terça-feira, 29 de março de 2011 0 comentários

Luta, coragem e alegria: síntese de Zé Alencar




“Alguém aqui está pessimista ou desanimado com o meu caso? Se estiver, pode sair, porque eu não estou. Vamos lutar!”

(O lutador Zé Alencar à equipe de médicos segundos antes de receber a anestesia para mais uma das inúmeras cirurgias pelas quais passou).


Esse era o tom de Zé Alencar, um homem de bem, amante da vida, da alegria, otimista e corajoso ao extermo.


Aprendi a amar e respeitar esse valoroso companheiro e fico triste com sua partida. Mas sei que cada brasileiro e cada brasileira guarda no coração o exemplo de vida, de luta, coragem e esperança que sempre moveu Zé Alencar.


Meu carinho, grande e amado Zé! Te vais no dia em que, após 20 dias na UTI, meu pai dá um sinal com os olhos de que luta bravamente para viver. Não se entrega.
domingo, 27 de março de 2011 0 comentários

Ver-O-Peso e seus 384 anos!


 
O Ver-O-Peso é muito a cara de Belém, cara de liberdade, de diversidade, maior feira livre da América Latina, lugar de odores, sabores e mistérios. Hoje, completando 384 anos. 


Meu pai, hoje há 18 dias na UTI, adora ir ver o movimento da baía do Guajará ali do do Ver-O-Peso, mirar os barcos, zanzar nas barracas de comida, conversar com erveiras, ele também um libertário, um amazônida, um pescador de peixe e de gente.


Quando começou o Ver-O-Peso?

O Wikipedia registra:

O mercado do ver-o-peso abastece a cidade com variados tipos de gêneros alimentícios e ervas medicinais do interior paraense, fornecidos principalmente por via fluvial. Foi eleito entre as 7 Maravilhas do Brasil.
Localizado na área da Cidade Velha e diretamente às margens da baía do Guarajá, foi construído em 1625 no porto do Pirí, assim chamado na época. Enquanto um entreposto fiscal, seu nome faz jus às chamadas Casas do Ver-o-Peso, projetadas no Brasil, em 1614, para conferir o peso exato das mercadorias e cobrar os respectivos impostos para a coroa portuguesa. A partir de então foi popularmente denomindo lugar de Ver-o-Peso, dando origem ao nome do mercado, já que era obrigatório ver o peso das mercadorias que saiam ou chegavam à Amazônia, arrecadando-se os impostos correspondentes. No final do século XIX e XX, o local que temos hoje por Complexo sofreu uma série de modificações tanto funcionais quanto em sua paisagem se adaptando às necessidades e gostos da Belle Époque. Foi nessa época que houve aterramento da Baía do Guajará, amplicação do Mercado de Carne, construção do porto e o Mercado de Ferro.
O mercado faz parte de um complexo arquitetônico e paisagístico que compreende uma área de 35 mil metros quadrados, com uma série de construções históricas, dentre elas o Mercado de Ferro, o Mercado da Carne, a Praça do Relógio, a Doca, a Feira do Açaí, a Ladeira do Castelo e o Solar da Beira e a Praça do Pescador. O conjunto foi tombado pelo IPHAN, em 1997.
As gravuras aqui postadas são do competente Sérgio Bastos e fotos de Tarso Sarraf. Tudo da net.



quinta-feira, 17 de março de 2011 0 comentários

Caminhos de Deus


Papai está na UTI do Hospital Saúde da Mulher desde a noite da quarta-feira de Cinzas, 9 de março. Dias arrastados, sofridos, doídos. A prece conforta um pouco e hoje fomos eu, meus manos Rosa e Antonio, tia Santinha e meu sobrinho Marquito na igreja de Nossa Senhora Rainha dos Corações, igreja simples e cheia de luz e energia, no coração da Guanabara ou  Castanheira, entrando ao lado do shopping galeria, numa rua que tem a galeria d eum lado e um posto de gasolina de outro. Essa morada de Deus fica na Rua Joaquim Fonseca, 483, uma rua de chão batido. Toda segunda-feira, às 3 da tarde, tem a missa da cura e da libertação. E todo dia 8, nesse horário tem uma missa especial, após a qual a devota Vanda recebe as mensagens de Nossa Senhora Rainha dos Corações. Numa das mensagens, em 8 de fevereiro, ela previu o tsunami do Japão e a mensagem foi publicado no boletim da paróquia, O Mensageiro. Vanda deu entrevista ao Diário do Pará de 15 de março de 2011. E falou hoje com a RedeTV. A reportagem da TV vai ao ar nesta quinta, às 13:30.


