sábado, 1 de outubro de 2022 0 comentários

Tá prestes a explodir o grito preso na garganta desde 2016. É Lulalá e esperança cá!

 A menos de um dia para as eleições mais decisivas de nossas vidas, cresce o grito atravessado na minha garganta desde 2016, desde o golpe que depôs a presidenta Dilma. Cresce e está quase explodindo não em dor, mas em alegria e esperança,, com a iminente vitória eleitoral de Lula neste 2 de outubro.22. Ou, no mais tardar, dia 30. 

O grito se gruda à saudade do meu povo que já é estrelinha: papai, mamãe, manos Betinho e Zé Wilson e amigos Walter e Castagna Maia. Queria tanto achar um jeito de reencontrar com vocês, poder abraçar, conversar com vocês dizer da minha emoção com a eleição de Lula e o retorno do esperançar, do amor, de um tempo bom, após tantos anos de amargor e horror. 

Dizer pra vocês que um ministro de Bolsonaro, Ciro Nogueira, dizia há pouco tempo atrás que Bozó ganharia no 1º turno. Então, é espetacular ver o povo avermelhando as ruas, virando voto e fazendo campanha pró Lula, campanha da esperança, do amor em contraponto ao ódio e à morte. Fico toda arrepiada na hora em que escrevo, porque essa emoção está agarrada na memória da minha pele.

 Também contar feliz que tirei nova foto com Lula, no início de setembro, quando ele esteve em Belém. Que Chico tem nova música, Que tal um samba? Que venho tentando todo santo dia combater o bom combate, e que tem uns diazinhos bem  mais difíceis que outros. Vou driblando esses.

                                            Minha candidata a dep federal 1311 Carmen

Pergunto se conseguem acompanhar o que rola no planeta e no meu mundinho. Principalmente, como estão driblando a saudade da gente aqui. 

Nem passa pelo meu juízo que vocês não sintam saudade. Vou parar por aqui que tem um choro querendo vir e ainda tenho uns votinhos pra ganhar.

 Amo vocês e peço que continuem olhando por nós. 

Depois eu falo do Círio. E do resultado da eleição.



quinta-feira, 9 de junho de 2022 0 comentários

Superar o frio de 11 graus é meu primeiro desafio na conferência nacional bancária, em Sampa. Lutar por um Brasil mais justo pra gente...

 Muitos Brasis dentro de um Brasil. Saio de Belém,  hoje à tardinha, 32 graus rumo a São Paulo, 11 graus.  11 graus! Esse choque de temperatura exige vasculhar o guarda-roupa em busca de casacos grossos, cachecol, meias, tudo que não  usa em Belém. E também preparar o campo do afeto para rever muita gente querida, há quase
3 anos só vista pelos apps.  Vou participar da 24a. Conferência nacional da categoria bancária, que debate e aprova a pauta de reivindicações a ser apresentada aos banqueiros. E em seguida, a pauta ao BASA e ao Banpará.

Antes da viagem, teste Covid-19, aquele do nariz. Exigência sanitária correta da ContrafCUT: só credencia à conferência quem apresentar cartão de vacinação e teste negativo, feito a até 3 dias antes do evento. Aplaudi essa medida, embora deteste aquele cotonete entrando no meu nariz e cutucando meu cérebro.

Embora já tenha feito essa viagem e esse caminho de negociação, pressão, nesta campanha nacional tudo é novidade, pois o mundo foi separado por dois momentos: antes e pós pandemia. Pós, não, pois Covid-19 continua rondando e deu uma subida no número de casos. 

O tema é Um país + justo pra gente: este é o Brasil que a gente quer. Um tema que cabe resgate de sonhos, direitos perdidos e o esperançar como bússola. 2 de outubro tá bem aí. Antes, temos uma campanha nacional pra dar conta, sabendo que a grande missão deste 2022 é eleger Lula, derrotar Bolsonaro e conquistar vitórias.

Pra mim, superar o frio que me espera em Sampa, é o primeiro grande desafio!
segunda-feira, 10 de janeiro de 2022 0 comentários

Por que Natal/21 e Virada de Ano Novo ficaram fora de orquestra...



Isso tá fora de orquestra, dizia mamãe, rindo, quando algo não se encaixava, fosse uma história, uma vestimenta, uma comida sem tempero, um desajuste, algo ruim, uma ausência de combinação.

Então, o fora de orquestra foi encaixado no vocabulário da nossa família pra dizer o atual deu ruim.

De 17 de dezembro/21,à noite, quando mamãe foi internada no hospital, até a manhã de 3.jan 22, ficamos em suspenso. Festas de Natal e Ano Novo perderam o significado. Meu coração, os corações da família e chegados estavam em descompasso, fora de orquestra.

Hoje, 10.jan.22, 8 dias após a partida da mãezinha, a orquestra continua sem tom. 

P. S. Sou de abraços e as imagens são de abraços eternos. Com papai e mamãe. E hoje também faria anos meu mano Zé Wilson, que também nos deixou há mais de uma década. Deve estar celebrando no andar de cima. Ele, papai, mamãe e mano Betinho.Tomara!

terça-feira, 21 de dezembro de 2021 0 comentários

Mamãe enfrenta mais uma batalha feroz. Talvez, a mais decisiva dos seus 88 anos.

Mamãe nunca teve Covid.19 e atravessou a pandemia comigo, em casa. Mandei buscá-la de Bragança.Pa em maio.2020 após um episódio que revela bem a natureza da minha genitora. A Caixa iniciava o pagamento dos auxílios emergenciais e as filas dobravam quarteirões em todo o país e em Bragança também. Da janela de casa, ouvindo música que ela coloca todo santo dia, mamãe via o tamanho da fila e bastava que alguém batesse na porta, ela abria. Era um xixi, um copo d 'água, uma xícara de café. Quando soube, meu coração gelou. Mamãe vai pegar Covid.19, mds. Então, ela veio pra minha casa e só voltou ao seu ranchinho quando surgiu a vacina.  Quando reclamei dessa abertura de porta, ela respondeu: minha filha, a mulher tava com precisão, como eu podia negar?
😓
Desde dia 17.dez. 21 à noite, mamãe está entubada e na UTI de hospital de Belém, após um apagão e com enorme corrente de orações, corrente que agradeço.


