A foto é de José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, sindicalistas extrativistas assassinados dia 24 de maio de 2011 em Nova Ipixuna do Pará.
Zé Cláudio e Maria moravam em Nova Ipixuna há 24 anos em um terreno de 20 hectares no Projeto de Assentamento Agroextrativista (Paex) Praialta- Piranheira, às margens do lago de Tucuruí. Extraíam óleo de andiroba e castanha. Em palestra em novembro, no evento TEDx Amazônia, Zé Claudio denunciou o desmatamento.
Por defender a floresta, o ganha pão e um projeto sustentável, Zé Cláudio e Maria foram emboscados e assassinados. Desde 2009, o Ministério da Justiça tinha a uma relação com os ameçados de morte devidos a conflitos fundiários. Os nomes de Zé Cláudio e Maria estavam na lista.
A Comissão Pastoral da Terra (CPT), responsabiliza o Estado do Pará pelas mortes. No mesmo dia da morte dos dois companheiros, a presidenta Dilma determinou ao Ministério da Justiça apuração dos assassinatos.
De 2001 a 2010, já houve 377 assassinatos por conflitos agrários, dos quais 58 no Pará. E há 62 casos sob investigação no Estado.
Um dado incontestável: no Pará, governos tucanos são a senha para o assassinato de lideranças sindicais e defensores do meio ambiente, da floresta e de projetos sócioambientalmente sustentáveis. Nem precisa ir muito longe no tempo. Basta lembrar o Massacre de Eldorado, o assassinato de Irmã Dorothy e agora, Zé Cláudio e Maria.
Mais um lamentável detalhe: ao ser feito o anúncio do assassinato dos sindicalistas na Câmara Federal, a resposta foi vaia dos ruralistas.
É a poesia que contesta as elites, juízas da fala brasileira e popular :
"Foi há muito tempo...
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada"... (No blog do Nassif, enviado por Cafu).
"Foi há muito tempo...
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada"... (No blog do Nassif, enviado por Cafu).
E a professora Amanda Gurgel, retrata o Brasil na linguagem que a classe trabalhadora entende tão bem:
A fala da professora recebeu este comentário da jornalista Ana Célia Pinheiro, em seu Perereca da Vizinha:
É imperdível o depoimento da professora Amanda Gurgel.
Um retrato não só do Rio Grande do Norte, mas, do Brasil inteiro.
Até custa a crer que, num País que se imagina em desenvolvimento, os professores ganhem essa mixaria. E que tenham de quase se matar de tanto trabalhar para ganhar essa mixaria.
Não, não são os professores os “heróis” da redenção deste país, no qual apenas os trabalhadores – e apenas eles – são chamados a dar “a sua cota de sacrifício”.
Nem os professores, nem os policiais, nem os médicos, nem tantas outras categorias essenciais ao serviço público, no qual o amor se vê transformado em calvário.
E um calvário do qual sequer resulta um Paraíso. Mas, apenas e tão somente, a multiplicação da dor, por gerações e gerações.
Não há como exigir mais sacrifícios daqueles cujo sangue já tem tão pouca tinta, para usar a bela imagem do grande poeta João Cabral de Melo Neto.
Não há mais como sustentar essa imagem romântica dos “heróis” de uma “redenção” que nunca chegará, enquanto subsistirem as desigualdades e parasitismos que afrontam os cidadãos, de Norte a Sul.
Que futuro a um país onde um professor – e na capital de um estado – recebe R$ 930,00 por mês, ao passo que um deputado ou senador, só de salário, recebe mais de R$ 26 mil?
E, vejam só: além desse salário extraordinário, as Vossas Excelências, ainda torram milhões de reais em tíquetes-alimentação, quentinhas, cestas básicas, telefone, passagens aéreas, combustível, diárias, assessores, ao passo que, nas salas de aula, falta até mesmo giz!
Quantos professores, ou médicos ou policiais, seria possível remunerar um pouco melhor, só com os ganhos de um único parlamentar, que, muitas vezes, passa quatro, oito, doze anos sem apresentar um único projeto que preste, apenas a financiar, com dinheiro público, a própria reeleição?
Como permitir a continuidade de tais disparates e, ao mesmo tempo, acreditar na possibilidade de um Brasil mais justo?
