quinta-feira, 25 de agosto de 2011 0 comentários

A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu. Para Wanessa e Raimundo


Wanessa, a moça que está no noticiário local e nacional e perdeu seus gêmeos por uma série criminosa de omissões, sentiu as dores do parto na madrugada desta terça 23. Sentiu e rumou à maternidade da Santa Casa do Pará, local em que ela fez o pré natal.

Se tivesse dinheiro, pegaria um táxi. Como não tinha, esperou longamente o busão e atravessou a cidade, desde o Outeiro até o centro de Belém, na Santa Casa. Viagem pra mais de uma hora. Bateu com a cara e a barriga na porta da Santa Casa. Foi recusada, sob a alegação de falta de vaga.

Foi até o Hospital das Clínicas "Gaspar Viana" e, de novo, recusada. Contrações e dor aumentando, Wanessa sentiu o peso da barriga de sete meses e sentou na calçada, na porta do segundo hospital público que também não abriu suas portas para receber uma grávida em trabalho de parto. Sentada na calçada, chamou o Samu, ninguém atendeu. O marido então ligou para o Corpo de Bombeiros que, graças a Deus, atendeu e chegou, dia já amanhecendo. Ela teve o primeiro bebê dentro do carro dos bombeiros. O bebê acabou falecendo, mesmo destino do segundo bebê.

Faltou tudo para Wanessa, Raimundo e os bebês. Faltou humanidade, atendimento decente, socorro na Santa Casa e na saúde pública.

Não quero me ater às estatísticas sobre mortes de bebês, em que governo morreram mais ou menos criancinhas. Qualquer bebê que vem a falecer deixa um vazio eterno e doído dentro da gente.

Agora, precisa investigar com rigor e punir todos os responsáveis pela falta de atendimento para Wanessa e seus pequenos, agora enterrados.

O noticiário sobre a morte dos gêmeos daqui a pouco cessa e latejando vai ficar a dor dessa mãe e desse pai. Uma dor que poderia ter sido evitada. E como não foi evitada, precisa ser punida e a fundo, com a reponsabilidade da omissão de socorro em todos os níveis, a começar pelo governo. Que não pode lavar as maõs e achar que afastar médicos da direção da Santa Casa abafa o caso ou resolve o problema.

Leia também o ótimo "Santa Misericórdia", da blogueira Franssinete Florenzano. (Imagem de Waldez)

Atualizado às 19:20 - O governo do Pará afastou a delegada Maria do Perpéuto Socorro Picanço da investigação. Ela é filiada ao PC do B .
Laudo Instituto Médico Legal informa que os bebês já estavam mortos. O bombeiro e a mãe contestam o laudo.
sábado, 20 de agosto de 2011 0 comentários

Bate a saudade, mano Zé Wilson.

Dois anos hoje sem meu mano José Wilson, um homem que muito amou. A saudade virou uma companheira pra sempre. Zé Wilson está presente na minha vida e de toda a minha família. Abraços, maninho.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011 7 comentários

E tanto fizeram que mudaram o nome da Apinagés pra nome de dono de supermercado

A rua Apinagés, em Belém, no bairro do Jurunas é uma homenagem às várias tribos indígenas que habitaram a cidade. Como registra o Wikipedia, a maioria de suas ruas recebeu nomes de tribos indigenas, como: Tupinambás, Tamoios, Mundurucus, Apinagés.

Era assim, porque agora a Apinagés mudou de nome. O novo nome é Jerônimo Rodrigues, em homenagem ao fundador do supermercado Líder. Iniciativa  (?) do vereador Gervásio Morgado, como bem pontuou a jornalista e blogueira Franssinete Florenzano no post "Conduta vergonhosa".

É preciso dar um basta a isso, diz o blogueiro e advogado, Zé Carlos do PV no "Apinajés em pé de guerra. Bordunas nos vereadores de Belém".

Bem, o vereador Gervásio Morgado propôs a lei indecente, mas pra virar lei, ele teve o apoio de muitos outros pares. A conduta vergonhosa mostra que há muitas espinhas vergadas ao poder econômico na Câmara Municipal de Belém. O autor da lei e os veradores que a aprovaram, bem como o prefeito Duciomar, que sancionou a imoralidade, ratificando o desrespeito à história e à luta de um povo

Indaguei, no meu feice, à bancada do PT na Câmara de Belém que me informasse os nomes de quem votou nessa lei vergonhosa que mancha a nossa história.

