domingo, 9 de outubro de 2011 0 comentários

Círio e Feira de Miriti





Muito boa a Feira de Miriti na Estação da Docas. As fotos de cima são do blog, feitas hoje, após o merecido descanso pós procissões e almoço. E a última foto é de uma bonitíssima exposição, também em miriti, no Boulevard shopping e que conta toda a principal procissão, da Igreja da Sé à Basílica de Nazaré. Se tiver em belém, não perca as duas feiras.

sábado, 8 de outubro de 2011 0 comentários

Paz e Feliz Círio!

Feliz Círio!
Tou feliz de já estar em casa e participando ativamente deste momento coletivo de fé que toma conta dos nossos corações.
Um abraço, meu povo que tem fé na vida!
quarta-feira, 5 de outubro de 2011 0 comentários

Mulheres boazinhas vão pro céu. As outras, vão para a luta!

A banca de camisetas do movimento já é uma tradição cutista, petista em todos os encontros e plenárias, Brasil afora. Na 13ª plenária nacional da CUT - que acontece até sexta 7 - a banquinha de camisetas faz o maior sucesso, com muita procura e vendas. Tem uma que particularmente gostei muito. Tem uns dizeres bem instigantes: "As boazinhas vão para o céu. As outras vão para a luta". A mulherada presente à plenária da CUT vai lutar pela paridade nas direções sindicais e cutistas de todo o país. Ótima luta!
 A 13ª plenária nacional da CUT tem uma bela exposição fotográfica da 1ª Conclat - a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora que ocorreu em 1981. Mais detalhes, aqui.
Solidariedade e carinho, Gli
Queria estar em Belém para dar um abraço silencioso e cheio de ternura na minha irmã e amiga, Glicéria Melo, que passa pela terrível perda de seu esposo. Gli, daqui dessa lonjura paulista, meu abraço, meu amor, sempre minha mana de todas as horas.

Força, preta, que antes do Círio estarei aí! E um abraço na Carol, também.
domingo, 2 de outubro de 2011 1 comentários

Nasceu Clarinha. Viva a vida, o Círio, a luta e a fé!

Nasceu Clarinha no 1º dia de outubro, o mês do primeiro Natal dos paraenses, que é o Círio de Nazaré.

O Pará inteiro e Belém, em particular, respiram Círio. Pra onde a gente se vira tem uma reza, uma procissão, um auto, uma cantoria, uma festa de fé e alegria. Correios em greve, professores em greve, bancários em greve, tudo junto e misturado num belo e forte  movimento.

Clarinha nasce e dá uma pausa na fervura, assim como as duas veinhas clicadas por David Alves na greve bancária. Nasce no meio do rebuliço, pura vida e pura entrega ao amor. O mesmo amor ardoroso que impulsiona nossos corações a lutar todos os dias para que direitos sejam iguais, oportunidades sejam iguais para todas e todos.

Meu abraço carinhoso a Clarinha, ao pai e mãe, chegados também do principal, que o coração. E abraço aos que têm fé e a toda a classe trabalhadora que luta sempre por trabalho decente, por emprego decente, por vida decente!
(Imagens de vida, de luta e de fé).
P.S. os pais de Clarinha são Cláudio Puty e Tatiana Oliveira, companheiros!
domingo, 25 de setembro de 2011 0 comentários

Um olho na Santa e outro na luta, com fé e greve. É tudo movimento!

Última semana de setembro, Belém respira o clima do Círio de Nazaré. Muitas peregrinações, muitas rezas, muitos ciclos de oração, muitas preparações para o primeiro Natal dos paraenses.

O Círio é tão milagroso, que já fez até o prefeito Duciomar trabalhar um pouco e a rua por onde passará a Santa, pegou uma tinta de asfalto, para que os romeiros não deem topadas em buracos ou depressão no asfalto. A foto acima é de um belo cartaz do Círio feito pelo Banpará. O povo é de fotos de bancários que trabalham no banco.

E o movimento é de fé e esperança também na imensa capacidade de organização e luta da classe trabalhadora. Os correios já estão em greve por melhores salários e por condições de trabalho, lutando para crescer renda e emprego no ritmo do Brasil. Nesta segunda 26, entram em greve os servidores da educação no Pará, na briga pelo piso nacional da categoria e também pela implantação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração.

E na terça 27, é a vez da categoria bancária cruzar os braços de ponta a ponta do país, após ter rejeitado 0,56% de aumento real, quando a pedida é 12,8% (5% de aumento real + a inflação do período).