Que país do mundo, democrático, desenvolvido, civilizado, tem essa relação tão perversa entre a remuneração de um servidor público e os ganhos de um parlamentar?
De que Democracia estamos a falar, quando milhões têm de trabalhar para sustentar a “Corte” de uns poucos?
E uma Corte tão imoral, mas tão imoral, que é impossível olhar para ela e não se lembrar da família Bórgia.
Não, as Vossas Excelências não podem continuar a viver nesse “Versalhes imaginário”.
Têm de compreender que este País pertence, em verdade, a milhões de Josés, Marias e Amandas que, todo santo dia, fazem assim, ó, com o suor do rosto, para sobreviver.
Têm é de se mancar com essa orgia, com essa gastança, que promovem à custa do suado dinheirinho de todos.
Eis aqui o depoimento de Amanda, cidadã e servidora pública deste senzalão chamado Brasil:
quinta-feira, 19 de maio de 2011
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CPI na Assembleia Legislativa do Pará. Pode assinar aqui.
Faltando 3 assinaturas para a instalação da CPI que apura fraudes, corrupção, fantasmas e quetais na Assembleia Legislativa do Pará, na internet corre uma petição pública com a mesma finalidade. Para assinar a petição, clica aqui.
Quem tem medo da CPI?
O presidente do PV e blogueiro, Zé Carlos Lima, faz a seguinte análise sobre os que temem a CPI. E os que podem assiná-la. Lê:
Na lista dos que tem medo da CPI tem alguns que se pelam de medo de qualquer investigação. Alias, nem deviam estar ali como deputado. Mas tem outros que a história de vida me faz crer que a qualquer momento podem assinar o requerimento para instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito. São eles:
Josefina Carmo, profissional liberal, mãe dedicadíssima, mulher com uma bela história de vida de entrega ao bem comum, esposa de um dos prefeitos sério no trato da coisa publica que é Jader Vasconcelos de Monte Alegre e cunhada do mais combativo presidente que a Ordem dos Advogados do Pará já elegeu, que é o amigo Jarbas Vasconcelos.
Fernando Coimbra, advogado com profundo envolvimento na defesa dos princípios éticos e constitucionais de moralidade público, membro de um partido, o PDT, com uma longa história de combate a corrupção moldado na figura de um dos mitos da história brasileira que foi Leonel Brizola. Se tudo isto não bastasse, Coimbra militou por longos anos como funcionário do Tribunal de Contas dos Municípios escrevendo pareceres em contas publicas, justamente para condenar aqueles ordenadores de despesas que desviaram recursos do povo.
Celso Sabino sucedeu na Assembléia Legislativa o irmão e hoje presidente do TCE Cipriano Sabino, motivo suficiente para Celso querer as investigações, mas o legado de Cipriano, herdado por Celso, é de um deputado que nunca se envolveu em qualquer ato desabonador da conduta que a população e a ética exigem de uma agente político. Conheci Cipriano como vereador, fomos eleito após uma crise moral e ética que o legislativo municipal passou com o caso Aquilon Bezerra, a não decepcionamos, sob o comando de Nelson Chaves, passamos a limpo o legislativo municipal. Tenho certeza da assinatura de Celso Sabino.
Cássio Andrade um jovem parlamentar que sucede o pai Ademir Andrade, político com uma grande folha de serviço dedicada ao combate implacável a corrupção, a violência, contra o autoritarismo. É certo que Ademir vive um momento difícil com o episódio da CDP, mas tenho certeza, um dia será plenamente esclarecida, porém a imagem que tenho dele e do PSB é de combate e de alinhamento a lutas em favor da população, clamor que sempre deu a maior atenção, inclusive pondo em risco a própria vida. Cássio Andrade é herdeiro desta história, com a qual tem compromissos inarredáveis, dai minha convicção da sua assinatura ao requerimento.
Hilton Aguiar sua assinatura ao requerimento é dada como certa, bastando apenas um sinal do PSC, que creio virá logo, pois o presidente da legenda é uma pessoa sensível, até pela historia pessoal de superação que enfrentou desde que saiu do belo Umarizal, área de quilombo do município de Baião, para cursar faculdade e galgar o posto de contador com muito orgulho.