Coração doendo, lembro dela cantando, contando histórias e rezo ao Universo que a proteja da dor. 
Que a proteja. 
E proteja a gente.
quinta-feira, 14 de outubro de 2021 0 comentários

Como um sonho ou uma saudade podem animar a caminhada...ou, sobre já estar em 2022


Foi sonho ou saudade, não sei bem. Ou pelo fato de que todo meu ânima já está em 2022, mas o certo é que  acordei com a impressão de que papai, meu mano Zé Wilson e meu outro mano, Betinho, estavam ao meu lado, sentados na cama, me olhando com tanto carinho e dizendo que eu fique bem que isso tudo vai passar. Isso tudo, eu acho, era eles falando do governo Bolsonaro. Que há 3 anos  vai deixando um rastro de dor e destruição na vida do povo brasileiro.

Os três amados viraram encantados há tempos e a partida deles deixaram buracos na minha alma. Primeiro, subiu o mano caçula, Betinho. Depois, Zé Wilson e, por último, papai. 

O sonho ou saudade deram um respiro de uma alegria doce, diferente. O dia amanheceu mais leve e com o traço terrivelmente esperançoso e irônico dos meus três encantados.

Se assim é, bom dia e vamos que vamos! Já já é Natal, Virada e chegamos em 2022!
(Belém, 14 de outubro de 2021. 5a-feira).
***
quarta-feira, 23 de junho de 2021 0 comentários

Quem segura o choro ao saber que vai poder proteger duas mil vidas de bancários e bancárias? Eu não consegui! Bancário de Belém é essencial e entra na prioridade! Vacinação sábado e domingo!

Hoje eu tou assim como na canção, querendo mandar flores ao delegado, beijar cuba de gelo gelada...Desde janeiro deste ano enviando ofícios à prefeitura de Belém, articulando com papai do Céu, Nazinha, orixás,  Deus, o mundo e mais Raimundo, falando com parlamentares, conversando com a chuva as plantas, o universo, finalmente ontem à noite confirmamos que as embaixadas várias e variáveis  deram certo e neste 23 de junho de 2021 lá estávamos às 10h na Secretaria Municipal de Saúde de Belém para reunir com o secretário e equipe técnica e receber a notícia mais linda do mundo: prefeitura daria 2 mil doses de vacina contra Covid.19 para iniciar a imunização de colegas bancários e bancárias da linha de frente do atendimento das agências. Bem que tentei me controlar, mas o choro desceu livre, forte, libertador. O meu, o da presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Tatiana e também da Ghys Cunha, a outra dirigente que formava o trio feminino a ouvir, feliz, aquela música: 2 mil doses! E vi a emoção no olhar da Ticiane, a jornalista do Sindicato que fazia as anotações da agenda de pura vida!

A vacinação será nesta semana, sábado 26e domingo 27 e agora, a corrida é pra levantar banco a banco, agência a agência quem tem de 39 anos pra baixo e está na linha de atendimento ao público. Enviar essa listagem para a Sesma, preparar o Sindicato, organizar, divulgar e abrir os portões dias 27 e 28. Vai ser nosso Bumba Bancário no Arraial da Vacinação contra a Covid.19!




Gratidão a quem se mexeu por essas 2 mil doses. Belém é a primeira capital brasileira a vacinar a categoria bancária. Quem está na linha de frente das agências e tiver de 39 anos pra baixo, prepare o braço! Conseguimos a vacina! As duas doses. E já deixamos o caminho construído para avançar às áreas meio dos bancos e outros segmentos que atuam no ramo financeiro.

Ergo um brinde à vida e de vez em quando limpo as lágrimas de gratidão e felicidade que se misturam à digitação deste texto.

Sigamos em luta! Com amor e com vacina!




quarta-feira, 24 de março de 2021 0 comentários

E vou tomar a 1a dose de esperança neste 24 de março, Dia Nacional de Lockdown da classe trabalhadora: um grito por socorro, vacina, auxílio, emprego e vida!

 E chegou 24 de março de 2021, um lindo dia na minha vida. Dia de tomar a 1a dose de esperança contra Covid-19, na fila mais aguardada, em Belém. Ontem, ajeitei meu cabelo, separei meu melhor vestido, minhas máscaras, bolsa, sapato, fiz um cartaz e hoje descongelo hoje meu blog que tá parado faz tempo, tadinho, desde 31 de janeiro em pausa. E hoje, logo depois do almoço, vou até o Cassazum tomar a 1a dose de esperança, erguer meu cartaz, como    se fosse um brinde. 

Ontem, ainda,  enquanto escolhia, separava, arrumava o que vou levar hoje, bateu ao mesmo tempo uma emoção de alegria por ter a chance de tomar a vacina  e uma tristeza pelos que se foram e que sequer tiveram essa oportunidade. O Brasil tem hoje quase 300 mil vidas perdidas e bateu mais de 3 mil falecimentos em um único dia.    No Pará, em Belém e região metropolitana, lockdown até 29 de março por duas semanas. Mais de 10 municípios paraenses estão decretando lockdown, devido ao quase colapso no sistema público e privado de saúde!

Pra mim, como sindicalista CUTista, é simbólico da resistência tomar essa 1a dose no Dia Nacional de Lockdown (24/3), um grito de socorro nacional da classe trabalhadora por socorro por forma de vacinas já para todes, auxílio emergencial de 600,00, emprego e  #ForaBolsonaro.