Vamos à luta! O movimento é sempre rico, intenso e cheio de aprendizado! Setembro, outubro, que tempo bom!
quinta-feira, 22 de setembro de 2011 0 comentários

Só dá Dilma! Te mete!


Pra mim e para as mulheres e homens brasileiros foi uma honra ouvir a presidentA Dilma abrir a 66ª Assembleia das Nações Unidas, a primeira mulher a fazê-lo, ela que foi torturada. Falou da necessidade imperiosa da igualdade, defendeu o Estado palestino, defendeu a Comissão da Verdade. Uma fala de classe, de gente.

Mais que nunca senti que o A de presidenta está reforçado na figura da Dilma. E olha que tenho muitas críticas a algumas políticas do governo Dilma, como muitos da equipe econômica. Mas ao ouvi-la falar na ONU, meu coração se encheu de alegria e orgulho. Fiquei feliz de ter lutado muito para ela chegasse à presidência da República, para que governasse nosso país com mãos de mulher.

Vai em frente, minha presidenta pai d'égua! Em cada ponto deste país, estamos aqui para reforçar a democracia, a liberdade e a igualdade de oportunidades.
terça-feira, 13 de setembro de 2011 0 comentários

É tempo de Círio, de movimento e do amor que atravessa os tempos

Tempo de Círio, fé, agradecer. Tempo de lutas no movimento sindical bancário e cutista, tempos de saudades. Essa mistura toda e os cinco meses sem meu paizinho me fez ir cedo rezar à Virgem de Nazaré na agência Pedreira/Belém, do Banpará. Momento de fé e acolhimento, carinho, tudo o que a alma precisa quando quer colinho.

Na agência, os colegas celebraram a palavra , rezaram, agradeceram, pediram muito à Nazica e depois tomaram um café na copa da agência e a conversa uniu todo mundo. Momento de fé, de juntar sentimentos e pessoas, momento muito pai dégua em que se falou de pessoas amadas, movimento sindical, campanha salarial, direitos, vida em movimento!

Papai amaria estar peregrinando nas rezas do Círio comigo, ele que sempre amou gente, maresia, gente, barulhinhos bons, conversa,  vida.

Ao me encontar hoje com a Virgem Maria, senti o abraço acolhedor do meu pai. E que a vida continua.

Viva a Virgem Maria, viva o amor que atravessa  todos os tempos e se funde em saudade.


(Foto da imagem da Virgem de Nazaré e de um peregrino trabalhador da agência do Banpará Pedreira. Meu agradecimento aos colegas pelo convite para conversar com Maria).
domingo, 11 de setembro de 2011 1 comentários

Em Belém, está valendo a licença para desmatar. Ô Câmarazinha!



Em Belém, foi votada a licença pra desmatar e por essa emenda já podem ser desmatados o Parque Ariri, o Parque Guajará, a área da Marinha, a orla do Maguari e afluentes. Vinte e um vereadores derrubaram o veto do prefeito e tornaram legal o desmatamento. Tudo começou quando a Câmara Municipal de Belém  um projeto alterando o Plano Diretor Urbano e autorizando a construção de prédios multimafamiliares em toda a orla do rio Maguari e no entorno da rodovia Augusto Montenegro.

É a mesma Câmara Municipal que mudou o nome histórico da Apinagés para o nome de um dono de supermercado e que agora atenta contra a vida e o meio ambiente. E que discute o projeto de privatização do lixo,que o prefeito Duciomar tem muita pressa em aprovar.

Leia toda a história no blog do Zé Carlos do PV.

E como hoje é o ultimo dia Feira do Livro em Belém, no Hangar, não deixem de comprar um exemplar do ótimo Café com Pupunha, uma roda de conversa da população em Icoaraci que rendeu um livro com boas histórias da memória popular, resgatadas pelo Movimento de Vanguarda da Cultura Icoaraci (Mova-ci), que atua na preservação da memória cultural da bela Icoaraci.
sábado, 3 de setembro de 2011 0 comentários

Marcha das Vadias. Entre a escadinha e a mangueira da praça, o domingo tece teias


Domingo passado, 28 de agosto, houve a Marcha das Vadias em Belém. Bonita, vibrante marcha denunciadora da violência e do preconceito contra a mulher.

Meu eterno companheiro Raimundo Sodré escreveu um belo tetxo sobre a Marcha das Vadias, a cultura e o descaso. Compartilho o escrito acá, sem nem pedir licença. Ah! e Sodra é eterno companheiro na arte de compartilhar os muitos pães da vida:



O domingo tece teias...

