domingo, 29 de janeiro de 2012 1 comentários

A Privataria Tucana será lançado dia 2 no Sindicato dos Urbanitários

No blog Arte Bancária:
E neste momento em que alguém discute (no calado, na surdina) a venda do Banpará, vem a Belém lançar o livro " A Privataria Tucana" o autor, jornalista Amaury Ribeiro Jr. Será nesta quinta-feira, 2 de fevereiro, às 18 horas, no valoroso Sindicato dos Urbanitários do Pará, às 18 horas.  Haverá transmissão pela internet, via site dos urbanitários www.urbanitarios-pa.org.br

Embora as velhas mídias estejam em silêncio sobre a denúncia gigantesca contida no livro, já foram vendidos mais de 120 mil exemplares, está na 5ª edição e figura no topo da lista dos mais vendidos, na categoria de não-ficção.

Blogs e redes sociais têm dado conta do recado de divulgar o livro que denuncia a monumental privataria tucana no governo FHC-Serra. É desse período a venda da Celpa, Vale e de 22 dos 27 bancos estaduais. Banpará escapou da sanha. Por enquanto, que o deus mecado e vontade tucana de tudo privatizar nunca dormem!
Uma parte do time da Articulação Bancária panfletando hoje pela manhã na Praça da República, convidando a população para o lançamento do livro do Amaury Jr, "A Privataria Tucana"no dia 2. Na foto, da esquerda para a direita: Marco Aurélio, Cristiane, Alan, Vera Paoloni e Serginho.


Um toque
Agradecimento especial para a blogueira Maria Frô que muito ajudou nos contatos iniciais para abriri uma brecha na lotadíssima agenda do Amaury Jr. Coordenam o processo de organização do debate, os sindicatos dos bancários e urbanitários do Pará.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012 22 comentários

Cupulate, o chocolate de cupuaçu. Como fazer

1 cupuaçu grandão, inteiro. Abre o cupu, corta a polpa bem rente com tesoura de cozinha. Depois de cortar bem a polpa, tira a casca grossa que envolve a semente. Juntar mais ou menos 1 kg de semente bem limpa.
Ingredientes: 1 cupuaçu grande, 600 gramas de açúcar mascavo, 1 xícara de chocolate stock, 1/2 copo de água, paciência e vontade de cozinhar.

(Uma dica: pode comprar as sementes no Ver-o-Peso a R$ 2,00 o kg, mas vai precisar tirar o invólucro de cada semente uma a uma e é bom ter uma força-tarefa de gente paciente, alegre, que ame cozinha e goste de conversar e limpar sementes. Se ficar uma casquinha que seja da semente, o cupulate amarga. Atenção, é trabalho pra mais de uma hora).
O cupuaçu inteiro, mas mandei abrir antes pra ver se estava 100% bom.

O cupu já sem a casca, com a polpa e as sementes. Das sementes é que se faz o cupulate.
Com paciência, a separação da polpa do caroço. Cortar o máximo possível da polpa, sem atingir a semente.

Numa vasilha, separa a polpa cortada. Noutra, põe os caroços, o mais limpos possível.
Leonardo cortou pacientemente a polpa que envolve cada semente.

Polpa tirada, agora o próximo passo é descascar o invólucro que protege a semente de cupuaçu sem deixar cair uma casca, senão o cupulate amarga.

Com a tesoura, dar um corte numa ponta e depois abrir a casca com uma faca. Trabalho de paciência, artesanal...
Já sem polpa e sem a casca que protege as sementes, ei-las: as sementes do cupuaçu.
Aqui, a polpa. Guarda no freezer. Pode fazer creme, suco, sorvete, doce de cupuaçu, uma infinidade de gostosuras.
Dar uma fervura inicial de 20 minutos nos caroços limpos com um pouco de água (enquanto a semente ferve, a casa inteira fica com um cheiro maravilhoso de cupulate).
Já batido no liquidificador r prontinho pra ir ao fogo brando até dar o ponto (tipo ponto de brigadeiro)
Deixar amornar e bater no liquidificador com pouquinha água. Volta a massa pra panela, com pouquinha água e licor stock chocolate (150 miligramas). Vai misturando aos poucos 600 grs de açúcar mascavo. 
Caroços foram fervidos e quando ficaram mornos, batidos no liquidificador. Levados ao fogo, com 600 gramas de açúcar mascavo.

Já frio e guardado no pote, em ponto de massa pra preparar o cupulate, usar como geléia, ou comer com farinha.

Mexe com uma colher de pau de vez em quando até dar o ponto. (O ponto é quando, durante a fervura, o cuplate larga da panela).

Deixa esfriar e guarda num pote. Fica pastoso, cheiroso e gostooooso....

Está pronto e no ponto o mais delicioso chocolate de cupuaçu, - o cupulate e pode comer passado no pão,na torrada, na tapioca, diluir na água quente e tomar um bom cupulate. Orgânico e uma delícia!!! (já tinha postado a arte de fazer o cupulate antes.)