Não poderia encerrar este post gitito sem agradecer muito à ciência, ao SUS, ao Helder, governador também chamado de Rei do Norte, ao Ed, prefeito. E minha gratidão, em nome da categoria bancária no Pará, ao deputado estadual do Pt. Pa, Carlos Bordalo, por ter solicitado ao governador Helder, a inclusão de bancárias e bancários na prioridade de vacinação. A categoria é essencial e está na linha de frente do risco a pandemia inteira. Basta olhar as filas no Banpará e Caixa, os dois pagadores de auxílios à população

E, pra terminar valendo, registro que meu coração está bem mais leve depois que o STF finalmente reconheceu ontem que Sérgio Moro é suspeito e Lula, inocente! Vou vacinar, então, com alegria e esperança saltando dos meus poros, do meu ânima! Teremos hoje e amanhã!

💓💗💚💜💜💛💙💋



domingo, 31 de janeiro de 2021 0 comentários

Como virou alívio e alma lavada a demissão coletiva anunciada pelo Banpará para se consumar em apenas cinco dias, vividos com dor, transtorno e angústia

A Justiça do Trabalho ouviu o grito de dor e socorro de mais de 40 colegas do Banpará que estariam sumariamente demitidos na última sexta-feira, 29 de janeiro de 2021. Uma demissão anunciada na segunda-feira 25, para acontecer na sexta, cinco dias atravessados de muita dor, muita angústia e amargura vividas pelos colegas. 

Toda a indignação e repulsa  diante do desnecessário e brutal gesto da direção do Banpará, em plena pandemia do coronavírus, foram relatadas na ação judicial escrita e patrocinada pelo escritório jurídico Mary Cohen, a pedido do valoroso Sindicato dos Bancários e Bancárias do Pará que, ao mesmo tempo, tentou diálogo com o banco e articulou caminhos de mediação via parlamentares. O juiz titular da 5a Vara do Trabalho d0 TRT.Pa, João Carlos Travassos Pinto, ouviu o grito e barrou, liminarmente, a degola coletiva. Citado eletronicamente no início da tarde de sexta-feira, o Banpará suspendeu a execução. E a dor de 5 dias, virou um "ufa", temos justiça, temos Sindicato, temos sobrevida!

O seco comunicado 01/2021, no qual a diretoria do Banpará anunciou a demissão em massa para se consumar em 5 dias,  fez com esses dias virassem correntes com bolas de ferro nos pés de cada colega demissionário. Alguns adoeceram e baixaram hospital, outros ficaram atordoados e encharcados de tristeza e medo. Como sair assim, com uma mão na frente e outra atrás, alguns se e me perguntaram.  Ou: por que o banco não nos deu um tempo pra nos prepararmos? Ou: o que eu fiz de errado pra merecer ser descartado  como lixo tóxico? Por que o banco diz sempre que somos o maior patrimônio do banco e faz uma coisa dessa como esse patrimônio?

A liminar impediu a demissão em massa e agora,  é fundamental que a diretoria do Banpará abra um canal de efetivo diálogo com o Sindicato sobre o assunto, respeitando toda a dedicação e décadas de trabalho de cada bancário, de cada bancária. 

Na síntese de seu despacho, o juiz ​​Diante do acima transcrito, resta claro que o comunicado do Banco, alhures destacado, não respeitou o ordenamento jurídico.

Destarte, entendo presentes os requisitos para a concessão das liminares pleiteadas, assim, decido determinar que o Banpará:

(I) suspenda, de imediato, a formalização de demissões de seus empregados que se enquadrem nas hipóteses elencadas no Comunicado de Diretoria nº 01/2021;

(II) apresente, no prazo de 10(dez) dias, a lei estadual regulamentadora da EC 103, bem como apresente informações e esclarecimentos com relação aos motivos pelos quais o Banco emitiu o Comunicado de Diretoria nº 01/2021 após mais de um ano do início da vigência da Emenda Constitucional nº 103/2019, bem como com relação a quais direitos, vantagens e benefícios serão ofertados aos empregados referidos no Comunicado de Diretoria nº 01/2021, incluindo o que irão receber a título de verbas rescisórias;

(III) que em atenção aos compromissos pactuados em norma coletiva e em seu Código de Ética, a partir desta data, debata previamente com o Sindicato autor em mesa de negociação a respeito dos futuros desligamentos dos empregados referidos no Comunicado de Diretoria nº 01/2021.

Expedir mandado de cumprimento urgente alusivo às obrigação de fazer acima indicadas, incluindo-se o feito na pauta de audiências.

Dê-se ciência.

BELEM/PA, 29 de janeiro de 2021.

JOAO CARLOS TRAVASSOS TEIXEIRA PINTO
Juiz do Trabalho Titular

Em minhas redes sociais, escrevi no dia 29:

 Queria poder abraçar cada colega do Banpará que se sentiu descartado, jogado fora, tipo um lixo tóxico e isso em plena pandemia, com a vacina bem no início e as UTI,S lotadas! Vivemos 5 dias de angústia, dor, tristeza e é maravilhoso termos uma primeira vitória, o grito de socorro ouvido pela justiça. Parabenizo o nosso bravo Sindicato, o escritório jurídico Mary Cohen e todo mundo que articulou, vibrou, rezou, torceu, sintonizou na luz.

Hoje vamos respirar bem, sem esse fantasma da demissão coletiva, afastado por ora.
Com unidade e resistência, permaneçamos orando, vigiando, lutando e celebrando a luta, a vida.
Merecemos!
Fiquei mal esta semana, após o Comunicado 01/2021 da direção do Banpará anunciando a demissão em massa em 5 dias, em plena pandemia, com a vacina ainda no comecinho! Doeu, exigiu muita articulação, muita reza, mas agora posso dizer: não vai ser hoje, não vai ser do jeito de quem manda.
Chupaaa que é de uva!
Finalmente, posso dizer, tomada de emoção e alegria:
#Sextou


segunda-feira, 4 de janeiro de 2021 0 comentários

Sitiada, Cuba produz a própria vacina e ainda vai dar de graça a alguns países. No Pará, vacina contra Covid 19 pode iniciar em fevereiro. Oremos!

