domingo, 15 de março de 2026 0 comentários

Perfumista nas horas vagas, misturando ervas e emoções...

 Nas poucas horas vagas e, mesmo assim, de vez em quando, viro perfumista. Tenho um vidro grande e bem escuro de Toddy e, ali, há mais de 4 décadas, misturo ervas, aromas, fixador, essências e emoções. Deixo decantar um tempo na lua cheia e outro, no sol abrasador. ☀️

Tem dias que o vidrão me chama e ali entram óleos de sândalo, priprioca, patchuli e outros cheiros do Pará.💋 E aí, quando o tempo dá a volta e o perfume apura, vai para pequenos vidros e para a bolsa da ocasião a cultura ancestral amazônica cheirosa e cheia de encantos, batuques e mistérios que só vão se acumulando naquele vidrão que tá atravessando o tempo.

Bom domingo pra vocês, com este 2026 voando! Em pleno inverno amazônico, mas com sol de lascar agora pela manhã, Belém.Pa, 15 de março de 2026. ❤️‍🩹


domingo, 18 de janeiro de 2026 0 comentários

TAXISTA VOLTOU EM CASA E DEVOLVEU OS 200 CONTOS QUE PAGUEI COMO SE FOSSE 2 REAIS

Costumo ter fé na humanidade. Faz parte de ser uma otimista incorrigível,  como diria o poeta. Mas é inacreditável o que aconteceu comigo neste domingo, 18jan2026, em Belém.Pa. Fui ao supermercado perto de casa,  comprei um lírio da paz e coisinhas mais. Encontrei uma querida amiga já na saída do supermercado e entrei no táxi. Corrida curta. Deu 14 contos. Paguei em espécie: uma nota de dez e duas de 2 contos.

Subi pro apto, comecei a desarrumar as compras e aí tocou o interfone. Era o porteiro avisando que o taxista voltara para devolver 200 contos que eu paguei como se fosse 2! Vicês imaginam o pulo que deu meu coração! Pedi que ele anotasse nome, fone e chave pix do taxista. E me bateu uma emoção fora do comum. Pelo conjunto, mas em especial pela tocante honestidade do taxista.

Fix um pix pra ele e agradeci muito o gesto. Escrevo sob o efeito da emoção que continua grudada em mim.


 

domingo, 17 de novembro de 2024 0 comentários

O que é mesmo transição justa e trabalho? E o que temos a ver com isso? Esse é o debate a ser feito neste 18nov24, na #Cop29, em Baku/Azerbaijão, pavilhão Brasil

Transição justa... o que é mesmo isso? Se come? Está no cotidiano da população? Quando se acrescenta "e o mundo do trabalho ", aí começa a parecer que tem a ver com a gente, o povo da classe trabalhadora. 

Mas o que é isso, exatamente? Em poucas linhas, de forma bem simples,  assim como um prato de arroz, feijão e farinha de Bragança.Pa? 

Vamos lá. Transição justa é a passagem para transformar o sujo,o encardido em limpo, em sustentável. O ar impuro a respirável. E para que essa condição aconteça sem castigar mais ainda os mais pobres, os mais vulneráveis, é imperioso que os governos do Norte global, em especial, olhem, em primeiro lugar, as pessoas nos seus territórios, os trabalhadores, as trabalhadoras. E financiem essa transição a partir de quem vive, sobrevive e habita nas cidades e no campo. Sem colocar sobre os ombros dessa população a responsabilidade sobre o financiamento de limpeza, digamos assim, do meio ambiente. Sempre colocando as pessoas e, dentre elas, a classe trabalhadora, em primeiro plano.

Para aprofundar esse debate, dia 18nov24, em Baku, na #Cop29,  Pavilhão Brasil haverá uma boa discussão sobre
- Transição Justa e Trabalho: conectando o campo e a cidade.

🗓️ Segunda-feira, 18 de novembro ⏰16h15 - 17h15

Moderadora: Rosalina Amorim - CUT Brasil
Painéis: Letícia Tura - FASE Brasil, Ruth Guzman - CATP Peru, Sandra Bonetti - CONTAG Brasil, Belén Citoler - Fórum Mundial Ruaral, Luciana Jacob, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Brasil.

Acompanhem. 
A próxima COP, a #COP-30,  acontecerá no Brasil, em Belém.Pa e no texto a seguir, uma síntese tese, extraída do site da Secom, do governo do Brasil:
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PREPARATIVOS PARA A COP30 — A um ano da COP30, o governo brasileiro tem intensificado os preparativos para receber mais de 60 mil pessoas, entre chefes de Estado, diplomatas, empresários, investidores, ativistas e delegações dos 193 países membros. Os investimentos somam R$ 4,7 bilhões, entre recursos do Orçamento Geral da União, do BNDES e de Itaipu. O valor se traduz em uma série de obras de saneamento, macrodrenagem, urbanização e restauração de prédios históricos que visam atender à demanda crescente por transporte, alojamento e espaços adequados para a realização da Cúpula. Ao todo, são mais de 20 obras que vão preparar Belém, no Pará, para sediar o maior evento climático do mundo, além de deixar um legado para a população paraense.

Obs: Diretamente de Baku, Azerbaijão.




sexta-feira, 15 de novembro de 2024 0 comentários

Quem vai pagar a conta de transformar o meio ambiente sujo em meio ambiente limpo? E como fica a classe trabalhadora nessa equação?

 Quanto custa transformar o sujo em limpo? O meio ambiente maltratado por um meio ambiente que dê pra se morar,viver, ser feliz. E mais: quem vai pagar essa conta? Quem financia esse meio ambiente limpo, permitindo a vida das pessoas e do planeta? Esse é o grande debate na #Cop29, em Baku/Azerbaijão e para onde me dirijo na madrugada de amanhã, 16, após ter participado do #G20social, no Rio de Janeiro. De Belém.Pa até Baku, quase 11 mil km e mais de 24h de viagem, com longas conexões, além do trancaço de temperatura: Belém, média de 30 graus. Baku, 9 graus.