Bom para acompanhar nosso inverno amazônico e o segundo turno das prévias do PT-Belém!hehehehe. E precisamos manter bem longe dos tucanos, senão eles privatizam o cupulate, como querem fazer com o que resta de setor público no Pará.

Lá no final da banca de frutas do ver-O-Peso, o cupuaçu. Na ordem: biribá (na ponta à direita) e bacuri (no chão). Pupunha de vários tipos e o cupuaçu. Nesta época (inverno amazônico), cada um custa R$ 1,00, 3 por R$ 2,00.
(Agradecimentos especiais à equipe que trabalhou para fazer este cupulate, desde a compra do cupu, até descascar as sementes, cozinhar, amar e guardar: Ícaro, Mailca, Mariana, Denise e Leonardo).

Agradecimento especial à minha mestra e amiga Matilde Schuch, instrutora de unibiótica e quem primeiro fez um cupulate pra minha família, no tempo em que morou em Belém. Matilde mora hoje em Cascavel, no Paraná e tem um centro de unibiótica, alimentação natural, saudável e gostosa.

Atualização em 4 de maio de 2014 - Percebi ontem (dia 3 de maio/14) que as fotos deste post sumiram. Então, hoje recoloquei as fotos, após uma pesquisa loonga no google+. Taí o post, íntegro. Detalhe: na pesquisa do google sobre o assunto, é o primeiro da lista.
domingo, 22 de janeiro de 2012 1 comentários

Prévias para escolher o prefeito: só o PT tem disso!

Tá pra terminar a votação das prévias que elegerão, no voto direto da militância petista, o candidato a prefeito de Belém, pelo PT. O mais provável é que haja dois turnos e, nesse caso, de novo a militância vai lá, cravar nas urnas a decisão. A decisão da militância.

Bonito isso de prévias, showzaço de democracia participativa. Só o PT tem disso.

Como também é só do PT ter levado para a presidência do Brasil um operário e uma mulher.

Até onde a vista alcança, a eleição transcorreu sem muitos incidentes e um dos problemas registrados era a incoincidência do nome filiado com o registrado no PT. O presidente municipal do PT-Belém, Apolônio Brasileiro, resolveu vários desses entraves.

De manhã, bem sol, mas por volta do meio-dia caiu o tradicional toró e veio bem forte.

Na urna do Dabel da Rua Deodoro de Mendonça, vi uma senhora de 90 anos, moradora do Mosqueiro e deficiente esperar mais de  uma hora até conseguir exercer o sagrado direito do voto.

Aqui, algumas imagens da militãncia petista indo às urnas para escolher seu candidato a prefeito, nas prévias.

Repito: esse belo exemplo de democracia, o único partido que tem é o PT. Mas os demais partidos podem seguir esse exemplo inovador.

Seguirão?
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Atualizado em 23 de janeiro, às 8:10 para incluir o resutado das eleições. Vão ao segundo turno, dia 5/2, Puty e Alfredo.
Total de votantes no 1º turno: 3.745 / Total de votos apurados: 3.745 / Votos válidos: 3.683

Resultado Final: 1- Puty: 1.535 (41,68%) 2- Alfredo Costa: 1.274 (34,59%) 3- Bordalo: 774 (21,02%) 4- Fábio Pessoa: 51 (1,38%) 5 - Paulo Gaya: 30 (0,81%) 6- João Moraes: 19 (0,52%). Nulos: 62.

Parabéns, militância petista! Vamos ao segundo turno com firmeza, alegria, muita democracia e  mais debates!
 A senhora de 90 anos, aguardando o momento de votar.
 Muito debate entre fiscais.
 E a hora decisiva em a votação foi sacramentada. Ganha o PT e ganha a democracia!

 Na frente do São Domigos, no Jurunas, militância petista na tradicional boca de urna...
 E na Cidade Velha também
 Alberto Puty e Sílvio Jr.: duas gerações de militância presentes às prévias.
 Nem a chuva impediu o companheiro Paulo Rocha de ir votar....
 Hora do toró, militância espera dentro do local de votação a chuva acalmar
 
 
 Mesárias e eleitores petistas: tudo na paz.
 Quando algum dado cadastral não conferia, era preciso fazer a retificação na sede do PT....
 ... e isso tomou tempo, às vezes fez tomar chuva, mas nada impediu os petistas de irem às urnas
  
 Alegria da militância tanto na hora da foto, como neste histórico dia. Só o PT tem disso!
 
 
 Filas pequenas.
 Alegria, alegria.. é o PT abrindo caminho para 2012!
(Fotos: Mailca Cardoso e Vera Paoloni)
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Vou às prévias hoje certa que o PT tá no rumo certo!

Este domingo 22 ficará na história do PT Belém, um de votação para escolher seu candidato a prefeito, único partido a fazer essa escolha de forma participativa e plural.b Estão aptos a votar 9.011 petistas.

 Portanto, este 22 de janeiro é um dia da democracia,um dia vermelho, petista, socialista, alegre, ensolarado e mesmo que estejamos em pelo inverno amazônico, até a chuva hoje chuva suspendeu a sessão pra dar passagem ao sol.