Recebi, agradeço e divulgo aqui  a resposta do vereador Marquinho do PT, valente companheiro, que também me foi via feice. E tomara que se consiga reverter essa lei. Os vereadores de Belém poderiam procurar o que fazer.


Companheira Vera Paoloni e demais, realmente foi votado e aprovado na CMB o projeto de iniciativa do Ver. Gervásio Moragado alterando o nome da Trav. Apinagés para Jerônimo Rodrigues. 

Informo a todos que VOTEI CONTRA e manifestei-me tentando convencer os demais vereadores a reprovar tal proposição, que ao meu ver desrespeita a história e o povo de Belém, infelizmente fomos derrotados em plenário.

Depois da votação tomei algumas medidas:
 protocolei requerimento na presidência da CMB solicitando cópia de todo o processo, inclusive do abaixo assinado supostamente d@s moradores da Apinagés, um outro requerimento solicitando as notas taquigráficas da minha fala e dos demais vereadores, além disso tô fazendo conversas com moradores da APINAGÉS para saber se de fato foram consultados ou concordam com tal mudança.

 Ao final desse levantamento e análise do processo quero identificar possíveis irregularidades para depois entrar com uma ação para anular a votação e consequentemente a alteração INCABÍVEL do nome da trav. APINAGÉS.

Tudo isso está tramitando espero o mais breve possível ter a conclusão desse processo, espero também contar com o apoio de vcs e do povo de Belém e a mobilização dos moradores da APINAGÉS para reverter essa proposta descabível e talvez ilegal, ao meu ver a iniciativa do Ver. Gervásio está em desacordo com a Lei Orgânica do Município de Belém, que em seu artigo 46, parágrafo 1º, exige a realização de um referendo popular, ou seja, a Câmara não pode deliberar sobre assuntos dessa natureza sem antes ouvir a comunidade interessada. Inclusive, fiz uma postagem sobre isso no meu blog (www.marquinhodopt.com.br)

 Esclarecido?

sexta-feira, 12 de agosto de 2011 1 comentários

O amor não morre. Bom Dia dos Pais.


Amanhã, 13 de agosto, faz 4 meses que meu paizinho se foi. E ai domingo é Dia dos Pais, data que comemorávamos juntos e sempre com tanta alegria, sede de viver, marca tão forte do seu Heraldo! Ainda bem que o sentimento do amor tá vivo, transcende ao tempo. Então, pai, deixo pra ti os versos de Quintana.  Aqui da terra e com uma saudade que nunca se vai, te desejo um Bom Dia dos Pais. Te amo.


As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já cor de terra
— como são belas as tuas mãos —
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram
na nobre cólera dos justos...

Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam
nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas...

Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
Ah, Como os fizeste arder, fulgir,
com o milagre das tuas mãos.

E é, ainda, a vida
que transfigura das tuas mãos nodosas...
essa chama de vida — que transcende a própria vida...
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma...

(Mario Quintana)
quinta-feira, 4 de agosto de 2011 0 comentários

ANS precisa apertar os planos de saúde que atuam na Amazônia

Muito bela a homenagem que o google faz aos 102 anos de nascimento de Burle Marx, um dos maiores paisagistas, muito premiado internacionalmente. Artista excepcional, Burle Marx foi também desenhista, pintor, ceramista, pintor, escultor, pesquisador, cantor e criador de jóias.

Outra boa nova é que os planos saúde vão ter 60 novos procedimentos a partir de 1º de janeiro de 2012, entre os quais 41 cirurgias por vídeo, que são bem menos invasivas que as tradicionais. A lista completa dos novos procedimentos está aqui, no saite da ANS - Agência Nacional de Saúde.

Uma sugestão à ANS e ao Ministério saúde: apertar, fiscalizar os planos de sáude no Pará. A Unimed tem deixado a desejar no atendimento de planos corporativos . E desrespeitando a vida, como denuncia o blogueiro Paulo Pemerguy.
domingo, 31 de julho de 2011 0 comentários

Em Bragança, a visita ao Mirante de São Benedito

Bragança tem 398 anos é uma cidade linda do Pará, a 210 quilômetros de Belém, a capital. Cheia de magia, igarapés, a praia de Ajuruteua e muita história.

Vale a pena passear por Bragança em cada recanto, como no Mirante de São Benedito, o Santo Preto, padroeiro da bela cidade.

