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segunda-feira, 30 de março de 2015 0 comentários

Dilma entrega 1032 casas do Minha Casa Minha Vida em Capanema. Prestações de R$25,00 a R$80,00... Inclusão tem nome

Sob o tradicional calor tropical e com uma chuva antes do evento, Dilma fez a entrega simbólica de chaves a algumas famílias das 1032 casas entregues hoje à tarde em Capanema.Pa. Chegou em Belém e seguiu de helicóptero para Capanema, a 160km de Belém. Desceu e foi visitar umas das casas, com a família que vai passar a morar no sonho da casa própria.

Casa própria e barata, pois a prestação oscila entre R$ 25,00 a R$80,00. É inclusão social na veia, é olhar para as parcelas excluídas da sociedade, é resgatar um pedaço da cidadania tão aviltada.

Como mãe, mulher, avó, sindicalista e lutadora, me emocionei muito ao conversar com várias mulheres que passam a ter seu próprio teto, muitas saindo do lixão, da lama. Um bom começo de superação da pobreza, como frisou nossa presidenta

Dilma tá bem mais magra do que a última vez que a vi mais ou menos de perto, no dia da posse, em 1º de janeiro. É o efeito da dieta de Ravenna.

A presidenta anunciou mais 3 milhões de novas casas dentro do Programa Minha Casa Minha Vida. 

E foi saudada pelos presentes com o grito de "olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma...".

Uma faixa saliente, subiu no meio do povo no início e no final do discurso da presidenta. Com um recado simples e direto: "Mexeu com a Dilma, mexeu comigo".

Até a próxima, presidenta!







domingo, 14 de abril de 2013 2 comentários

Se toparmos hoje a redução da maioridade penal, o que vai ser amanhã? Pena de morte? Resolve o problema da (in)segurança?

Aviso logo, sem me importar se estou na contramão: sou contra a redução da maioridade penal, pois não resolve o problema da (in)segurança pública. Acha é um "culpado" para as infrações e se passar, daqui a pouco teremos a juventude negra e pobre atrás das grades e a juventude rica, solta. 

O que resolve é emprego, oportunidades, inclusão, justiça social, políticas públicas, educação. Enfim, o que arduamente vem se tentando implantar nos últimos dez anos, no país. 

Se toparmos hoje reduzir a maioridade penal e a insegurança persistir, porque o problema não foi atacado, amanhã será o que? Pena de morte? 

Não deixem de ler o ótimo artigo sobre o assunto, mais abaixo. É do Sakamoto. 

Um bom domingo e #ForaFeliciano!