 Nas minhas mais de 3 décadas de militância petista e à esquerda, acredito e construo a democracia participativa e creio que a política nos salva ou nos derrota, dependendo da decisão (ou falta dela) que tomemos.

Por isso, desde o início, como simples militante que sou, fui inteiramente a favor das prévias. Debate é sempre bom, pode gerar crise mas esta, dialeticamente, traz o novo.

 É com o coração leve e feliz de quem se sabe no rumo certo que vou às prévias, junto com meu Partido qe, em meio à disputa pré-eleitoral, parte pra estas eleições de braços dados com seu programa, sua história de lutas e conquistas, com a militância, com a sociedade e com o povo de Belém.

 Votarei feliz porque o PT, com estas prévias, assumiu seu lugar de comando, protagonista. Sei que o PT em Belém terá candidato a prefeito, num arco de alianças que permita a vitória eleitoral, mas com o PT como norte, como bússola e não com papel coadjuvante.

 E como sou do time que luta, pensa, existe e não só assiste, compartilho aqui a bela imagem e mensagem da Frente Pela Democratização da Comunicação no Brasil e também a mensagem postada pela feiciana e querida companheira feminista Eunice Guedes. Que também vai às prévias hoje!

 Bom dia PT! Bom dia militância vermelha!


Os seis candidatos(da esquerda para a direita, na primeira fila): Alfredo Costa, Paulo Gaya, Bordalo. Na fileira de trás, da esquerda para a direita: Delegado João Moraes, o presidente do Pt Estadual, João batista e mais dois pré candidatos: Cláudio Puty e Fábio Pessoa.

E leia a mensagem postada pela companheira Eunice Guedes:


Amanhã {hoje} não só os candidatos a candidato do PT para BELÉM vão às urnas.


Nós tod@s tb vamos. 
Esse processo que amanhã dá mais um passo está nos fortalecendo como partido, militantes e como segmentos sociais que querem e devem se expressar no contexto de uma cidade onde moramos, trabalhamos e militamos...
Nesse percurso tentamos superar acredito, apesar de algumas vezes deslizarmos em práticas antigas, os rancores, a crítica fútil e inóqua que nos leva para baixo e não contrbui companheir@s com esse momento delicadíssimo em que vive esta cidade. 
Acredito que muitas vezes fomos nossos principais inimigos através do fogo amigo...
Amanhã irei exercer meu direito e dever como militante e votarei na esperança de com esse gesto não só colocar um X em alguém mas que vamos continuar esse processo como falei na ALEPA AGREGANDO E CONSTRUINDO JUNTO COM A SOCIEDADE um projeto e proposta para nossa cidade. 
Amanhã vença quem vença eu e com certeza os inumeros militantes iremos junto com o ganhador (afinal não tivemos uma mulher com disposição para ir para a disputa rsrs) nos somarmos ao diálogo que se faz ncessário com nossa população que convive com a desesperança e a apatia de não ver a cidadania e as políticas sociais serem a tônica de Belém. 
Precisamos de um corpo a corpo com mentes e corações unidos para conseguir realizar tão difícil tarefa.
Foram anos de desmantelo, mil promessas não realizadas, mortes cotianas evitáveis,menores nos sinais de tânsito ainda realizando malabarismos que aprenderam no bolsa escola.
As janelas para o rio tampadas pela especulação imobiliária e lavagem de dinheiro. Não vai ser fácil! Mas o desafio está colocado e nós nunca arredamos pé de um desafio pois nós queremos, esperamos e merecemos mais como cidadãos e cidadãs.
VAMOS EM FRENTE que acredito que a força popular nos trará de volta essa cidade que amamos do DESMANTELO E DA MORTE!!! 


Boa votação para tod@s nós e viva a democracia....
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 2 comentários

Assine o protesto contra o BBB e responsabilização da Globo

O Fórum nacional pela Democratização da Comunicação, Marcha Mundial de Mulheres e diversas entidades assinam um manifesto propondo a responsabilização das Organizações Globo e direção do BBB, por conta do indício de estupro ocorrida nesta semana, no início da 12ª edição do Big Brother Brasil, que virou caso de polícia. 


O manifesto circula na rede e pode ser assinado por outras entidades e  redes. Leia e assine:

Dois fatos muito graves ocorreram esta semana envolvendo o Big Brother Brasil. O primeiro foi com a participante Monique, que pode ter sido vítima de crime praticado por outro integrante do programa. O segundo foi a absurda atitude da TV Globo frente ao ocorrido. Em relação ao primeiro, cabe à polícia apurar e à justiça julgar, buscando ouvir os envolvidos, garantindo que eles estejam livres de pressões e constrangimentos. Já em relação ao segundo, é preciso denunciar a emissora e os anunciantes que sustentam o programa, e cobrar as autoridades do setor.