A gente encara uns 2 quilômetros de estrada batida e depois sobe uns 300 degraus até chegar ao Mirante. Aí tem mais dois lances de escada e fica ali, olhando Bragança ao longe, o rio Caeté e conversando com o interior. A prefeitura de Bragança bem que poderia melhorar a estrada que leva ao Mirante.

O Mirante de São Benedito é o nossso Cristo Redentor. Ao chegar em cima, a gente dá de cara com São Benedito, belo, negro, majestoso, segurando o Mneino Jesus num braço e no outro, o pão da vida.

As duas fotos finais são da farinha de Bragança, que é a melhor do país. Crocante, lavada, uma delícia. E a fachada da Igreja de São Benedito, já no centro de Bragança.












quarta-feira, 27 de julho de 2011 0 comentários

Tudo em demasia faz mal. Até sal.

Trinta por cento da população brasileira é hipertensa e uma das razões é o consumo excessivo de sal, que está em todos os alimentos, em todos os produtos que compramos em supermercados e nem sempre com quantidades bem indicadas e esclarecidas. A OMS - Organização Mundial de Saúde diz que  5 gramas diárias é a quantidade certa de consumo de sal. no Brasil, cada brasileiro, cada brasileira consome em média 12 gramas por da, mais que o dobro do necessário.

Não sou hipertensa, mas mesmo assim já faz algum tempo que fujo dos brancos refinados (sal, açúcar) e só os consumo em doses moderadíssimas. Vejo como acertada a campanha pela redução do sal que o Ministério da Saúde e Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária  lançam nesses dias.

A campanha é importante como primeiro passo, mas é necessário ir além: explicar a diferença entre sal e cloreto de sódio e quanto tem de sal hoje, numa refeição comum como arroz, feijão, salada, molho, batata etc. Mostrar quanto é uma pitada de sal e com quanats pitadas - ao longo da vida, se produz uma hipertensão. Fiscalizar os produtores dos produtos, os supermercados, feiras e conscientizar o consumidor de sal de forma mais contínua, intensiva e esclarecedora. Ampliando para uma campanha conjunta com o Ministério da educação, como item fundamental nas escolas.

sábado, 23 de julho de 2011 0 comentários

Chico Buarque é brasileiro. Que bom!


Aos 67 anos, Chico Buarque de Hollanda lança disco novo e mostra que ainda tem fôlego para encantar corações e mentes. Texto do compositor e jornalista Edir Gaya, publicado em O Liberal/ Magazine deste sábado 23 de julho de 2011.

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O tema do disco é o amor, mais precisamente a ressurreição deste sentimento na velhice, quando o inimigo te espreita, em tocaia, com um porrete na mão, a “mó” te quebrar, como Chico Canta em “Querido Diário”, a música destratada pela crítica logo no nascedouro.


O amor que ressurge em meio à comoção dos conhecidos com o homem solitário, Prometeu urbano que recolhe como um cão que lhe come aos pedaços, tudo isso em meio a uma cidade onde impera a contramão e o estardalhaço.


O amor que ressurge no exato momento em que o sujeito pensa em religião e (aí em fazer finalmente o sacrifício) de sublimá-lo e adorar uma estátua, uma santa, amar uma mulher “sem orifício” – persona feminina na qual só se penetra metafisicamente.


E exatamente quando ressurge o amor real, o físico, aquele que reclama o corpo, o sexo, a mulher na qual não se bate nem com uma flor, mas que, se chora, “desejo me inflama”, como Chico canta sem falso pudor, é que o tempo está lá, com o porrete na mão. E aí, resta ao poeta a resistência da palavra: “mas eu não quebro porque sou macio, viu”.


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Em “Tipo um Baião”, o amor que surpreende volta à cena e Chico pergunta ao tempo: “Não sei para que outra história de amor a essa hora?” e dialoga com uma menina, como deixa evidente a profusão da locução “tipo a fim”, “tipo para a vida inteira”, numa canção que oscila entre a bossa e o baião, enquanto o amor fugidio se revela no crepitar da fogueira e brinca de inflar e esmagar o coração dele, como o fole da sanfona de Luís Gonzaga.


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Em “Barafunda”, o tempo e seus lapsos de memória – e aqui o personagem do “Velho Chico” retorna – criam realidades paradoxais, aurélias, auroras, maristelas, na Penha, na Glória, gol de bicicleta ou tiro de meta, Zizinha ou Garrincha e uma Mangueira campeã com Cartola. 


