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quinta-feira, 26 de outubro de 2017 2 comentários

Paulinho Fonteles foi amor, luta e poesia. Paulinho, presente, presente, presente!!!

A notícia chegou bem cedo hoje, por zap. Paulinho Fonteles tinha sido fulminado por um infarto. Não acreditei, mas chorei, o coração adivinhando que a notícia era tristemente verdadeira.
À noite, fui ao velório na Assembleia Legislativa do Pará, mesmo lugar em que, há 30 anos, grávida de meu 3º filho, Adriano, subi as mesmas escadarias para velar o corpo do companheiro Paulo Fonteles, o pai, assassinado brutalmente pelo latifúndio.
Foi difícil subir as escadas, com a história passando um filme veloz e triste na minha frente, reencontrando companheiros e companheiras de muitas décadas de jornadas .
Lembrei do sorriso doce de Paulinho e de quando compartilhávamos  debate sobre a conjuntura, já sob o golpismo de Temer e seus aliados. Ele, um combatente firme e otimista, cheio de planos e de tanta vida! Ir embora aos 45 anos, parece uma tremenda sacanagem com a gente.
Que tempos!
Que Paulinho siga na luz! E muita força para a companheira de jornada, familiares e a legião de amigos e amigas que ele tão bem cativou, sendo luta, amor e poesia!

Republico aqui a nota da CUTPa, escrita com a emoção tropeçante deste dia tão doído!
↓. 


PAULINHO FONTELES, PRESENTE!
Nota de pesar

 Hoje, dia 26 de outubro de 2017, a luta de todos e todas que sonham e lutam por um Brasil mais justo e igualitário, teve um desfalque insubstituível com a perda precoce de Paulo Fonteles Filho, o Paulinho Fonteles, como era carinhosamente chamado.

 Nós, que construímos e fazemos a CUT.Pará, sentiremos a falta da tua parceria, do teu compromisso com a luta, da tua garra e do teu jeito menino e doce de ser. Firme, sem perder jamais a ternura, nisso lembrando outro grande revolucionário!

A história de vida de Paulinho fala por si só. Nasceu no cárcere da ditadura, militou no movimento estudantil, foi vereador de Belém pelo PCdo B, e tornou-se um dos principais militantes dos direitos humanos no Pará, tanto que comandava o Instituto Paulo Fonteles de Direitos Humanos e era membro da Comissão Estadual da Verdade (CEV).

Vivemos dias difíceis, de retrocessos nos direitos humanos, sociais, políticos e sindicais. Mas vamos persistir na resistência e temos certeza que esse tempo vai passar. E aí camarada Paulinho, pode ter certeza, que nós faremos a festa por ti.

Vai vem paz, Paulo Fonteles Filho, vai em paz mano guerreiro do povo brasileiro, um apaixonado pelo Araguaia, pela vida, sendo ao mesmo tempo, luta, amor e poesia!

Paulinho Fonteles, PRESENTE!

 Belém.Pa, 26/out/17.
 CUT.Pa
Paulinho Fonteles.
terça-feira, 16 de dezembro de 2014 0 comentários

#NinguémMereceBolsonaro


Se tudo der certo, estarei nesse ato que a CUT e movimentos de mulheres farão amanhã, dia 17 às 14h em Brasília, em desagravo à Maria do Rosário e em repúdio ao deputado Bolsonaro. Hoje a Comissão de Ética da Câmara dos Deputados pediu a cassação do mandato do deputado incitador de estupros.
#ForaBolsonaro
#NinguémMereceBolsonaro
terça-feira, 9 de dezembro de 2014 0 comentários

#ForaBolsonaro, porque lugar de estuprador é na cadeia e não na Câmara dos Deputados

O  deputado federal Bolsonaro (PP-RJ) disse hoje à deputada Maria do Rosário (PT-RS) que não a estupraria porque ela não merece.

Alguma mulher merece, asqueroso ser?

No Brasil, mulheres utilizaram a internet para repudiar a violência e a quebra de decoro.

Taí nosso repúdio. Esperamos que a Câmara dos Deputados casse esse mau elemento e não o absolva desse crime.

O PT soltou nota contra Bolsonaro. E tanto PT, quanto PC do B entrarão com queixa-crime na Câmara contra o malfeitor.

#ForaBolsonaro



sexta-feira, 6 de dezembro de 2013 0 comentários

Viva Mandela, o libertador! E viva a vida, a luta e a esperança! Vai na luz, Madiba!

