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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018 0 comentários

A Marujada tem 220 anos de poesia, identidade cultural e uma dança que balança a alma da gente...amooo

A Marujada de São Benedito acontece em Bragança.Pa e tem 220 anos. 
O ponto alto foi ontem, 26/dez/18 e 200 mil pessoas caminharam e dançaram pelas ruas de Bragança.Pa, uma cidade com 485 anos de idade. A festa continua até a virada do Ano Novo. Ainda dá tempo de ir recarregar as energias. 

 A Marujada junta as famílias, agrega as pontas soltas, resiste e cresce lindamente no passar do tempo, com uma dança contagiante: retumbão, xote, lundu. É comandada por uma mulher, a capitoa. Tem marujo descalço,tem gente de tudo que é idade, tem um ritmo maravilhosamente enlouquecedor que fica se balançando dentro da gente por um bom tempo, se enraizando. Se der, vai em Bragança.Pa. ver e sentir isso de perto. Até 1º de janeiro vai ter dança. 

A Marujada tem identidade cultural, tem poesia, beleza e resistência. Tem até barracão e é patrimônio imaterial do Pará.
Marujinha faz um comprido caminho para dançar na Marujada. Foto: Raimundo Paccó
Hoje é  27/dez/18, dia em que minha UNI faz delicada cirurgia em um dos olhos. Abençoa ela, Santo Preto! Abençoa e suaviza as dores de quem precisa. (Fotos de Raimundo Paccó, Paulo Ferreira e Cilene Amujacy).
Bom dia, poesia. 
Bom dia, resistência!
💜❤
#NinguémSoltaAmãoDeNinguém

No barracão da Marujada. Foto de Paulo Roberto Ferreira.

Pelas ruas de Bragança.Pa. Foto de Cilene Amujacy.

domingo, 22 de fevereiro de 2015 1 comentários

Como fazer compota da casca de bacuri, a fruta mais deliciosa do planeta Terra...

Domingão bonito este 22 de fevereiro, dia do aniversário do querido amigo Magé, cabeça cheia de assuntos e saudades e resolvi ir pra cozinha, fazer uma compota da casca de bacuri. Pra quem não sabe, bacuri é a fruta mais deliciosa do planeta e só dá no período do inverno amazônico e das chuvas, ou seja, de dezembro a março. Tá bem na época. Normalmente, todo mundo joga as cascas fora. Eu também, Mas desta vez resolvi guardar e arriscar uma compota. Uma só, não. Duas.

Botei o radinho na Cultura, lavei 25 cascas de bacuri, peguei  a panela de barro, botei água e as cascas dentro. Fervura de 15 minutos e as cascas ficaram moles.  Quando esfriou um pouco, derramei a água e fui limpando a casca, pedaço por pedaço. Com a paciência de quem tem todo o tempo do mundo.

Separei as cascas limpas e as que ficaram com misturas de bacuri. Meus dedos e a faca só resina que a casca do bacuri tem uma resina, um grude forte. Limpei a mão com óleo de cozinha, fui fotografando o passo a passo e meu celular, cheio de resina.  
Resolvi fazer duas compotas: as bem limpinhas e as misturadas.

Preparei duas caldas, 1 em panela de barro e outra em panela de alumínio. Usei 1 kg de açúcar demerara e 6 copos de água. 3 copos em cada panela. Quando a calda começou a ferver, coloquei as cascas limpas na panela de barro e as misturadas na panela de alumínio. Mais 15 minutos de fervura e estavam prontas as compotas.

O gosto ficou bom, e quando a gente come, no inicio é doce e lá no final tem um azedinho da casca que apura o sabor do bacuri.
Enquanto eu preparava tudo, o apartamento foi ficando impregnado do cheiro delicioso do bacuri. Fruta que meu amigo Castagna Maia gostava muito, ele que tá nos olhando lá de cima.

Trabalhoso e gostoso o preparo da compota. Pra fazer naqueles dias em que precisar conversar com a voz de dentro, ou pra juntar a família num novo experimento.

Abração e boa semana.

Ingredientes:

25 cascas de bacuri (lavar antes de levar ao fogo)
1 kg de açúcar comum ou demerara

O modo de fazer tá mais em cima.


A polpa carnuda e deliciosa do bacuri é essa branquinha. A amarelinha é a casca dura do bacuri.

Casca de 25  bacuris já na panela de barro pro cozimento.

Só água e casca de bacuri. Foram lavadas as cascas, antes de ir pra panela. 20 minutos de fervura.


Tirando os excessos da casca, já cozida.


A parte da casca da qual foi tirado o excesso.

Sobras das cascas também cozidas.

Calda com açúcar demerara orgânico. Pra cada copo de açúcar, 2 de água.

Calda para a compota.

No ponto, a compota da casca de bacuri sem nenhuma mistura.

Prontinha a compota da casca com as misturas de bacuri.



Já no vidro, a compota da casca limpinha.

E neste outro vidro, a compota da casca com excessos.