O que é fato? O que é sonho? O que é real? O que é imaginário?


No meio dessa “Barafunda”, o Chico execrado como mau poeta, responde, de pronto: “E salve este samba antes que o esquecimento baixe seu manto cinzento”.


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E para os que acreditam que ele demitiu o animal político, em meio à barafunda, canta o que ficará de fato na memória da pele do povo brasileiro: “É Garrincha, é Cartola, é Mandela”.


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Só muito complexo de viralatas ou ódio ao sucesso para considerar que um disco como este não tem nada a dizer à música brasileira deste início de século. Ao final do CD, fica a única constatação possível. Que bom: “Chico é brasileiro!”

Ouve aí uma faixa do novo cd:



Se Eu Soubesse (part Chico Buarque)

Thaís Gulin

Ah, se eu soubesse não andava na rua
Perigos não corria
Não tinha amigos, não bebia
Já não ria a toa
Não enfim, cruzar contigo jamais
Ah, se eu pudesse te diria na boa
Não sou mais uma das tais
Não ando com a cabeça na lua.
Nem cantarei 'eu te amo demais',
Casava com outro se fosse capaz
Mas acontece que eu saí por aí
E aí, larari larari larari larara
Ah, se eu soubesse nem olhava a lagoa
Não ia mais à praia
De noite não gingava a saia,
Não dormia nua
Pobre de mim, sonhar contigo, jamais
Ah, se eu pudesse não caía na tua
Conversa mole outra vez
Não dava mole a tua pessoa,
Te abandonava prostrado aos meus pés,
Fugia nos braços de um outro rapaz.
Mas acontece que eu sorri para ti
E aí larari larara lariri, lariri
Pom, pom, pom, ...
Ah, se eu soubesse nem olhava a lagoa
Não ia mais à praia
De noite não gingava a saia,
Não dormia nua
Pobre de mim, sonhar contigo, jamais
Ah, se eu pudesse não caía na tua
Conversa mole outra vez
Não dava mole a tua pessoa,
Te abandonava prostrado aos meus pés,
Fugia nos braços de um outro rapaz.
Mas acontece que eu sorri para ti
E aí larari larara lariri, lariri...
sexta-feira, 22 de julho de 2011 0 comentários

Chico e João Bosco. Uma provinha pra gente saborear

Só uma provinha do novo cd do Chico. lançado via internet.
sexta-feira, 15 de julho de 2011 0 comentários

Puma some e deixa todo mundo no chão. Socorro, ANAC!

Meu sobrinho Ícaro Kishi viria de Macapá(AP) hoje de manhã a Belém (PA). 


Viria. 


Porque ao chegar no aeroporto de Macapá para embarcar às 7 horas no aeroporto de Macapá, pela Pumaair, simplesmente encontrou uns 30 passageiros sem voo, sem avião, sem informação, sem ter a quem se queixar da falta de respeito. No areoporto não tem Procon e nem um posto da Anac - Agência Nacional de Aviação Civil. 


Acionado, o telefone da Puma chama e ninguém atende. E no aeroporto em Macapá, as bocas presentes foram informando o que ninguém dizia oficialmente: a Puma não voa regularmente desde maio. Mas a passagem, do meu sobrinho foi comprada pelo saite em 23 de junho. 


Liguei pro 0800725 4445 da Anac e registrei duas queixas, uma contra a Puma e outra, solicitando que a  ANAC tenha um posto de atendimento em cada aeroporto da Amazônia, para que os cidadãos e cidadãs, aviltados em sua cidadania, tenham algum amparo na hora de reclamar, consigam varar o cordão sanitário do isolamento.


As reclamações geraram dois números de protocolo (25486-2011 e 25488-2011) que registro aqui e vou acompanhar com muito critério pra ver se a Anac consegue enquadrar a Puma a cumprir com seus deveres.


Não dá pra aceitar que sumam piloto, avião, balcão de informação, Procon e Anac. E que ainda por cima continuem vendendo passagens pela internet, confirmando uma promessa que já sabem que não cumprirão!
sábado, 9 de julho de 2011 0 comentários

Bragança e o amor de meu pai pela vida, pela cidade, pela família, pela brisa...