A gente já sabia que Mandela tava bem doente, mas quando se sabe da notícia do desencarne, bate uma tristeza, uma comoção e em seguida, o rememorar desse homem raro, ímpar, fora de série que dedicou sua vida a uma causa.

É vomitante olhar o noticiário dos mesmos que oprimem, aprofundam o racismo e fustigam a verdade rendendo homenagem a Madiba.

Dois memes resumem tudo:




Aqui, a mensagem de um outro líder incontestável, Lula, publicada no feice do nosso Lula:

Nelson Mandela foi uma das mais importantes lideranças políticas do nosso planeta. Sua história de lutas é inigualável, um exemplo de determinação, de perseverança e de quanto é importante a disposição para o diálogo entre os homens. Será sempre o maior símbolo mundial na busca da paz, da democracia e da inclusão social. O Brasil e o mundo estão de luto. Tive a imensa honra de conhecê-lo e estar com ele em momentos muito especiais. Agora, Madiba se foi, mas deixou para todos nós os seus ensinamentos inesquecíveis.

Luiz Inácio Lula da Silva

Mais sobre Madiba, aqui.

***
Arthur cresce na barriga da mãe. 
P.S - Minha nora Lizoca dá notícias via whatsApp: meu netinho Arthur completa 24 semanas dentro do útero e vai muito bem. É uma gravidez de alto risco, ela precisou fazer uma cerclagem, que é  a costura do útero pra sustentar o neném. Foi assim com Perseu, desde o sexto mês de gravidez. Em 9 de janeiro de 2014, Perseu completa 2 anos. E agora, desde o 3º mês de gravidez, Lizoca está vendo a barriga crescer na horizonta, deitada na cama sem ter o direito sagrado de ir ao banheiro. Pense!

Ontem, fez a ultrassom em Belém, após viajar 200 km de Cametá a Belém, atravessando 3 balsas, um sufoco! Arthur tá crescendo bem e a cerclagem tá íntegra e tanto, que o médico autorizou Lizoca a fazer pequenas caminhadas no. O pai dele, meu filhote Silvinho, pura emoção e felicidade. Minha nora, uma guerreira. 

E assim vai indo 2013, um ano de muitos saltos, sobressaltos, coração na mão, muitas lutas,muito choro e muitas vitórias. Muita vida. Maria, na frente!
quarta-feira, 6 de novembro de 2013 0 comentários

O direito à vida, artigo de Lula. E enquanto mãezinha melhora, fica pronto o substitutivo do marco civil da internet. CUT defende a democracia e luta pela liberdade de expressão, privacidade e neutralidade de rede

O preço absurdo dos novos medicamentos tem impedido a chamada economia de escala: em vez de poucos pagarem muito, os remédios se pagariam — e seriam muito mais úteis — se fossem acessíveis a mais pessoas. A solução, obviamente, não é fácil, mas não podemos nos conformar com o atual estado de coisas. Até porque ele tende a se agravar na medida em que mais e mais pessoas reivindicam, com toda a razão, a democratização do acesso aos novos medicamentos. Quem, em sã consciência, deixará de lutar pelo melhor tratamento para a doença do seu pai, sua mãe, seu cônjuge ou seu filho, especialmente se ela traz grande sofrimento e risco de vida?
==
Esse é o trecho de um artigo do Lula, grande compa e eterno presidente. Abordando o direito coletivo à vida diante dos medicamentos caros para o tratamento do câncer. Íntegra, aqui.

***

P.S - Informo que minha mãezinha deve ter alta até amanhã do hospital. Volta pra casa, após ter pulado uma grande fogueira que foi a cirurgia realizada no dia 31 de outubro a partir das 22 horas até 1 da manhã do dia 1º de novembro. Está se recuperando bem e não canso de agradecer a solidariedade ativa encontrada na doação de sangue e na corrente de orações. Grata, meu povo.

Marco civil -A outra notícia é que está pronto o projeto de lei do Marco Civil da Internet, PL 2126, de 2011. O relator, deputado Alessandro Molon (PT.RJ) aprontou o documento final. Aqui, no blog da Frô, a íntegra do relatório e artigo sobre a neutralidade na rede.

Tucanos no Pará - E no Pará, continua firme e forte a greve da educação pública, com mais de 40 dias. Ontem, trabalhadores da educação ocuparam a sede da Assembleia Legislativa do Pará, exigindo reabertura de negociações direto com o governador. Issoaí, compas, firmes na luta!

