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domingo, 3 de agosto de 2014 0 comentários

Não me toque, não me bula e nem mexa comigo... que eu não ando sozinha. #SomosFortesSomosCUT

Na lide sindical, a gente anda muitas vezes na ponta da agulha mas, como diz Quintana, "eu não tenho paredes, eu só tenho horizontes". E vou levando a vida com leveza e alegria.

Boa semana que este agosto promete!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013 0 comentários

Sou filha da fé e do otimismo e é com samba no pé, energia e muito axé que espero 2014. Pode vir quente....

E lá vem 2014 quase metendo a cara neste restinho de 2013. E junto com ele, não tem jeito: o balanço do ano entra no post e também nas ideias da gente. Já até fiz um texto preliminar de balanço aqui.

O que foi melhor em 2013? Pra mim, a  mobilização e luta contra o PL 4330, projeto de lei do deputado Sandro Mabel que terceiriza o emprego, destrói sonhos e joga no chão décadas de lutas e conquistas sociais. O monstro foi empurrado pra 2014 e a intensa mobilização feita pela CUT, categoria e bancária e demais centrais, resgatou na classe trabalhadora o gosto e a certeza que quando a gente se une, é imbatível.

Outra coisa boa de 2013 foi o programa Mais Médicos e um bom exemplo desse programa tá aqui registrado neste blog. 

Na minha vida pessoal, dois pontos altos positivos em 2013: mamãe ter sido operada com sucesso de um câncer agressivo no intestino e meu netinho Arthur, furando todos os bloqueios, estar vindo ao mundo daqui a dois meses. Falei dos dois assuntos aqui e aqui.

E o que foi ruim em 2013? O sadismo do ministro Joaquim Barbosa e os retrocessos e fundamentalismos reacionários das atitudes do deputado e pastor Marcos Feliciano. Ambos, filhos das trevas.

Sou filha da esperança e do otimismo, tenho fé em Deus, em Nazica e na vida. Então, apesar de Joaquim Barbosa, Feliciano e quetais, confio na determinação da classe trabalhadora em manter o país no rumo certo em 2014. Quero estar viva e de pé pra continuar ajudando na construção desse tempo bom.

Gratidão, pai e mãe do céu. A meus compas, manas e manos, um Feliz 2014! Gonzaguinha e meu neto Perseu, meu sobrinho-neto Rafinha e a querida cachorra UNI inspiraram os memes de votos de um 2014 bem pai dégua! Não será um ano fácil, mas é do jeito que eu gosto.

Até o ano que vem, povo do bem! Família amada, amigas e amigos, amo vocês.

Pra vocês que leem o blog, algumas imagens.

Perseu e Rafinha: futuras gerações cantam a vida.
Perseu, netinho amado, dormindo com UNI, querida cadela.
Nas férias de julho.2013, Perseu e Rafinha se entrosam aos poucos.

Cajamar e a fonte de conhecimento em que bebemos.

Caio olha atento as previsões pra 2014.
Abraço gostoso de Rafinha na bisavó dele, minha mãe.

UNI indo passear.

A hora do niver: encontro de amigos, irmãos.

Filhote que chegou primeiro.
Fiz parte este ano da 1ª turma do maravilhoso curso de Formação de Formadores em Comunicações.

Que venha 2014, não é militância do meu PT?

Mamãe recebe alta do médico que a operou: Marcus Vinicíus Gurgel. Maria, na frente!

UNI: pura momó.

UNI no meu colo: feliz.

Banpará, o banco-símbolo das lutas que travei e travo na categoria bancária. Com sucesso!!

Ave, Nazica! Muita gratidão.

Na greve 2013, a volta do megafone.

Minha mana, mamãe, eu e meu mano Antonio, em Fortal finalzim deste ano 2013.

Mano Antonio, na beira mar em Fortaleza.

Hora da entrevista que fiz com o quarteto médico cubano que trabalha em Melgaço.Pará
Minha mana, tesouro de nossas vidas.

No meio da greve bancária, a notícia que mamãe estava com câncer. Rezar, foi a saída...

Lutas das Fetagri.Pa e CUT.Pa; agricultura familiar é que põe comida nas mesa brasileira.

2013 marcou o ano da luta pela democratização da mídia e denúncia da Rede Globo.

Manhãs de panfletagem na frente da matriz do Banco da Amazônia, em Belém.

Coleta de assinaturas pela Lei da Mídia Democrática: um dos feitos de 2013.

Belém e a chuva das duas.

Nascer do sol em Belém da janela do meu apê.

Em Marabá.Pa, às margens do Tocantins.

Luta contra o famigerado PL 4330.


Um dia que nasce em Belém, visto de casa.

Quarteto médico cubano: Orlando, Maribel, Maribel e Oyainis.
Rosane Berttoti, Alex Capuano, Frô e Pérsio: mestras e mestres!

Noutro vital curso: de Formação de Formadores, com o povo de todas as CUTs da Amazônia.