Rezamos muito por papai, entregando-o nas mãos de Deus e de Nossa Senhora Rainha dos Corações. Bem no começo da igreja tem a gruta, de onde jorra água benta. A igreja era a casa da devota Vanda Kapazi, que há 20 anos recebe mensagens de Nossa Senhora. A gruta que aparece na foto acima, ficava no quarto de Vanda. Hoje, é parte do tempo de oração. 


Vanda fez uma prece linda e todos nos emocionamos demais. Aliás, tudo está em demasia nestes tempos. Estamos todos por um fio, coração angustiado, triste. Entregamos o veinho nas mãos de Deus. Não brigo mais, não faço mais contencioso algum com o Pai do Céu. Apenas espero. 

quinta-feira, 10 de março de 2011 3 comentários

Pai

Meu pai está desde o dia 7 de março internado no hospital Saúde da Mulher. Faz só 3 dias, mas parece uma eternidade, tanta energia e emoção despendidas! Fez 2 sessões de hemodiálise, as duas primeiras de toda sua vida e ontem à noite entrou na UTI. Antes, disse pra mamãe, a companheira de 60 anos de convivência: seja forte! 


Na UTI, a visita é só à tardinha, entram 2 pessoas e cada uma tem direito a 15 minutos. Não sei se vou, tenho paúra de hospital e muito mais de UTI.


Toda a família está com o coração na mão e meu pequeno Dandan, sobrinho-neto de 8 aninhos, escreveu assim no blog dele:


BISAVô

MEU BISAVÔ, 


TÃO AMADO, 

TÃO QUERIDO, 

VIVI UM MOMENTO MUITO DIFÍCIL, 

REZO PRA ELE  MELHORAR, 

AMO MEU AVÔ, 

POR FAVOR, 

VOVÓ NÃO VÁ!
domingo, 27 de fevereiro de 2011 0 comentários

Sem Bené Nunes e Moacyr Scliar

Domingo, 27 de fevereiro. Dia em que o Brasil, as letras e a Filosofia perdem dois grandes homens, dois grandes escritores: o paraense Benedito Nunes e o gaúcho Moacyr Scliar.

Fiquei com o coração apertado, triste com duas imensas perdas. Como se fossem da minha família, tamanha a intimidade com a obra dos dois gigantes.

O corpo de Bené será velado na Igreja de Santo Alexandre. Meus sentimentos à família.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011 1 comentários

Cala a boca, Amazonino! Parabéns, Puty!

Cala a boca, Amazonino! Foi em cima do lance a reação do povo paraense e de parlamentares como o deputado federal Cláudio Puty,  senadora Marinor Brito, os deputados Edmilson Rodrigues, Bordalo,  governo do Pará, vereadores de Belém, Tribunal de Contas do Estado. Todo mundo repudiando a carga de preconceito do prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, contra a paraense Laudenice Paiva, desempregada, pobre e que informou não ter pra onde ir, logo sem condições de desocupar a casa em que mora e que está em área de risco de desabamento. 

Amazonino disse a ela: - Minha filha, então morra!
E arrematou, ao saber que ela é paraense: então tá explicado!

Sabe o que digo? Cala a boca Amazonino, tu e teu preconceito. Passa muito mais tarde!
E achei muito bom que o deputado Cláudio Puty e a senadora Marinor Brito estão fazendo representação junto ao Ministério Público Federal contra o ato preconceituoso e racista do Amazonino. E que lá em Manaus, já estão pedindo o impeachment dele.

Acho é pouco!

Veja o vídeo e tire suas conclusões.