Frente a indícios de um possível abuso sexual contra uma mulher participante de um de seus principais programas, a Globo, além de não impedir a violência no momento em que ela poderia estar ocorrendo, tentou escamotear o fato, depois buscou tirar de circulação as imagens e finalmente assumiu o ocorrido sem nomeá-lo. Na edição de domingo do programa, após todas as denúncias que aconteciam pela internet, ela transformou a suspeita de um crime em uma cena "de amor". O espírito da coisa foi resumido pelo próprio apresentador Pedro Bial: “o espetáculo tem que continuar”. A atitude é inaceitável para uma emissora que é concessionária pública há 46 anos e representa uma agressão contra toda a sociedade brasileira.

Pelas imagens publicadas, não é possível dizer a extensão da ação e saber se houve estupro. A apuração é fundamental, mas o mais importante é o que o episódio evidencia.

Em primeiro lugar, a naturalização da violência contra as mulheres, que revela mais uma vez a profundidade da cultura machista no país. No debate público, foram inúmeras as tentativas de atribuir à possível vítima a responsabilidade pela agressão, num discurso ainda inacreditavelmente frequente.

O próprio diretor do programa, Boninho, negou publicamente que as imagens apontassem para qualquer problema.

 Em segundo lugar, o episódio revela o ponto a que pode chegar uma emissora em nome de seus interesses comerciais. A Globo fatura bilhões de reais anualmente pela exploração de uma concessão pública, e mostra, com esse episódio, a disposição de explorá-la sem qualquer limite nem nenhum cuidado com a dignidade da pessoa humana. O próprio formato do programa se alimenta da exploração dos desejos e das cizânias provocadas entre os participantes e busca explorar situações limite para conquistar mais audiência. Assim, o que aconteceu não é estranho ao formato do programa; ao contrário, é exatamente consequência dele.

 Em terceiro lugar, fica evidente a ausência de mecanismos de regulação democrática capazes de apurar e providenciar ações imediatas para lidar com as infrações cometidas pelas emissoras. Como já vem sendo apontado há anos pelas organizações que atuam no setor, não há hoje regras claras que definam a responsabilidade das emissoras em casos como esse, nem tampouco instrumentos de monitoramento e aplicação dessas regras, como um Conselho Nacional de Comunicação ou órgãos reguladores.

 Uma das poucas regras existentes para proteger os direitos de crianças e adolescentes – a classificação indicativa – está sendo questionada no STF, inclusive pela Globo. A emissora, que costuma tratar qualquer forma de regulação democrática como censura, é justamente quem agora pratica a censura privada para esconder sua irresponsabilidade. É lamentável que precise haver um fato como esse para que o debate sobre regulação possa ser feito publicamente.

 Frente ao ocorrido, exigimos que as Organizações Globo e a direção do BBB sejam responsabilizados, entre outros fatos, por:
  •  Ocultar um fato que pode constituir crime; 
  •  Prejudicar a integridade da vítima e enviar para o país uma mensagem de permissividade diante de uma suspeita de estupro de uma pessoa vulnerável;
  •  Atrapalhar as investigações de um suposto crime; 
  •  Ocultar da vítima as informações sobre os fatos que teriam se passado com ela quando estava supostamente desacordada.  
  • É preciso garantir, no mínimo, multas vultuosas e um direito de resposta coletivo para as mulheres, que mais uma vez tiveram sua dignidade atingida nacionalmente pela ação e omissão da maior emissora de TV brasileira. 
     Os anunciantes do BBB – OMO (Unilever), Niely Gold, Devassa (Schincariol), Guaraná Antártica e Fusion (Ambev) e FIAT – também devem ser entendidos como co-responsáveis, e a sociedade deve cobrar que retirem seus anúncios do programa ou boicotá-los. Suas marcas estão ligadas a um reality show que, para além de toda a crítica sobre os valores que propaga à sociedade – da banalização do sexo e do consumo de álcool à mercantilização dos corpos – , permite a violação de direitos fundamentais. 
    Finalmente, é fundamental que o Ministério das Comunicações coloque em discussão imediatamente propostas para um novo marco regulatório das comunicações, com mecanismos que contemplem órgãos reguladores democráticos capazes de atuar sobre essas e outras questões. Este é mais um caso cujas investigações não podem se restringir à esfera privada e à conduta do participante suspeito. 
    Exigimos que o Poder Executivo cumpra seu papel de fiscal das concessionárias de radiodifusão e não trate o episódio com a mesma "naturalidade" dada pela TV Globo. Esperamos também que o Ministério Público Federal se coloque ao lado da defesa dos direitos humanos e da dignidade da pessoa humana e responsabilize a emissora pela forma como agiu diante de uma questão tão séria como a violência sexual contra as mulheres. 
     FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação
     Rede Mulher e Mídia Articulação de Mulheres Brasileiras 
     Campanha pela Ética na TV 
     Coletivo Feminino Plural
     Observatório da Mulher 
     Associação Mulheres na Comunicação - Goiânia 
    COMULHER Comunicação Mulher 
     HUMANITAS - Diretos Humanos e Cidadania 
     Marcha Mundial das Mulheres 
    Rede Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos 
     SOF – Sempreviva Organização Feminista 
    SOS Corpo - Instituto Feminista para a Democracia Manifesto aberto a adesões de entidades e redes. 
    Para aderir, escreva para imprensa@fndc.org.br
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 3 comentários

Rafael chega e a vida segue com amor e alegria....