Saí de Belém.Pa na madrugada do dia 13 pra Rio, fazendo conexão em São Paulo, para participar do #G20 social, uma boa novidade do Governo Lula, pois é uma brecha para ouvir os movimentos sociais, suas pautas e propostas para salvar a vida humana no planeta Terra, tão atacado por um momento de desenvolvimento que não respeita nem a vida e nem a terra. A continuar nessa pegada, seremos todos e todas exterminadas e o planeta, bom, o planeta vai levar um tempo mas vai se regenerar. Sem nós!

No #G20 social, bons debates, boas palestras, boas rodadas de conversa, ótimos encontros e reencontros e uma confirmação feliz do que diz a canção: o Rio de Janeiro continua lindo!

A #Cop29 antecede a #COP-30 e esta acontecerá em 2025, em Belém.Pa, de 10 a 21nov25 e, pela primeira vez, uma conferência desse quilate acontecerá no Brasil, na Amazônia. Outra boa sacada do governo Lula que disse algo assim: "Querem entender de Amazônia? Então, a próxima conferência das partes, ou COP, precisa ser na Amazônia."

A #Cop29 acontece numa conjuntura de extremos climáticos: muita chuva em algumas áreas do planeta e muita seca em outras. No Pará,  na região Norte do país, na Amazônia,  muitos rios estão secando, o que se traduz em morte de muitas formas de vida.

Construir soluções e pressionar governos no financiamento climático do sujo para o limpo sem prejudicar a classe trabalhadora e respeitando a vida e o trabalho decente, é uma das principais pautas de quem quer a continuidade de humanos e da vida no planeta Terra. Tornar esse tema de meio ambiente com trabalho decente um item do cotidiano, é outra pedra a ser tirada do caminho.

De Baku, continuamos essa prosa.

terça-feira, 26 de dezembro de 2023 0 comentários

Quando recebi axé especialíssimo... ou o dia em que sintonia, eternidade e amor viraram uma coisa só..

Parece coisa de outro mundo. E é.

Manhã de 26 de dezembro de 2023, 3a.feira, Belém. Tive hoje cedo um encontro maravilhoso. Estava olhando minhas plantas na sacada do apartamento de casa, quando vi os pés e depois o corpo inteiro dos quatro: papai, mamãe, Zé Wilson e Betinho, que já estão no andar de cima há algum tempo. 

Ali. Lado a lado.  Sorrindo. E me olhando com imensa ternura, dizendo com  o olhar,   os corpos, os rostos uma mensagem que era só sentimentos. Arrepiei toda, pernas, braços, cabelos... Olhos de jabuti me inundaram. Meus irmãos,  mamãe e papai  continuavam  me acarinhando e falando com olhares e risos. 

Chamei Silvaninha, que iniciava os trabalhos de preparar a comida.  Ela veio, perguntas escritas no rosto. Como eu não dizia nada, ela ficou ao meu lado e eu segurei a mão dela. E ela se arrepiou toda. Apertei a mão dela e consegui  dizer, apontando pro pequeno espaço da área: mamãe,  papai, Zé Wilson e Betinho estão aqui. 
                                                     Na pequena sacada, o grande encontro.
                                                        Em 26.dezembro. 2023.

Olhei rapidamente pra Silvaninha, ela também só emoção. Quando olhei de novo, já tinham ido. Ficou uma energia de amor e de leveza, uma paz que não consigo explicar. Só sentir. Sem muita racionalidade, sem indagações, só o "aceita, filha".

 Receber, aceitar e agradecer esse presente de rever um povo amado que está pra sempre na memória da pele, do sentir, do gostar, do atravessar o tempo. Quando os pensamentos conseguiram se ajeitar um pouco,  pensei: tinha que ser no dia D da Marujada de Bragança.Pa, Dia do Santo Preto, de São Benedito. 

 Valeu, pai, mãe, Zé e Betinho! Amo vocês!

Pode vir, 2024!
❤‍🩹💃🏾 
terça-feira, 7 de fevereiro de 2023 0 comentários

Por que amores vão embora ou o texto que eu nunca queria escrever: Unesca, tua luta acabou. Valeu os 12 anos juntas!

O 6 de fevereiro de 2023 traria tragédias pessoais enormes. A minha, com a passagem da minha amiga e cachorra amada, Unesca, após 8 dias de sofrimento pós cirúrgico, altos e baixos na recuperação. As populações sírias e turcas, com quase 8 mil mortos, por conta de um terremoto de escala alta. A queda de uma samaumeira centenária de Belém no Conjunto Arquitetônico de Nazaré. Dores variadas de intensidade que não se consegue medir Aqui, vou falar de Uni, Unesca.

Ficamos juntas por 12 anos e ontem, às 23h eu me despedi da filha, amiga e companheira de tanto tempo. Na hora da partida, choramos eu e Magé, o amigo que compartilha a vida conosco. Uni partiu, mas tá presente em cada canto da casa, em muitas histórias lindas da família e, principalmente, na memória da nossa pele. 

A pandemia intensificou o teletrabalho e fiz muitas reuniões on.line em 2020, 2021 e até neste 2023. Era selado iniciar uma reunião e Unesca latir forte, cumprimentando quem estava do outro lado da tela. Todo mundo que reunia já perguntava: Uni não vai entrar ?

Dia 3 de fevereiro, final da tarde, o 1º do planeamento da CUT Pa,, pela primeira vez numa reunião on;line, Unesca não latiu, já na gangorra da recuperação, ora melhor, ora pior, até o que pior ganhou no dia 6 à noite. Vai ser cremada e vou espelhar as cinzas nos canteiros que ela amava passear.