No domingo passado, ainda cedo, ali pelas 9 horas, a escadinha das Docas animou-se com a concentração da Marcha das Vadias. Atravessei a baía no primeiro barco para participar do evento. Foi bom estar no comecinho da mobilização porque pude mensurar a quantidade de energia empregada na realização da marcha e constatar, com um tanto de encanto, o nível de compromisso e apego das pessoas envolvidas numa causa melindrosa e, até certo ponto, estigmatizada.

Chegar um pouquinho antes da hora me possibilitou também a assimilação, em princípio não muito fácil, do nome dado à caminhada: “Marcha das Vadias”E lá pelas dez da manhã quando o sol já fulgurava no céu, a dura realidade e a ‘luta das mulheres no mundo’ para combatê-la foram se desenhando à jusante da Presidente Vargas: Aquilo não era sobre sexo, era sobre violência, esclarecia o panfleto distribuído na marcha. Um grito. Um não. À violência moral, sexual, social. Um não. Aos patrulhamentos de condutas e hábitos, ao controle dos amores. Um não. Ao vilipêndio de nomes e à coisificação de corpos. Este foi o recado propagado pelas Vadias. E ali na concentração, me resignei e assumi a mais elementar das constatações. Nosostros, homens sem sentido, tino ou verve (e, ainda, uma boa parte da sociedade) sequer somos dignos de desatar os cordões semânticos das sandálias que calçam o termo ‘vadia’.


Não posso negar. Minha mãe, se viva fosse, jamais deixaria as minhas irmãs participarem de um ato com este nome. A tradução do real sentido daquele título, penso eu, foi o primeiro grande desafio do movimento. Mas por ali, ouvindo um discurso, uma entrevista, uma declaração. Em conversas com amigas que faziam parte da organização, fui tomando pé da história desta manifestação e dos objetivos da passeata aqui em Belém. Como se dizia antigamente: se inteirando das coisas, o coração se abre e a mente clareia (e, sabe, tenho certeza que mamãe, se viva fosse, mudaria de opinião sobre a participação das meninas, ante alguns sagrados e belos significados de ‘vadia’).


Fiquei por ali, acompanhei um pouquinho a caminhada e as palavras de ordem, excitei o meu eu-lírico feminino, me penitenciei de alguns pequenos pecados... mas tive que me aviar. Havia um convite do Sancari para vê-los tocar na Praça da República. E eu tinha que prestigiar. Afinal, o grupo é da Pedreira, o bairro do Samba, do amor e do Carimbó.

Quando cheguei na praça, a moçada do Sancari já estava arrebentando a boca do balão. Tudo convergia para o deleite e para o prazer, também. Aqueles elementos fundamentais para a preservação da espécie humana estavam presentes. O Lundu, o chão de terra para bater o pé, o ar da praça para propagar as palmas, o fulgor do sol das 11 horas, a aguinha a 1 Real (e a sombra da mangueira, não computada pelos gregos, mas fundamental para proteger dos raios uvê), sorrisos de conquista e ritmos de corpos demarcando território (porque o homem é o único animal que ri e a dança foi umas das primeiras formas eficientes de comunicação). O Sancari provou que o Carimbó não morreu. Tocaram com propriedade e zelo. E de tudo. Fizeram releituras, passearam pelo tradicional e pelo autoral. Espetacular a apresentação dos meus vizinhos pedreirenses.

O domingo tece teias...e entre o discurso de conscientização das Vadias no entorno das Docas e o frenesi do Carimbó embaixo da mangueira na praça, permanece a desolação das balaústras seculares destruídas, ali naquela escada que dá acesso à Presidente Vargas. Lamentável.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011 0 comentários

A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu. Para Wanessa e Raimundo


Wanessa, a moça que está no noticiário local e nacional e perdeu seus gêmeos por uma série criminosa de omissões, sentiu as dores do parto na madrugada desta terça 23. Sentiu e rumou à maternidade da Santa Casa do Pará, local em que ela fez o pré natal.

Se tivesse dinheiro, pegaria um táxi. Como não tinha, esperou longamente o busão e atravessou a cidade, desde o Outeiro até o centro de Belém, na Santa Casa. Viagem pra mais de uma hora. Bateu com a cara e a barriga na porta da Santa Casa. Foi recusada, sob a alegação de falta de vaga.

Foi até o Hospital das Clínicas "Gaspar Viana" e, de novo, recusada. Contrações e dor aumentando, Wanessa sentiu o peso da barriga de sete meses e sentou na calçada, na porta do segundo hospital público que também não abriu suas portas para receber uma grávida em trabalho de parto. Sentada na calçada, chamou o Samu, ninguém atendeu. O marido então ligou para o Corpo de Bombeiros que, graças a Deus, atendeu e chegou, dia já amanhecendo. Ela teve o primeiro bebê dentro do carro dos bombeiros. O bebê acabou falecendo, mesmo destino do segundo bebê.