Anunciei a chegada deles no primeiro dia deste janeiro.

E janeiro chegou com com intensas emoções, com vindas e partidas.

As vindas de Perseu, meu netinho, no dia 9 e Rafael, meu sobrinho-neto, que nasceu dia 15. E com a partida do amigo e irmão Castagna Maia. 

Que Rafael seja mais um ponto de luz e amor no planeta Terra, em nossa família e em todas as famílias em que ele circule e que seu riso invada nossa alma, ajude a sarar nossos machucados e vibrar com as alegrias que a gente vai plantando e colhendo.

Com amor, segue a vida!

Parabéns Rafael e um abraço carinhoso na mãe tão querida, Aline; no pai, Daniel, meu sobrinho amado e na minha mana, Ana Rosa, a avó mais mãe que eu conheço.... Amei o nome; RAFAEL!
Rafael Tavares Gomes Florentino, no dia em que nasceu, 15 de janeiro, às 8 horas. Direto de Fortaleza
Ainda meio grogue de sono e já caçando peito no ombro da mãe, Aline. Ávido por vida.
Rafael no colinho da mãe e cercado pelo carinho da Beatriz, a mana mais velha e do mais novo, Caio.
Ana Rosa, minha mana, a avó mais mãe que eu conheço. Toda prosa com mais um netinho muito amado.

E para Rafael e Perseu, este belíssimo vídeo, enviado pelo Gabriel, tio do Rafael. Pura vida a desabrochar....

terça-feira, 17 de janeiro de 2012 2 comentários

O que eu sei do doutor Maia - Por Edir Gaya

Recebi o escrito abaixo, por mail, do amigo dileto e jornalista Edir Gaya, que milita na imprensa paraense. Sobre o querido Castagna Maia:

Crítico na reflexão, generoso na ação, o Dr. Maia sintetizava como poucos o pessimismo da inteligência e o otimismo da vontade. Lembro-me de quando enfrentávamos, no Sindicato dos Bancários, uma dessas epidemias de assaltos a banco que costumam nos assolar durante os governos tucanos, em 2002 ou em 2003; já utilizáramos todos os recursos possíveis de denúncia e precisávamos de um fato político, na esfera da Justiça do Trabalho, que atraísse a atenção da sociedade para o drama enfrentado pela categoria, sobretudo no interior, junto com as populações de cidades sujeitas à violência de assaltos organizados por quadrilhas bem armadas, cuja ação se baseia no terror do sequestro e das execuções sumárias.

 Foi o Dr. Maia que nos trouxe, dos petroleiros e dos químicos, o socorro pela via jurídica, arguindo a tese do “direito de recusa”, segundo a qual o trabalhador tem direito a se recusar a trabalhar em locais onde, comprovadamente, há riscos para a sua integridade física. Entramos com a ação na Justiça do Trabalho e no processo de negociação reforçou-se o papel da Comissão Estadual de Segurança Bancária, que no decorrer daqueles anos teve um papel fundamental para fazer recuar a violência dos assaltos a banco no interior - que agora infelizmente voltam a recrudescer.

 Eu o conheci no processo de discussão da Caixa de Previdência e Assistência do Banco da Amazônia, a Capaf, e do relatório Bouz-Allen, através do qual o tucanato pretendia incluir os bancos públicos no leilão da privataria, cuja crônica o jornalista Amaury Ribeiro agora nos traz à tona. O Dr. Maia dominava, sob a perspectiva dos trabalhadores, uma questão fundamental para um País que envelhece a passos largos: a Previdência Social. Dedicava sua inteligência e argúcia à tarefa de desviar armadilhas, denunciar sacanagens e apontar rumos para que pudéssemos assegurar nossos direitos.

 Para além desse compromisso, era uma pessoa afável, da música, das boutades, da poesia, da leitura atenta e da ação fundamentada. Era gaúcho, o Dr. Maia, mas nunca tuteamos, apesar de que ele insistisse que eu não precisava chamá-lo “doutor”. Expliquei-lhe que eu não chamava “doutor” a qualquer um. Rimos e selamos nossa amizade em Brasília, onde por mais de um mês, por recomendação de Vera Paoloni, trabalhei com ele, na campanha política para o CREA, do engenheiro e físico José Walter Bautista Vidal, o Pai do Pró-Álcool, uma das figuras públicas mais fascinantes que eu já tive a oportunidade de conhecer. Lembro-me que o Dr. Maia foi me apanhar no aeroporto em um Mercedes, daqueles dos filmes de James Bond da década de 70, bege, bem segunda-mão – um fetiche - como o fusca da época de estudante que ele mantinha em casa – além de um piano de cauda deixado pela senhoria, maravilhoso.

Me fez ter uma perspectiva diferente de Getúlio Vargas e do nacionalismo no País. Considerava um equívoco da esquerda, sobretudo do PT, se divorciar da linha histórica aberta pelo trabalhismo, compartilhava a sua admiração por Brizola e Darcy Ribeiro, mas nada em tom maçante ou professoral; com ele a conversa fluía sempre natural, ilustrada por fatos interessantes, acontecimentos relevantes, revelações e vislumbres de quem de fato tem um prazer de gourmet pelo conhecimento e o serve com a mesma generosidade com que o produz.