Agradeço a rede solidária que não me deixou cair, embora esteja muito baqueada emocionalmente e com um buraco no estômago. Minha sobrinha, amigo Magé, Silvaninha, minha mana, Aline, Rosana, Lidi, Sandra, Vera, Cínthia e tantas outras, meus filhos, mesmo que à distância e amigos e amigas que ligaram, passaram zap, rezaram. Minha gratidão. 

Unesca é agora uma estrelinha, unto com meus manosBetinho, Zé Wilson, papai e mamãe. E eu não tenho mais energia pra qualquer perda desse tipo. Universo, me livra dessa. Pira, paz.




 

segunda-feira, 31 de outubro de 2022 0 comentários

Feliz Ano Novo, Brasil! Lula tá eleito presidente triplex e começa a refazer o esperançar. É sonho realizado, é revelação dos segredos de cem anos, é tudo! Éguaaaa!

 Quando Lula virou na apuração dos votos, às 18:44 do domingo, 30 de outubro de 2022, explodiu aquele grito preso na garganta desde outubro de 2018. Desceram as lágrimas de alegria e a gente abraçou gente, poste, o que se passava na nossa frente. Não tinha palavras, só o mais puro sentir. Com a virada de Lula, chegou Natal, Copa, ano novo, carnaval, tudo junto. Éguaaaa!

Porque não foram quatro anos fáceis  Enfrentamos corte de direitos, atraso deliberado na vacina contra Covid.19, ampliando mais mortes, deboches com as dores, segurar ao máximo o pagamento do auxílio emergencial, ataques aos sindicatos, à aposentadoria, um ódio construído e uma mentirada sem fim, reproduzida de forma criminosa em muitas igrejas e nos zaps de toda a população brasileira, o crime no empréstimo consignado do auxílio emergemcial. Lula ficou 580 dias numa cela, prisão injusta e arbitrária. 

No processo eleitoral, Lula enfrentou o derrame de dinheiro do orçamento secreto, fake news das mais escabrosas, o trabalho de muitos pastores que mostravam Lula como o próprio Satanás e até a lamentável e repudiável ato da Polícia Rodoviária Federal em atrasar e até intimidar eleitores e eleitoras, o que é um crime eleitoral.

Então, vai ser sempre insuficiente qualquer comemoração pela democracia, pela liberdade, pela vida. Eu tou hoje com uma ressaca cívica e só peço a Lula que bote na prioridade zero a quebra do sigilo de cem anos. A gente precisa saber o que escondem Naro e entorno.

Vamos trabalhar que daqui até a posse temos um caminho cheio de pedras pra percorrer. Só que com o ânima lá em cima. Sem medo de ser feliz!


 


sábado, 1 de outubro de 2022 0 comentários

Tá prestes a explodir o grito preso na garganta desde 2016. É Lulalá e esperança cá!

 A menos de um dia para as eleições mais decisivas de nossas vidas, cresce o grito atravessado na minha garganta desde 2016, desde o golpe que depôs a presidenta Dilma. Cresce e está quase explodindo não em dor, mas em alegria e esperança,, com a iminente vitória eleitoral de Lula neste 2 de outubro.22. Ou, no mais tardar, dia 30. 

O grito se gruda à saudade do meu povo que já é estrelinha: papai, mamãe, manos Betinho e Zé Wilson e amigos Walter e Castagna Maia. Queria tanto achar um jeito de reencontrar com vocês, poder abraçar, conversar com vocês dizer da minha emoção com a eleição de Lula e o retorno do esperançar, do amor, de um tempo bom, após tantos anos de amargor e horror. 

Dizer pra vocês que um ministro de Bolsonaro, Ciro Nogueira, dizia há pouco tempo atrás que Bozó ganharia no 1º turno. Então, é espetacular ver o povo avermelhando as ruas, virando voto e fazendo campanha pró Lula, campanha da esperança, do amor em contraponto ao ódio e à morte. Fico toda arrepiada na hora em que escrevo, porque essa emoção está agarrada na memória da minha pele.

 Também contar feliz que tirei nova foto com Lula, no início de setembro, quando ele esteve em Belém. Que Chico tem nova música, Que tal um samba? Que venho tentando todo santo dia combater o bom combate, e que tem uns diazinhos bem  mais difíceis que outros. Vou driblando esses.

                                            Minha candidata a dep federal 1311 Carmen

Pergunto se conseguem acompanhar o que rola no planeta e no meu mundinho. Principalmente, como estão driblando a saudade da gente aqui. 

Nem passa pelo meu juízo que vocês não sintam saudade. Vou parar por aqui que tem um choro querendo vir e ainda tenho uns votinhos pra ganhar.

 Amo vocês e peço que continuem olhando por nós. 

Depois eu falo do Círio. E do resultado da eleição.



quinta-feira, 9 de junho de 2022 0 comentários

Superar o frio de 11 graus é meu primeiro desafio na conferência nacional bancária, em Sampa. Lutar por um Brasil mais justo pra gente...

 Muitos Brasis dentro de um Brasil. Saio de Belém,  hoje à tardinha, 32 graus rumo a São Paulo, 11 graus.  11 graus! Esse choque de temperatura exige vasculhar o guarda-roupa em busca de casacos grossos, cachecol, meias, tudo que não  usa em Belém. E também preparar o campo do afeto para rever muita gente querida, há quase
3 anos só vista pelos apps.  Vou participar da 24a. Conferência nacional da categoria bancária, que debate e aprova a pauta de reivindicações a ser apresentada aos banqueiros. E em seguida, a pauta ao BASA e ao Banpará.

Antes da viagem, teste Covid-19, aquele do nariz. Exigência sanitária correta da ContrafCUT: só credencia à conferência quem apresentar cartão de vacinação e teste negativo, feito a até 3 dias antes do evento. Aplaudi essa medida, embora deteste aquele cotonete entrando no meu nariz e cutucando meu cérebro.