Papai amava - e ama, porque sentimento não morre, se transforma - Bragança, a linda cidade que completou 398 anos ontem, em meio a alvoradas, festejos e o sonzão da banda Calypso. Papai adorava bater perna na orla do Caeté, olhar a mulherada em bando nas festas e caminhar na belíssima Ajuruteua. Papai gostava de gente, de conversar, olhar, mergulhar nos sentimentos. E rir muito contar histórias, ele que contava o tempo por décadas, por planos econômicos, governos, presidentes, regimes. Ele e mamãe escolheram Bragança pra ver a vida em ritmo mais devagar, curtindo cada instante, cada minuto. 


Bragança também é minha segunda cidade. Bragança e a melhor farinha que se come em todo o país, fofa torrada e gostosa como um biscoito crocante uuuummm. O vinho de buriti, os igarapés geladinhos, a amplidão da praia de Ajuruteua, o caranguejo,a orla do Caeté, a tainha assada de brasa, o pato borracho novo como dizia papai sobre a carne inigualável do pato bragantino. Na mesa do Círio, esse patinho não falta.


Peço licença para outro bragantino de coração, o blogueiro Zé Carlos, para colar do blog dele a bela homenagem que ele prestou a Bragança e à riquíssima história de Bragança, que tem um santo preto como padroeiro. Eu, que fui interna do colégio Santa Terezinha, quando menina, amo voltar a Bragança, onde tem muita raiz da minha vida, de meus pai, de minha mãe, de meu mano Antonio, de meu mano Zé, de Roseira.


Bragança faz 398 anos



Sendo uma das cidades mais antigas do Pará, minha segunda Cidade, Bragança, completa hoje 398 anos de fundada. Esta data é contada da presença dos franceses e não dos portugueses. 


Quem fundou Bragança para os bragantinos foi o Daniel de La Touche, sob o título de Senhor de La Ravardière, um experiente capitão da Marinha Francesa, que veio da costa do Maranhão para tomar conta do Pará. Entrando na baia do Caeté, foi até o ponto onde localizou a aldeia dos Caeté. Os portugueses viram depois para expulsar os franceses e também os primeiro habitantes.


Bragança, dominada pelos portugueses, guarda relíquias do período colonial, mas até hoje ainda mantém um elo com a presença francesas, é o pato bragantino, que em sabor não tem igual, do tipo barbárie, é o mesmo que os franceses usam para fazer o famosos "foie gras". 


Este pato, quando misturado ao tucupi e ao jambu, elemento da cultura indígena, vira uma comida dos deuses. Para completar o prato, nada como uma farinha "da boa". 


O que Bragança tem de melhor, além dos peixes, dos pratos, das praias, dos igarapés, é a cultura local forte e enraizada, seja no falar ou nas diversas forma de transmissão de valores. 


Dentre as manifestações locais, a mais forte é a devoção ao "Santo Preto", o Santo que o bragantino, com intimidade, chama de "São Bené". A festa de São Benedito, também conhecida como Marajuda de São Benedito, encerra-se oficialmente no dia 26.12, com a procissão, mas, de fato, dura o ano inteiro. Vá lá, vale a pena conhecer.


Encerro minha pequena homenagem a minha segunda cidade com a história do poeta bragantino, Fernandes Bello, publicado no Blog do João Jorge Reis
terça-feira, 5 de julho de 2011 2 comentários

Duciomar, o inominável. Ele passará e eu, passarinho...



 Sou uma otimista incorrigível, como diria Drummond. Mas ter o Duciomar como prefeito de Belém há 6,5 anos, tem feito estrago nesse otimismo. As atitudes do prefeito e as ausências de atitude, estas e aquelas revestidas de enganação, têm contribuído com a corrosão da minha esperança. Vou dar um exemplo.


Dia desses andei na avenida recém inaugurada, a nova Marquês, que ficou bem bonita, com belos espaços e área mais valorizada. Aí meu olho bateu na enganação que mostro nas fotos acima. São latas de coleta seletiva de lixo, mínimos latões para coleta de nanolixo talvez, pois uma garrafa plástica de 2 litros enche o compartimento de plástico.  É o faz de conta da coleta seletiva que prossegue com o faz de conta da reciclagem, essa praticamente inexistente e sem apoio da prefeitura de Belém.

