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terça-feira, 5 de agosto de 2014 0 comentários

Aneel autoriza abusivo aumento de 34% nas contas de luz no Pará. Desde a privatização, em 1998, CELPA já aumentou a conta em mais de 400%, contra uma inflação que não chega à metade.

Pro bolso dos paraenses, este agosto será mês de desgosto. É que a Aneel - Agência reguladora das centrais elétricas, autorizou hoje (5/8) o amargo reajuste de 34,34% nas contas de energia elétrica já a partir de agosto. O péssimo e caro serviço é prestado da Celpa/Equatorial passa a ter uma subida de 34,34%,segundo informa o DIEESE. Quem paga hoje 100 reais, passa a pagar R$134,34.

É o 15º reajuste de energia elétrica da Celpa desde a privatização feita pelos tucanos em 1998, e já acumula um percentual de mais de 417,33% de reajuste desde a privatização, contra uma inflação de 176,75% no mesmo período. Ou seja, a inflação não chega à metade do que já pesou o reajuste de luz no nosso bolso!

Ainda segundo o Dieese, na prática teremos dois reajustes, o 1º na conta direta dos consumidores residenciais pelo uso da energia e o 2º no repasse para os preços pelo Setor Empresarial (grandes consumidores) que também tiveram reajutes de cerca de 36%. O reajuste autorizado no dia de hoje pela ANEEL está entre os maiores do país este ano.

A recente 14ª plenária estatutária da CUT nacional aprovou a moção apresentada pela delegação paraense presente à plenária, em Guarulhos/SP, de 28 julho a 1º de agosto, em que reivindica a federalização da CELPA/Equatorial. Não tem porque a energia elétrica continuar privatizada e com efeitos tão danosos à população paraense!



sexta-feira, 4 de julho de 2014 0 comentários

Programa Mais Médicos no Pará é solidariedade e saúde na veia. O exemplo de médicos cubanos que atuam em Melgaço.Pará, ilha do Marajó

Férias pra que te quero! Com astral lá em cima, as  três médicas cubanas Maribel Saborit, Oyainis Diaz e Maribel Herrera, já estão hoje em Cuba, em merecidas férias, após 9 meses direto de trabalho em Melgaço.Pa, ilha do Marajó e mais o tempo de treinamento. Assistirão Brasil x Colômbiam torcendo muito pelo Brasil. "Eu não gostava de futebol, mas depois de ver esta Copa, gosto muito agora", disse animada Oyainis Diaz, com quem conversei antes dele embarcar de Belém.Pa pra Manaus.AM e de Manaus pra Havana, Cuba. E em Melgaço continuam no batente Orlando, que tira férias em agosto e a médica Arelis, que chegou em março deste ano. O time agora é de cinco.

Melgaço.Pa, ilha do Marajó, como é sabido, tem péssimos indicadores de qualidade de vida. Tem o pior IDH - Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil, o que exige ação firme e pronta do poder público pra melhorar a condição de vida da população composta por 24 mil habitantes, dos quais 12 mil não sabe ler e nem escrever, apenas 681 pessoas frequentam o ensino médio, saneamento é zero, saúde é rarefeita e  internet só de vez em quando e apenas por celular.  O município não atendido pela rede bancária e fica longe 14 horas de barco de Belém e 1 hora de Breves, que acaba sendo uma espécie de capital para Melgaço e arredores.

Perguntei pra Oyainis o que mudou pro povo de Melgaço nesses 9 meses de atendimento direto do Programa Mais Médicos que trouxe ao Pará mais de 580 médicos a 130 dos 144 municípios, incluindo 4 distritos indígenas.

Ela responde na bucha:
- Mudou o atendimento à população que é mais rápido e mais próximo das pessoas. É o médico presente na casa e na vida das pessoas, o que não havia antes. Trabalhamos muito a atenção básica, como cuidar da pressão arterial, tratar a água, surtos de diarréia, como usar camisinhas, itens simples e que evitam internações, doenças e mortes.