Faltou tudo para Wanessa, Raimundo e os bebês. Faltou humanidade, atendimento decente, socorro na Santa Casa e na saúde pública.

Não quero me ater às estatísticas sobre mortes de bebês, em que governo morreram mais ou menos criancinhas. Qualquer bebê que vem a falecer deixa um vazio eterno e doído dentro da gente.

Agora, precisa investigar com rigor e punir todos os responsáveis pela falta de atendimento para Wanessa e seus pequenos, agora enterrados.

O noticiário sobre a morte dos gêmeos daqui a pouco cessa e latejando vai ficar a dor dessa mãe e desse pai. Uma dor que poderia ter sido evitada. E como não foi evitada, precisa ser punida e a fundo, com a reponsabilidade da omissão de socorro em todos os níveis, a começar pelo governo. Que não pode lavar as maõs e achar que afastar médicos da direção da Santa Casa abafa o caso ou resolve o problema.

Leia também o ótimo "Santa Misericórdia", da blogueira Franssinete Florenzano. (Imagem de Waldez)

Atualizado às 19:20 - O governo do Pará afastou a delegada Maria do Perpéuto Socorro Picanço da investigação. Ela é filiada ao PC do B .
Laudo Instituto Médico Legal informa que os bebês já estavam mortos. O bombeiro e a mãe contestam o laudo.
sábado, 20 de agosto de 2011 0 comentários

Bate a saudade, mano Zé Wilson.

Dois anos hoje sem meu mano José Wilson, um homem que muito amou. A saudade virou uma companheira pra sempre. Zé Wilson está presente na minha vida e de toda a minha família. Abraços, maninho.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011 7 comentários

E tanto fizeram que mudaram o nome da Apinagés pra nome de dono de supermercado

A rua Apinagés, em Belém, no bairro do Jurunas é uma homenagem às várias tribos indígenas que habitaram a cidade. Como registra o Wikipedia, a maioria de suas ruas recebeu nomes de tribos indigenas, como: Tupinambás, Tamoios, Mundurucus, Apinagés.

Era assim, porque agora a Apinagés mudou de nome. O novo nome é Jerônimo Rodrigues, em homenagem ao fundador do supermercado Líder. Iniciativa  (?) do vereador Gervásio Morgado, como bem pontuou a jornalista e blogueira Franssinete Florenzano no post "Conduta vergonhosa".

É preciso dar um basta a isso, diz o blogueiro e advogado, Zé Carlos do PV no "Apinajés em pé de guerra. Bordunas nos vereadores de Belém".

Bem, o vereador Gervásio Morgado propôs a lei indecente, mas pra virar lei, ele teve o apoio de muitos outros pares. A conduta vergonhosa mostra que há muitas espinhas vergadas ao poder econômico na Câmara Municipal de Belém. O autor da lei e os veradores que a aprovaram, bem como o prefeito Duciomar, que sancionou a imoralidade, ratificando o desrespeito à história e à luta de um povo

Indaguei, no meu feice, à bancada do PT na Câmara de Belém que me informasse os nomes de quem votou nessa lei vergonhosa que mancha a nossa história.

Recebi, agradeço e divulgo aqui  a resposta do vereador Marquinho do PT, valente companheiro, que também me foi via feice. E tomara que se consiga reverter essa lei. Os vereadores de Belém poderiam procurar o que fazer.


Companheira Vera Paoloni e demais, realmente foi votado e aprovado na CMB o projeto de iniciativa do Ver. Gervásio Moragado alterando o nome da Trav. Apinagés para Jerônimo Rodrigues. 

Informo a todos que VOTEI CONTRA e manifestei-me tentando convencer os demais vereadores a reprovar tal proposição, que ao meu ver desrespeita a história e o povo de Belém, infelizmente fomos derrotados em plenário.

Depois da votação tomei algumas medidas:
 protocolei requerimento na presidência da CMB solicitando cópia de todo o processo, inclusive do abaixo assinado supostamente d@s moradores da Apinagés, um outro requerimento solicitando as notas taquigráficas da minha fala e dos demais vereadores, além disso tô fazendo conversas com moradores da APINAGÉS para saber se de fato foram consultados ou concordam com tal mudança.