Inominável essa atitude do Dudu! Por essas e outras é que já beira os 80% de reprovação dele como prefeito. Rejeição que deve ter aumentado hoje, após a chuva que caiu em Belém na noite passada e que encheu os canais, os bueiros, mostrando a cidade maltratada, abandonada, sem saneamento e vivendo dia após dia na enganação do poder público. Pensar que ainda falta 1 ano e meio até a próxima eleição.

Afe!

Só não me abato mais porque todos os dias me renovo vendo o nascer e o por sol, o Bosque Rodrigues Alves, a vida, a resistência e a alegria. O que me dá uma certeza, lembrando Quintana: Dudu, o inominável, passará. E eu, passarinho!




domingo, 3 de julho de 2011 0 comentários

João Pedro Stédile/MST e Artur Henrique/CUT no Pará dia 6: por uma reforma agrária efetiva




João Pedro Stédile(MST) e Artur Henrique, presidente nacional da CUT estarão juntos, em Belém do Pará, no dia 6 de julho. Juntos por uma reforma agrária efetiva.

Artur Henrique e Stédile não escolheram á toa o Pará para estarem no Dia Nacional de Mobilização chamado pela CUT, em parceria com Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Marcha Mundial de Mulheres e Central de Movimentos Populares. É que tornou a aumentar o número de assassinatos decorrentes de conflitos agrários aqui no Pará. Leia mais aqui, no sítio da CUT. 


A intenção de Artur Henrique e Stédile é protestar contra os assassinatos de dirigentes populares e cobrar punição aos responsáveis pelos crimes. Vão ainda "denunciar estas atrocidades e exigir a federalização das investigações destes assassinatos, denunciar a criminalização dos movimentos sociais, lutar pela reforma agrária, por um novo modelo agrário, pela aprovação da PEC do trabalho escravo, e o fortalecimento da agricultura familiar”, como destacou Artur. 


Aqui no pará, os movimentos sociais acusam o PSDB de estar conivente com a violência no campo, diz a reportagem de Leandro Fortes na Carta Capital 653, reportagem replicada no imperdível blog da Maria Frô. 
domingo, 26 de junho de 2011 4 comentários

Gleisi e o puxão de orelha bem dado.

UNI mira a tempestade e fica de orelha em pé com o tempo. Eu, com as "nutiças" da Veja.




Em relação ao governo do ex-presidente Lula e do governo Dilma, a revista Veja é vomitante.  Não a leio mais faz tempo, pra preservar minha saúde e bom humor.


Fiquei muito alegre ao ver, na net, a pronta, contundente e educada resposta da ministra Gleisi ao editor da coluna Radar, Lauro Jardim, que afirmara ter Gleisi declarado à Receita Federal o valor de R$245mil de um imóvel que ela possui “pois a lei permite que se aja assim, mas nunca será perda de tempo lançar holofotes sobre a prática “.


O jornalista, ontem mesmo, reconheceu assumiu que estava errado e disse tratar-se de um “lamentável erro de apuração".


 Erros de apuração fazem parte da linha editorial de Veja, sempre a lançar suspeitas, fazer acusações absurdas, a provocar cizânias, ver cabelo em ovo. 


Veja a carta-puxão-de-orelha de Gleisi a Lauro Jardim:


Sr. Lauro Jardim

Editor da Coluna Radar
Revista Veja

O apartamento que possuo em Curitiba tem menos de 190 metros quadrados de tamanho e não 412 metros, como afirma nota divulgada hoje, 25, no Radar on-line. Há outros erros na nota. A saber: diferentemente do que informa Lauro Jardim, a lei não permite, mas DETERMINA que o valor declarado ao Imposto de Renda seja o de compra. Assim, o apartamento, que adquiri em 2003, tem sido declarado pelo valor de compra desde a declaração de 2004. Sobre o valor de R$ 900 mil, citado na nota: é claro que meu apartamento valorizou-se nestes oito anos após a compra, mas, se Lauro Jardim ou o corretor que, diz ele, avaliou o imóvel, desejarem comprá-lo por este preço, podemos conversar.
Gleisi Hoffmann
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Parabéns, Graziano! 