A compota da casca com a mistura de bacuri.


Limpando a casca cozida e ouvindo a Rádio Cultura FM no radinho...

quarta-feira, 6 de novembro de 2013 0 comentários

O direito à vida, artigo de Lula. E enquanto mãezinha melhora, fica pronto o substitutivo do marco civil da internet. CUT defende a democracia e luta pela liberdade de expressão, privacidade e neutralidade de rede

O preço absurdo dos novos medicamentos tem impedido a chamada economia de escala: em vez de poucos pagarem muito, os remédios se pagariam — e seriam muito mais úteis — se fossem acessíveis a mais pessoas. A solução, obviamente, não é fácil, mas não podemos nos conformar com o atual estado de coisas. Até porque ele tende a se agravar na medida em que mais e mais pessoas reivindicam, com toda a razão, a democratização do acesso aos novos medicamentos. Quem, em sã consciência, deixará de lutar pelo melhor tratamento para a doença do seu pai, sua mãe, seu cônjuge ou seu filho, especialmente se ela traz grande sofrimento e risco de vida?
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Esse é o trecho de um artigo do Lula, grande compa e eterno presidente. Abordando o direito coletivo à vida diante dos medicamentos caros para o tratamento do câncer. Íntegra, aqui.

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P.S - Informo que minha mãezinha deve ter alta até amanhã do hospital. Volta pra casa, após ter pulado uma grande fogueira que foi a cirurgia realizada no dia 31 de outubro a partir das 22 horas até 1 da manhã do dia 1º de novembro. Está se recuperando bem e não canso de agradecer a solidariedade ativa encontrada na doação de sangue e na corrente de orações. Grata, meu povo.

Marco civil -A outra notícia é que está pronto o projeto de lei do Marco Civil da Internet, PL 2126, de 2011. O relator, deputado Alessandro Molon (PT.RJ) aprontou o documento final. Aqui, no blog da Frô, a íntegra do relatório e artigo sobre a neutralidade na rede.

Tucanos no Pará - E no Pará, continua firme e forte a greve da educação pública, com mais de 40 dias. Ontem, trabalhadores da educação ocuparam a sede da Assembleia Legislativa do Pará, exigindo reabertura de negociações direto com o governador. Issoaí, compas, firmes na luta!

Acordo Banpará - Deve ser assinado esta semana o acordo coletivo do Banpará, construído após 30 dias de linda e vitoriosa greve. 
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Três vídeos  pai d'éguas sobre marco civil da internet:





sábado, 12 de janeiro de 2013 0 comentários

#Belém397anos e 10 pontos para projetar o futuro, por Fábio Castro

Belém faz 397 anos hoje. É uma cidade tão linda e tão amada que merecia dias melhores. O amigo e professor Fábio Castro aponta 10 itens para projetar um futuro decente à amada morena e à sua população, aqui nasceu cá e a que escolheu Belém como seu território, como é o meu caso. Belém e seus cheiros, mercado musical e terra de afetos e baita resistência.

Parabéns, Belém!