Os deputados do PMDB não vão assinar nunca, pois a gestão investigada é a deles e nisto eles são bastantes solidários. Até que tem deputados que compõe a bancada com possibilidade de suportar uma investigação, mas o comando do Partido não permitirá a assinatura e pronto, quem desobedecer e não tiver uma boa e robusta justificativa, como tem Josefina Carmo, será perseguido e punido.
O PSDB, porém, está na contramão de tudo. No período que houve os desvios maiores e mais voluptosos o partido estava na oposição. O governador disse que se fosse deputado assinaria a CPI. Então por que os deputados tucanos não assinam a CPI?
Quem tem medo da CPI?
O presidente do PV e blogueiro, Zé Carlos Lima, faz a seguinte análise sobre os que temem a CPI. E os que podem assiná-la. Lê:
Na lista dos que tem medo da CPI tem alguns que se pelam de medo de qualquer investigação. Alias, nem deviam estar ali como deputado. Mas tem outros que a história de vida me faz crer que a qualquer momento podem assinar o requerimento para instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito. São eles:
Josefina Carmo, profissional liberal, mãe dedicadíssima, mulher com uma bela história de vida de entrega ao bem comum, esposa de um dos prefeitos sério no trato da coisa publica que é Jader Vasconcelos de Monte Alegre e cunhada do mais combativo presidente que a Ordem dos Advogados do Pará já elegeu, que é o amigo Jarbas Vasconcelos.
Fernando Coimbra, advogado com profundo envolvimento na defesa dos princípios éticos e constitucionais de moralidade público, membro de um partido, o PDT, com uma longa história de combate a corrupção moldado na figura de um dos mitos da história brasileira que foi Leonel Brizola. Se tudo isto não bastasse, Coimbra militou por longos anos como funcionário do Tribunal de Contas dos Municípios escrevendo pareceres em contas publicas, justamente para condenar aqueles ordenadores de despesas que desviaram recursos do povo.
Celso Sabino sucedeu na Assembléia Legislativa o irmão e hoje presidente do TCE Cipriano Sabino, motivo suficiente para Celso querer as investigações, mas o legado de Cipriano, herdado por Celso, é de um deputado que nunca se envolveu em qualquer ato desabonador da conduta que a população e a ética exigem de uma agente político. Conheci Cipriano como vereador, fomos eleito após uma crise moral e ética que o legislativo municipal passou com o caso Aquilon Bezerra, a não decepcionamos, sob o comando de Nelson Chaves, passamos a limpo o legislativo municipal. Tenho certeza da assinatura de Celso Sabino.
Cássio Andrade um jovem parlamentar que sucede o pai Ademir Andrade, político com uma grande folha de serviço dedicada ao combate implacável a corrupção, a violência, contra o autoritarismo. É certo que Ademir vive um momento difícil com o episódio da CDP, mas tenho certeza, um dia será plenamente esclarecida, porém a imagem que tenho dele e do PSB é de combate e de alinhamento a lutas em favor da população, clamor que sempre deu a maior atenção, inclusive pondo em risco a própria vida. Cássio Andrade é herdeiro desta história, com a qual tem compromissos inarredáveis, dai minha convicção da sua assinatura ao requerimento.
Hilton Aguiar sua assinatura ao requerimento é dada como certa, bastando apenas um sinal do PSC, que creio virá logo, pois o presidente da legenda é uma pessoa sensível, até pela historia pessoal de superação que enfrentou desde que saiu do belo Umarizal, área de quilombo do município de Baião, para cursar faculdade e galgar o posto de contador com muito orgulho.
Os deputados do PMDB não vão assinar nunca, pois a gestão investigada é a deles e nisto eles são bastantes solidários. Até que tem deputados que compõe a bancada com possibilidade de suportar uma investigação, mas o comando do Partido não permitirá a assinatura e pronto, quem desobedecer e não tiver uma boa e robusta justificativa, como tem Josefina Carmo, será perseguido e punido.
O PSDB, porém, está na contramão de tudo. No período que houve os desvios maiores e mais voluptosos o partido estava na oposição. O governador disse que se fosse deputado assinaria a CPI. Então por que os deputados tucanos não assinam a CPI?