  • A boa nova de hoje é a eleição de eleição de José Graziano da Silva para a direção-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). Vitória do PT, vitória da  da política externa brasileira, vitória do Brasil que tá dando certo. Leia mais aqui.
Atualizado na segunda, 27 de junho 2011, às 8:50 - Atualizei  para acrescentar os linques reclamados pelo leitor Gabriel e também para informar que o jornalista Lauro Jardim se retratou, embora numa notinha de rodapé. E também para acrescentar que a blogosfera, além de estar sempre em cima do lance, tem um humor fora de série.  E a Veja levou a dela, com os tuiteiros oferecendo Falcons, bonecas de mil novecentos e me esqueci e pedindo pra Veja avaliar e comprar pelo mesmo preço da "informação" do apartamento da Gleisi. A tag para o tema no no twitter era: #vejacomprameuap

domingo, 19 de junho de 2011 0 comentários

Pedacinhos do 2º BlogProg mostram que novo marco regulatório só sai com muita mobilização


Lula e Maria Frô, na mesa de abertura, dia 17 de junho de 2011. Foto: Luiz Carlos Azenha

O 2º Encontro Nacional dos Blogueiros, em Brasília juntou gente, diversidade, ideias e 30 mil na internet. Reafirmou uma certeza velha conhecida da blogosfera combativa: a de que só sai o novo marco regulatório com muita mobilização, muita pressão popular em todos os espaços.

Em seu site, a CUT resume os debates do 2º dia, sábado 18 de junho:


a) sem democratização das comunicações, não será possível realizar as outras reformas necessárias – como a agrária, a política e a tributária –, uma vez que a concentração dos meios de comunicação na mão de poucos grupos impede a difusão das informações transformadoras;

 b) os sucessivos governos, incluindo os oitos anos de governo Lula e os primeiros instantes do governo Dilma, não enfrentaram a questão do monopólio das comunicações.

Recolhi alguns trechos de falas bem interessantes no 2º BlogProg:

Lula, a grande estrela do encontro: “os blogueiros tiveram um papel extraordinário, mostraram que o povo não precisa mais de intermediário mais na comunicação.”

Da deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP): “Eu como tenho origem na militância da luta pela terra, percebi que o dia em que a gente democratizar de fato a comunicação, teremos condições de fazer todas as reformas necessárias, inclusive a reforma agrária”.

Erundina, que é integrante da Frente Parlamentar pela Democratização das Comunicações, lembrou igualmente da imensa dificuldade de realizar audiências públicas para tratar de renovação de concessões de canais de TV e rádio. “Deputado tem muito medo de se indispor com a mídia, é impressionante. Aí desaparecem e não votam”, informou a parlamentar.

E instigou a plenária: “Por que vocês mesmos não criam conselhos estaduais e regionais de comunicação, sem esperar o aval de governador, de prefeito? Isso é luta”. Aplaudida de pé, retomou o microfone para dizer: “Sabe por que vocês gostaram? Porque isso está dentro de vocês”
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Do professor Venício Santos Lima, autor e pesquisador de livros sobre o tema comunicação, , citando o padre Antonio Vieira: “O problema do Brasil é que ele não tem voz. O povo pobre não pode se expressar”.

Do jurista Fabio Konder Comparato: “A dominação dos meios faz parte dos núcleos, e não da superfície do poder capitalista”. Destacou que foi a necessidade de dominar os meios que levou o capitalismo a desenvolver novas tecnologias na área e chegar ao rádio e à TV, um instrumento de informação instantâneo, mas que circula a mensagem apenas em sentido único. Quem a recebe não participa do processo.

Autor de três Ações Diretas de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO), todas para cobrar o cumprimento da regulamentação do dispositivo constitucional que determina revisão periódica das concessões de rádio e TV, Comparato comentou: “Faz três meses que o Ministério Público Federal recebeu as ADOs e não proferiu nenhum parecer, e nem parece que vai emitir um parecer”.

Fábio Comparato mostrou caminhos para a  população enfrentar o poder desses monopólios: a regulamentação da democracia direta no país e a “liberação” – termos dele – dos plebiscitos e referendos no País. “Se pudéssemos usar os referendos e plebiscitos como instrumento da luta popular, é evidente que a casa ia cair”.

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Zé Dirceu: Acho que estamos na hora de organizar mobilizações para pressionar pelo novo marco regulatório".

Ah!, acabou não dando pra eu ir ao Encontro. Me inscrevi, pasguei, comprei passagem de avião e na hora agá, não deu pra eu ir. Uma pena. Mas fui muito bem representada.