Parabéns PT, parabéns Pará, parabéns Puty! Aproveito o post para parabenizar o PT pela indicação do deputado federal paraense Cláudio Puty para a presidir a importantíssima Comissão de Finanças e Tributação (CFT), Comissão na qual passarão todos os grandes temas de interesse do Pará, do Brasil, da classe trabalhadora. E dos que não têm voz!

sábado, 12 de fevereiro de 2011 0 comentários

Viva a democracia e viva o povo egípcio!










Quando cai um ditador, como Mubarack, do Egito, a alma da gente fica feliz. E mais ainda quando a queda se dá pela pressão popular, do povo que não tolera mais desmandos, ditadura e resolve se organizar, se unir e sacudir a árvore até a queda do fruto podre.


A democracia é linda e lutar por ela é muito digno, faz os sonhos não envelhecerem.
Vimos isso na queda do muro de Berlim.
Nas Diretas-Já aqui no Brasil.
Na luta contra a ditadura militar brasileira.
No impeachment de Collor, com os carapintadas nas ruas brasileiras.
Nas eleições de Lula e Dilma.
Nas greves por melhores salários e melhores condições de trabalho.


É muito pai dégua lutar para a democracia ser plena. Parabéns aos egípicios e continuem orando e vigiando, que ditador não larga o osso assim.
(Imagens da agência Efe).


No You Tube, o clipe sobre o levante no Egito. Produzido por artistas descendentes de árabes.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011 0 comentários

Amado PT chega aos 31

E o PT completa 31 anos hoje. Idade que se confunde com meu tempo de militância no partido e com a idade de meu segundo filho, Silvinho, que pulava na minha barriga quando o PT foi fundado, nasceu. Pra brilhar e pra ajudar decisivamente na construção de um novo Brasil, o Brasil da inclusão, das oportunidades e de dias melhores para seu povo.

Parabéns à extraordinária militância deste Partido, militância na qual me incluo, feliz. E um grande e carinhoso abraço ao meu eterno presidente, companheiro Lula! Parabéns, meu PT! Parace que foi ontem o nascimento do PT e do meu Silvinho!

....
Em Belém, o brinde pelos 31 anos do PT vai ser erguido no Hotel Beira Rio, dia 12, às 19 horas. É a Executiva do PT do Pará quem convida.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011 0 comentários

Espigões desabam impunemente

13 de agosto de 1987. Eu tava de resguardo da gravidez do meu filho mais novo, Adriano, que nascera a 20 de julho. Mas aquele 13 de agosto foi tristemente inesquecível, o dia em que desabou o edifício Raimundo Farias, engolido em plena Doca e matando 40 operários. Ninguém foi preso pelo ocorrido e o crime prescreveu. Para as viúvas, ficou apenas a dor pela perda dos maridos e sequer uma pensão.


A jornalista Ana Célia Pinheiro, dona do blog A Perereca da Vizinha, cobriu por dias seguidos a operação resgate do Raimundo Farias, em 1987. A equipe de resgate ouvia gritos de socorro vindos das profundezas, mas ninguém estava mais vivo. Lembranças gravadas a ferro e fogo na memória da pele de todos os jornalistas que fizeram a cobertura e nos que trabalharam no resgate.


Chorei quando soube do desabamento do edíficio Real Class, noutra área nobre de Belém, o bairro de Nazaré. O edifício, de 34 andares, desabou às 14 horas do sábado passado, 29 de janeiro, sendo a segunda grande tragédia da construção civil em Belém. Chorei de tristeza pela situação e de indignação por constatar que esta segunda tragédia poderia ter sido evitada com alguns provindeciais se. Se a Lei de Uso de Solo não tivesse sido liberalizada em 1998. Se houvesse fiscalização séria e pra valer na obra. Se as licenças não fossem concedidas à mnacheia e sem qualquer condicionante, enfim, se houvesse seriedade e respeito à vida.


Desde sábado, as equipes de bombeiros, polícia, Defesa Civil, voluntários trabalham sem parar, buscando coros e tentando criar um clima de alguma normalidade para que a vida retome a rotina. Sobra a dor, a insegurança, a denúncia do sindicato da categoria de que havia muitos erros na obra e na relação trabalhista.