 Ao final desse levantamento e análise do processo quero identificar possíveis irregularidades para depois entrar com uma ação para anular a votação e consequentemente a alteração INCABÍVEL do nome da trav. APINAGÉS.

Tudo isso está tramitando espero o mais breve possível ter a conclusão desse processo, espero também contar com o apoio de vcs e do povo de Belém e a mobilização dos moradores da APINAGÉS para reverter essa proposta descabível e talvez ilegal, ao meu ver a iniciativa do Ver. Gervásio está em desacordo com a Lei Orgânica do Município de Belém, que em seu artigo 46, parágrafo 1º, exige a realização de um referendo popular, ou seja, a Câmara não pode deliberar sobre assuntos dessa natureza sem antes ouvir a comunidade interessada. Inclusive, fiz uma postagem sobre isso no meu blog (www.marquinhodopt.com.br)

 Esclarecido?

sexta-feira, 12 de agosto de 2011 1 comentários

O amor não morre. Bom Dia dos Pais.


Amanhã, 13 de agosto, faz 4 meses que meu paizinho se foi. E ai domingo é Dia dos Pais, data que comemorávamos juntos e sempre com tanta alegria, sede de viver, marca tão forte do seu Heraldo! Ainda bem que o sentimento do amor tá vivo, transcende ao tempo. Então, pai, deixo pra ti os versos de Quintana.  Aqui da terra e com uma saudade que nunca se vai, te desejo um Bom Dia dos Pais. Te amo.


As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já cor de terra
— como são belas as tuas mãos —
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram
na nobre cólera dos justos...

Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam
nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas...

Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
Ah, Como os fizeste arder, fulgir,
com o milagre das tuas mãos.

E é, ainda, a vida
que transfigura das tuas mãos nodosas...
essa chama de vida — que transcende a própria vida...
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma...

(Mario Quintana)
quinta-feira, 4 de agosto de 2011 0 comentários

ANS precisa apertar os planos de saúde que atuam na Amazônia

Muito bela a homenagem que o google faz aos 102 anos de nascimento de Burle Marx, um dos maiores paisagistas, muito premiado internacionalmente. Artista excepcional, Burle Marx foi também desenhista, pintor, ceramista, pintor, escultor, pesquisador, cantor e criador de jóias.

Outra boa nova é que os planos saúde vão ter 60 novos procedimentos a partir de 1º de janeiro de 2012, entre os quais 41 cirurgias por vídeo, que são bem menos invasivas que as tradicionais. A lista completa dos novos procedimentos está aqui, no saite da ANS - Agência Nacional de Saúde.

Uma sugestão à ANS e ao Ministério saúde: apertar, fiscalizar os planos de sáude no Pará. A Unimed tem deixado a desejar no atendimento de planos corporativos . E desrespeitando a vida, como denuncia o blogueiro Paulo Pemerguy.
domingo, 31 de julho de 2011 0 comentários

Em Bragança, a visita ao Mirante de São Benedito

Bragança tem 398 anos é uma cidade linda do Pará, a 210 quilômetros de Belém, a capital. Cheia de magia, igarapés, a praia de Ajuruteua e muita história.

Vale a pena passear por Bragança em cada recanto, como no Mirante de São Benedito, o Santo Preto, padroeiro da bela cidade.

A gente encara uns 2 quilômetros de estrada batida e depois sobe uns 300 degraus até chegar ao Mirante. Aí tem mais dois lances de escada e fica ali, olhando Bragança ao longe, o rio Caeté e conversando com o interior. A prefeitura de Bragança bem que poderia melhorar a estrada que leva ao Mirante.

O Mirante de São Benedito é o nossso Cristo Redentor. Ao chegar em cima, a gente dá de cara com São Benedito, belo, negro, majestoso, segurando o Mneino Jesus num braço e no outro, o pão da vida.

As duas fotos finais são da farinha de Bragança, que é a melhor do país. Crocante, lavada, uma delícia. E a fachada da Igreja de São Benedito, já no centro de Bragança.












quarta-feira, 27 de julho de 2011 0 comentários

Tudo em demasia faz mal. Até sal.

Trinta por cento da população brasileira é hipertensa e uma das razões é o consumo excessivo de sal, que está em todos os alimentos, em todos os produtos que compramos em supermercados e nem sempre com quantidades bem indicadas e esclarecidas. A OMS - Organização Mundial de Saúde diz que  5 gramas diárias é a quantidade certa de consumo de sal. no Brasil, cada brasileiro, cada brasileira consome em média 12 gramas por da, mais que o dobro do necessário.