 Inveja, raiva e tristeza. Esses são os sentimentos que me tomam cada vez que eu leio, vejo ou escuto que um país x ou y está vacinando contra a Covid 19.

Inveja de quem está sendo imunizada.

Raiva do governo Bolsonaro, Anvisa, de todos que são pedreira no caminho da cura. E raiva de quem votou no anticristo.

Tristeza de ver que o nosso Brasil  está conduzido pela insensibilidade, desumanidade, pra dizer o mínimo!

Ainda bem que o STF (Supremo Tribunal Federal) deu o poder a Estados e municípios de cuidarem de suas populações e aí, governos do Pará, Maranhão, Ceará, só pra citar alguns, têm agido a favor do povo no combate ao coronavírus e em proteção à vida.

No meio de tantas notícias medonhas, duas boas:

* Cuba, sitiada por sanções, produz a própria vacina contra a Covid 19, a Soberana 1 e 2 e, assim que ficar tudo ponto, vai vacinar toda a ilha e distribuir, de graça, a vacina a países caribenhos que têm pouco dindim para comprar o sonhado imunizante. É uma saliência maravilhosa, a de Cuba!

* o Pará, assim como outros Estados, tem um plano B para vacinar a população do Pará: contratou intenção de compra de duas vacinas, a que está sendo produzida pelo Butantan e a do consórcio Covax  Facility . Então, pode ser que em fevereiro tenhamos o comecinho da vacinação no Pará, se a Anvisa não continuar sendo uma barreira mortal.

Rezemos e lutemos!




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Quem imaginaria que 2020 seria assim? De aberrações, superações e maravilhosas atitudes diárias de heroísmo real.

 O texto a seguir é do meu filho, Sílvio, no face dele, em 31.dez.20:

  Quem imaginava que há doze meses, numa cidade inimaginável da China, Wuhan, surgiria um novo tipo de gripe, fora de controle, de difícil tratamento, que levou tantos milhares de vidas embora precocemente nesse ano; quem imaginava que isso se espalharia por todo o mundo? Que as capitais mais cobiçadas pelo turismo na Europa fechariam as portas a imigrantes, que as pessoas sucumbiriam sem que houvesse um tratamento eficaz contra o vírus? Provavelmente, quase ninguém. Me sinto pouco à vontade de escrever sobre as perdas, a dor das famílias que não sabiam se aquele parente, amigo ou amado retornaria do hospital.

 Nesse ano eu vi todo tipo de aberração, como um presidente ridicularizar a doença como uma gripezinha, que usar máscara era coisa de 'boiola' (sic!), que o brasileiro tinha que deixar de ser maricas. Vi o Brasil não iniciar os procedimentos para vacinação, ficando atrás de outros países latinos, como Argentina e México.

 Vi o absurdo de criarem desconfianças com essa ou aquela vacina, simplesmente porque foram criadas na China ou na Rússia, numa xenofobia direcionada a dois dos maiores parceiros econômicos do Brasil. Vi isso e muitas outras coisas que não deveriam existir num País democrático e nem em nenhum outro.

 Eu vi um homem negro ser assassinado por um policial americano, por asfixia, com o joelho no pescoço; e um brasileiro ser assassinado de forma parecida, por seguranças do Carrefour.

 Vi transformarem o auxílio emergencial numa crescente volta da inflação, desenfreada, no ponto mais crucial, que é a alimentação. Tudo mais caro, a cada ida no supermercado, o dinheiro valendo menos, já que sempre tem reajuste nos preços, quase semanalmente.

 Muita, mas muita coisa lamentável aconteceu em 2020.

Mas também vi surgirem heróis que sempre estiveram presentes e que nunca haviam sido reconhecidos. Vi médicos receberem o parabéns publicamente, nos prédios lotados de pessoas com medo de sair às ruas; vi, pela primeira vez, pessoas até então não valorizadas no sistema de saúde sendo reconhecidos como heróis, como os enfermeiros, técnicos, auxiliares e atendentes.

 Tenho o prazer e sorte de conviver com uma enfermeira há quase 15 anos e sei como foi árdua a luta, de como foi difícil de vê-la sair pra trabalhar durante o auge da pandemia, sem saber quando chegaria nossa vez de contrair o vírus, que nunca chegou em casa, com a Graça de Deus.

 Vi bancários trabalhando dez, doze horas por dia, também aos sábados, pra dar conta das filas, se arriscando a contrair o vírus, mas com determinação e coragem. Com compromisso não apenas aos seus empregos, mas com a população mais necessitada. Porque é na crise que surgem os verdadeiros heróis. Talvez agora o brasileiro compreenda que herói não é o participante do BBB, nem esse ou aquele cantor, tampouco um jogador de futebol. Podem ser craques, estrelas, feras na bola, mas pra ser herói é preciso um pouco mais, é preciso doação, sem esperar nada em troca, é preciso coragem e, acima de tudo, solidariedade.

 Esse ano de 2020 foi de crise, de dificuldades pra muita gente, um ano de dor pra muitas famílias; mas também um ano de resistência, que serviu pra desmascarar muita gente pequena.

 Meu desejo pra 2021?

Que seja um ano de esperança em dias melhores.


domingo, 3 de janeiro de 2021 0 comentários

Como ter vacina logo e as lutas por auxílio emergencial, democracia, vida, saúde: alguns desafios de 2021, o ano que prolonga 2020

 

Chegamos ao 1º domingo de 2021, 3 de janeiro, no calendário deixando pra trás 2020, um ano pandêmico, no qual quase 200 mil famílias brasileiras choraram a perda, para a Covid.19, de seus  amores, afetos e histórias. 