Fico imaginando como a tragédia seria muito pior se se o desabamento tivesse acontecido num dia de semana ou mesmo após a entrega do prédio, já com moradores dentro. Graças a Deus, não foi pior do que  está sendo, com muitas famílias intranquilas, inseguras e não sabendo o que fazer e a quem recorrer. E muita gente com a dor das muitas perdas: confiança, alegria e vidas humanas. 

Como sou otimista e acredito na capacidade de luta e organização, tenho fé que esta tragédia não vire um relato jornalístico ou uma estatística. Que se consiga lutar pra fiscalizar com rigor a explosão imobiliária que caminha tão lado a lado com a ganância e o desrespeito para com a vida!


Leia mais sobre essa tragédia no blog da Perereca. E também no blog da Franssinete.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011 4 comentários

As delícias de Évora

 Paulo Roberto....
 Célia...
 Com Manuel Patrício, o Paulo Freire português (de cachecol vermelho)
A Universidade com 1559 anos...
Muralhas de Évora


Cavaco ganhou a eleição em Portugal, ontem e a Bragança portuguesa foi decisiva para a vitória. Paulo Roberto Ferreira e mais um time de paraenses viram a eleição de pertinho e acompanham a conjuntura portuguesa bem ao lado, vendo o FMI dando as cartas, a informação de corte de salários e de todo o receituário neoliberal tão conhecido de nós brasileiras.


Paulo, amigo, compa e ex-secretário de Comunicação do Governo Ana Júlia, está desde o início do mês em Évora, catando e cambiando conhecimento numa pós-graduação que vai até meados de fevereiro, na  Universidade de Évora, existente desde 1559.


Mesmo estudando muito, sobra um tempinho pra caminhar por Évora e, de vez em quando, fazer o barulhinho bem brasileiro na hora da despedida de algum amigo. Geralmente, no restaurante Almedina. 


Os 31 alunos do mestrado que estão em Évora não comem muita carne de gado. Em compensação, degustam um bom carneiro, uma boa carne de porco e  peixes como bacalhau, enchova, varapau. Pra alguns, já bate a saudade da farinha, mas os bons (e baratos) vinhos do Alentejo, ajudam a suportar as várias saudades, a ventania que vem do mar de planície e as baixas temperaturas de 3, 4 e 5 graus.  Uma ajuda é a da calefação dos prédios. 


 Andar por Évora exige muita calma na hora da preparação, do ato de se agasalhar pra enfrentar o frio. E um bom desempenho físico e equilíbrio, pois as ruas têm muitas ladeiras e são todas calçadas  por pedras e paralelepípedos.


Pelo site oeducador, os amigos e compas podem acompanham um pouco dos relatos feitos por paulo Roberto, Célia. E saber um pouco mais das delícias que é estar em Évora, como turista e estudante. Aprendiz da vida.


Daqui, meu abraço a Paulo Roberto, Célia e a todos os alunos. E um afago em Évora e sua monumental história e conhecimento. Delícia pra alma e pros olhos, com certeza. Vou esperar a chegada dos amigos. Pra marcar um dia de conversa sobre a vida em Évora, matar a saudade. Com uma boa caldeirada de filhote, saladona e farinha de Bragança, a nossa.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 0 comentários

Depende de nós fraternidade e vida no Planeta

 "A criação geme em dores de parto" (Romanos 8,22). 
 Bem a calhar a mensagem da Campanha da Fraternidade de 2011 que tem como tema "A Fraternidade e a Vida no Planeta. Chega numa hora em que, mais do que nunca, é preciso debater e ter atitudes concretas que respeitem o meio ambiente, as pessoas. Ações de Poder Público, de governantes e de indivíduos. Na direção do respeito, da convivência, do amor. 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011 0 comentários

A fila salvadora e a pechincha solidária

Minha sobrinha tava numa fila comprida pra pagar o material escolar do filhote que vai fazer o 6º ano numa escola adventista de Belém. Chuva braba lá fora, e dentro da livraria, a conversa corria solta. Ela empurrava com o pé a cestinha lotada de livro e conversava sobre preços com a vizinha da cobrinha.