Seu blog é referência a quem busca análises fundamentadas em fatos, ação e reflexão. É um chamamento radical e profundo à realidade presente, para que se possa transformá-la no futuro.

No ano passado, nos encontramos em Belém, na AEBA. Em 15 minutos de conversa, ele me descortinou as oportunidades oferecidas ao jornalismo a partir da web; tinha planos na área, escrevia como poucos, um estilo vigoroso, como ele próprio, e que você não consegue interromper a leitura, mesmo que o tema seja árido.

Não fazia o estereótipo de um homem diagnosticado com câncer. Não seria nunca um estereótipo de nada. Fosse médico, seria o Dr. Rieux, de A Peste, para quem a principal tarefa é aliviar o sofrimento do outro. Era advogado, o Dr. Maia, e infelizmente não há romances sobre advogados como ele.
domingo, 15 de janeiro de 2012 8 comentários

O mano Castagna Maia se foi. Mas estará sempre presente!!!

 Esse riso está impregnado em nossas almas. Mesmo assim fará falta.
Maia e Ana numa das muitas viagens com a companheira de todas as horas, dedicada e muito amada.
Amigo amado de todas as horas....


Não é fácil perder um amigo como o Maia, irmão que se foi ontem pela manhã (14 de janeiro), aos 47 anos, após brigar com um câncer no esôfago durante 2 anos e quatro meses e se submeter a diversos tratamentos, alguns dos quais extremamente dolorosos. Fez belas descobertas nesse caminhar.

Pra mim é demais dolorosa mais esta perda, pois já se foram meu mano Zé Wilson em agosto 2009, meu amigo e  irmão Walter Rodrigues em maio 2010 e meu paizinho em abril/2011. São perdas demasiadas que se juntam  e arrancam a alma da gente em pedaços.

Maiakovski - como nós o chamávamos: Amaral, eu, Samuca, Doralvino, Onivaldo, Serpa, Graziela - era demais especial. Ácido na crítica - e o blog dele mostra isso claramente - e terno no trato do ser humano, gentil e fidalgo como poucos. Apaixonado por gente, poesia, vinho, café, Brasil, conhecimento, Getúlio Vargas e causas impossíveis, como bem lembrou o companheiro e sindicalista bancário de Brasília, Eduardo Araújo, ontem à noite, na cerimônia do adeus que acabamos fazendo no velório do Maia, em Brasília. Amaral "delírio do povão" começou, rompeu o dique e a noite adentro foi de pura emoção, choro, risos e um pouco da memória do que Maia significou em nossas vidas.

Um velório incomum para um sujeito singular. Gente de todas as partes do Brasil tinha conseguido chegado à capital federal para ver o amigo pela última vez.

A breve existência de 47 anos mal completados (ele fez 47 anos dia 16 de dezembro) foi intensa e plena. Amou muito a família, a eterna namorada Ana Bede, a filhota Carol e amou cada amigo, cada amiga, sendo amigo de todas as horas, em especial as mais difíceis. Nessas, estava sempre por perto, como um alô, um e-mail, um abraço. Agenda lotada sempre e muito estudo, muita leitura, muito debate, mas para os amigos e os necessitados ele achava um tempinho, alargava o dia e o coração, tinha uma brecha pro café e pro cafuné.

Maia se comovia profundamente com as injustiças, com as sacanagens. E lutava contra todas elas, de forma competente. Amava a chuva, amava Belém, a majestade da baía do Guajará e quando aqui vinha nas lides da Capaf, do BASA,tinha prazer especial em dar um pulo  nas barraquinhas da avenida Nazaré para comer maniçoba na rua. Achava bacuri uma fruta deliciosa, única. E é. 


 Amei Brasília pelas mãos e olhar dele. E juntei tanto conhecimento ouvindo ele, conversando, trocando idéias, aprendendo. Como diz Samuca, ele terá sempre nosso amor e nosso aplauso.

 Égua, não ter mais isso dói demais!

 Maia não era só terno, como generoso e discreto. A mão esquerda não sabia o que a direita fazia. Conviveu assim como amigos que não se falavam e às vezes se detestavam sem que ele jogasse gasolina pra apagar eventuais incêndios. Era um embaixador da paz que nunca abriu mão de expressão sua opinião, com luz própria.

Corajoso, viveu abrindo novos caminhos, inventando formas de caminhar na política, na advocacia e no tratamento contra o câncer. Sem esmorecer, mesmo quando a enfermidade implantou ador no seu corpo, lhe roubou o sossego e mais de 20 quilos. Festejou com os amigos e colegas do escritório os 47 anos e fez um balanço de 2011 como um ano doído, de resistência, de perdas, de idas e vindas, de sofrimento E como não se entregava, anunciou que 2012 será melhor. Não porque os fatores externos se modifiquem — e seguramente vão se modificar, mas porque o que conseguiram fazer até agora foi forjar nossa esperança até o inquebrantável.