Um ano dialético, de intenso aprendizado, em que a corda bamba foi só o ponto de partida. Ano em que a ciência se mostrou indispensável, correu com as vacinas e que profissionais de saúde e o velho e bom SUS salvaram milhares de vidas. Ano em que   categoria bancária se mostrou essencial para atender a população, sob imensos riscos, assim como transporte, entregadores de aplicativos, supermercados farmácias, dentre outros. Ano em que, como sindicalista, vivi grande parte por aplicativos, fiz trocentas reuniões, ajudando a construir acordos coletivos para a categoria bancária no Pará. E que fizemos uma eleição nos bancários do Pará por app, com duas chapas e vencendo largamente! Que sobrevivemos!

 Um ano de sobressaltos pois, não bastasse o coronavírus que virou de ponta cabeça nossas vidas e rotinas, termos à frente do governo brasileiro, um insensível que debocha da letalidade do vírus e zomba da dor pessoas. E com este governo federal atuando para atrapalhar as possibilidades de cura, vacina. Iniciamos este 2021 sem seringas e agulhas e também sem a tão essencial prorrogação do auxílio emergencial, única renda de mais de 60 milhões de famílias brasileiras!

 Com zero vacina e zero auxílio, 2020 se foi, mas continuam  os impactos desse ano tormentoso.

Como atravessar 2021 o ano que está chegando com toda a carga de 2020?

  Com a disposição de resistência tecida e aumentada em 2020, tanto a resistência individual, como a coletiva. Tendo solidariedade e sororidade como princípios de vida e como bússola e estandarte o verbo esperançar, ensinado pelo mestre Paulo Freire:

 “ Esperançar é levar adiante

Esperançar é juntar-se com outros

Para fazer de outro modo...”.

 Então, que seja bem chegado 2021!

*      🎊 


P.S.:

O texto a seguir é do meu filho, Sílvio, no face dele, em 31.dez.20:

  Quem imaginava que há doze meses, numa cidade inimaginável da China, Wuhan, surgiria um novo tipo de gripe, fora de controle, de difícil tratamento, que levou tantos milhares de vidas embora precocemente nesse ano; quem imaginava que isso se espalharia por todo o mundo? Que as capitais mais cobiçadas pelo turismo na Europa fechariam as portas a imigrantes, que as pessoas sucumbiriam sem que houvesse um tratamento eficaz contra o vírus? Provavelmente, quase ninguém. Me sinto pouco à vontade de escrever sobre as perdas, a dor das famílias que não sabiam se aquele parente, amigo ou amado retornaria do hospital.

 Nesse ano eu vi todo tipo de aberração, como um presidente ridicularizar a doença como uma gripezinha, que usar máscara era coisa de 'boiola' (sic!), que o brasileiro tinha que deixar de ser maricas. Vi o Brasil não iniciar os procedimentos para vacinação, ficando atrás de outros países latinos, como Argentina e México.

 Vi o absurdo de criarem desconfianças com essa ou aquela vacina, simplesmente porque foram criadas na China ou na Rússia, numa xenofobia direcionada a dois dos maiores parceiros econômicos do Brasil. Vi isso e muitas outras coisas que não deveriam existir num País democrático e nem em nenhum outro.

 Eu vi um homem negro ser assassinado por um policial americano, por asfixia, com o joelho no pescoço; e um brasileiro ser assassinado de forma parecida, por seguranças do Carrefour.

 Vi transformarem o auxílio emergencial numa crescente volta da inflação, desenfreada, no ponto mais crucial, que é a alimentação. Tudo mais caro, a cada ida no supermercado, o dinheiro valendo menos, já que sempre tem reajuste nos preços, quase semanalmente.

 Muita, mas muita coisa lamentável aconteceu em 2020.

Mas também vi surgirem heróis que sempre estiveram presentes e que nunca haviam sido reconhecidos. Vi médicos receberem o parabéns publicamente, nos prédios lotados de pessoas com medo de sair às ruas; vi, pela primeira vez, pessoas até então não valorizadas no sistema de saúde sendo reconhecidos como heróis, como os enfermeiros, técnicos, auxiliares e atendentes.

 Tenho o prazer e sorte de conviver com uma enfermeira há quase 15 anos e sei como foi árdua a luta, de como foi difícil de vê-la sair pra trabalhar durante o auge da pandemia, sem saber quando chegaria nossa vez de contrair o vírus, que nunca chegou em casa, com a Graça de Deus.

 Vi bancários trabalhando dez, doze horas por dia, também aos sábados, pra dar conta das filas, se arriscando a contrair o vírus, mas com determinação e coragem. Com compromisso não apenas aos seus empregos, mas com a população mais necessitada. Porque é na crise que surgem os verdadeiros heróis. Talvez agora o brasileiro compreenda que herói não é o participante do BBB, nem esse ou aquele cantor, tampouco um jogador de futebol. Podem ser craques, estrelas, feras na bola, mas pra ser herói é preciso um pouco mais, é preciso doação, sem esperar nada em troca, é preciso coragem e, acima de tudo, solidariedade.

 Esse ano de 2020 foi de crise, de dificuldades pra muita gente, um ano de dor pra muitas famílias; mas também um ano de resistência, que serviu pra desmascarar muita gente pequena.

 Meu desejo pra 2021?

Que seja um ano de esperança em dias melhores.

 

sábado, 10 de outubro de 2020 0 comentários

Como inundar a casa e o coração de Círio e primeiro Natal, em meio à pandemia de coronavírus...Nazinha, dai-nos a bênção, Senhora de Nazaré

Com duas tragédias simultâneas no país, Bolsonaro e coronavírus Covid-19, chegamos resistindo neste sábado 10 de outubro de 2020, véspera do Círio de Nazaré, em Belém, a cidade tomada pelos cheiros de maniçoba e pelos diversos sabores da fé, preparativos a toda, porque eis que no domingo  dia 11, acontece o Círio, nosso primeiro Natal, festa de famílias, aconchego. Círio é virtual, com lives musicais espetaculares, mas tem uma romaria de gente que caminha rumo à Basílica de Nazaré, agradecendo as graças recebidas de Nazinha. 