Meus parabéns ao STF - Supremo Tribunal Federal, que aprovou ontem, por 10 x 0, a união estável entre casais do mesmo sexo.
Esse parabéns era para ser dado ao Congresso Nacional, as duas Casa Legislativas (Câmara e Senado). Mas o Congresso Nacional (513 deputados e deputadas e 81 senadores e senadoras) não tomou a tarefa pra si, intrinsecamente legislativa. Bom, já que não fez o gol, encontrou quem o fizesse. E gol de placa.
Pela decisão histórica tomada ontem pelo STF, homoafetivos passam a ter assegurados, entre outros direitos, herança, comunhão parcial de bens, pensão alimentícia e previdenciária, licença médica, inclusão do companheiro/companheira como dependente em planos de saúde.
É uma baita vitória pela igualdade e respeito à Constituição. E não podia ser pra menos, pois o país já tem hoje 60 mil casais homossexuais, conforme dado do Censo Demográfico 2010.
Agora, pra dar mais uma lambada no preconceito, vamos continuar lutando para que seja criminalizada a homofobia. E tomara que o Congresso Nacional de novo não abra mão da sua prerrogativa de legislar!
Meu paizinho faria hoje 88 anos.
A saudade é tamanha, tamanha, imensa...
Na foto, sob o olhar atento da mãezinha, ele me dá um abraço chegado, caloroso e que me faz tanta falta neste 3 de maio e nesses dias tão compridos, desde 13 de abril, o dia em que ele se foi. Não consigo me acostumar à falta que meu pai me faz.
Paizinho, a bênção.
Li hoje no Brasília Confidencial que, em Alagoas, o Hospital Hospital Geral do Estado (HGE) confirmou a contaminação de oito pacientes com a superbactéria Acinectobater baumannii.
Nas fotos abaixo, meu pai, um apaixonado pela vida, pela família e pelo mar. Ele também, uma vítima da superbactéria. Papai resistiu bravamente por 36 dias na UTI do Hospital Saúde da Mulher, em Belém. Entrou no hospital a 7 de março, com uma simples virose. Dois dias depois, após a primeira sessão de hemodiálise da vida dele, subiu pra UTI. Ali, teve pneunomia, ele que nunca gripava e nem tinha tosse. Depois da pneumonia, infecção hospitalar motivada pela maldita superbactéria que já matou tantos em Alagoas.
A gente fica se indagando do porquê de existir essa superbactéria e eu lembro que, no caso da UTI em que esteve meu pai, as condições de higiene eram péssimas. No horário de visita, qualquer pessoa entrava sem roupa especial ou asseio maior que um simples lavar de mão. No leito ao lado, encontrei alguém lendo um jornal para o seu doente. Um jornal! O trabalhador que faz a limpeza, entrava sujo, suado e carregando utensílios de limpeza bastante sujos. Isso, numa UTI, com doentes em estado grave, instável!
Comparo a situação das famílias em Alagoas e a da minha família, hoje enlutada por essa brutal perda e fico lembrando do que me contou o amigo Maia: uma amiga dele foi fazer um tratamento de vitiligo em Cuba, num hospital público. O acompanhante dela pessoa não pode ficar no hospital porque tinha uma cárie e poderia contaminar os outros pacientes. Cuidou da cárie e pode acompanhar a pessoa com vitiligo. Que, a propósito, está curada.
Em Cuba, a infecção hospitalar é zero. Com muito zelo do governo, do Estado, da sociedade.
Sem dúvida, um bom, um ótimo exemplo a ser seguido no Brasil.
A todos e todas, uma Páscoa de luz e renascimento, paz e muita coragem! Pois a luta continua!
Papai caminha em Ajuruteua, Pará, no dia 25 de dezembro de 2010.
Com Aline, em Fortaleza, na praia que ele mais amava: a Caça e Pesca.
Papai, eu e Magé, grande amigo.
Eu e meu veinho, no marzão de Fortaleza.
Com mamãe, a companheira de 60 invernos, 60 verões, 60 primaveras...
A situação em Alagoas é gravíssima, pois a superbactéria já matou nove pessoas, sendo cinco adultos e quatro bebês, no Hospital Universitário, o qual fechou a maternidade e a UTI neonatal, entre 30 de março e 19 de abril. Dois bebês e três adultos continuam internados.