Acordo Banpará - Deve ser assinado esta semana o acordo coletivo do Banpará, construído após 30 dias de linda e vitoriosa greve. 
*
Três vídeos  pai d'éguas sobre marco civil da internet:





terça-feira, 3 de setembro de 2013 0 comentários

TST e Anamatra se posicionam claramente contra o famigerado PL4330 que destrói empregos, direitos e acaba com concursos públicos. E que pode ser votado hoje ou amanhã!

Enquanto aguardo as 16 horas, hora em que inicia a segunda rodada de negociação salarial com o Banco do estado do Pará - Banpará, mesa em que tenho a honra de participar, representando a valorosa Fetec.CN, aproveito para compartilhar dois posicionamentos pra lá de pai d'éguas sobre o famigerado PL 4330 que pode ser votado hoje ou amanhã na CCJ - Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, em Brasília. 

CUT, ContrafCUT, bancários e time lutador de todo o país está acampado em Brasília pressionando pela retirada de pauta do projeto de lei dos deputados Sandro Mabel (PMDB-GO) e Artur Maia. 

O primeiro honroso posicionamento é de 19 ministros do TST - Tribunal Superior do Trabalho: 

Dezenove dos 26 ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) assinaram ofício enviado ao presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara em que condenam com severas criticas o PL 4.330/04, que trata da regulamentação, em bases precárias, da terceirização no País.

 “A diretriz acolhida pelo PL 4.330-A/2004, ao permitir a generalização da terceirização para toda a economia e a sociedade, certamente provocará gravíssima lesão social de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários no País, com a potencialidade de provocar a migração massiva de milhões de trabalhadores hoje enquadrados como efetivos das empresas e instituições tomadoras de serviços em direção a um novo enquadramento, como trabalhadores terceirizados, deflagrando impressionante redução de valores, direitos e garantias trabalhistas e sociais”, critica o ofício.

 E clica aqui para ler a íntegra.
Ato público chamado pela CUT e demais centrais e realizado em Altamira.Pa pela CUT.Pa, Bancários.Pa e movimentos sociais. 
E este é o segundo posicionamento CONTRA o PL4330:

A Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), entidade representativa dos mais de 3.500 juízes do Trabalho do Brasil, vem a público, nos termos de seu Estatuto - que determina a atuação em defesa dos interesses da sociedade, em especial pela valorização do trabalho humano, pelo respeito à cidadania e pela implementação da justiça social -, conclamar os partidos políticos e parlamentares comprometidos com os direitos sociais a rejeitaram integralmente o Projeto de Lei 4.330/2004, que ora tramita na Comissão de Constituição Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados, e que dispõe sobre o contrato de prestação de serviço a terceiros e as relações de trabalho dele decorrentes.

Clica aqui para ler a íntegra do documento da Anamatra.

Luta nacional puxada pela CUt, ContrafCUT e centrais sindicais: contra PL 4330
Em Belém, dia 30 de agosto, prossegue a luta contra o PL 4330!
domingo, 14 de abril de 2013 2 comentários

Se toparmos hoje a redução da maioridade penal, o que vai ser amanhã? Pena de morte? Resolve o problema da (in)segurança?

Aviso logo, sem me importar se estou na contramão: sou contra a redução da maioridade penal, pois não resolve o problema da (in)segurança pública. Acha é um "culpado" para as infrações e se passar, daqui a pouco teremos a juventude negra e pobre atrás das grades e a juventude rica, solta. 

O que resolve é emprego, oportunidades, inclusão, justiça social, políticas públicas, educação. Enfim, o que arduamente vem se tentando implantar nos últimos dez anos, no país. 

Se toparmos hoje reduzir a maioridade penal e a insegurança persistir, porque o problema não foi atacado, amanhã será o que? Pena de morte? 

Não deixem de ler o ótimo artigo sobre o assunto, mais abaixo. É do Sakamoto. 

Um bom domingo e #ForaFeliciano!