A poesia estava entranhada nele. Recitava vários poetas e poemas assim de cabeça, entre uma petição e outra, ouvindo baixinho Astor Piazzola. E ora rindo, ora praguejando baixinho a cada nova tramóia descoberta. Lembro que numa ação judicial em que mostrava a dilacerante situação das LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e a dor dos que sofrem de LER, abriu a petição com trechos do Navio Negreiro. "Senhor Deus dos desgraçados! /Dizei-me vós, Senhor Deus! /Se é loucura... se é verdade /Tanto horror perante os céus?! "

Profundamente estudioso do Brasil e da política, criou um blog (o 1º blog de advogado no Brasil) que virou um holofote a varrer a escuridão das tenebrosas transações. Denunciou os leilões do petróleo, foi incansával na denúncia e luta contra privatizações, terceirizações, adoecimentos. Falou sobre a soberania do Brasil e fez o mais belo resumo sobre pré-sal. Criticou acidamente os erros de parte do governo Lula e elogiou os acertos. Dizia publicamente que Lula era o melhor do PT. Votou em Dilma e fez o mais tocante texto sobre ela em fevereiro de 2010. 


Viveu e falou de amor, poesia, política, saúde, denunciou muito. Lutou mais ainda contra o que está profundamente errado. Rindo, brigando e sem baixar a cabeça e a guarda. 


No inverno longo da luta contra o câncer, viveu a meditação, a espritualização, a proximidade com Deus cada vez maior. E fez enormes exercícios de tolerância.

Os amigos brincavam ontem no velório que ele já deve ter puxado um banquinho e está trocando idéias com Getúlio e Brizola sobre o país. Tomara!!! 


Vai na luz, meu amado irmão que tão bem combateu o bom combate! 


A gente aqui vai tentar continuar o que começaste, pois a matriz ficou toda pronta.


Tem um buraco no meu peito e no de muita gente. 

Beijos, Maia! Nós te amamos!! 


 Antes de terminar: não deixe de ler o blog do Maia. É uma aula de Brasil e de humanidade. Um farol contra a escuridão imposta pelo noticiário que sai via velhas mídias. E um doutorado sobre como é exercer a advocacia para proteger os mais fracos. 

Leia também:


Morre em Brasília o advogado Castagna Maia

Luiz Antonio Castagna Maia

Falece o advogado Luiz Castagna Maia, ex-assessor jurídico da Contraf-CUT

A morte de Castagna Maia - Nassif


Castagna Maia, um advogado diferenciado



Biografia

Nota de falecimento - CUT
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Atualizado às 7:38 de 16/jan/12, para incluir a 3ª foto e este belíssimo texto sobre o veio Maia, escrito pelo amigo Samuca, ontem à noite e me enviado por mail:

O artesão da palavra


O raciocínio era preciso, ferino, brilhante. 

Luís Antônio Castagna Maia falava com as mãos e os olhos, e tinha sempre um “causo” para ilustrar o alinhavo que viria a seguir. 

Minha primeira lembrança dele remete às reuniões da então Executiva Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, em 1987, na qual Maia representava os bancários de Porto Alegre. 

Mais tarde comporíamos a comissão de negociação sob a coordenação de Fernando Amaral, do Sindicato de Bancários do Rio de Janeiro. Quando o gaudério pedia pra falar a gente já sabia que vinha algo mais.

 A ele se poderia aplicar o verso de Abel Silva, em canção com Sueli Costa: “Só uma palavra me devora: aquela que meu coração não diz”. 

 Seu fino trato com a palavra foi um traço desse gaúcho que viveu intensamente seus 47 anos.

Depois do movimento sindical, em meados dos anos 1990, Maia integrou com o brilho usual a equipe do Gabinete de Representação dos Funcionários (GAREF), sob a batuta do menestrel Luiz Oswaldo Sant’Iago Moreira de Souza.

 Naquela trincheira, publicou inúmeros textos no “Boletim Garef”, em defesa do BB e das boas causas. Nada que saía de seu computador era vida indo em vão...

 Fora dos quadros do banco, ele construiu notável carreira como advogado, especializado em fundos de pensão, saúde e direitos do trabalhador. 

Suas petições, e li inúmeras delas, pertencem à estirpe do gigante chamado Rui Barbosa. Na sua vasta biblioteca havia um livro raro com pérolas da lavra do grande jurista, em defesa de seus representados na Justiça. Maia se inspirava nele, com certeza. Não por acaso, advogou para grandes entidades sindicais, fundos de pensão dos trabalhadores, firmando suas posições no contexto sócio, político e institucional do país, com ética e rigor, sem perder a ternura, jamais – como indicara outro comandante. 

Como bom ourives da palavra, ele seguia a linha de Eduardo Galeano: 

 Nós dizemos não à neutralidade da palavra humana. 

Dizemos não aos que nos convidam a lavar as mãos perante as cotidianas crucificações que ocorrem ao nosso redor. 