Nas fotos abaixo, meu pai, um apaixonado pela vida, pela família e pelo mar. Ele também, uma vítima da superbactéria. Papai resistiu bravamente por 36 dias na UTI do Hospital Saúde da Mulher, em Belém. Entrou no hospital a 7 de março, com uma simples virose. Dois dias depois, após a primeira sessão de hemodiálise da vida dele, subiu pra UTI. Ali, teve pneunomia, ele que nunca gripava e nem tinha tosse. Depois da pneumonia, infecção hospitalar motivada pela maldita superbactéria que já matou tantos em Alagoas.
A gente fica se indagando do porquê de existir essa superbactéria e eu lembro que, no caso da UTI em que esteve meu pai, as condições de higiene eram péssimas. No horário de visita, qualquer pessoa entrava sem roupa especial ou asseio maior que um simples lavar de mão. No leito ao lado, encontrei alguém lendo um jornal para o seu doente. Um jornal! O trabalhador que faz a limpeza, entrava sujo, suado e carregando utensílios de limpeza bastante sujos. Isso, numa UTI, com doentes em estado grave, instável!
Comparo a situação das famílias em Alagoas e a da minha família, hoje enlutada por essa brutal perda e fico lembrando do que me contou o amigo Maia: uma amiga dele foi fazer um tratamento de vitiligo em Cuba, num hospital público. O acompanhante dela pessoa não pode ficar no hospital porque tinha uma cárie e poderia contaminar os outros pacientes. Cuidou da cárie e pode acompanhar a pessoa com vitiligo. Que, a propósito, está curada.
Em Cuba, a infecção hospitalar é zero. Com muito zelo do governo, do Estado, da sociedade.
Sem dúvida, um bom, um ótimo exemplo a ser seguido no Brasil.
A todos e todas, uma Páscoa de luz e renascimento, paz e muita coragem! Pois a luta continua!
Papai caminha em Ajuruteua, Pará, no dia 25 de dezembro de 2010.
Com Aline, em Fortaleza, na praia que ele mais amava: a Caça e Pesca.
Papai, eu e Magé, grande amigo.
Eu e meu veinho, no marzão de Fortaleza.
Com mamãe, a companheira de 60 invernos, 60 verões, 60 primaveras...
E com Dandan, no mar de Fortaleza.
Bragança, no pará, a cidade amada de meu pai. A orla da Pérola do Caeté.
O casco de navio se rompeu, como diria meu eterno cunhado, Marco Antonio. Depois de resistir bravamente numa UTI durante 36 dias, papai se foi hoje, às 13:05, neste 13 de abril, dia em que meu filhote do meio, Silvinho, faz aniversário.
O que dizer? Nada. Só fica o sentimento e a crença de que, como diz meu amigo Samuca, pessoas como o papai não partem, se encantam.
Encantado, vai ver de novo o mar, que ele tanto amou, do qual tirou tanta peixe, tanta seiva, tanta vida!
Vai na luz, meu pai, meu amado! E que minha mãe, companheira do meu veinho por 60 invernos, consiga segurar as pontas.
Heraldo - Nascido em 03 de maio de 1923. Encantado a partir de 13 de abril de 2011. Nesse 3 de maio, veinho faria 88 anos.
O que dizer? Nada. Só fica o sentimento e a crença de que, como diz meu amigo Samuca, pessoas como o papai não partem, se encantam.
Encantado, vai ver de novo o mar, que ele tanto amou, do qual tirou tanta peixe, tanta seiva, tanta vida!
Vai na luz, meu pai, meu amado! E que minha mãe, companheira do meu veinho por 60 invernos, consiga segurar as pontas.
Heraldo - Nascido em 03 de maio de 1923. Encantado a partir de 13 de abril de 2011. Nesse 3 de maio, veinho faria 88 anos.
Os cem primeiros dias de governo da nossa presidenta estão dentro das minhas expectativas.Tem problemas a enfrentar, mas estão sendo enfrentados e o governo, governando, assim como movimento sindical e social vai fazendo o seu papel, aprofundando a democracia, tensionando, garantindo direitos, resgatando a cidadania onde o aviltamento se instalou.