Os repetidos casos de violência gerados por jovens da classe média alta brasileira e a forma aviltante com a qual têm sido tratados adolescentes pobres no processo de ocupação policial de comunidades no Rio de Janeiro me deixam duplamente incomodado. Primeiro, é claro, pelo fato em si. Segundo, pela forma como a sociedade se comporta diante disso.
Sabemos que é mais fácil uma pessoa que roubou um xampu, um litro de leite ou meia dúzia de coxinhas ir amargar uma temporada no xilindró – como mostram diversos casos que já trouxe aqui – do que um empresário que corrompeu ou um político que foi corrompido passarem uma temporada fora de circulação.
Não que o princípio da insignificância (que pode ser aplicado quando o caso não representa riscos à sociedade e não tenha causado lesão ou ofensa grave) não seja conhecido pelo Judiciário. Insignificante mesmo é quem não tem um bom advogado, muito menos sangue azul ou imunidade política.
Tempos atrás, a seguinte notícia veio a público:
“A empregada doméstica Sirley Dias de Carvalho Pinto, de 32 anos, teve a bolsa roubada e foi espancada por cinco jovens moradores de condomínios de classe média da Barra da Tijuca, na madrugada de sábado. Os golpes foram todos direcionados à sua cabeça. Presos por policiais da 16ª DP (Barra), três dos rapazes (…) confessaram o crime e serão levados para a Polinter. Como justificativa para o que fizeram alegaram ter confundido a vítima com uma prostituta.”
Os rapazes não eram da ralé. Se fossem de classe social mais baixa, certamente o texto seria sutilmente diferente:
“A empregada doméstica Sirley Dias de Carvalho Pinto, de 32 anos, teve a bolsa roubada e foi espancada por cinco moradores da favela da Rocinha, na madrugada de sábado. Os golpes foram todos direcionados à sua cabeça. Presos por policiais da 16ª DP (Barra), três dos bandidos (…) confessaram o crime e estão presos. Como justificativa para o que fizeram alegaram ter confundido a vítima com uma prostituta.”
Rico é jovem, pobre é bandido. Um é criança que fez coisa errada, o outro um monstro que deve ser encarcerado. Lembro que o pai de um deles, num momento de desespero, justificou a atitude do filho como sendo perdoável. Da mesma forma, o pai de um dos jovens que agrediram homossexuais com lâmpadas fluorescentes na avenida Paulista, em São Paulo, pediu condescendência. Afinal, isso não condiz com a criação que tiveram. Bem, são pais, é direito deles. O incrível é como a sociedade encara o tema, com uma diferenciação claramente causada pela origem social.
Tenho minhas dúvidas se a notícia sairia se fosse o segundo caso. Provavelmente, na hora em que o estagiário que faz a checagem das delegacias chegasse com a informação, ouviria algo assim na redação: “Pobre batendo em pobre? Ah, acontece todo dia, não é notícia. Além disso, é coisa deles com eles. Então, deixem que resolvam”.
Amigos que trabalharam em uma rádio grande de São Paulo, pertencente a um grupo de comunicação, já ouviram algo muito parecido, mas mais cruel… É triste verificar mais uma vez que o conceito de notícia depende de qual classe social pertencem os protagonistas. Somos lenientes com os nossos semelhantes, com aqueles que poderiam ser nossos primos e irmãos, e duros com os outros.
A justificativa dos espancadores também é bastante esclarecedora. Ou seja, “puta” e “bicha” pode. Assim como índio e “mendigo”. Lembram-se do Galdino, que morreu queimado por jovens da classe média brasiliense enquanto dormia em um ponto de ônibus? Ou a população de rua do Centro de São Paulo, que vira e mexe, é morta a pauladas enquanto descansa? Até onde sabemos, apesar dos incendiários brasilienses terem sido presos, eles possuíam regalias, como sair da cadeia para passear. E na capital paulista, crimes contra populacão de rua tendem a ser punidos com a mesma celeridade que agressões contra indígenas no Mato Grosso do Sul.
Na prática, as pessoas envolvidas nesses casos apenas colocaram em prática o que devem ter ouvido a vida inteira: putas, bichas, índios e mendigos são a corja da sociedade e agem para corromper os nossos valores morais e tornar a vida dos cidadãos de bem um inferno. Seres descartáveis, que vivem na penumbra e nos ameaçam com sua existência, que não se encaixa nos padrões estabelecidos. E por que não incluir nesse caldo as empregadas domésticas, que existem para servir? Se eles soubessem a profissão de Sirley, teria feito diferença?
A sociedade tem uma parcela grande de culpa em atos como esse e os dos jovens que se tornam soldados do tráfico por falta de opções e na busca por dignidade, fugindo da violência do Estado e do nosso desprezo. A culpa não é só deles.
A diferença é que, para os da classe média e alta, passamos a mão na cabeça. Afinal, são “jovens”. Para os pobres, os “menores”, passamos bala.


sexta-feira, 9 de novembro de 2012 0 comentários

Quem ama, reparte! Em busca de igualdade de oportunidades


O teste (para ser feito por homens e mulheres):


1 - Quem retira o seu prato da mesa após as refeições? (   )ele   (   ) ela

2 - Quem lava a louça na sua casa? (   ) ele      (   ) ela
3 - No dia a dia, quem cozinha na sua casa?  (   ) ele     (   ) ela
4 - Quem prepara a alimentação das crianças?  (   ) ele     (   ) ela
5 - Quando os filhos choram durante a noite, quem levanta para olhá-los?  (   ) ele      (   ) ela
6 - Quem coloca roupa na lavadora?  (   ) ele     (   ) ela
7 - Quem vai à reunião da escola dos filhos?  (   ) ele     (   ) ela
8 - Quem vai ao supermercado fazer as compras?  (   ) ele      (   ) ela
9 - Quem passa as tarefas para a empregada doméstica?  (   ) ele      (   ) ela
10- Quem ajuda as crianças na lição de casa?  (   ) ele      (   ) ela

Relações compartilhadas por um mundo melhor, com divisão de  relações em casa, no trabalho e na sociedade. (Ilustração na cartilha Relações Compartilhadas, do Sindicato dos Bancários de SP)
Faz o teste. A resposta vem no próximo post. É um medidor simples para ver se as atividades que são invisíveis estão sendo compartilhadas. O assunto faz parte da pauta das mulheres, da busca por Relações Compartilhadas e da mesa temática de Igualdade de Oportunidades, entre banqueiros e bancários, na Fenaban. Um olhar ousado sobre a necessidade de divisão justa de tarefas em casa, no trabalho. E de direitos verdadeiramente iguais.

Foto na cartilha Relações Compartilhadas, do Sindicato dos Bancários de SP.
 
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