Chego neste Círio toda gratidão, fé, esperança. Ano difícil, de aprendizados na dor, mas também de se livrar do que é tóxico, de resistir,  de viver muito por aplicativos, de fazer negociações fundamentais pelos apps, vencendo a limitação da distância. Ano desafiador, resistente, clamando por unidade real, exigindo solidariedade ativa, rede de proteção e também de escancarar tempo para poesia, plantas, registros, amores diversos, choros, risos idas e vindas,  aconchegos. Um ano de novas prioridades, com a máscara virando  o principal acessório de proteção. E nas mesas e bolsas, álcool em gel e álcool 70% ganhando o espaço principal.

O Natal em pleno outubro joga esperança e alegria em cada casa, em cada canto, celebrações de todos os tipos, cheiro de tucupi, maniçoba, celebração. Sem procissão, porque Covid-19 continua entre nós, infelizmente e já são mais de 150 mil mortos no país. Desejo um Feliz Círio e que Nazinha continue nos abençoando, protegendo e abrindo os caminhos!

#Círio2020







terça-feira, 8 de setembro de 2020 0 comentários

Como se usa a máscara, nestes tempos de coronavírus? Varia de acordo com a negação/aceitação da existência da pandemia

Hoje é minha primeira viagem aérea longa desde março deste ano.Vou a trabalho e com o máximo cuidado possível, torcendo que resiliência e resistência estejam em sintonia fina. Com máscara cobrindo nariz e boca, álcool em gel e pitadas generosas de fé. Parece inacreditável, mas por aplicativos fechamos 3 acordos coletivos no Banpará, diversas reuniões de comitês, e trouxemos pro canto da sala  de casa, o banco, o sindicato, a CUT,o Partido,a família e as situações diferenciadas de colegas bancários. 

A viagem se dá nesta terça, 8 de setembro,no pós feriadão de 7 de Setembro/20 que lotou praias e igarapés no Pará e dia em que CUT e movimentos sociais foram às ruas dizer  ForaBolsonaro de ponta a ponta do país, no Grito dos Excluídos.

Aulas presenciais retornam hoje em Belém e muitas cidades do Pará. Muita gente no país exibindo a estupidez de ser contra a vacina pra proteger da Covid.19 que, mesmo com a real subnotificação, já registra 127.001 óbitos no país e 4.147.598.contaminados. No Pará, 6.269 óbitos e 208.560 casos. Com a boa notícia de que há uma queda na média móvel, pela 2a vez, em todo o país. 

Aliás, o uso da máscara nesta pandemia varia de pessoa pra pessoa de acordo com o que sente em relação ao coronavírus.Tem quem use sempre e corretamente,troque a cada 4 horas, lave, higienize, cuide com zelo de autoproteção e de proteção do próximo. Tem quem  use de acordo com a negação ou aceitação da pandemia, tem quem é culturalmente desleixado e aí,bota no queixo, no pescoço, na mão, no braço.

E assim,vamos vivendo um dia por vez! Celebrando estar viva, com saúde e, ao pisar fora de casa, de máscara! (A imagem é deste 7 de Setembro.20, em Curitiba.PR).



domingo, 16 de agosto de 2020 0 comentários

Qual é a sua história nesses tempos doídos de coronavírus?

Que história tens a contar destes 5 meses de coronavírus, medonha, apavorante moléstia que até 13h deste domingo, 16/ago, já enlutou 107.341 famílias?.Desse número, quase 6 mil no Pará! É muita zica  ter, ao mesmo tempo, duas infelicidades: Bolsonaro e o coronavírus.

 Eu tenho a minha e sei que cada família brasileira tem  uma história pra contar destes tempos de pandemia da Covid 19. São crônicas de dificuldades, temores, reinvenções, fome, dor, choro,  pequenas alegrias, desafios,  partidas,  reencontros, dúvidas, máscaras, lives, fake news, apreensões,  cuidados diários, enfim, a vida sendo vivida  em meio ao sobressalto,ao temor do invisível,  com nenhuma ou quilos de solidariedade. Como sindicalista, ainda acresço a esse rol, defender  intransigentemente a categoria bancária e a classe trabalhadora todos os dias, tarefa não só minha , mas de sindicalistas, esquerdistas, movimento sociais, pessoas de bem deste Brasil.


Por aplicativos comemoramos aniversários, rezando pra internet não cair  na hora dos parabéns.Torcemos por vídeo e zap cada pequena vitória, como participar de uma rifa,falar com alguém que queria colo físico e só poderia ser à distância,um novo curso,um novo amor, um emprego,um nascimento, o anúncio de uma gravidez,uma flor brotando nos jardins. Fizemos reuniões de vários matizes, construímos acordos, proteções.

Minha história nesses 5 meses teve tudo isso e também o ombro amigo do povo que atravessou comigo,em casa, esse período singular de tanto apoio em rede e tanta cumplicidade quieta, alarido.Povo que já se foi. A netinha Sophia foi morar com a mãe dela, o amigo foi pra perto do mar,aqui no Pará. E a amiga, para o frio do sul. Partidas necessárias. Deixaram sulcos, mas são partidas voos. 

Neste domingo, tive a felicidade de abraçar minha mais nova neta, Arya, que completou 7 meses ao lado da vovó e da bisa. Ela foi, mas na casa ficou uma energia de riso, amor, luz, cheirinho de bebê e um reconhecimento e afeto ancestrais.

E você, qual é sua história?




quarta-feira, 15 de julho de 2020 0 comentários

Como será agosto: corona vai embora de vez, ou volta de com força, abatendo famílias e marcando vidas com a dor?