Os repetidos casos de violência gerados por jovens da classe média alta brasileira e a forma aviltante com a qual têm sido tratados adolescentes pobres no processo de ocupação policial de comunidades no Rio de Janeiro me deixam duplamente incomodado. Primeiro, é claro, pelo fato em si. Segundo, pela forma como a sociedade se comporta diante disso.
Sabemos que é mais fácil uma pessoa que roubou um xampu, um litro de leite ou meia dúzia de coxinhas ir amargar uma temporada no xilindró – como mostram diversos casos que já trouxe aqui – do que um empresário que corrompeu ou um político que foi corrompido passarem uma temporada fora de circulação.
Não que o princípio da insignificância (que pode ser aplicado quando o caso não representa riscos à sociedade e não tenha causado lesão ou ofensa grave) não seja conhecido pelo Judiciário. Insignificante mesmo é quem não tem um bom advogado, muito menos sangue azul ou imunidade política.
Tempos atrás, a seguinte notícia veio a público:
“A empregada doméstica Sirley Dias de Carvalho Pinto, de 32 anos, teve a bolsa roubada e foi espancada por cinco jovens moradores de condomínios de classe média da Barra da Tijuca, na madrugada de sábado. Os golpes foram todos direcionados à sua cabeça. Presos por policiais da 16ª DP (Barra), três dos rapazes (…) confessaram o crime e serão levados para a Polinter. Como justificativa para o que fizeram alegaram ter confundido a vítima com uma prostituta.”
Os rapazes não eram da ralé. Se fossem de classe social mais baixa, certamente o texto seria sutilmente diferente:
“A empregada doméstica Sirley Dias de Carvalho Pinto, de 32 anos, teve a bolsa roubada e foi espancada por cinco moradores da favela da Rocinha, na madrugada de sábado. Os golpes foram todos direcionados à sua cabeça. Presos por policiais da 16ª DP (Barra), três dos bandidos (…) confessaram o crime e estão presos. Como justificativa para o que fizeram alegaram ter confundido a vítima com uma prostituta.”
Rico é jovem, pobre é bandido. Um é criança que fez coisa errada, o outro um monstro que deve ser encarcerado. Lembro que o pai de um deles, num momento de desespero, justificou a atitude do filho como sendo perdoável. Da mesma forma, o pai de um dos jovens que agrediram homossexuais com lâmpadas fluorescentes na avenida Paulista, em São Paulo, pediu condescendência. Afinal, isso não condiz com a criação que tiveram. Bem, são pais, é direito deles. O incrível é como a sociedade encara o tema, com uma diferenciação claramente causada pela origem social.
Tenho minhas dúvidas se a notícia sairia se fosse o segundo caso. Provavelmente, na hora em que o estagiário que faz a checagem das delegacias chegasse com a informação, ouviria algo assim na redação: “Pobre batendo em pobre? Ah, acontece todo dia, não é notícia. Além disso, é coisa deles com eles. Então, deixem que resolvam”.
Amigos que trabalharam em uma rádio grande de São Paulo, pertencente a um grupo de comunicação, já ouviram algo muito parecido, mas mais cruel… É triste verificar mais uma vez que o conceito de notícia depende de qual classe social pertencem os protagonistas. Somos lenientes com os nossos semelhantes, com aqueles que poderiam ser nossos primos e irmãos, e duros com os outros.
A justificativa dos espancadores também é bastante esclarecedora. Ou seja, “puta” e “bicha” pode. Assim como índio e “mendigo”. Lembram-se do Galdino, que morreu queimado por jovens da classe média brasiliense enquanto dormia em um ponto de ônibus? Ou a população de rua do Centro de São Paulo, que vira e mexe, é morta a pauladas enquanto descansa? Até onde sabemos, apesar dos incendiários brasilienses terem sido presos, eles possuíam regalias, como sair da cadeia para passear. E na capital paulista, crimes contra populacão de rua tendem a ser punidos com a mesma celeridade que agressões contra indígenas no Mato Grosso do Sul.
Na prática, as pessoas envolvidas nesses casos apenas colocaram em prática o que devem ter ouvido a vida inteira: putas, bichas, índios e mendigos são a corja da sociedade e agem para corromper os nossos valores morais e tornar a vida dos cidadãos de bem um inferno. Seres descartáveis, que vivem na penumbra e nos ameaçam com sua existência, que não se encaixa nos padrões estabelecidos. E por que não incluir nesse caldo as empregadas domésticas, que existem para servir? Se eles soubessem a profissão de Sirley, teria feito diferença?
A sociedade tem uma parcela grande de culpa em atos como esse e os dos jovens que se tornam soldados do tráfico por falta de opções e na busca por dignidade, fugindo da violência do Estado e do nosso desprezo. A culpa não é só deles.
A diferença é que, para os da classe média e alta, passamos a mão na cabeça. Afinal, são “jovens”. Para os pobres, os “menores”, passamos bala.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013 0 comentários

Terceirização avança, se espalha, reduz empregos e direitos em todos os setores da economia. E o trabalho decente?