A atenção básica à saúde, principal mote do vitorioso Programa Mais Médicos, do governo Dilma, é reconhecido até por governos tucanos, como recentemente ocorreu em Belém.Pa, quando o secretário de saúde do Estado, Hélio Franco disse "que 80% dos problemas de saúde podem ser resolvidos na Atenção Primária, como por exemplo, com o controle de doenças crônicas como diabetes e hipertensão arterial, daí a importância desse programa, que prioriza o primeiro nível de atenção à saúde. Eos gestores paraenses estão satisfeitos com o Programa Mais Médicos no Pará, porque já está havendo redução de internações".

O programa Mais Médicos, bateu todas as metas de cobertura e hoje beneficia 50 milhões de pessoas em todo o Brasil. O Mais Médicos está presente em 3.819 municípios. São 14.462 médicos (brasileiros e estrangeiros) atuando em postos de saúde no Brasil. Na minha opinião, prefeituras como a de Belém  e Ananindeua deveriam aderir ao Programa Mais Médicos e assegurar à população um atendimento melhor e mais humano e eficaz de saúde. Não propiciar esse atendimento a Belém, suas 30 ilhas e Ananindeua, é um crime.


Carestia - Como o rio é a rua e tudo chega de barco em Melgaço.Pa, a travessia de alimentos  e todos os produtos fica muito mais caro. 1 maçã pequena custa R$1,50. Falar com alguém em Cuba por 1 ou 2 minutos, custa R$10,00, me informa Oyainis, acrescentando que desde maio deste ano a prefeitura de Melgaço liberou que as 4 medicas e o médico Orlando possam telefonar pros seus familiares usando o fone da prefeitura. "Isso melhorou muito a saudade", diz ela.

Cuba vive até hoje feroz embargo econômico os Estados Unidos, uma das razões por não ter entrada de produtos eletrônicos em larga escala. Por isso, na bagagem  Oyainis carrega uma tv de 32 polegadas desde Melgaço até Belém, depois Manaus e Havana. Presente pra família e pro filhote de 7 anos, Richard Jose Quiñones Santos, um tablet e um macaquinho eletrônico. 

Levar toda essa bagagem e a imensa saudade demora. Oyainis saiu de Melgaço no domingo à tarde, viajou de barco a noite toda e chegou em Belém na segunda-feira de manhã. Embarcou na quarta-feira 2 de juho pra Manaus.AM e ontem à tarde pra Havana. Chegou em Havana ontem à noite, dormiu num albergue para médicos e viajou hoje para Morón, cidade cubana distante de Havana 6 horas. Me garantiu que vai assistir Brasil x Colômbia com a família. "E torcer pro Brasil ganhar"!


Não deixe de ver o documentário Dr. Melgaço, feito pelo Diário do Centro do Mundo.


Richard Jose, 7 anos e a mãe, a médica cubana Oyainis Diaz: saudade muita.


Oyainis Diaz e compositor Magé, fiel escudeiro em Belém. Junho/2014



Rua de Melgaço. Foto: Google

Foto do povo de casa dez/13 com médicas e médicos cubanos e sindicalista Josilene.

Orlando, Maribel Herrera, Maribel Saborit e Oyainis Diaz, em Belém, no Bosque Rodrigues Alves, dez/13.

Maribel Saborit, Maribel Herrera e Oyainis Diaz com meu filhote Adriano, em dez/2013.

Leia mais sobre Mais Médicos em Melgaço, clicando aqui.



***

P.S - Três boas novas neste P.S. 1. Reassume hoje a prefeitura de Soure o compa prefeito João Luís, afastado  por medidas arbitrárias há 24 dias; 2. o compa Dênis, do valente Sindicato dos Urbanitários.Pa avisa pelo whatsApp que o sindicato ganhou na Justiça a ação de reintegração de 37 trabalhadores demitidos em 2013 pela medonha Celpa, empresa que não presta pra nada. Com indenização de 15 mil pra cada demitido; 3. começa hoje em Manaus.AM o 3º módulo do curso de Formação de Formadores da Juventude, promovido pelas CUTs da Região Norte. Lindas notícias pra este dia em que jogam Brasil x Colômbia e meu placar é 2 x 1!





quinta-feira, 1 de março de 2012 1 comentários

Caso Celpa: o interventor de hoje participou da privatização em 1998


 Por mail, o  Sindicato dos Urbanitários do Pará encaminha correspondência abaixo, criticando a nomeação do engenheiro Vilmos Grunvald para ser o atual interventor da Celpa, posto que participou ativamente do processo de privatização da Celpa, em 1998.