Embora já tenha feito essa viagem e esse caminho de negociação, pressão, nesta campanha nacional tudo é novidade, pois o mundo foi separado por dois momentos: antes e pós pandemia. Pós, não, pois Covid-19 continua rondando e deu uma subida no número de casos. 

O tema é Um país + justo pra gente: este é o Brasil que a gente quer. Um tema que cabe resgate de sonhos, direitos perdidos e o esperançar como bússola. 2 de outubro tá bem aí. Antes, temos uma campanha nacional pra dar conta, sabendo que a grande missão deste 2022 é eleger Lula, derrotar Bolsonaro e conquistar vitórias.

Pra mim, superar o frio que me espera em Sampa, é o primeiro grande desafio!
segunda-feira, 10 de janeiro de 2022 0 comentários

Por que Natal/21 e Virada de Ano Novo ficaram fora de orquestra...



Isso tá fora de orquestra, dizia mamãe, rindo, quando algo não se encaixava, fosse uma história, uma vestimenta, uma comida sem tempero, um desajuste, algo ruim, uma ausência de combinação.

Então, o fora de orquestra foi encaixado no vocabulário da nossa família pra dizer o atual deu ruim.

De 17 de dezembro/21,à noite, quando mamãe foi internada no hospital, até a manhã de 3.jan 22, ficamos em suspenso. Festas de Natal e Ano Novo perderam o significado. Meu coração, os corações da família e chegados estavam em descompasso, fora de orquestra.

Hoje, 10.jan.22, 8 dias após a partida da mãezinha, a orquestra continua sem tom. 

P. S. Sou de abraços e as imagens são de abraços eternos. Com papai e mamãe. E hoje também faria anos meu mano Zé Wilson, que também nos deixou há mais de uma década. Deve estar celebrando no andar de cima. Ele, papai, mamãe e mano Betinho.Tomara!

terça-feira, 21 de dezembro de 2021 0 comentários

Mamãe enfrenta mais uma batalha feroz. Talvez, a mais decisiva dos seus 88 anos.

Mamãe nunca teve Covid.19 e atravessou a pandemia comigo, em casa. Mandei buscá-la de Bragança.Pa em maio.2020 após um episódio que revela bem a natureza da minha genitora. A Caixa iniciava o pagamento dos auxílios emergenciais e as filas dobravam quarteirões em todo o país e em Bragança também. Da janela de casa, ouvindo música que ela coloca todo santo dia, mamãe via o tamanho da fila e bastava que alguém batesse na porta, ela abria. Era um xixi, um copo d 'água, uma xícara de café. Quando soube, meu coração gelou. Mamãe vai pegar Covid.19, mds. Então, ela veio pra minha casa e só voltou ao seu ranchinho quando surgiu a vacina.  Quando reclamei dessa abertura de porta, ela respondeu: minha filha, a mulher tava com precisão, como eu podia negar?
😓
Desde dia 17.dez. 21 à noite, mamãe está entubada e na UTI de hospital de Belém, após um apagão e com enorme corrente de orações, corrente que agradeço.


Coração doendo, lembro dela cantando, contando histórias e rezo ao Universo que a proteja da dor. 
Que a proteja. 
E proteja a gente.
quinta-feira, 14 de outubro de 2021 0 comentários

Como um sonho ou uma saudade podem animar a caminhada...ou, sobre já estar em 2022


Foi sonho ou saudade, não sei bem. Ou pelo fato de que todo meu ânima já está em 2022, mas o certo é que  acordei com a impressão de que papai, meu mano Zé Wilson e meu outro mano, Betinho, estavam ao meu lado, sentados na cama, me olhando com tanto carinho e dizendo que eu fique bem que isso tudo vai passar. Isso tudo, eu acho, era eles falando do governo Bolsonaro. Que há 3 anos  vai deixando um rastro de dor e destruição na vida do povo brasileiro.

Os três amados viraram encantados há tempos e a partida deles deixaram buracos na minha alma. Primeiro, subiu o mano caçula, Betinho. Depois, Zé Wilson e, por último, papai. 

O sonho ou saudade deram um respiro de uma alegria doce, diferente. O dia amanheceu mais leve e com o traço terrivelmente esperançoso e irônico dos meus três encantados.

Se assim é, bom dia e vamos que vamos! Já já é Natal, Virada e chegamos em 2022!
(Belém, 14 de outubro de 2021. 5a-feira).
***
quarta-feira, 23 de junho de 2021 0 comentários

Quem segura o choro ao saber que vai poder proteger duas mil vidas de bancários e bancárias? Eu não consegui! Bancário de Belém é essencial e entra na prioridade! Vacinação sábado e domingo!

Hoje eu tou assim como na canção, querendo mandar flores ao delegado, beijar cuba de gelo gelada...Desde janeiro deste ano enviando ofícios à prefeitura de Belém, articulando com papai do Céu, Nazinha, orixás,  Deus, o mundo e mais Raimundo, falando com parlamentares, conversando com a chuva as plantas, o universo, finalmente ontem à noite confirmamos que as embaixadas várias e variáveis  deram certo e neste 23 de junho de 2021 lá estávamos às 10h na Secretaria Municipal de Saúde de Belém para reunir com o secretário e equipe técnica e receber a notícia mais linda do mundo: prefeitura daria 2 mil doses de vacina contra Covid.19 para iniciar a imunização de colegas bancários e bancárias da linha de frente do atendimento das agências. Bem que tentei me controlar, mas o choro desceu livre, forte, libertador. O meu, o da presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Tatiana e também da Ghys Cunha, a outra dirigente que formava o trio feminino a ouvir, feliz, aquela música: 2 mil doses! E vi a emoção no olhar da Ticiane, a jornalista do Sindicato que fazia as anotações da agenda de pura vida!