Saiba mais o que aconteceu no 2º Blog Prog, lendo:

quinta-feira, 16 de junho de 2011 0 comentários

A combativa blogosfera arrepia em Brasília, com transmissão ao vivo

Malas prontas, correria, blogueiros e blogueiras de todo o país se preparam pra transformar o #IIBlogProg no maior evento da blogosfera brasileira, de amanhã até domingo. Eu só chego lá em Brasília dia 18 à noite, porque coincide com outra atividade, esta também inadiável. 


Olha que vai ser muito pai d'égua encontrar as gentes de carne e osso que a internet une, desune, reúne rsrsrs  Debater, avançar e cantar como diz nosso carimbó: Viemos de nossa terra fazer barulho na terra alheia.


A Rede Brasil Atual e a TVT vão transmitir toda a programação do 2º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas.  Os usuários do Twitter vão usar a hashtag #2BlogProg e o link para o ao vivo (http://bit.ly/BlogProg), além de informações nos perfis da Rede Brasil Atual e Rede TVT. Também a partir desta sexta-feira 17 estará disponível o embed para que blogueiros também possam transmitir em seus espaços as discussões.


Esta é a programação, colada do Barão de Itararé:



A programação oficial do II Encontro Nacional dos Progressistas (BlogProg), construída de forma coletiva e democrática, tem como eixo principal a luta pela democratização dos meios de comunicação, por um novo marco regulatório para o setor e pela implantação e aperfeiçoamento do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Além disso, ela contempla, em várias oficinas, inúmeros temas de interesse da blogosfera. A programação ainda poderá sofrer alguns ajustes. Um deles é a inclusão de uma palestra do ex-presidente Lula, que já confirmou a presença no encontro, mas ainda não formalizou sua participação.
Data: 17, 18 e 19 de junho.
Local: Centro de Convenção da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC)
SGAS. Avenida W-5, Quadra 902, Bloco C – Telefone: (61) 3214-8000
Dia 17 de junho, sexta-feira
17 horas – Início do credenciamento.
19 horas – Palestra do ministro Paulo Bernardo sobre os desafios da comunicação no governo Dilma Rousseff;
21 horas – Festa de confraternização.
Dia 18 de junho, sábado
9 horas – A luta por um novo marco regulatório da comunicação.
- Deputada Luiza Erundina – coordenadora da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão;
- Jurista Fábio Konder Comparato – autor da Ação de Omissão (ADO) do Congresso Nacional na regulamentação da comunicação;
- Professor Venício Lima – autor do livro recém-lançado “Regulação das comunicações”.
14 horas – Oficinas autogestionadas e simultâneas.
1- Os partidos e a luta pela democratização da comunicação.
- José Dirceu (PT), João Arruda (PMDB), Brizola Neto (PDT), Renato Rabelo (PCdoB), Randolfe Rodrigues (PSOL) – mediação: José Augusto Valente;
2- O sindicalismo na era da internet.
- Artur Henrique (CUT), Luis Carlos Mota (FS), Nivaldo Santana (CTB), Ricardo Patah (UGT), Ubiraci Dantas (CGTB) e Toninho (Diap) – mediação: Rita Casaro;
3- A política da internet, tecnologias e a neutralidade na rede.
- Sérgio Amadeu, Marcelo Branco, José Carlos Caribé, Tatiane Pires – mediação: Ricardo Poppi
4- “Arte, humor, militância e compromisso: agora por nós mesmos. Compartilhando experiências”.
- Mediação: Sérgio Teles e Paula Marcondes;
5- Reforma agrária e as perspectivas na comunicação.
- Gilmar Mauro, Rodrigo Vianna, Letícia Silva, Sergio Sauer – mediação: Igor Felippe;
6- Mulheres na blogosfera.
- Luka da Rosa, Amanda Vieira, Bia Cardoso – mediação: Niara de Oliveira;
7- Perseguição e censura contra a blogosfera.
- Paulo Henrique Amorim, Esmael Morais e Lino Bocchini – mediação: Altamiro Borges.
8- A militância digital e as redes sociais
- Eduardo Guimarães, Luis Carlos Azenha, Conceição Oliveira (Maria Frô) – mediação: Conceição Lemes.
• Oficina sobre ferramentas do blog – mesa: Marcos Lemos;
Dia 19 de junho, domingo
9 horas – reuniões em grupo: troca de experiência, balanço e desafios da blogosfera progressista;
14 horas – Plenária final: aprovação da carta dos blogueiros e constituição da nova comissão nacional organizadora.
 
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