Não sou hipertensa, mas mesmo assim já faz algum tempo que fujo dos brancos refinados (sal, açúcar) e só os consumo em doses moderadíssimas. Vejo como acertada a campanha pela redução do sal que o Ministério da Saúde e Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária  lançam nesses dias.

A campanha é importante como primeiro passo, mas é necessário ir além: explicar a diferença entre sal e cloreto de sódio e quanto tem de sal hoje, numa refeição comum como arroz, feijão, salada, molho, batata etc. Mostrar quanto é uma pitada de sal e com quanats pitadas - ao longo da vida, se produz uma hipertensão. Fiscalizar os produtores dos produtos, os supermercados, feiras e conscientizar o consumidor de sal de forma mais contínua, intensiva e esclarecedora. Ampliando para uma campanha conjunta com o Ministério da educação, como item fundamental nas escolas.

sábado, 23 de julho de 2011 0 comentários

Chico Buarque é brasileiro. Que bom!


Aos 67 anos, Chico Buarque de Hollanda lança disco novo e mostra que ainda tem fôlego para encantar corações e mentes. Texto do compositor e jornalista Edir Gaya, publicado em O Liberal/ Magazine deste sábado 23 de julho de 2011.

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O tema do disco é o amor, mais precisamente a ressurreição deste sentimento na velhice, quando o inimigo te espreita, em tocaia, com um porrete na mão, a “mó” te quebrar, como Chico Canta em “Querido Diário”, a música destratada pela crítica logo no nascedouro.


O amor que ressurge em meio à comoção dos conhecidos com o homem solitário, Prometeu urbano que recolhe como um cão que lhe come aos pedaços, tudo isso em meio a uma cidade onde impera a contramão e o estardalhaço.


O amor que ressurge no exato momento em que o sujeito pensa em religião e (aí em fazer finalmente o sacrifício) de sublimá-lo e adorar uma estátua, uma santa, amar uma mulher “sem orifício” – persona feminina na qual só se penetra metafisicamente.


E exatamente quando ressurge o amor real, o físico, aquele que reclama o corpo, o sexo, a mulher na qual não se bate nem com uma flor, mas que, se chora, “desejo me inflama”, como Chico canta sem falso pudor, é que o tempo está lá, com o porrete na mão. E aí, resta ao poeta a resistência da palavra: “mas eu não quebro porque sou macio, viu”.


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Em “Tipo um Baião”, o amor que surpreende volta à cena e Chico pergunta ao tempo: “Não sei para que outra história de amor a essa hora?” e dialoga com uma menina, como deixa evidente a profusão da locução “tipo a fim”, “tipo para a vida inteira”, numa canção que oscila entre a bossa e o baião, enquanto o amor fugidio se revela no crepitar da fogueira e brinca de inflar e esmagar o coração dele, como o fole da sanfona de Luís Gonzaga.


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Em “Barafunda”, o tempo e seus lapsos de memória – e aqui o personagem do “Velho Chico” retorna – criam realidades paradoxais, aurélias, auroras, maristelas, na Penha, na Glória, gol de bicicleta ou tiro de meta, Zizinha ou Garrincha e uma Mangueira campeã com Cartola. 


O que é fato? O que é sonho? O que é real? O que é imaginário?


No meio dessa “Barafunda”, o Chico execrado como mau poeta, responde, de pronto: “E salve este samba antes que o esquecimento baixe seu manto cinzento”.


...


E para os que acreditam que ele demitiu o animal político, em meio à barafunda, canta o que ficará de fato na memória da pele do povo brasileiro: “É Garrincha, é Cartola, é Mandela”.


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Só muito complexo de viralatas ou ódio ao sucesso para considerar que um disco como este não tem nada a dizer à música brasileira deste início de século. Ao final do CD, fica a única constatação possível. Que bom: “Chico é brasileiro!”

Ouve aí uma faixa do novo cd:



Se Eu Soubesse (part Chico Buarque)

