minha Vida garante moradia a quem mais precisa.

Mas ainda há muito a ser feito e nestas eleições você vai tomar uma decisão muito importante: escolher a pessoa que vai cuidar de sua cidade nos próximos quatro anos. E a boa relação entre os municípios e o governo federal é muito importante.

Por isso, queria pedir ao povo de Belém que votou em mim para presidente que agora vote Edmilson Rodrigues para prefeito. 

Vote 50!




P.S: 'De poste em poste, o Brasil vai ficar iluminado', diz o Cara


E ontem, em comícios em Campinas e São Paulo (SP), o CARA tirou um sarro dos críticos que chamaram de poste Dilma, quando foi escolhida para ser a presidenta, pelo PT. E agora, de novo, quando chamaram de poste Fernando Haddad (São Paulo) e Márcio Pochmman (Campinas/SP).

No seu estilo, entre brincalhão e irônico Lula disse: "Todos diziam que a Dilma era um poste. "A Dilma não sabe governar, ela é um poste'" 'O Marcio é um poste'." O Haddad é um poste".

Eu quero dizer que, é de poste em poste, que o Brasil vai ficar iluminado".

Fiat Lux, Lula!
Dilma e Haddad: postes? hehehe... Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

domingo, 13 de novembro de 2011 2 comentários

O traficante da Rocinha e o Brasil de Lula

O trecho da entrevista concedido a Ruth Aquino, da revista Época, foi editado pela Carta Maior. É bom ler a entrevista por inteiro (Meu encontro com Nem). 

"...a UPP não adianta se for só ocupação policial. Tem de botar ginásios de esporte, escolas, dar oportunidade.

Como pode Cuba ter mais medalhas que a gente em Olimpíada?

Se um filho de pobre fizesse prova do Enem com a mesma chance de um filho de rico, ele não ia para o tráfico. Ia para a faculdade...

(Lula)  é quem mais combateu o crime, por causa do PAC. Cinquenta dos meus homens saíram do tráfico para trabalhar nas obras. Sabe quantos voltaram para o crime? Nenhum. Porque viram que tinham trabalho e futuro na construção civil".

(Antonio Francisco Lopes, o 'Nem', chefe do tráfico na Rocinha, em entrevista a Ruth de Aquino, antes de ser preso  na última 4ª feira; Época)

(Carta Maior; Domingo, 13/11/ 2011)
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Resumo da entrevista a Ruth de Aquino:



UPP - “O Rio precisava de um projeto assim. A sociedade tem razão em não suportar bandidos descendo armados do morro para assaltar no asfalto e depois voltar. Aqui na Rocinha não tem roubo de carro, ninguém rouba nada, às vezes uma moto ou outra. Não gosto de ver bandido com um monte de arma pendurada, fantasiado. A UPP é um projeto excelente, mas tem problemas. Imagina os policiais mal remunerados, mesmo os novos, controlando todos os becos de uma favela. Quantos não vão aceitar R$ 100 para ignorar a boca de fumo?”

Beltrame “Um dos caras mais inteligentes que já vi. Se tivesse mais caras assim, tudo seria melhor. Ele fala o que tem de ser dito. UPP não adianta se for só ocupação policial. Tem de botar ginásios de esporte, escolas, dar oportunidade. Como pode Cuba ter mais medalhas que a gente em Olimpíada? Se um filho de pobre fizesse prova do Enem com a mesma chance de um filho de rico, ele não ia para o tráfico. Ia para a faculdade.”

Religião “Não vou para o inferno. Leio a Bíblia sempre, pergunto a meus filhos todo dia se foram à escola, tento impedir garotos de entrar no crime, dou dinheiro para comida, aluguel, escola, para sumir daqui. Faço cultos na minha casa, chamo pastores. Mas não tenho ligação com nenhuma igreja. Minha ligação é com Deus. Aprendi a rezar criancinha, com meu pai. Mas só de uns sete anos para cá comecei a entender melhor os crentes. Acho que Deus tem algum plano para mim. Ele vai abrir alguma porta.”

Prisão “É muito ruim a vida do crime. Eu e um monte queremos largar. Bom é poder ir à praia, ao cinema, passear com a família sem medo de ser perseguido ou morto. Queria dormir em paz. Levar meu filho ao zoológico. Tenho medo de faltar a meus filhos. Porque o pai tem mais autoridade que a mãe. Diz que não, e é não. Na Colômbia, eles tiraram do crime milhares de guerrilheiros das Farc porque deram anistia e oportunidade para se integrarem à sociedade. Não peço anistia. Quero pagar minha dívida com a sociedade.”

Drogas “Não uso droga, só bebo com os amigos. Acho que em menos de 20 anos a maconha vai ser liberada no Brasil. Nos Estados Unidos, está quase. Já pensou quanto as empresas iam lucrar? Iam engolir o tráfico. Não negocio crack e proíbo trazer crack para a Rocinha. Porque isso destrói as pessoas, as famílias e a comunidade inteira. Conheço gente que usa cocaína há 30 anos e que funciona. Mas com o crack as pessoas assaltam e roubam tudo na frente.”

Recuperação “Mando para a casa de recuperação na Cidade de Deus garotas prostitutas, meninos viciados. Para não cair na vida nem ficar doente com aids, essa meninada precisa ter família e futuro. A UPP, para dar certo, precisa fazer a inclusão social dessas pessoas. É o que diz o Beltrame. E eu digo a todos os meus que estão no tráfico: a hora é agora. Quem quiser se recuperar vai para a igreja e se entrega para pagar o que deve e se salvar.”

Ídolo “Meu ídolo é o Lula. Adoro o Lula. Ele foi quem combateu o crime com mais sucesso. Por causa do PAC da Rocinha. Cinquenta dos meus homens saíram do tráfico para trabalhar nas obras. Sabe quantos voltaram para o crime? Nenhum. Porque viram que tinham trabalho e futuro na construção civil.”

Policiais “Pago muito por mês a policiais. Mas tenho mais policiais amigos do que policiais a quem eu pago. Eles sabem que eu digo: nada de atirar em policial que entra na favela. São todos pais de família, vêm para cá mandados, vão levar um tiro sem mais nem menos?”

Tráfico “Sei que dizem que entrei no tráfico por causa da minha filha. Ela tinha 10 meses e uma doença raríssima, precisava colocar cateter, um troço caro, e o Lulu (ex-chefe) me emprestou o dinheiro. Mas prefiro dizer que entrei no tráfico porque entrei. E não compensa.”

Nem estava ansioso para jogar futebol. Acabara de sair da academia onde faz musculação. Não me mandou embora, mas percebi que meu tempo tinha acabado. Desci a pé. Demorei a dormir.
 
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