No blog Arte Bancária, uma informação e uma denúncia. A informação é que nestes 22 e 23, a CUT.Pará + AFL/CIO promovem um debate sobre terceirização, evento a ser realizado na sede do Sindicato dos Bancários do Pará, em Belém, com a presença do dirigente nacional da CUT, Jacy Afonso e do integrante do Grupo de Trabalho de Terceirização e diretor da Contraf-CUT, Miguel Pereira, dentre outros.

A denúncia é sobre dois emblemas de terceirização: um, na empresa Zara e outro, na hidrelétrica de Jirau. O blog chama a atenção também para o avanço da terceirização no Pará, especialmente no setor de mineradoras, setor elétrico. no campo, na área financeiro e nos setores públicos. Do evento de 2 dias, a CUT.Pará tirará estratégia de resistência e combate à terceirização.

Para a CUT.Pará, terceirização não rima com desenvolvimento sustentável. E se for regulamentada a terceirização como prevê o projeto de lei do dep. Sandro Mabel (PMDB-GO), o emprego e o trabalho decente estarão implodidos, assim com direitos sociais.
Clica e lê. 

 No jornal 225, produzido pela CUT Nacional, um vídeo sobre terceirização. Vale a pena assisti-lo:
sábado, 8 de dezembro de 2012 0 comentários

Luto e dor diante da brutal morte de um bancário do BB em assalto frustrado num clima de total insegurança no Pará!

Muito dolorosa essa notícia de que mais um bancário foi executado por assaltantes após tentativa frustrada de assalto no dia 7, sexta-feira. 

Hoje, no Pará temos um misto fatal de insegurança: pouca segurança bancária e quase nenhuma segurança pública...O resultado é colegas bancários e a clientela/usuária dos bancos, financeiras, correios e lotéricas, inteiramente à mercê dos assaltantes e sem qualquer proteção à vida. Sem ação efetiva do governo do estado e muita rarefeita, por parte dos bancos e do sistema financeiro. 

Por sinal, recentemente, o banco do Brasil foi um dos 12 bancos multados por falhas na segurança, como denuncia a vigilante ContrafCUT em seu sítio.

Francivaldo Soares da Silva, o colega assassinado na sexta-feira 7 era um recém-contratado do Banco do Brasil, com apenas 3 meses na carreira bancária, 21 anos de idade, 1º concurso e atuando em São Domingos do Capim, nordeste do Pará.

Meus pêsames e solidariedade à família do colega, aos bancários e bancárias do BB de São Domingos do Capim e a todos que lutam por mais segurança e proteção à vida! 

A notícia, no sítio do Sindicato dos Bancários do Pará:


O Sindicato dos Bancários do Pará presta sua homenagem à Francivaldo Soares da Silva, funcionário do Banco do Brasil em São Domingos do Capim, assassinado após uma tentativa de assalto frustrada na unidade onde trabalhava na última sexta-feira, 7 de dezembro. Ele tinha apenas 3 meses na carreira bancária e deixa seus familiares e amigos de forma trágica, após mais um caso de sequestro de bancários em nosso Estado.
Cerca de 15 homens armados tentaram assaltar a agência do Banco do Brasil (BB) em São Domingos do Capim, nordeste do Pará, na madrugada dessa sexta (7). Segundo a Polícia Civil, era por volta de 1h quando o bando, dividido em grupos, invadiu a delegacia deixando um policial ferido e ao mesmo tempo tentaram invadir a casa de dois bancários do BB para mantê-los como refém junto com seus familiares e durante as primeiras horas da manhã assaltarem a agência, crime conhecido como sapatinho. Mas a ação foi frustrada e os bandidos fugiram. Porém, levaram Francivaldo como refém.

Clique aqui para ler toda a notícia.
quinta-feira, 12 de julho de 2012 0 comentários

Comissão da Verdade cutista e paridade na CUT: mulherada e classe trabalhadora no leme da sua vida e sua história!

Penúltimo dia do 11º Congresso Nacional da CUT -CONCUT hoje, em São Paulo, dia em que assume a presidência o companheiro bancário Vagner Freitas, a nova direção e vou comentar, aos poucos, o que tem sido essa overdose de sindicalismo cutista, debates e movimentação da maior central sindical do país e que reúne neste congresso 974 mulheres (41,95%), 1348 homens (58,05%) e um total de 2.322 delegados e delegadas.
CUT vai criar comissão própria para acompanhar a investigação das violações dos direitos humanos contra trabalhadores durante a ditadura militar.
Mulherada cutista organiza cuidadosamente e com muita firmeza a luta da paridade.
Mulheres e Comissão da Verdade -Vou comentar em próximos posts minhas impressões, mas agora dois fatos emocionantes e que marcam a luta  organizada: as mulheres que conseguiram com muita luta e habilidade de articulação incluir no estatuto da CUT a paridade para 2015, ou seja, direções das CUTs com 50% de homens e 50% de mulheres em todo o país. É um avanço registrar no Estatuto, para que não seja apenas resolução política (como foi a implantação das cotas de 30% que passou 19 anos dos 29 anos da CUT para ser implementada) e sim, vire lei das trabalhadoras e trabalhadores. Tem um longo caminho a percorrer, mas um passo firme e decidido tem sido dado neste congresso que tenho a honra  e a alegria de participar.