A vacinação será nesta semana, sábado 26e domingo 27 e agora, a corrida é pra levantar banco a banco, agência a agência quem tem de 39 anos pra baixo e está na linha de atendimento ao público. Enviar essa listagem para a Sesma, preparar o Sindicato, organizar, divulgar e abrir os portões dias 27 e 28. Vai ser nosso Bumba Bancário no Arraial da Vacinação contra a Covid.19!




Gratidão a quem se mexeu por essas 2 mil doses. Belém é a primeira capital brasileira a vacinar a categoria bancária. Quem está na linha de frente das agências e tiver de 39 anos pra baixo, prepare o braço! Conseguimos a vacina! As duas doses. E já deixamos o caminho construído para avançar às áreas meio dos bancos e outros segmentos que atuam no ramo financeiro.

Ergo um brinde à vida e de vez em quando limpo as lágrimas de gratidão e felicidade que se misturam à digitação deste texto.

Sigamos em luta! Com amor e com vacina!




quarta-feira, 24 de março de 2021 0 comentários

E vou tomar a 1a dose de esperança neste 24 de março, Dia Nacional de Lockdown da classe trabalhadora: um grito por socorro, vacina, auxílio, emprego e vida!

 E chegou 24 de março de 2021, um lindo dia na minha vida. Dia de tomar a 1a dose de esperança contra Covid-19, na fila mais aguardada, em Belém. Ontem, ajeitei meu cabelo, separei meu melhor vestido, minhas máscaras, bolsa, sapato, fiz um cartaz e hoje descongelo hoje meu blog que tá parado faz tempo, tadinho, desde 31 de janeiro em pausa. E hoje, logo depois do almoço, vou até o Cassazum tomar a 1a dose de esperança, erguer meu cartaz, como    se fosse um brinde. 

Ontem, ainda,  enquanto escolhia, separava, arrumava o que vou levar hoje, bateu ao mesmo tempo uma emoção de alegria por ter a chance de tomar a vacina  e uma tristeza pelos que se foram e que sequer tiveram essa oportunidade. O Brasil tem hoje quase 300 mil vidas perdidas e bateu mais de 3 mil falecimentos em um único dia.    No Pará, em Belém e região metropolitana, lockdown até 29 de março por duas semanas. Mais de 10 municípios paraenses estão decretando lockdown, devido ao quase colapso no sistema público e privado de saúde!

Pra mim, como sindicalista CUTista, é simbólico da resistência tomar essa 1a dose no Dia Nacional de Lockdown (24/3), um grito de socorro nacional da classe trabalhadora por socorro por forma de vacinas já para todes, auxílio emergencial de 600,00, emprego e  #ForaBolsonaro.

Não poderia encerrar este post gitito sem agradecer muito à ciência, ao SUS, ao Helder, governador também chamado de Rei do Norte, ao Ed, prefeito. E minha gratidão, em nome da categoria bancária no Pará, ao deputado estadual do Pt. Pa, Carlos Bordalo, por ter solicitado ao governador Helder, a inclusão de bancárias e bancários na prioridade de vacinação. A categoria é essencial e está na linha de frente do risco a pandemia inteira. Basta olhar as filas no Banpará e Caixa, os dois pagadores de auxílios à população

E, pra terminar valendo, registro que meu coração está bem mais leve depois que o STF finalmente reconheceu ontem que Sérgio Moro é suspeito e Lula, inocente! Vou vacinar, então, com alegria e esperança saltando dos meus poros, do meu ânima! Teremos hoje e amanhã!

💓💗💚💜💜💛💙💋



domingo, 31 de janeiro de 2021 0 comentários

Como virou alívio e alma lavada a demissão coletiva anunciada pelo Banpará para se consumar em apenas cinco dias, vividos com dor, transtorno e angústia

A Justiça do Trabalho ouviu o grito de dor e socorro de mais de 40 colegas do Banpará que estariam sumariamente demitidos na última sexta-feira, 29 de janeiro de 2021. Uma demissão anunciada na segunda-feira 25, para acontecer na sexta, cinco dias atravessados de muita dor, muita angústia e amargura vividas pelos colegas. 

Toda a indignação e repulsa  diante do desnecessário e brutal gesto da direção do Banpará, em plena pandemia do coronavírus, foram relatadas na ação judicial escrita e patrocinada pelo escritório jurídico Mary Cohen, a pedido do valoroso Sindicato dos Bancários e Bancárias do Pará que, ao mesmo tempo, tentou diálogo com o banco e articulou caminhos de mediação via parlamentares. O juiz titular da 5a Vara do Trabalho d0 TRT.Pa, João Carlos Travassos Pinto, ouviu o grito e barrou, liminarmente, a degola coletiva. Citado eletronicamente no início da tarde de sexta-feira, o Banpará suspendeu a execução. E a dor de 5 dias, virou um "ufa", temos justiça, temos Sindicato, temos sobrevida!

O seco comunicado 01/2021, no qual a diretoria do Banpará anunciou a demissão em massa para se consumar em 5 dias,  fez com esses dias virassem correntes com bolas de ferro nos pés de cada colega demissionário. Alguns adoeceram e baixaram hospital, outros ficaram atordoados e encharcados de tristeza e medo. Como sair assim, com uma mão na frente e outra atrás, alguns se e me perguntaram.  Ou: por que o banco não nos deu um tempo pra nos prepararmos? Ou: o que eu fiz de errado pra merecer ser descartado  como lixo tóxico? Por que o banco diz sempre que somos o maior patrimônio do banco e faz uma coisa dessa como esse patrimônio?

A liminar impediu a demissão em massa e agora,  é fundamental que a diretoria do Banpará abra um canal de efetivo diálogo com o Sindicato sobre o assunto, respeitando toda a dedicação e décadas de trabalho de cada bancário, de cada bancária. 

Na síntese de seu despacho, o juiz ​​Diante do acima transcrito, resta claro que o comunicado do Banco, alhures destacado, não respeitou o ordenamento jurídico.