Thaís Gulin

Ah, se eu soubesse não andava na rua
Perigos não corria
Não tinha amigos, não bebia
Já não ria a toa
Não enfim, cruzar contigo jamais
Ah, se eu pudesse te diria na boa
Não sou mais uma das tais
Não ando com a cabeça na lua.
Nem cantarei 'eu te amo demais',
Casava com outro se fosse capaz
Mas acontece que eu saí por aí
E aí, larari larari larari larara
Ah, se eu soubesse nem olhava a lagoa
Não ia mais à praia
De noite não gingava a saia,
Não dormia nua
Pobre de mim, sonhar contigo, jamais
Ah, se eu pudesse não caía na tua
Conversa mole outra vez
Não dava mole a tua pessoa,
Te abandonava prostrado aos meus pés,
Fugia nos braços de um outro rapaz.
Mas acontece que eu sorri para ti
E aí larari larara lariri, lariri
Pom, pom, pom, ...
Ah, se eu soubesse nem olhava a lagoa
Não ia mais à praia
De noite não gingava a saia,
Não dormia nua
Pobre de mim, sonhar contigo, jamais
Ah, se eu pudesse não caía na tua
Conversa mole outra vez
Não dava mole a tua pessoa,
Te abandonava prostrado aos meus pés,
Fugia nos braços de um outro rapaz.
Mas acontece que eu sorri para ti
E aí larari larara lariri, lariri...
sexta-feira, 22 de julho de 2011 0 comentários

Chico e João Bosco. Uma provinha pra gente saborear

Só uma provinha do novo cd do Chico. lançado via internet.
sexta-feira, 15 de julho de 2011 0 comentários

Puma some e deixa todo mundo no chão. Socorro, ANAC!

Meu sobrinho Ícaro Kishi viria de Macapá(AP) hoje de manhã a Belém (PA). 


Viria. 


Porque ao chegar no aeroporto de Macapá para embarcar às 7 horas no aeroporto de Macapá, pela Pumaair, simplesmente encontrou uns 30 passageiros sem voo, sem avião, sem informação, sem ter a quem se queixar da falta de respeito. No areoporto não tem Procon e nem um posto da Anac - Agência Nacional de Aviação Civil. 


Acionado, o telefone da Puma chama e ninguém atende. E no aeroporto em Macapá, as bocas presentes foram informando o que ninguém dizia oficialmente: a Puma não voa regularmente desde maio. Mas a passagem, do meu sobrinho foi comprada pelo saite em 23 de junho. 


Liguei pro 0800725 4445 da Anac e registrei duas queixas, uma contra a Puma e outra, solicitando que a  ANAC tenha um posto de atendimento em cada aeroporto da Amazônia, para que os cidadãos e cidadãs, aviltados em sua cidadania, tenham algum amparo na hora de reclamar, consigam varar o cordão sanitário do isolamento.


As reclamações geraram dois números de protocolo (25486-2011 e 25488-2011) que registro aqui e vou acompanhar com muito critério pra ver se a Anac consegue enquadrar a Puma a cumprir com seus deveres.


Não dá pra aceitar que sumam piloto, avião, balcão de informação, Procon e Anac. E que ainda por cima continuem vendendo passagens pela internet, confirmando uma promessa que já sabem que não cumprirão!
sábado, 9 de julho de 2011 0 comentários

Bragança e o amor de meu pai pela vida, pela cidade, pela família, pela brisa...





Papai amava - e ama, porque sentimento não morre, se transforma - Bragança, a linda cidade que completou 398 anos ontem, em meio a alvoradas, festejos e o sonzão da banda Calypso. Papai adorava bater perna na orla do Caeté, olhar a mulherada em bando nas festas e caminhar na belíssima Ajuruteua. Papai gostava de gente, de conversar, olhar, mergulhar nos sentimentos. E rir muito contar histórias, ele que contava o tempo por décadas, por planos econômicos, governos, presidentes, regimes. Ele e mamãe escolheram Bragança pra ver a vida em ritmo mais devagar, curtindo cada instante, cada minuto. 


Bragança também é minha segunda cidade. Bragança e a melhor farinha que se come em todo o país, fofa torrada e gostosa como um biscoito crocante uuuummm. O vinho de buriti, os igarapés geladinhos, a amplidão da praia de Ajuruteua, o caranguejo,a orla do Caeté, a tainha assada de brasa, o pato borracho novo como dizia papai sobre a carne inigualável do pato bragantino. Na mesa do Círio, esse patinho não falta.


Peço licença para outro bragantino de coração, o blogueiro Zé Carlos, para colar do blog dele a bela homenagem que ele prestou a Bragança e à riquíssima história de Bragança, que tem um santo preto como padroeiro. Eu, que fui interna do colégio Santa Terezinha, quando menina, amo voltar a Bragança, onde tem muita raiz da minha vida, de meus pai, de minha mãe, de meu mano Antonio, de meu mano Zé, de Roseira.


Bragança faz 398 anos



Sendo uma das cidades mais antigas do Pará, minha segunda Cidade, Bragança, completa hoje 398 anos de fundada. Esta data é contada da presença dos franceses e não dos portugueses. 