O outro detalhe do congresso é que a CUT entregou ontem à noite ao representante da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, Gilney Viana, mais de 100 nomes de trabalhadores mortos durante a ditadura militar. São nomes de companheiros e companheiras com casos sem solução e que a CUT exige apuração dos fatos. Foi uma cerimônia simples, verdadeira e emocionante, com pétalas (e não tiros de canhão) sendo jogados a cada vez que os nomes dos trabalhadores eram citados e gritávamos "presente", tomada por profunda emoção.A CUT vai criar uma comissão própria para acompanhar as investigações e violações de direitos humanos contra os trabalhadores.

Em ambos os casos, ponto pra luta ,ponto pra CUT e muito maravilhoso ter minhas pegadas nessa construção! Acompanhe mais aqui.
P.S - A velha mídia incensou Demóstenes, transformou ele em paladino da moral. Agora, em manchetes e coberturas joga cal sobre o cadáver insepulto como se não tivesse nada com ele. Demóstenes foi cassado ontem no Senado por 56 x 19 votos e 5 abstenções e ficará fora da vida pública até 2027.
quinta-feira, 3 de maio de 2012 4 comentários

Não toque em minha companheira!

Belíssimo trabalho do Waldir Lisboa da Conceição e que decora o gabinete da vereadora  petista de Belém, Milene Lauande.  Compartilhado no feice pelo educador e blogueiro Luís Cavalcante. Uma linda homenagem às mulheres que vêm lutando na vida e na política.


Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu, diz a canção. Tem dias que só a esperança, a fé na vida e na luta coletiva nos sustenta.

Enfrento um dia desses, após saber que ontem foi descomissionada uma companheira no Banpará, o banco  do povo paraense pelo qual lutei tanto e sempre para que permanecesse cada vez mais público e respeitando os direitos dos trabalhadores e do povo paraense.

A perda da comissão é um baque múltiplo. No orçamento significa uma perda de 60% ou mais da remuneração. Faz as contas e imagina o aperreio de ter um corte de 60% num orçamento de uma  família que já equilibra magicamente o orçamento de 100% e isso assim, sem qualquer preparação, da noite pro dia!

A outra e solitária pancada é na autoestima.Sem razão ou explicação, sai um comunicado destituindo o trabalhador e as conversas rolam de mesa em mesa. Fica como um ato de gestão. No caso, de péssima gestão,  pois a companheira – assim como tantos outros bancários descomissionados no Banpará – se qualificou para a função que ocupava, estudou, acumulou saberes, agora todos jogados ao vento.

Como a companheira em questão foi dirigente sindical, militante e com opinião formada, fica muito explícita a retaliação ao seu modo de pensar e de agir, de opinar. É a força do Estado esmagando os direitos de uma trabalhadora e não posso concordar ou conivir com esse autoritarismo.

Tenho náusea e horror a arbitrariedades, repulsa a seres e medidas autoritárias que roubam os sonhos e tentam esmagar a vida, a liberdade, a democracia.

Lamento e repudio profundamente que essa diretoria do Banpará aja como um trator sem freios por cima da humanidade e dos direitos dos trabalhadores.

Não percebe a atual diretoria do Banpará que governos vêm e vão e isso passa tão rápido. 

Que eles têm uma chance de resgatar direitos, de restituir a cidadania ou de entrarem para a história pela porta dos fundos, como massacradores de gente. E que tudo na vida tem retorno. Meu paizinho – que hoje comemora no céu seu aniversário sempre dizia: “Não tem mal que dure pra sempre”.

Vocês passarão, diretores e diretoras que estão hoje à frente do Banpará, a bom cometer atrocidades.

Com muita convicção, resistirei sempre a desmandos. Um deles já me atingiu em cheio em 2007. Não quero e não aceitarei calada e sem lutar contra injustiças como a praticada contra minha companheira que só quis na vida seguir uma carreira no banco e ser feliz.