Meu paizinho, que está na UTI de um hospital em Belém desde 9 de março votou na Dilma com alegria. Jamais votaria em tucano, ele que que tá fazendo história há quase 9 décadas de vida. Buscando direitos, incluindo o de ser feliz.
Eu convidei papai a ir à posse da Dilma. Não quis. Não queria deixar mamãe sozinha no 1º dia de ano. Mas me abraçou forte e disse: Lúcia (meu nome é Vera Lúcia e papai é a única pessoa que me chama de Lúcia), essa moça vai fazer um grande governo!
Fui à posse da Dilma, com uma querida amiga. Voei de Belém a Brasília na madruga do dia 1º, num voo carésimo, mas a ocasião merecia. Queria misturar a minha energia a de todos e todas que caminhavam no chão molhado da Esplanada pra pedir aos céus que Dilma faça um governo inclusivo, que melhore a vida de cada brasileiro, de cada brasileira.
Enfrentei com alegria e alguns calos a chuva forte do dia da posse. Chuva pra abençoar, pra regar o começo de um governo marcado pela esperança e pela luta. A posse foi num lindo e único dia, assim como o da primeira posse do Lula, em 2003. Já falei da posse aqui e aqui.
Boa sorte, companheira presidenta! Até aqui, meu veinho tá certo: é um grande governo!
Naturalmente, nos 100 dias do governo Dilma teve diversas tentativas de cizânia de alguns setores da mídia querendo fazer intriga entre Lula e Dilma. Mas não cola. A gente (do time das blogueiras sujas) sabe bem quem é quem.
Vou deixar aos analistas políticos do Pará e à bancada do PT no Pará a análise dos 100 dias do governo Jatene. Pelo que se vê e se sente, não é um bom começo.
Parecia uma cena do filme "Tiros em Columbine". Um maluco entra atirando numa escola e mata 10 meninas e um menino, fere mais um tanto de alunos e se mata em seguida.
Foi no Rio de Janeiro, no Realengo,hoje pela manhã, numa escola pública municipal. Dia do Jornalista, Dia Mundial de Saúde e dia em que meu sobrinho-neto Dandan faz 9 anos. E que meu pai completa 31 dias de internação e 29 na UTI.
A chacina de 10 meninas e um menino encolheu meu coração.
Me pego imaginando: qual o tamanho da dor das mães dessas crianças?
Que consolo podem ter essas famílias atingidas brutalmente por esse horror?
Não vou falar mais nada. Apenas e em silêncio me solidarizar com a dor das mães do Realengo. Quieta.
(A carta deixada pelo suicida e a escola no Realengo, no Rio de Janeiro).
Papai é um apaixonado pelo mar, ele um velho pescador de peixes, de gente e de ideias.
Fomos juntos ver o mar dia 25 de dezembro de 2010, quando fui a Bragança passar o Natal com meus veinhos. Papai olhou muito a praia de Ajuruteua, chupou um picolé de taperebá.
Imagino que nesses 29 dias em que está na UTI ele deva pensar muito no mar, no mar tão amado, tão cheio de histórias e de vida!
Rezo e me agarro a todos os feixes de esperança que meu pai saia dessa e logo, que essa agonia não se prolongue tanto. Por ele, um amante da vida e da liberdade, verdadeiro passarinho.
E aproveito para agradecer a todas as pessoas que tuitaram feicebuquearam, ligaram e foram até o Hemopa doar sangue pra meu veinho. Aos que rezam, oram, resistem!
Brigada, meu povo da solidariedade! Jogamos a rede e a pescaria de apoio, tá sendo boa, ein seu Heraldo?
Por favor, sai dessa logo, meu pai! Precisamos ir de novo, juntos, ver o mar!(As fotos forma feitas por mim, em Ajuruteua-Pará, dia 25 de dezembro de 2010).
“Alguém aqui está pessimista ou desanimado com o meu caso? Se estiver, pode sair, porque eu não estou. Vamos lutar!”
Esse era o tom de Zé Alencar, um homem de bem, amante da vida, da alegria, otimista e corajoso ao extermo.