O deputado federal do PT-Pa, Cláudio Puty, em seu facebook, fez idêntica denúncia hoje pela manhã. O vereador do PT-Belém e urbanitário, Otávio Pinheiro, também criticou o fato em seu facebook hoje pela manhã.

O mail do Sindicato dos Urbanitários:

Causou estranheza ao Sindicato dos Urbanitários do Pará a nomeação do engenheiro Vilmos Grunwald para ser o administrador judicial da Celpa (interventor) no período de concordata da empresa. Essa nomeação aconteceu na quarta-feira, 29, no despacho do Tribunal de Justiça no pedido de recuperação judicial da Celpa.

Para quem não conhece ou não lembra, Vilmus é pessoa de extrema confiança do governador Simão Jatene. Os dois, juntos, na Secretaria de Estado de Planejamento, em 1995 iniciaram e concluíram em 1998 o processo de privatização da então estatal Celpa. Vilmos era empregado da Celpa. Quando Almir Gabriel foi eleito governador, em 1994, ele foi cedido para o governo do Estado.

 Passada a privatização, em 98, ele foi nomeado por Almir como diretor geral da Arcon, uma agência que fora criada para fiscalizar o serviço da privatizada Celpa, fiscalização que não aconteceu, pois se a Celpa está nessa situação é também por omissão da Arcon e da Aneel!

Depois, Vilmos foi secretário de Estado de Jatene e agora estava como presidente do Conselho de Administração da Cosanpa. Atualmente presta consultoria ao Governo do Estado.

Quer dizer, Grunvald estruturou a Celpa para ser "vendida". Foi para a função de fiscalizar o serviço. E não fiscalizou. Agora volta como aquele que deve botar ordem na casa? Mas que ordem é essa? Vai beneficiar quem afinal? Vamos ficar de olho nos próximos passos dele!


A crítica de Puty:


A recuperação judicial foi concedida à CELPA e um outro verdadeiro absurdo surge: o 
interventor nomeado, pessoa que irá coordenar o processo de renogociação das dívidas é o 
tucano Vilmos Grunwald. Partidarizam a empresa e a entregam de vez para o seus algozes.

Em agosto de 1998, quando a Celpa foi privatizada, eu presidia o Sindicato dos Urbanitários do Pará. 

Naquela época nós alertavamos para o equívoco que o governo da época (Governador Almir Gabriel e Sec. de Planejamento Simão Jatene) cometeria ao privatizar a CELPA, pois trata de um setor estratégico (energia elétrica) para a sociedade. Não nos deram ouvido, e ainda nos acusaram de atrasados. 

Denunciamos após a Celpa privatizada, a demissão em massa de trabalhadores e a transferência de Lucros obtidos no Pará, para Empresas do grupo em outros Estados. 

Anunciamos também os péssimos serviços prestados pela Celpa, com o sucateamento de suas instalações devido a falta de investimentos no sistema. 
Pois bem, queríamos estar enganados, infelizmente não estávamos. 

Chegamos agora no fundo do poço, com a situação pré-falimentar da Celpa, risco de piora nos serviços prestados e aumento de tarifa (O dono do Grupo Rede quer um reajuste de 20%). 

A melhor alternativa nesse momento é a Federalização da Celpa pela Eletrobrás, a exemplo do que já ocorre em outros Estados, como o Amazonas, Rondônia, Roraima e outros. 

Ficamos mais preocupados com a nomeação pela justiça do Pará de um Administrador para recuperação judicial da Celpa de uma pessoa que foi um dos artífices da prvatização da Empresa. É como dar o galinheiro para a raposa tomar conta. 

Esperamos que o Governo Federal intervenha por intermédio da ELETROBRÁS para que o Pará não sofra mais ainda do que vem sofrendo.