Coronavírus já abateu  mais de 74 mil pessoas em todo o Brasil, na manhã desta 4a-feira, 15/julho/20 e dessas famílias enlutadas, mais de 5 mil no Pará, fico aqui imaginando o que acontecerá em agosto, agora que praias, balneários, restaurantes, bares, tudo está aberto, a fiscalização é uma miragem e o distanciamento, zero. Máscaras ao vento, nos queixos, penduradas. Ou nem isso...

O que teremos em agosto? Uma segunda onda brutal de adoecimentos e óbitos, ou o corona se foi das nossas vidas, aqui no Pará? Não consigo uma resposta, mesmo que a morte pela Covid-19 esteja em queda no Pará, assim como  a procura por postos de saúde tenha reduzido muito.

As indagações que me faço são muitas, enquanto destravo o broguito e vou passando nos sites, Twitter de quem estuda os números,  busca soluções para combater o corona. Deixo Bolsonaro de lado, pois ele é inimigo da vida e da saúde.

Vamos que vamos, pois dias 17 e 18 temos a conferência Nacional da categoria bancária e já na semana seguinte, inicia o processo de negociação com banqueiros e dirigentes de bancos públicos. Estarei, de novo, na mesa de negociação com o Banpará. 

Enquanto a vacina não chega, o isolamento social está cada dia mais rarefeito, vamos vivendo um dia por vez.

#RasgaCorona 
domingo, 12 de abril de 2020 0 comentários

Como dar abraço, proteção e esperança em tempos de coronavírus. Casal de professores de Cametá dá a letra!

Hoje é Domingo de Páscoa, 12 de abril  de 2020, celebrada junto com a pandemia. Páscoa de celebração na quietude de casa, coração apertado, muita gente querida distante, em meio ao turbilhão das  notícias de pessoas adoecidas, de mortes pela Covid-19, o coronavírus, do acerto de muitos governadores de estados e da insanidade assassina do governo federal. 
O que salva em meio a tudo isso, o que dá um respiro de acalento, é a imensa rede de solidariedade que se constrói a partir de pessoas, sindicatos, associações, comunidades.  

E como Páscoa é renascimento, ressurreição, esperança, vou contar pra vocês a história de Eraldo e Sueli, jovem casal de professores de Cametá.Pa, campus UFPA, que resolveu, sem cobrar nada, fazer uma arma contra o coronavírus, a máscara caseira. Para distribuir  a quem mais precisa. Pedalando na velha máquina, já fizeram quase mil máscaras caseiras. 
Cortando, costurando, higienizando, entregando, foi assim que Sueli e Eraldo encontraram um jeito de abraçar, dar carinho, proteger, estender a mão a quem precisa!

Duas realidades brasileiras: não tem teste suficiente  e nem tem equipamentos de segurança, embora, há dez anos, o Brasil produzisse até submarinos.  Mas um dos equipamentos, a máscara caseira, pode ajudar a não disseminar mais velozmente o coronavírus. Se em cada bairro, em cada município, pontos dessa rede forem se multiplicando, sei que venceremos a dor e o sobressalto que o coronavírus está causando. Eu confio na ação solidária. Nas décadas da minha vida e olhando pra história, o sindicalismo me ensina que a solidariedade efetiva é o que faz a diferença nas crises e nas guerras!

Então, quem quiser contribuir com o casal de professores de Cametá e ampliar a produção de máscaras, a conta é da Caixa
ag 1314 - operação 001
conta 28175-0
No facebook, esta é a conta da Sueli.
💓
Em quarentena e numa home office pesada, resolvo pausar e curtir o Domingo de Páscoa. Amanhã é niver do meu filho do meio e também aniversário do desencarne de papai. E ainda tenho reunião com diretoria do Banpará. 
Pra ir vencendo estes tempos difíceis, tirei como meta: Meditar. Respirar. Ler poesias. Cuidar das plantas. Remexer nos guardados. Mirar o nascer e por do sol. Ligar pra ouvir vozes amadas. Exercitar o ócio, porque tem 1001 atividades mentais e tecnológicas que me deixam ligada direto, lives, noticiário da TV, zaps e Telegram girando loucamente, sem as pausas vitais pra descansar, refletir. Intuição e energia em estado puro e constante. Tem sido assim e crescente meu sentir e agir na pandemia e no distanciamento social. 
#FiquemEmCasa


Pedalando e sendo solidária





domingo, 22 de março de 2020 0 comentários

Agências bancárias são vetores de transmissão do coronavírus. Precisam ser fechadas para proteger a vida!

Interrompi neste domingo 22 de março de 2020, o ano sabático do bloguito, por conta do novo coronavírus, Covid-19, vendo a mortandade brutal na Itália, o crescimento acelerado da pandemia no Brasil e com os casos confirmados em Belém e toda região Norte. Interrompi para, em primeiro lugar, aplaudir profissionais de saúde que todos os dias estão ali, no focinho do vírus (e uma das minhas noras é do time da saúde que  atende o morador de rua), se expondo pra atender, amenizar sofrimento. E correndo risco. Meu aplauso também à imensa solidariedade de Cuba e da China. China que já conseguiu parar a propagação do Covid-19 e está agindo há 4 meses!


Mas a interrupção do ano sabático também se dá pela minha enorme preocupação com a forma criminosa como o presidente Bolsonaro vem tratando o coronavírus, chamando de "gripezinha" e até dando entrevista no Ratinho pra criticar governadores que têm agido:
 - Vão morrer alguns? Sim, vão, mas não podemos deixar esse cima todo que está aí pra prejudicar a economia".  Inacreditável!
Lula, ao contrário, diz: primeiro, salvemos as vidas e depois, cuidemos da economia. Tou nessa vibe.
E rogo aos céus e a quem de direito: interdite já Bolsonaro pra salvar o país!