Deixo pra vocês um poema que me consola um pouco e um texto que escrevi neste blog em março de 2007, quando o mesmo ranço do autoritarismo me atingiu em cheio e só não despedaçou porque encontrei mãos amigas que me permitiram recompor o orçamento e a dignidade.

Força, minha companheira! Estamos juntas em mais essa luta!
                                                                        ***

Esperança
(Mário Quintana)


Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...


***
E o texto que escrevi em 2007, atualíssimo:

NÃO TOQUE EM MEU COMPANHEIRO


Não sei se é pelos primórdios do petismo, mas como eu gosto da palavra companheiro. 


Aquele que compartilha o pão, o que passa o sufoco junto, o que ajuda a construir pontes, o que chora quando a gente está triste e gargalha quando obtemos uma vitória que pode até ser gita, mas que a gargalhada logo eleva à condição de gigante.O que compartilha as dores e os amores.


Tenho companheiros em muitas arquibancadas. Não são muitos, mas parece uma legião, tamanha é a força e unidade deles quando resolvem compartilhar o pão.


O pão da vez é a ditadura que se instalou na empresa em que trabalho e que acabou me atingindo em cheio dia 23 de março de 2007.Assim, sem que nem por quê. Até porque ditadura, como é golpe, não se dá ao trabalho de dar explicação. Apenas executa, com o tom sombrio da arbitrariedade.


Lembro que a Caixa Econômica, em tempos passados, fez uma onda braba contra bancários que acabaram sendo demitidos. 


A Fenae - Federação das Associações de Pessoal da Caixa, se colocou ao lado dos funcionários demitidos e na peça de resistência lançou uma linda mensagem assim: Não toque em meu companheiro. O companheiro era simbolizado por uma flor despedaçada no caule e que mão cuidadosa protegia para amparar e manter em pé a flor já brutalmente agredida.


A campanha foi vitoriosa, os bancários foram reintegrados e aquela flor acolhida com a ternura do coração ficou gravada na memória da minha pele. Para sempre.


Então, quando leio, vejo ou pressinto injustiças, me vem à mente aquela flor cortada, mas acolhida pela generosidade. A mesma que me sustenta neste difícil momento em que, mais uma vez, ajudada por companheiros, estou pulando uma grande fogueira.

terça-feira, 6 de março de 2012 0 comentários

Redes sociais rompem o cordão de isolamento em total solidariedade a Lúcio Flávio Pinto

Hoje, às 18 horas, tem, ato público e debate sobre liberdade de expressão e solidariedade ao jornalista Lúcio Flávio Pinto, em Belém, à Rua Domingos Marreiros, 690, no bairro do Umarizal. 

Quem não puder estar no evento, pode acompanhar pela internet, pegando o linque no blog http://somostodoslucioflaviopinto.wordpress.com/

Para acompanhar a polêmica mais recente, cliquena imagem e leia o que o juiz Amílcar Guimarães disse sobre Lúcio Flávio, Sarney e judiciário em seu facebook:



Leia também a resposta da jornalista Ana Célia Pinheiro, dona do provocante blog Perereca da vizinha:




Aparentemente, o juiz Amilcar Guimarães é um sujeito inteligente, bem humorado e dono de um comportamento que é até de se comemorar: longe de se esconder atrás da toga ou de distribuir ameaças de processos judiciais, prefere é esculhambar, via rede sociais, quando se sente ofendido.
  
É uma atitude bem diferente daquela que costumamos ver na maioria dos nossos magistrados, especialmente, no estado do Pará.

Por vezes, recorrem até à censura – ainda que ela seja imoral e ilegal – agindo como verdadeiros marginais, já que não respeitam a Lei.

Por vezes, tratam de ajuizar ações por dano moral, cujo desfecho toda a sociedade é capaz de antecipar, tendo em vista o espírito de corpo da Magistratura.

Daí que é preciso saudar, em vez de condenar,  a atitude do juiz Amilcar Guimarães, que preferiu desancar o jornalista Lúcio Flávio Pinto através do Facebook.

Assim, o cidadão Amilcar Guimarães abriu a possibilidade para um debate democrático acerca da sentença que proferiu, em 2006, na qual Lúcio Flávio Pinto foi condenado a indenizar o megagrileiro, hoje já falecido, Cecílio de Rego Almeida.

Podemos discordar dos termos que usou para se referir a Lúcio, chamando-o de “bestalhão” e de “pateta”, por exemplo.

Podemos achar deplorável que Amilcar, um juiz, considere justificável a agressão física  de Ronaldo Maiorana contra Lúcio Flávio Pinto.