Aí a vizinha disse: seu filho é do 6º ano? Não compre aqui. Na Saraiva do Boulevard, tem mais de 200 reais de desconto e ainda parcela de 10 vezes. Aqui, vai sair mais de 700 reais e só parcela de 3 vezes. Vou lhe mostrar minha pesquisa. Catou um papel no meio de uma agenda cheia de outros papéis.


Abriu a lista dela, já bem gasta, marcada e mostrando a andança nas livrarias. Tinha pelo menos 4 livrarias pesquisadas. A loja da Adventista perdia pra todas as pesquisas. Era a mais cara.


Minha sobrinha não contou conversa. Tirou da cestinha o lote de livros e pagou apenas o uniforme. Abraçou e agradeceu a salvadora irmã de fila. Da livraria adventista, saiu direto  pro shopping e foi comprar os livros parcelados em 10 vezes e 250 reais a menos.


Agradeceu muito a Deus gostar de conversar nas cobrinhas longas. E me contou esta história da solidariedade das mães que sentem o peso do orçamento em janeiro: é IPVA, IPTU, matrícula, material escolar, além das despesas normais.


Ainda bem que existem as mães pechincheiras e solidárias. É esse tipo de gente que ajuda de graça nossos irmãos que estão sofrendo nas enchentes do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e em todo o país.


Que bom que esse tipo de gente existe!
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011 2 comentários

Bom dia, Belém!

Faz 395 anos hoje a cidade mais bela e a mais amada da Amazônia, Belém, a capital do Pará. Cheia de identidade, onde se tem a melhor gastronomia do mundo. Bonita, cativante, marcante, colando o coração da gente a suas muitas histórias.

Amo Belém, perdidamente. E fico muito feliz de poder olhar, da sacada do prédio, todos os dias, a copa do belíssimo Bosque Rodrigues Alves, 5 hectares de floresta nativa preservada, bem, no coração da cidade.


Belém, minha linda e escolhida cidade, parabenzaço! Continue linda e resistindo a governos e ao tempo.
.........................


Sem pedir a devida licença, colei post do blog de Franssinete Florenzano em que se vêem ícones desta amada Belém.


Ícones de Belém do Pará

Foto Uruá-Tapera
Arraial do Pavulagem, caldeirão cultural de Belém. 

Foto de Lucivaldo Sena
Ó órgão Cavaillé-Coll, o maior da América Latina, da Catedral  de Belém

Foto de Eunice Pinto.
Basílica de Nossa Senhora de Nazaré
Casa das 11 Janelas. Foto de Eunice Pinto.

       Theatro da Paz, captado pelas lentes de Elza Lima.


Foto David Alves
               Algumas das 39 ilhas da Região Metropolitana de Belém. 

E aqui, a mais bela homenagem a Belém, música que é a alma de Belém, cidade que respira identidade. Composição de Edyr Proença e Adalcinda Camarão. Na voz de duas cantoras paraenses.






BOM DIA, BELÉM!

Composição: Edyr Proença/Adalcinda Camarão

Há muito que aqui no meu peito
Murmuram saudades azuis do teu céu
Respingos de orvalho me acordam
Luando telhados que a chuva cantou
O que é que tens feito, que estás tão faceira
Mais jovem que os jovens irmãos que deixei
Mais sábia que toda a ciência da terra
Mais terra, mais dona, do amor que te dei

Onde anda meu povo, meu rio, meu peixe
Meu sol, minha rede, meu tamba-tajá
A sesta, o sossego na tarde descalça
O sono suado do amor que se dá
E o orvalho invisível da flor se espalhando
Cantando cantigas e o vento soprando
Um novo dia vai Anunciando, mandando e
Cantando cantigas de lá

Me abraça apertado que eu vou chegando
Sem sol e sem lua, sem rio e sem mar
Coberta de neve
Levada no pranto dos rios que correm
Cantigas no ar
Onde anda meu barco de vela azulada
De foi depenada sumindo sem dó
Onde anda a saudade da infância na grama
Dos campos tranquilos do meu Marajó

Belém, minha terra, meu rio, meu chão
Meu sol de janeiro a janeiro, a suar
Me beija, me abraça que eu
Quero matar a imensa saudade
Que quer me acabar
Sem círio de virgem, sem cheiro cheiroso
Sem a chuva das duas que não pode faltar
Murmuro saudades de noite abanando
Teu leque de estrelas
Belém do Pará!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011 4 comentários

Olha nós na posse da Dilma!