Destarte, entendo presentes os requisitos para a concessão das liminares pleiteadas, assim, decido determinar que o Banpará:

(I) suspenda, de imediato, a formalização de demissões de seus empregados que se enquadrem nas hipóteses elencadas no Comunicado de Diretoria nº 01/2021;

(II) apresente, no prazo de 10(dez) dias, a lei estadual regulamentadora da EC 103, bem como apresente informações e esclarecimentos com relação aos motivos pelos quais o Banco emitiu o Comunicado de Diretoria nº 01/2021 após mais de um ano do início da vigência da Emenda Constitucional nº 103/2019, bem como com relação a quais direitos, vantagens e benefícios serão ofertados aos empregados referidos no Comunicado de Diretoria nº 01/2021, incluindo o que irão receber a título de verbas rescisórias;

(III) que em atenção aos compromissos pactuados em norma coletiva e em seu Código de Ética, a partir desta data, debata previamente com o Sindicato autor em mesa de negociação a respeito dos futuros desligamentos dos empregados referidos no Comunicado de Diretoria nº 01/2021.

Expedir mandado de cumprimento urgente alusivo às obrigação de fazer acima indicadas, incluindo-se o feito na pauta de audiências.

Dê-se ciência.

BELEM/PA, 29 de janeiro de 2021.

JOAO CARLOS TRAVASSOS TEIXEIRA PINTO
Juiz do Trabalho Titular

Em minhas redes sociais, escrevi no dia 29:

 Queria poder abraçar cada colega do Banpará que se sentiu descartado, jogado fora, tipo um lixo tóxico e isso em plena pandemia, com a vacina bem no início e as UTI,S lotadas! Vivemos 5 dias de angústia, dor, tristeza e é maravilhoso termos uma primeira vitória, o grito de socorro ouvido pela justiça. Parabenizo o nosso bravo Sindicato, o escritório jurídico Mary Cohen e todo mundo que articulou, vibrou, rezou, torceu, sintonizou na luz.

Hoje vamos respirar bem, sem esse fantasma da demissão coletiva, afastado por ora.
Com unidade e resistência, permaneçamos orando, vigiando, lutando e celebrando a luta, a vida.
Merecemos!
Fiquei mal esta semana, após o Comunicado 01/2021 da direção do Banpará anunciando a demissão em massa em 5 dias, em plena pandemia, com a vacina ainda no comecinho! Doeu, exigiu muita articulação, muita reza, mas agora posso dizer: não vai ser hoje, não vai ser do jeito de quem manda.
Chupaaa que é de uva!
Finalmente, posso dizer, tomada de emoção e alegria:
#Sextou


segunda-feira, 4 de janeiro de 2021 0 comentários

Sitiada, Cuba produz a própria vacina e ainda vai dar de graça a alguns países. No Pará, vacina contra Covid 19 pode iniciar em fevereiro. Oremos!

 Inveja, raiva e tristeza. Esses são os sentimentos que me tomam cada vez que eu leio, vejo ou escuto que um país x ou y está vacinando contra a Covid 19.

Inveja de quem está sendo imunizada.

Raiva do governo Bolsonaro, Anvisa, de todos que são pedreira no caminho da cura. E raiva de quem votou no anticristo.

Tristeza de ver que o nosso Brasil  está conduzido pela insensibilidade, desumanidade, pra dizer o mínimo!

Ainda bem que o STF (Supremo Tribunal Federal) deu o poder a Estados e municípios de cuidarem de suas populações e aí, governos do Pará, Maranhão, Ceará, só pra citar alguns, têm agido a favor do povo no combate ao coronavírus e em proteção à vida.

No meio de tantas notícias medonhas, duas boas:

* Cuba, sitiada por sanções, produz a própria vacina contra a Covid 19, a Soberana 1 e 2 e, assim que ficar tudo ponto, vai vacinar toda a ilha e distribuir, de graça, a vacina a países caribenhos que têm pouco dindim para comprar o sonhado imunizante. É uma saliência maravilhosa, a de Cuba!

* o Pará, assim como outros Estados, tem um plano B para vacinar a população do Pará: contratou intenção de compra de duas vacinas, a que está sendo produzida pelo Butantan e a do consórcio Covax  Facility . Então, pode ser que em fevereiro tenhamos o comecinho da vacinação no Pará, se a Anvisa não continuar sendo uma barreira mortal.

Rezemos e lutemos!




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Quem imaginaria que 2020 seria assim? De aberrações, superações e maravilhosas atitudes diárias de heroísmo real.

 O texto a seguir é do meu filho, Sílvio, no face dele, em 31.dez.20:

  Quem imaginava que há doze meses, numa cidade inimaginável da China, Wuhan, surgiria um novo tipo de gripe, fora de controle, de difícil tratamento, que levou tantos milhares de vidas embora precocemente nesse ano; quem imaginava que isso se espalharia por todo o mundo? Que as capitais mais cobiçadas pelo turismo na Europa fechariam as portas a imigrantes, que as pessoas sucumbiriam sem que houvesse um tratamento eficaz contra o vírus? Provavelmente, quase ninguém. Me sinto pouco à vontade de escrever sobre as perdas, a dor das famílias que não sabiam se aquele parente, amigo ou amado retornaria do hospital.

 Nesse ano eu vi todo tipo de aberração, como um presidente ridicularizar a doença como uma gripezinha, que usar máscara era coisa de 'boiola' (sic!), que o brasileiro tinha que deixar de ser maricas. Vi o Brasil não iniciar os procedimentos para vacinação, ficando atrás de outros países latinos, como Argentina e México.

 Vi o absurdo de criarem desconfianças com essa ou aquela vacina, simplesmente porque foram criadas na China ou na Rússia, numa xenofobia direcionada a dois dos maiores parceiros econômicos do Brasil. Vi isso e muitas outras coisas que não deveriam existir num País democrático e nem em nenhum outro.