Aprendi a amar e respeitar esse valoroso companheiro e fico triste com sua partida. Mas sei que cada brasileiro e cada brasileira guarda no coração o exemplo de vida, de luta, coragem e esperança que sempre moveu Zé Alencar.
Meu carinho, grande e amado Zé! Te vais no dia em que, após 20 dias na UTI, meu pai dá um sinal com os olhos de que luta bravamente para viver. Não se entrega.
O Ver-O-Peso é muito a cara de Belém, cara de liberdade, de diversidade, maior feira livre da América Latina, lugar de odores, sabores e mistérios. Hoje, completando 384 anos.
Meu pai, hoje há 18 dias na UTI, adora ir ver o movimento da baía do Guajará ali do do Ver-O-Peso, mirar os barcos, zanzar nas barracas de comida, conversar com erveiras, ele também um libertário, um amazônida, um pescador de peixe e de gente.
Quando começou o Ver-O-Peso?
O Wikipedia registra:
O mercado do ver-o-peso abastece a cidade com variados tipos de gêneros alimentícios e ervas medicinais do interior paraense, fornecidos principalmente por via fluvial. Foi eleito entre as 7 Maravilhas do Brasil.
Localizado na área da Cidade Velha e diretamente às margens da baía do Guarajá, foi construído em 1625 no porto do Pirí, assim chamado na época. Enquanto um entreposto fiscal, seu nome faz jus às chamadas Casas do Ver-o-Peso, projetadas no Brasil, em 1614, para conferir o peso exato das mercadorias e cobrar os respectivos impostos para a coroa portuguesa. A partir de então foi popularmente denomindo lugar de Ver-o-Peso, dando origem ao nome do mercado, já que era obrigatório ver o peso das mercadorias que saiam ou chegavam à Amazônia, arrecadando-se os impostos correspondentes. No final do século XIX e XX, o local que temos hoje por Complexo sofreu uma série de modificações tanto funcionais quanto em sua paisagem se adaptando às necessidades e gostos da Belle Époque. Foi nessa época que houve aterramento da Baía do Guajará, amplicação do Mercado de Carne, construção do porto e o Mercado de Ferro.
O mercado faz parte de um complexo arquitetônico e paisagístico que compreende uma área de 35 mil metros quadrados, com uma série de construções históricas, dentre elas o Mercado de Ferro, o Mercado da Carne, a Praça do Relógio, a Doca, a Feira do Açaí, a Ladeira do Castelo e o Solar da Beira e a Praça do Pescador. O conjunto foi tombado pelo IPHAN, em 1997.
As gravuras aqui postadas são do competente Sérgio Bastos e fotos de Tarso Sarraf. Tudo da net.
Papai está na UTI do Hospital Saúde da Mulher desde a noite da quarta-feira de Cinzas, 9 de março. Dias arrastados, sofridos, doídos. A prece conforta um pouco e hoje fomos eu, meus manos Rosa e Antonio, tia Santinha e meu sobrinho Marquito na igreja de Nossa Senhora Rainha dos Corações, igreja simples e cheia de luz e energia, no coração da Guanabara ou Castanheira, entrando ao lado do shopping galeria, numa rua que tem a galeria d eum lado e um posto de gasolina de outro. Essa morada de Deus fica na Rua Joaquim Fonseca, 483, uma rua de chão batido. Toda segunda-feira, às 3 da tarde, tem a missa da cura e da libertação. E todo dia 8, nesse horário tem uma missa especial, após a qual a devota Vanda recebe as mensagens de Nossa Senhora Rainha dos Corações. Numa das mensagens, em 8 de fevereiro, ela previu o tsunami do Japão e a mensagem foi publicado no boletim da paróquia, O Mensageiro. Vanda deu entrevista ao Diário do Pará de 15 de março de 2011. E falou hoje com a RedeTV. A reportagem da TV vai ao ar nesta quinta, às 13:30.
Rezamos muito por papai, entregando-o nas mãos de Deus e de Nossa Senhora Rainha dos Corações. Bem no começo da igreja tem a gruta, de onde jorra água benta. A igreja era a casa da devota Vanda Kapazi, que há 20 anos recebe mensagens de Nossa Senhora. A gruta que aparece na foto acima, ficava no quarto de Vanda. Hoje, é parte do tempo de oração.