Agências bancárias são vetores de transmissão - Como sindicalista bancária, e funcionária do Banpará, vejo com extrema preocupação a chegada do dia 25 de março, quarta- feira próxima, quando perto de 200 mil servidores e servidoras públicas lotarão agências e autoatendimentos do Banpará, em busca do salário. O Sindicato enviou carta aberta ao governador Helder Barbalho solicitando:";Decrete, em caráter de urgência, a suspensão do atendimento nas agências bancárias, resguardando somente o essencial, como a compensação bancária, numerário nas máquinas de autoatendimento e atendimento excepcional a quem não tenha cartão eletrônico. É uma medida necessária para obter sucesso no combate ao coronavírus em nossa tão amada terra".

O governo do Pará, ao contrário de Bolsonaro, tem adotado medidas pra conter o avanço do vírus, para proteger os mais desvalidos, mas manter agências  bancárias abertas é estimular o contágio, justo em um momento de cresciment da disseminação, o chamado pico. Com o agravante de que não tem álcool gel na imensa maioria das agências, não tem máscaras e a aglomeração nos ambientes fechados é um convite geral e irrestrito à transmissão do Covid-19! Não esqueçamos que o 2º caso de coronavírus no Pará é de bancária da Caixa.

Caixa, Bradesco e Banpará -O Sindicato dos Bancários do Pará, articulado com o Comando Nacional dos Bancários, tem agido insistentemente junto aos bancos em geral para proteger bancarios, clientes, usuários. Algumas medidas têm sido adotadas, mas insuficientes. O isolamento social precisa acontecer agora e escancarar agências bancárias, é um risco de morte, um atentado à vida! Três bancos aqui no Pará estão com políticas para atrair gente às agências. O Bradesco está num estacionamento de um shopping em Ananindeua cadastrando 10 mil contas de novos clientes, uma média de mil pessoas atendidas por dia.
 Isso precisa parar!
Na Caixa, além da cheia pelo PIS, seguro-desemprego, Paulo Guedes (aff) anunciou R$ 200,00 e as pessoas têm enchido as agências procurando esses R$ 200,00. E o Banpará, como eu já escrevi, tem um pagamento monumental para fazer em 3 dias!

 Não tem como combater, prevenir o coronavírus com as agências hiper lotadas, ou a entrada contingenciada e as pessoas do lado de fora, se aglomerando sob sol ou chuva.
Enquanto sindicato, estamos agindo em todas as frentes de batalha, pressionando os bancos e o governador precisa decretar o fechamento dos bancos, mantendo os autoatendimentos. 
Como diz o Lula, vamos primeiro cuidar das pessoas. 
Vamos proteger a vida! 
E ser solidário com quem está mais fraco, quem precisa mais de nós.
P.S - Quando tudo isso passar, vamos sair às ruas e abraçar todo mundo que lutou junto pra derrubar o vírus. Quero logo abraçar meu povo, minha noritcha Lizoca, meus médicos Paulo Fonteles, Márcio Maués, Isabel Medeiros, a querida Josie Mota e um tantão de gente querida que está na linha de frente do combate.
P.S 2 - Atualizado às 14:45: Bradesco suspendeu hoje o programa Fidelize, cadastramento de 10 mil contas em um estacionamento de shopping.
P.S.3Fenaban/banqueirada chamou nosso Comando Nacional de Bancários pra reunião por vídeo amanhã 11h, dia 23. Bancos precisam fechar e atender só o essencial. Não podem ser vetores de transmissão do coronavírus. Não podem ser pontos de contágio.
É preciso respeitar e garantir a proteção à vida e à saúde de bancários e clientes!
#TMJ
Acrescentar Banpará e BASA



Mensagem do dr Paulo Fonteles e de profissionais de saúde.

sábado, 9 de novembro de 2019 0 comentários

Com Lula, teimosia e esperança foram libertados em 8 de novembro 2019. Feliz Ano Novo, Brasil!

Feliz Ano Novo! 2019 começou ontem, na mais doce sexta-feira deste 2019, 8 de novembro, dia em que Lula foi solto da criminosa e injusta prisão por 580 dias em uma cela da Política Federal de Curitiba.PR, após a decisão do STF - Supremo Tribunal Federal em cumprir a Constituição, num apertado placar de 6 x 5 votos, em 7 de novembro. E foi uma sexta-feira tão cheia de lindas energias, que não apenas quebrou a internet (72% de mensagens #LulaLivreAgora), mas explodiu em abraços, em choros, em risos, em alegria no seu mais puro estado. Era o Ano Novo irrompendo de dentro da gente. Éguaaaaaa! 

 Lula saiu dessa prisão maior do que entrou, se é que isso é possível. Gigante em generosidade, em amor, em falar pros nossos corações,  firme e certeiro na crítica e acolhedor no carinho. Antes de sair, se despediu de cada pessoa de dentro da PF e demonstrou publicamente gratidão ao Acampamento Lula Livre que foi inquebrantável em todas as manhãs, tardes e noites, saudando o presidente, o amigo encarcerado. Ficando ali, junto, no frio e no calor, nas refregas diarias. E selou a liberdade com um beijo na boca da Janja, a namorada descoberta em meio à agonia da arbitrária prisão, porque o Universo  às vezes dá um refresco, no sufoco. 

 A prisão de Lula foi armada e concretizada para que ele para que ele não fosse eleito presidente e os vendilhões do templo pudessem vender as riquezas do país,as empresas públicas, o pré-sal, derrubar os direitos sociais e trabalhistas, acabar com o emprego minimamente decente, arrasar a esperança, incutir o medo, nos deixar menores, encolhidos, infelizes. 

 Quando Lula saiu da cadeia, um farol gigante de luz, de amor e alegria invadiu a gente, em todo o país e fora dele. E foi nas ruas, nosso local de resistência, que nos encontramos, nos abraçamos, choramos e comemoramos a liberdade. A de Lula e a nossa! 

 Feliz Ano Novo, Brasil!💖💖

Ah! e antes que eu esqueça: o bloguito tava em pausa desde 31 de dezembro de 2018.







 
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