 Eu vi um homem negro ser assassinado por um policial americano, por asfixia, com o joelho no pescoço; e um brasileiro ser assassinado de forma parecida, por seguranças do Carrefour.

 Vi transformarem o auxílio emergencial numa crescente volta da inflação, desenfreada, no ponto mais crucial, que é a alimentação. Tudo mais caro, a cada ida no supermercado, o dinheiro valendo menos, já que sempre tem reajuste nos preços, quase semanalmente.

 Muita, mas muita coisa lamentável aconteceu em 2020.

Mas também vi surgirem heróis que sempre estiveram presentes e que nunca haviam sido reconhecidos. Vi médicos receberem o parabéns publicamente, nos prédios lotados de pessoas com medo de sair às ruas; vi, pela primeira vez, pessoas até então não valorizadas no sistema de saúde sendo reconhecidos como heróis, como os enfermeiros, técnicos, auxiliares e atendentes.

 Tenho o prazer e sorte de conviver com uma enfermeira há quase 15 anos e sei como foi árdua a luta, de como foi difícil de vê-la sair pra trabalhar durante o auge da pandemia, sem saber quando chegaria nossa vez de contrair o vírus, que nunca chegou em casa, com a Graça de Deus.

 Vi bancários trabalhando dez, doze horas por dia, também aos sábados, pra dar conta das filas, se arriscando a contrair o vírus, mas com determinação e coragem. Com compromisso não apenas aos seus empregos, mas com a população mais necessitada. Porque é na crise que surgem os verdadeiros heróis. Talvez agora o brasileiro compreenda que herói não é o participante do BBB, nem esse ou aquele cantor, tampouco um jogador de futebol. Podem ser craques, estrelas, feras na bola, mas pra ser herói é preciso um pouco mais, é preciso doação, sem esperar nada em troca, é preciso coragem e, acima de tudo, solidariedade.

 Esse ano de 2020 foi de crise, de dificuldades pra muita gente, um ano de dor pra muitas famílias; mas também um ano de resistência, que serviu pra desmascarar muita gente pequena.

 Meu desejo pra 2021?

Que seja um ano de esperança em dias melhores.


domingo, 3 de janeiro de 2021 0 comentários

Como ter vacina logo e as lutas por auxílio emergencial, democracia, vida, saúde: alguns desafios de 2021, o ano que prolonga 2020

 

Chegamos ao 1º domingo de 2021, 3 de janeiro, no calendário deixando pra trás 2020, um ano pandêmico, no qual quase 200 mil famílias brasileiras choraram a perda, para a Covid.19, de seus  amores, afetos e histórias. 

Um ano dialético, de intenso aprendizado, em que a corda bamba foi só o ponto de partida. Ano em que a ciência se mostrou indispensável, correu com as vacinas e que profissionais de saúde e o velho e bom SUS salvaram milhares de vidas. Ano em que   categoria bancária se mostrou essencial para atender a população, sob imensos riscos, assim como transporte, entregadores de aplicativos, supermercados farmácias, dentre outros. Ano em que, como sindicalista, vivi grande parte por aplicativos, fiz trocentas reuniões, ajudando a construir acordos coletivos para a categoria bancária no Pará. E que fizemos uma eleição nos bancários do Pará por app, com duas chapas e vencendo largamente! Que sobrevivemos!

 Um ano de sobressaltos pois, não bastasse o coronavírus que virou de ponta cabeça nossas vidas e rotinas, termos à frente do governo brasileiro, um insensível que debocha da letalidade do vírus e zomba da dor pessoas. E com este governo federal atuando para atrapalhar as possibilidades de cura, vacina. Iniciamos este 2021 sem seringas e agulhas e também sem a tão essencial prorrogação do auxílio emergencial, única renda de mais de 60 milhões de famílias brasileiras!

 Com zero vacina e zero auxílio, 2020 se foi, mas continuam  os impactos desse ano tormentoso.

Como atravessar 2021 o ano que está chegando com toda a carga de 2020?

  Com a disposição de resistência tecida e aumentada em 2020, tanto a resistência individual, como a coletiva. Tendo solidariedade e sororidade como princípios de vida e como bússola e estandarte o verbo esperançar, ensinado pelo mestre Paulo Freire:

 “ Esperançar é levar adiante

Esperançar é juntar-se com outros

Para fazer de outro modo...”.

 Então, que seja bem chegado 2021!

*      🎊 


P.S.:

O texto a seguir é do meu filho, Sílvio, no face dele, em 31.dez.20:

  Quem imaginava que há doze meses, numa cidade inimaginável da China, Wuhan, surgiria um novo tipo de gripe, fora de controle, de difícil tratamento, que levou tantos milhares de vidas embora precocemente nesse ano; quem imaginava que isso se espalharia por todo o mundo? Que as capitais mais cobiçadas pelo turismo na Europa fechariam as portas a imigrantes, que as pessoas sucumbiriam sem que houvesse um tratamento eficaz contra o vírus? Provavelmente, quase ninguém. Me sinto pouco à vontade de escrever sobre as perdas, a dor das famílias que não sabiam se aquele parente, amigo ou amado retornaria do hospital.

 Nesse ano eu vi todo tipo de aberração, como um presidente ridicularizar a doença como uma gripezinha, que usar máscara era coisa de 'boiola' (sic!), que o brasileiro tinha que deixar de ser maricas. Vi o Brasil não iniciar os procedimentos para vacinação, ficando atrás de outros países latinos, como Argentina e México.

 Vi o absurdo de criarem desconfianças com essa ou aquela vacina, simplesmente porque foram criadas na China ou na Rússia, numa xenofobia direcionada a dois dos maiores parceiros econômicos do Brasil. Vi isso e muitas outras coisas que não deveriam existir num País democrático e nem em nenhum outro.

 Eu vi um homem negro ser assassinado por um policial americano, por asfixia, com o joelho no pescoço; e um brasileiro ser assassinado de forma parecida, por seguranças do Carrefour.