10 pontos para Belém projetar seu futuro. Por Fábio Castro


A Belém que completa 397 anos está quebrada, esgotada e humilhada. A prefeitura que termina, reconhecida pela opinião pública – da esquerda à direita, do Psol e do PT mais crítico aos tucanos mais cínicos e peemedebistas mais egoístas – como a pior de toda a história da cidade. A prefeitura que começa o faz sob maus augúrios e passos tortos, com as velhas práticas de nepotismo.
Um Plano Belém 400 Anos é urgente. Sem maiores pretensões, penso que os pontos centrais:
1. Belém tem que se pensar metrópole, se pensar para 15, 30, 50 e 100 anos. Chega de visões acanhadas. Chega de remendar, de tapar buracos. Precisamos de ousadia. Queremos um projeto incrível, inimaginável hoje. Um projeto que nos surpreenda por pensar Belém como uma das grandes metrópoles da América Latina, a partir do conceito de Belém-capital.
2. É preciso superar o paradigma da saída única, a BR. Belém precisa crescer na direção de Barcarena, porque é lá que está o capital: a ZPE (que o governo do PT instalou e o governo Jatene abandonou), a Albrás-Alunorte, várias outras empresas e, brevemente, a ferrovia Norte-Sul. Urge projetar uma nova via – Manaus o fez sobre o Rio Negro, muito mais complexo que o Guamá... A “alça viária” não é uma solução, mas, simplesmente, uma via auxiliar.
3. É urgente pensar na superação do caos absoluto nas condições de habitação de Belém. Precisamos construirbairros planejados, com moradias dignas, com acesso a esgoto e água, servidas por transporte público e servidas por escolas e postos de saúde. Isso não pode ser feito na BR. É preciso ir na direção sul, direção de Barcarena.
4. É fundamental pensar num transporte metropolitano eficaz, associando trem e rios. Vamos nos lembrar que a velha Estrada de Ferro de Bragança equivaleu a isso, na mesma medida em que o excelente sistema de bondes da cidade equivaleu a um sistema de transporte municipal. O Governo Brasileiro os anulou. Justo que pague por isso.Precisamos de um trem de periferia, com uma linha ligando Belém a Castanhal e com outra ligando Belém a Barcarena.
5. De quebra, precisamos de um sistema de transporte municipal eficaz. Todo BRT é provisório. No máximo, é complementar. Para uma cidade grande como Belém, é preciso trilho. Trem. E, é óbvio, aproveitar o sistema de rios e canais da cidades. O Governo Federal tem obrigação de financiar esse sistema.
6. É preciso distribuir o comércio. O atual comércio ocupa o centro histórico. É preciso distribuí-lo, polariza-lo. O poder público deve criar zonas comerciais no quadrilátero central (ver item 7), na Cabanagem, em Ananindeua e em Icoaraci.
7. O centro da cidade se descolocou. A tendência é que ele siga na direção da Almirante Barroso, formando um quadrilátero que tem seus limites nas seguintes vias : 1o de Dezembro (ops, JP II), Pedro Miranda, Humaitá e Dr. Freitas. Esse é o quadrilátero central, a zona que, sem deixar de ser residencial, deve receber bancos, comércios, empresas e escritórios. Temos que inventar esse quadrilátero: dotá-lo de um sistema de transportes ágil e interliga-lo rapidamente aos subúrbios.
8. O centro histórico é constituído pelos bairros da Cidade Velha, Comércio, Campina e Reduto, bem como por partes de Nazaré e Batista Campos. É preciso protege-lo. Sem ele Belém não tem identidade. Com ele, Belém se projeta para o futuro. Necessário recuperá-lo, mas isso passa por torna-lo habitável, por criar condições de moradia nesses espaços.
9. Toda transformação necessita de um cuidado triplicado, com o meio ambiente. É preciso crescer na direção de Barcarena de maneira responsável, protegendo o ecossistema insular. É preciso proteger o rio Maguary, o rio Guamá e os lagos Utinga e Água Preta.
10. O caráter de Belém passa pelas praças públicas. A praça, o parque, é a praia do belemense. Veja-se as praças da República e de Batista Campos, bem como o Goeldi e o Bosque. Imagine-se espaços semelhantes criados nos bairros, nos subúrbios, no municípios da região metropolitana.
UNI, a cachorra sapeca do meu filhote, mira Belém empoleirada na janela de casa. Um pedaço da copa do Bosque é vista.

domingo, 19 de agosto de 2012 3 comentários

O "reclame" da poesia feita à mão com carinho, arte, beleza e sensibilidade.

Roda, cigana!!!
O "reclame" de hoje é para mostrar estas peças lindas, feitas pela artesã paraense e que mora em Unaí-MG faz é tempo, a Ana Carvalho, que tem mais este perfil no feice: Artes da Aninha Unaí. Peças de cabaça feitas com amor e arte. Tudo colhido na natureza.

Como dia 14 de outubro é o 1º Natal dos paraenses, que é o Círio de Nazaré, bem que a Aninha poderia contar o Círio em lindas peças de cabaça e trazer umas amostras.

É que ela estará em Belém nos dias 1 e 2 de setembro e trará muitas peças lindas como as que mostro aqui. Poesias feitas à mão, com carinho, beleza e sensibilidade.

Curtam e compartilhem! Se der, encomendem.

 Bom domingo!

P.S. Aninha foi militante do MOB - Movimento de Oposição Bancária e ajudou a construir a democracia no país e no movimento sindical. Continua enfeitando e embelezando a vida e a natureza por onde passa.

Vai ser muito pai d'égua rever a querida compa!
Dançarina sexy....
Adoro dança....
Muito bela e delicada...
E estas lindas princesas africanas?
Belíssimas!!!
A cabaça, ainda na árvore....

... e já pronta pra virar arte e encher os olhos, a alma....
Matrioskas, minha perdição...
O presépio de cabaça. Que tal o Círio de Nazaré?
Ripongas bem lindinhas....
Uma dupla salamandra, de cabaça

Não pode faltar o Santo Antonio casamenteiro....
A nutricionista...
A cocoricó...
dança, menina....

O ritmo, a dança, a beleza....
Mais bailarina...
São Francisco, querido....

que lindas!!!!
Matrioskas queridas...
Tão comportada!!
Pura beleza!
Que fofa!
Borboletas de latinha de cerveja.Firme!
Amo ripongas!
Dupla de leveza....

Sou chegada a uma cigana.. Duas, então...!

Maravilhosas!
Dança, dança!!!!
Que enfermeiras lindas!!!!
Estas matrioskas não fazem parte da coleção da Aninha. Estas, ganhei de meu mano Betinho que se foi da terra em 07/jul/1992. Ele trouxe da antiga URSS, em 1989. Eram 5, mas duas menorezinhas se perderam no tempo e por obras de mãos levadas e mexilhonas. 
 
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