Quem fundou Bragança para os bragantinos foi o Daniel de La Touche, sob o título de Senhor de La Ravardière, um experiente capitão da Marinha Francesa, que veio da costa do Maranhão para tomar conta do Pará. Entrando na baia do Caeté, foi até o ponto onde localizou a aldeia dos Caeté. Os portugueses viram depois para expulsar os franceses e também os primeiro habitantes.


Bragança, dominada pelos portugueses, guarda relíquias do período colonial, mas até hoje ainda mantém um elo com a presença francesas, é o pato bragantino, que em sabor não tem igual, do tipo barbárie, é o mesmo que os franceses usam para fazer o famosos "foie gras". 


Este pato, quando misturado ao tucupi e ao jambu, elemento da cultura indígena, vira uma comida dos deuses. Para completar o prato, nada como uma farinha "da boa". 


O que Bragança tem de melhor, além dos peixes, dos pratos, das praias, dos igarapés, é a cultura local forte e enraizada, seja no falar ou nas diversas forma de transmissão de valores. 


Dentre as manifestações locais, a mais forte é a devoção ao "Santo Preto", o Santo que o bragantino, com intimidade, chama de "São Bené". A festa de São Benedito, também conhecida como Marajuda de São Benedito, encerra-se oficialmente no dia 26.12, com a procissão, mas, de fato, dura o ano inteiro. Vá lá, vale a pena conhecer.


Encerro minha pequena homenagem a minha segunda cidade com a história do poeta bragantino, Fernandes Bello, publicado no Blog do João Jorge Reis
terça-feira, 5 de julho de 2011 2 comentários

Duciomar, o inominável. Ele passará e eu, passarinho...



 Sou uma otimista incorrigível, como diria Drummond. Mas ter o Duciomar como prefeito de Belém há 6,5 anos, tem feito estrago nesse otimismo. As atitudes do prefeito e as ausências de atitude, estas e aquelas revestidas de enganação, têm contribuído com a corrosão da minha esperança. Vou dar um exemplo.


Dia desses andei na avenida recém inaugurada, a nova Marquês, que ficou bem bonita, com belos espaços e área mais valorizada. Aí meu olho bateu na enganação que mostro nas fotos acima. São latas de coleta seletiva de lixo, mínimos latões para coleta de nanolixo talvez, pois uma garrafa plástica de 2 litros enche o compartimento de plástico.  É o faz de conta da coleta seletiva que prossegue com o faz de conta da reciclagem, essa praticamente inexistente e sem apoio da prefeitura de Belém.

Inominável essa atitude do Dudu! Por essas e outras é que já beira os 80% de reprovação dele como prefeito. Rejeição que deve ter aumentado hoje, após a chuva que caiu em Belém na noite passada e que encheu os canais, os bueiros, mostrando a cidade maltratada, abandonada, sem saneamento e vivendo dia após dia na enganação do poder público. Pensar que ainda falta 1 ano e meio até a próxima eleição.

Afe!

Só não me abato mais porque todos os dias me renovo vendo o nascer e o por sol, o Bosque Rodrigues Alves, a vida, a resistência e a alegria. O que me dá uma certeza, lembrando Quintana: Dudu, o inominável, passará. E eu, passarinho!




domingo, 3 de julho de 2011 0 comentários

João Pedro Stédile/MST e Artur Henrique/CUT no Pará dia 6: por uma reforma agrária efetiva




João Pedro Stédile(MST) e Artur Henrique, presidente nacional da CUT estarão juntos, em Belém do Pará, no dia 6 de julho. Juntos por uma reforma agrária efetiva.

Artur Henrique e Stédile não escolheram á toa o Pará para estarem no Dia Nacional de Mobilização chamado pela CUT, em parceria com Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Marcha Mundial de Mulheres e Central de Movimentos Populares. É que tornou a aumentar o número de assassinatos decorrentes de conflitos agrários aqui no Pará. Leia mais aqui, no sítio da CUT. 


A intenção de Artur Henrique e Stédile é protestar contra os assassinatos de dirigentes populares e cobrar punição aos responsáveis pelos crimes. Vão ainda "denunciar estas atrocidades e exigir a federalização das investigações destes assassinatos, denunciar a criminalização dos movimentos sociais, lutar pela reforma agrária, por um novo modelo agrário, pela aprovação da PEC do trabalho escravo, e o fortalecimento da agricultura familiar”, como destacou Artur. 


Aqui no pará, os movimentos sociais acusam o PSDB de estar conivente com a violência no campo, diz a reportagem de Leandro Fortes na Carta Capital 653, reportagem replicada no imperdível blog da Maria Frô. 
 
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