 Vi transformarem o auxílio emergencial numa crescente volta da inflação, desenfreada, no ponto mais crucial, que é a alimentação. Tudo mais caro, a cada ida no supermercado, o dinheiro valendo menos, já que sempre tem reajuste nos preços, quase semanalmente.

 Muita, mas muita coisa lamentável aconteceu em 2020.

Mas também vi surgirem heróis que sempre estiveram presentes e que nunca haviam sido reconhecidos. Vi médicos receberem o parabéns publicamente, nos prédios lotados de pessoas com medo de sair às ruas; vi, pela primeira vez, pessoas até então não valorizadas no sistema de saúde sendo reconhecidos como heróis, como os enfermeiros, técnicos, auxiliares e atendentes.

 Tenho o prazer e sorte de conviver com uma enfermeira há quase 15 anos e sei como foi árdua a luta, de como foi difícil de vê-la sair pra trabalhar durante o auge da pandemia, sem saber quando chegaria nossa vez de contrair o vírus, que nunca chegou em casa, com a Graça de Deus.

 Vi bancários trabalhando dez, doze horas por dia, também aos sábados, pra dar conta das filas, se arriscando a contrair o vírus, mas com determinação e coragem. Com compromisso não apenas aos seus empregos, mas com a população mais necessitada. Porque é na crise que surgem os verdadeiros heróis. Talvez agora o brasileiro compreenda que herói não é o participante do BBB, nem esse ou aquele cantor, tampouco um jogador de futebol. Podem ser craques, estrelas, feras na bola, mas pra ser herói é preciso um pouco mais, é preciso doação, sem esperar nada em troca, é preciso coragem e, acima de tudo, solidariedade.

 Esse ano de 2020 foi de crise, de dificuldades pra muita gente, um ano de dor pra muitas famílias; mas também um ano de resistência, que serviu pra desmascarar muita gente pequena.

 Meu desejo pra 2021?

Que seja um ano de esperança em dias melhores.

 

sábado, 10 de outubro de 2020 0 comentários

Como inundar a casa e o coração de Círio e primeiro Natal, em meio à pandemia de coronavírus...Nazinha, dai-nos a bênção, Senhora de Nazaré

Com duas tragédias simultâneas no país, Bolsonaro e coronavírus Covid-19, chegamos resistindo neste sábado 10 de outubro de 2020, véspera do Círio de Nazaré, em Belém, a cidade tomada pelos cheiros de maniçoba e pelos diversos sabores da fé, preparativos a toda, porque eis que no domingo  dia 11, acontece o Círio, nosso primeiro Natal, festa de famílias, aconchego. Círio é virtual, com lives musicais espetaculares, mas tem uma romaria de gente que caminha rumo à Basílica de Nazaré, agradecendo as graças recebidas de Nazinha. 

Chego neste Círio toda gratidão, fé, esperança. Ano difícil, de aprendizados na dor, mas também de se livrar do que é tóxico, de resistir,  de viver muito por aplicativos, de fazer negociações fundamentais pelos apps, vencendo a limitação da distância. Ano desafiador, resistente, clamando por unidade real, exigindo solidariedade ativa, rede de proteção e também de escancarar tempo para poesia, plantas, registros, amores diversos, choros, risos idas e vindas,  aconchegos. Um ano de novas prioridades, com a máscara virando  o principal acessório de proteção. E nas mesas e bolsas, álcool em gel e álcool 70% ganhando o espaço principal.

O Natal em pleno outubro joga esperança e alegria em cada casa, em cada canto, celebrações de todos os tipos, cheiro de tucupi, maniçoba, celebração. Sem procissão, porque Covid-19 continua entre nós, infelizmente e já são mais de 150 mil mortos no país. Desejo um Feliz Círio e que Nazinha continue nos abençoando, protegendo e abrindo os caminhos!

#Círio2020







terça-feira, 8 de setembro de 2020 0 comentários

Como se usa a máscara, nestes tempos de coronavírus? Varia de acordo com a negação/aceitação da existência da pandemia

Hoje é minha primeira viagem aérea longa desde março deste ano.Vou a trabalho e com o máximo cuidado possível, torcendo que resiliência e resistência estejam em sintonia fina. Com máscara cobrindo nariz e boca, álcool em gel e pitadas generosas de fé. Parece inacreditável, mas por aplicativos fechamos 3 acordos coletivos no Banpará, diversas reuniões de comitês, e trouxemos pro canto da sala  de casa, o banco, o sindicato, a CUT,o Partido,a família e as situações diferenciadas de colegas bancários. 

A viagem se dá nesta terça, 8 de setembro,no pós feriadão de 7 de Setembro/20 que lotou praias e igarapés no Pará e dia em que CUT e movimentos sociais foram às ruas dizer  ForaBolsonaro de ponta a ponta do país, no Grito dos Excluídos.

Aulas presenciais retornam hoje em Belém e muitas cidades do Pará. Muita gente no país exibindo a estupidez de ser contra a vacina pra proteger da Covid.19 que, mesmo com a real subnotificação, já registra 127.001 óbitos no país e 4.147.598.contaminados. No Pará, 6.269 óbitos e 208.560 casos. Com a boa notícia de que há uma queda na média móvel, pela 2a vez, em todo o país. 

Aliás, o uso da máscara nesta pandemia varia de pessoa pra pessoa de acordo com o que sente em relação ao coronavírus.Tem quem use sempre e corretamente,troque a cada 4 horas, lave, higienize, cuide com zelo de autoproteção e de proteção do próximo. Tem quem  use de acordo com a negação ou aceitação da pandemia, tem quem é culturalmente desleixado e aí,bota no queixo, no pescoço, na mão, no braço.

E assim,vamos vivendo um dia por vez! Celebrando estar viva, com saúde e, ao pisar fora de casa, de máscara! (A imagem é deste 7 de Setembro.20, em Curitiba.PR).



 
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