UNI no seu parapeito principal: mirando a vida.

Mais um dia que nasce lindamente em Belém...

Açaí com farinha de Bragança: uma das delícias da vida.

Dia raiando.. muito privilégio.

Mamãe minhas tias Zuila e Zuleide.
Em janeiro de 2013, eu e Perseu em Cametá.Pa, banhando nas águas do Tocantins.

Janeiro de 2013: indo pra Cametá.

P.S - Lê também:

É Natal no meu coração

A lição de médicos cubanos
sábado, 30 de novembro de 2013 1 comentários

Até que o câncer nos separe! Taí um jeito bonito de contar uma grande pulada de fogueira! Da Ruth Rendeiro, lançamento em Belém dia 5 de dezembro/Embrapa

Muito a fim de ler o livro!!!
Já encomendei meus 4 exemplares direto pelo in box do feice
com minha mana e compa Ruth Rendeiro, porque dia 5 coincide com minha a Fortal tomar a bença da minha mãezinha que inicia a químio dia 9 de dezembro, após ter pulado uma fogueirona na cirurgia de 31 pra 1º e novembro. Oncologista diz que é uma químio leve, via oral e cá comigo tenho minhas dúvidas, mas enfim, rezo baixinho: Maria, passa na frente"


Quero muito ler o livro da Ruth Rendeiro, de alguém querida que vivenciou duplamente o efeito câncer na vida, ela e o marido acometidos quase ao mesmo tempo da enfermidade e que acabou levando ele pra outro plano. 


Ruth astral. Foto recente.Fortal.CE
Ruth é tanta vida, tanta alegria, uma guerreira da esperança Gosto do seu riso contagiante e do jeito como, brinca com as letras e os problemas da vida, mantendo a leveza. Quero ser assim quando crescer!

Lamento muito não estar na tarde/noite de autógrafos, mas recomendo quem puder vá dia 5 de dezembro na Embrapa. E depois vocês me contam aqui o que acharam do livro. Se não der mesmo pra ir, talvez encontres um exemplar na Banca do Alvino, mas isso ainda não tá certo. O preço é 25 pratas. Baratinho.

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Uma provinha do livro
Finalmente o telefonema. Guarulhos, São Paulo e todo o seu simbolismo. Salvação para mais um nortista. A esperança mora no mais rico e populoso Estado brasileiro. Nordesti nos e nortistas não se cansam de desembarcar transportando seus sonhos de uma vida melhor ou de ter direito à vida. Ele era só mais um. A voz ao telefone entrecortada, cansada. Tentava se mostrar tranquilo, menos ofegante.

Horas depois, já refeito, a descrição do hospital. Mais parece um hotel cinco estrelas. Tudo perfeito. Do atendimento na recepção à limpeza, às opções de lanche. Cama confortável, TV, banheiro, guarda-roupa. Tudo incrível. Um tom de deslumbramento in fantil a encobrir o medo.

A primeira visita da equipe médica e a primeira quimioterapia. Tudo tão novo para um homem tão dinâmico. Uma “minibomba de combustível”, como ele descrevera, lançava as gotas milagrosas em seu corpo. Começava o bombardeio na guerra contra as células demoníacas que minavam seu sangue.

No bairro onde ele morava muitas lágrimas e orações das vizinhas e pesar dos vizinhos. No grupo de fnal de semana só lamentos. O “Seu” Menino está doente. Muito doente. Um homem sem nome nem sobrenome. Um engenheiro risonho, mão aberta e prestativo. Naquele mundo festivo do subúrbio era apenas “Seu” Menino. O Papai Noel nos dezembros e folião nos fevereiros. Não conseguiam digerir a notícia da doença grave, do risco de morte, da possibilidade de sucumbir. Não há de ser nada o “Seu” Menino é bom demais. Deus e Nossa Senhora de Nazaré vão salvar nosso amigo. Desejavam e verbalizavam o desejo entre cervejas na calçada onde ele sempre estava presente.

Cada um tinha uma lembrança muito pessoal do vizinho bem-humorado. Ora como um contador de piadas e histórias hilárias, ora como um ser solidário que nunca se negava a ajudar o outro. Alguns riam entre lágrimas ao recordar quando ele se excedia nas latinhas de cerveja e ou- via – e os obrigava a ouvir – os boleros e bregas, preferências reprimidas na abstinência. E quando ele resolve cantar? lembrou outro amigo de copo. Uma fgura esse “Seu” Menino, resumiu um deles.

*
A orelha, por Elias Pinto
Uma banda de orelha é muito pouco para falar de um livro que se mostra de corpo inteiro, de coração a nu. Ruth nos convida a desnudar os sentimentos das relações amorosas, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Há toda uma literatura sobre perdas conjugais.