Numa segunda edição, Helen Lima produziu este vídeo da militância blogueira suja na posse da Dilma. Eu tava lá! Obrigada, Helen e todo o timaço blogueiro que amou e cuidou da posse da nossa presidenta! Vídeo girando na net neste Dia de Reis, dia em que assinei a compra do meu apê! Minha Mega pessoal. Tou parece urubu do Ver-O-Peso: só folia! Já é Carnaval no meu coração.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011 0 comentários

Chuva de Iansã cobre a posse de Dilma. Exigindo coragem da gente!


















Algumas imagens da posse da Dilma, em Brasília, antes que a chuva arriasse forte, molhando a maquineta e me impedindo de clicar as caras molhadas e alegres, a alegria que patinava na grama molhada, cheia de lama e que dificultava a longa caminhada. Nada disso importava. A gente andava, cansava e continuava. Encontrava barreiras e portões fechados na Esplanada e continuava andando.Voltava por outro lado, topava com caminhantes com todas as caras do Brasil. Com capas de chuva, com bandeiras, com lenços na cabeça. Todos segurando firme a mão da esperança. Dilma presidenta, primeira mulher a presidir o Brasil, com o olhar e a sensibilidade da mulher. Algo único. Coisa que não dá pra dizer só com palavras.


E a chuva, forte, o vento frio. O povo, valente, corajoso, ali. Quando Dilma passou na Esplanada, embaixo do toró, minha máquina pifou. Depois que secou, deu pra abri e descarregar as poucas fotos que estão aqui.


A chuva forte de Brasília me fez lembrar do comício do meu eterno presidente Lula em Belém, em 1989, na Praça do Operário, pouco antes da eleição. Eu era da equipe de comunicação do Pará na campanha Lula. Eu, Paulo Roberto Ferreira, Fátima Gonçalves e mais uma penca d egente boa. Chovia aquela chuvona amazônica, toró de pingos de um dedo de grosssura. Era noite em Belém e o povo esperava na linda Praça do Operário. Com a mesma coragem e fé com que caminhava no dia 1º embaixo de chuva em Brasília. Em Belém,  o povo dançava na chuva, esperando Lula falar. Não ganhamos a eleição pra presidente em 1989, mas aquele comício, impregnado de chuva, ficará na memória da minha pele, assim como a chuva de Iansã que caiu sobre Brasília na posse da Dilma. 


Quando o sol abriu já era máquina e o bug na câmera do blackberry me impediu de mostrar mais da posse, com imagens. Só deu pra ir tuitando.


Ainda bem que aqui, tem imagens belíssimas da posse. Do povo na posse.  Graças a Deus, outros blogueiros sujos também fizeram registros belos e maravilhosos.


A luta, a  coragem e a participação do povo foram lembradas pela nossa presidenta em pelo menos presidenta dois trechos do discurso:


O Brasil do futuro será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ele hoje. Do tamanho da participação de todos e de cada um:
Dos movimentos sociais,
dos que labutam no campo,
dos profissionais liberais,
dos trabalhadores e dos pequenos empreendedores,
dos intelectuais,
dos servidores públicos,
dos empresários,
das mulheres,
dos negros, dos índios e dos jovens,
de todos aqueles que lutam para superar distintas formas de discriminação.

E também no trechinho de Guimarães Rosa:


“O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.


Meu abraço carinhoso a querida Dilma e a todo o governo. E um abraço especial aos amigos Uílio, Eliane e Deo que passaram comigo o maravilhoso 1º de janeiro de 2011, na festa popular da posse da Dilma, minha companheira presidenta. Companheira que compartilha com o povo brasileiro o pão da esperança e da coragem!
 
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