À aborrecida fascinação de uma arte fria, indiferente, contempladora do espelho, preferimos uma arte quente, que celebra a aventura humana no mundo e nela participa. 

Seria bela a beleza, se não fosse justa?

Seria justa a justiça, se não fosse bela? 

Nós dizemos não ao divórcio entre a beleza e a justiça, porque dizemos sim ao seu abraço fecundo e poderoso. 

 Entre os amigos, passamos a chamá-lo de “comandante Maiakóvsky”, reconhecendo aqui também seu gosto pela boa poesia. 

Era sempre uma delícia conversar com ele sobre a obra dos grandes poetas brasileiros: Drummond (um de seus preferidos), Bandeira, João Cabral, Quintana, Vinícius, Milano, Cora, Leminski... 

Da poesia para a música e literatura; a prosa com o véio Maia era de um sabor único, embalada por sua admirável cultura geral. 

 Para nós, que tivemos o privilégio de conviver, respeitar e amar o véio Maia, talvez haja um atributo mais definitivo: sua reconhecida generosidade. 

Sua casa em Brasília era sempre um abrigo aos seus amigos e amigas, espalhados pelos quatro cantos do Brasil. 

No meu caso, seu porto seguro no Lago Sul foi fundamental, no primeiro semestre de 2004, quando fiz a pesquisa e conclusão do meu doutoramento. 

Não há nenhuma palavra que possa expressar, nessa “última flor do Lácio inculta e bela”, minha eterna gratidão, amigo. 

Há três anos, ele lutava contra um câncer no esôfago. 

Na manhã de 12/01, às 09h28, recebo da Vera Paoloni, amiga querida, a seguinte mensagem: “Dodô acabou de ligar; Maia está muito mal”.

Seu quadro de saúde piorara sensivelmente nos últimos meses.  

 Dois dias depois, 14/01, às 09h33, recebo do Amaral, Doralvino e Vera, a um só tempo, a notícia de que nosso amigo havia partido. 

No silêncio da manhã de Floripa, entrecortado pela chuva incessante, deixo a emoção fluir pelos olhos. 

Um gosto de saudade para sempre se apodera de minh’alma... Busco na poesia de Gonzaga Jr. uma indicação de caminho, parodiando a canção:

“Diga lá, meu coração, que ele [o véio comandante Maiakóvsky] está dentro em meu (nossos) peito e bem guardado/ e que é preciso/ mais que nunca/ prosseguir”...  

 Seu legado estará em cada um de nós, amigos/as e familiares, na humana possibilidade de transcender os grilhões do tempo-espaço, enquanto pudermos guardá-lo na memória. 

Samuel Lima (Samuca)
Jornalista e professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (FAC/UnB).

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No vídeo, audiência pública no Senado com Maia falando de forma estratégica e brilhante, em abril/2011. Obrigada pelo toque no feice, Ghyslaine Cunha:



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 1 comentários

Uma notícia de doer a alma e apertar a garganta...

Recebo por telefone a notícia do amigo Dodô que meu irmão e amigo Castagna Maia enfrenta um de seus piores momentos de saúde, numa UTI em Brasília (Dodô ligou às 8:20). Um nó tá instalado na minha garganta, angústia, tristeza, dor e a distância só piora tudo. Rezo em silêncio e deixo o choro falar, quieto. E vou tentar chegar em Brasília de hoje pra amanhã.

Esta foto tirei dele com a filhota Carol aqui em Belém, na Estação das Docas, em 23 de novembro de 2010, ele já atravessando bravamente esse longo inverno na saúde. Atravessando a dureza do tratamento com uma força inquenbratável, como tão bem expressa no último post em seu blog, um farol a varrer as muitas escuridões, tanto pra mim como pra muita gente:

Este, portanto, foi o ano que enfrentamos. E, graças a Deus, sobrevivemos. Foi um ano doído, de resistência, de perdas, de idas e vindas, de sofrimento.
2012 será um ano melhor. Muito melhor. Não porque os fatores externos se modifiquem — e seguramente vão se modificar, mas porque o que conseguiram fazer até agora foi forjar nossa esperança até o inquebrantável.
2012 será, sem dúvida, muito melhor. Acredite nisso, construa isso a partir do aprendizado que já tivemos.

Balada para un loco, ouvimos muitas vezes juntos e nos emocionamos todas as vezes.

#ForçaMAIA!
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Atualizado às 17:50 - A rede da solidariedade funcionou e consegui os dois trechos de avião pra ir a Brasília e voltar a Belém. Já conversei com Samuca, Doralvino, Amaral, Ana, Carol, o grande colchão de carinho em torno do amado irmão e amigo.

Tou muito triste e foi bom ficar espiando a chuva forte que caiu há pouco sobre Belém, Aqui é o tempo do inverno amazônico: chuvas fortes, tempo nublado, céu cinzentão, céu de chumbo tão amado pelo Maia. Capturei  esse instante na foto acima, por celular, um trisquinho de tempo antes da chuva desabar sobre nossas cabeças.

No facebook do Dodô, as mensagens dos amigos do comandante Maia:



 
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