Lembro, mais recentemente, dos livros de Joan Didion, André Gorz e Joyce Carol Oates. Se Até que o câncer nos separe divide com estes testemunhos aparentados de amor e dor a perda querida, singulariza-se pela reviravolta de uma morte anunciada, que era a da própria autora, mas que no meio do caminho soube que a despedida era do marido.

Do primeiro beijo em Outeiro ao derradeiro na São Paulo que o companheiro, in extremis, jamais conheceu, Ruth conta a morte de Manoel, a sobrevivência ao choque dessa prematura partida e a revelação de forças que talvez ela própria não julgasse possuir e que lhe serviram de molde para reconstruir a sua personalidade a tempo de – curada – se reinventar para a vida.

*
Pedacinho do relise
Durante 26 anos, a jornalista Ruth Rendeiro trabalhou na Embrapa. Foram 25 anos na Embrapa Amazônia Oriental, até que teve diagnosticado, em setembro de 2007, em exames periódicos, um câncer na mama esquerda.

Eu e Ruth no Círio2013.
Sete meses depois, seu marido, Manoel Dantas, também empregado da Embrapa, soube que estava com leucemia mieloide aguda. As limitações de tratamento na cidade natal os levaram para São Paulo. Ela para Campinas e ele para o Hospital AC Camargo, na capital. Mas em agosto de 2008, ele não resistiu e faleceu.

Durante mais de dois anos, Ruth amadureceu o desejo de narrar essa parte de sua vida e no próximo dia 5 de dezembro, enfim será lançado “Até que o câncer nos separe”, uma reunião de textos e lembranças e o que essa triste coincidência causou à sua vida e aos dois filhos à época com 12 e 16 anos. Ela ressalta, porém, que o livro não é um compêndio sobre câncer ou um livro de autoajuda.

***
P.S - Tem uma história bem recente de um sururu que une eu e a Ruth.  Clica aqui pra ler.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013 0 comentários

Plano de saúde GEAP autoriza a cirurgia, mas não o material cirúrgico.Como, então? Operação é de muita urgência e já devia ter sido feita.Valei-me quem?

Como é possível um plano de saúde autorizar uma cirurgia urgentíssima e correndo contra o tempo e não autorizar ao mesmo tempo o material cirúrgico? Eu, minha irmã, minha mãezinha, família e amigos queridos estamos há dias batendo na muralha da burocracia querendo autorização-já pra cirurgia que mamãe já deveria feito e uma explicação pra essa bizarrice criminosa que é autorizar que a cabeça ande sem o corpo!

Descobrimos que mamãe portava o câncer dia 3 de outubro. Dia 7 ela viajou pra Fortaleza, já que em Belém o plano dela, GEAP, não cobria internação e nem cirurgia. De  7 em diante, mamãe fez os exames pré cirúrgicos e no dia 18, minha irmã deu entrada na guia de internação para o Hospital Cura. A guia recebeu o número 211148326. 

No dia 18 mesmo, a GEAP autorizou a cirurgia, ficando pendente algo tão decisivo quanto: o material cirúrgico. Este vai a um leilão. Por que leilão pro material cirúrgico? E por que não é autorizado junto com a cirurgia? Tempo é o que não temos, pois a cada dia, o tumor cresce, diminuindo as chances da minha mãe! Criminosa essa espera!

Hoje fomos à GEAP-Fortaleza e soubemos que o hospital só requisitou o leilão ontem, dia 22 embora tivesse nos informado que pedir desde o dia 21.

Peregrinamos a manhã toda e parte da tarde com amigos queridos no juizado cível, defensoria. O dia termina e mamãe continua sem a autorização do material cirúrgico. E a cada dia, o tumor cresce mais, 

A quem recorrer, meu Deus?

Botei a  boca no trombone das redes sociais hoje pela manhã e até no twitter do ministro Padilha, mas o dia encerra sem solução. Mamãe, graças a Deus, está sem dor, o que em si já é uma bênção, mas em uma semana já perdeu mais um quilo.

Se a burocracia criminosa demorar mais dias, o que fazer? Amanhã, entramos na Justiça.

Como alento, me agarro aos sábios versos da Cora Coralina pra ver se me animo, animo minha mana e minha mãezinha, velhinha otimista e resistente: 

"É que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas,
mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros,
mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça."


Minha mãezinha e as manas delas, minhas tias Zuila e Zuleide, há 15 dias em casa.

Papai e mamãe quando se casaram, em 26.outubro.2007, após um estágio probatório de mais e 50 anos.
Mãezinha na Basílica de Nazaré, dia 6 de outubro.2013
Meu filhote Silvinho com a vó.
Minha mana, mãezinha e eu.

Na casa da mãezinha, em Bragança, como meu mano e sobrinho Marco Aurélio.

Eu, mana e mamãe, no Natal 2012, em Fortal.
Meu mano mais velho, mamãe e irmãs do meu pai, com a amiga Socorro.
Minha mãezinha, há 1 ano atrás.

Na minha casa, com as tias.

Nós, na Basílica de Nazaré.

 
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