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Leia o que diz o blog do Zé Carlos do PV:


A concordata da CELPA é um caso para policia federal intervir e mandar para cadeia muita gente que enriqueceu neste processo. A empresa anunciou o pedido de concordata motivada por uma brutal e quase impagável dívida e a solução, com certeza, será uma operação de socorro com mais dinheiro público. 

A noticia caiu como uma bomba sobre a cabeça da população paraense que até hoje nunca recebeu a exata explicação do processo de venda da sua maior empresa estatal, teve que suporta o enorme custos das tarifas de energia e ainda vai ser chamada para pagar mais esta divida.

A Celpa foi vendida no Governo Almir Gabriel por inspiração do secretário e atual governador Simão Jatene. Aos que questionavam, Jantene, como sua genialidade verbal adquirida nas sofridas noites de músico em bares da cidade, quando tocava para completar a renda de servidor publico, explicava as vantagens de vender a empresa. Estaremos vendendo uma empresa com dividas, dizia, sem capacidade de investir, em troca, ganharemos uma empresa forte e recursos para ajudar o Pará a alavancar seu próprio desenvolvimento. 

Os tucanos, como sua privataria, pregavam que o Pará deveria entrar na era do estado "moderno", enxuto, ágil. Os esquerdistas, como suas idéias estatizantes, contrários a venda, representavam o atraso. Tudo papo furado, estavam ideologizando a pouca-vergonha.

Aos que questionavam os riscos de entregar nas mãos do setor privado uma empresa prestadora de serviço essencial, como é o caso da energia, Jatene, do alto de sua sabedoria, apresentava a Agencia Reguladora, Arcon, como a garantia de que a empresa compradora cumpriria o contrato de sanear a Celpa e investir na ampliação dos serviços. Não haveria riscos. 

A venda foi denuncia por mim como lider da bancada do PT, pelo sindicato dos urbanitários, pela CUT e por Jader Barbalho. As denuncias eram muitas. A bancada do PT, os urbanitários e a CUT mostravam que a empresa teve um valor de venda abaixo do que a empresa realmente valia, as dividias a receber foram colocadas como moedas podres, o patrimônio não foi corretamente dimensionado. Jader Barbalho, a posteriori, mostrava que o dinheiro da venda da Celpa foi gasto na campanha eleitoral para reeleger Almir Gabriel.

A Assembléia Legislativa, o Ministério Público Estadual e o teatral Tribunal de Contas do Estado, mesmo de posse dos números, foram ineptos e aceitaram a venda da maior empresa estatal paraense. 

A imprensa paraense e nem os políticos viram qualquer problema quando os urbanitários voltaram a denunciar que a Rede Celpa estava transferindo os lucros obtidos pela Celpa para engordar o patrimônio de outras empresa do grupo Rede.

A ARCON, agência reguladora que deveria ficar atenta ao cumprimento dos compromissos da empresa que comprou a Celpa e defender os direitos dos consumidores, nunca funcionou livremente, seus dirigentes, quase sempre sem competência técnica e política para agir, preferiram cegar para a forma como a Celpa vinha formando este monstruosos endividamento.

A divida da Celpa é simplesmente inexplicável, a empresa tem enormes fontes de fartos recursos. Graças a conivência da Arcon e da Aneel, a tarifa de energia elétrica do Pará é uma das mais caras do Brasil. A Celpa, com ajuda de alguns deputados federais e dirigentes políticos paraense, conseguiu fazer uma enorme transfusão de recursos da união para os seus cofres através do programa "Luz para todos", da distribuição de energia aos municípios do entorno de Tucurui e da compensação ambiental solicitada pela OAB-Pará de cem por cento de energia nos municípios da Transamazônica por causa da implantação de Belo Monte. 

O caso é gravíssimo e como os órgãos públicos paraenses não estão aptos para proceder investigação técnica, séria e transparente, entendo que a única saída é uma investigação tocada pela Policia Federal e acompanhada pelo respectivo Ministério Público. Quem sabe acompanhada por um CPI proposta por algum parlamentar isento da bancada federal. O povo é que não pode ficar no prejuízo. 
 
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