Vanda fez uma prece linda e todos nos emocionamos demais. Aliás, tudo está em demasia nestes tempos. Estamos todos por um fio, coração angustiado, triste. Entregamos o veinho nas mãos de Deus. Não brigo mais, não faço mais contencioso algum com o Pai do Céu. Apenas espero.
Meu pai está desde o dia 7 de março internado no hospital Saúde da Mulher. Faz só 3 dias, mas parece uma eternidade, tanta energia e emoção despendidas! Fez 2 sessões de hemodiálise, as duas primeiras de toda sua vida e ontem à noite entrou na UTI. Antes, disse pra mamãe, a companheira de 60 anos de convivência: seja forte!
Na UTI, a visita é só à tardinha, entram 2 pessoas e cada uma tem direito a 15 minutos. Não sei se vou, tenho paúra de hospital e muito mais de UTI.
Toda a família está com o coração na mão e meu pequeno Dandan, sobrinho-neto de 8 aninhos, escreveu assim no blog dele:
Na UTI, a visita é só à tardinha, entram 2 pessoas e cada uma tem direito a 15 minutos. Não sei se vou, tenho paúra de hospital e muito mais de UTI.
Toda a família está com o coração na mão e meu pequeno Dandan, sobrinho-neto de 8 aninhos, escreveu assim no blog dele:
BISAVô
Domingo, 27 de fevereiro. Dia em que o Brasil, as letras e a Filosofia perdem dois grandes homens, dois grandes escritores: o paraense Benedito Nunes e o gaúcho Moacyr Scliar.
Fiquei com o coração apertado, triste com duas imensas perdas. Como se fossem da minha família, tamanha a intimidade com a obra dos dois gigantes.
O corpo de Bené será velado na Igreja de Santo Alexandre. Meus sentimentos à família.
Cala a boca, Amazonino! Foi em cima do lance a reação do povo paraense e de parlamentares como o deputado federal Cláudio Puty, senadora Marinor Brito, os deputados Edmilson Rodrigues, Bordalo, governo do Pará, vereadores de Belém, Tribunal de Contas do Estado. Todo mundo repudiando a carga de preconceito do prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, contra a paraense Laudenice Paiva, desempregada, pobre e que informou não ter pra onde ir, logo sem condições de desocupar a casa em que mora e que está em área de risco de desabamento.
Amazonino disse a ela: - Minha filha, então morra!
E arrematou, ao saber que ela é paraense: então tá explicado!
Sabe o que digo? Cala a boca Amazonino, tu e teu preconceito. Passa muito mais tarde!
E achei muito bom que o deputado Cláudio Puty e a senadora Marinor Brito estão fazendo representação junto ao Ministério Público Federal contra o ato preconceituoso e racista do Amazonino. E que lá em Manaus, já estão pedindo o impeachment dele.
Acho é pouco!
Veja o vídeo e tire suas conclusões.
Parabéns PT, parabéns Pará, parabéns Puty! Aproveito o post para parabenizar o PT pela indicação do deputado federal paraense Cláudio Puty para a presidir a importantíssima Comissão de Finanças e Tributação (CFT), Comissão na qual passarão todos os grandes temas de interesse do Pará, do Brasil, da classe trabalhadora. E dos que não têm voz!
Quando cai um ditador, como Mubarack, do Egito, a alma da gente fica feliz. E mais ainda quando a queda se dá pela pressão popular, do povo que não tolera mais desmandos, ditadura e resolve se organizar, se unir e sacudir a árvore até a queda do fruto podre.
A democracia é linda e lutar por ela é muito digno, faz os sonhos não envelhecerem.
Vimos isso na queda do muro de Berlim.
Nas Diretas-Já aqui no Brasil.
Na luta contra a ditadura militar brasileira.
No impeachment de Collor, com os carapintadas nas ruas brasileiras.
Nas eleições de Lula e Dilma.
Nas greves por melhores salários e melhores condições de trabalho.
É muito pai dégua lutar para a democracia ser plena. Parabéns aos egípicios e continuem orando e vigiando, que ditador não larga o osso assim.
(Imagens da agência Efe).
No You Tube, o clipe sobre o levante no Egito. Produzido por artistas descendentes de árabes.
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