Mas não podemos é cercear o direito de manifestação do magistrado, inclusive com ameaças de levá-lo às barras do CNJ por causa disso.

Isto posto vamos, então, ao “desabafo” do magistrado.

Em primeiro lugar é lamentável que qualquer cidadão, especialmente, um juiz, considere merecidos os “sopapos no meio da fuça” aplicados em Lúcio Flávio Pinto por Ronaldo Maiorana.

Se Ronaldo se sentiu ofendido, que encaminhasse uma carta ao jornal de Lúcio, o Jornal Pessoal, ou até recorresse à Justiça. Mas agredir fisicamente um jornalista só porque ele publicou uma informação, aí já é mais que demais.

Informação é um bem público; a liberdade de imprensa é cláusula pétrea, sagrada, da Constituição. A ninguém é dado reprimir, suprimir ou ameaçar de qualquer forma tal direito, duramente conquistado pelas sociedades humanas.

Além disso, é função da Justiça punir comportamentos violentos, como o de Ronaldo Maiorana naquela ocasião.

Daí que ao fazer apologia desse tipo de selvageria, o juiz Amilcar Guimarães demonstra que precisa urgentemente rever os seus conceitos, eis que não se pode estar nos dois lados ao mesmo tempo: ou se é favor ou contra o estado democrático de direito. É simples assim.

Em suma: Amilcar  deveria era se desculpar publicamente pelo péssimo exemplo aos demais cidadãos.

Em segundo lugar,  ninguém discute o direito de Cecílio Rego Almeida ter recorrido à Justiça. O que se discute é a decisão da Justiça de condenar um jornalista por divulgar informações - e num caso comprovado de grilagem de terras públicas.

Daí que não tem sentido a desculpa esfarrapada de Amilcar de que, dada a infinidade de recursos da Justiça brasileira, tudo o que um juiz de primeiro grau faz é um “projeto de decisão”.

Data vênia, isso é papo furado.  Uma decisão em primeiro grau não tem tamanha “desimportância” e, muitas vezes, acaba é sendo determinante para o curso processual.

Assim, não adianta o juiz Amilcar Guimarães querer diminuir a sua participação nessa condenação absolutamente vergonhosa do jornalista Lúcio Flávio Pinto. Uma condenação que colocou no banco dos réus, de uma vez por todas, o próprio Judiciário paraense.

De igual forma, não adianta o magistrado querer  creditar a indignação da sociedade paraense à uma  atitude “politicamente insana”, como se estivéssemos “hipnotizados” por uma batalha do dragão da maldade contra o santo guerreiro; ou seja, como se o nosso comportamento fosse puramente emocional e até “primitivo”.

Não há nada de emocional na grande corrente de solidariedade em torno de Lúcio.

Ninguém está com “peninha” do Lúcio, o “coitadinho”, a “irmã Dorothy do jornalismo paraense”.

A questão aqui é muito mais profunda; não tem nada a ver com essa babaquice de bem contra o mal.

Trata-se, em verdade, da luta da sociedade paraense pela Democracia; por direitos fundamentais de todos nós: à Expressão, à Informação, à Legalidade, à Justiça.

Como condenar um jornalista por noticiar o roubo de terras públicas?

Como condenar um cidadão por chamar de pirata fundiário alguém que é flagrado pilhando, se apropriando de milhões de hectares pertencentes a toda a sociedade?

Ou será que agora a imprensa terá de indenizar o Fernandinho Beira Mar por chamá-lo de bandido?

Então, quem deveria ter sido condenado era Cecílio Rego Almeida – e não Lúcio Flávio Pinto.

Mas o Judiciário paraense, a começar pelo doutor Amilcar Guimarães, resolveu perverter a lógica e agir à margem da Lei.

Além disso, causa espécie que o doutor Amilcar Guimarães tenha visto tamanha ofensa na expressão pirata fundiário, quando ele mesmo, Amilcar, em seu Facebook, diz que o presidente do Senado, José Sarney, assalta, há 50 anos, os cofres públicos...

Quer dizer: o doutor Amilcar pode chamar Sarney de assaltante, mas o jornalista Lúcio Flávio Pinto não pode chamar Cecílio de Rego Almeida de pirata fundiário?

Quanto às motivações do doutor Amilcar Guimarães para tão impressionante sentença, ele tem todo o direito de se sentir ofendido por insinuarem, segundo diz, que ela teria decorrido de corrupção.

No entanto, o douto magistrado há de convir que tais suspeitas não nasceram do nada, mas, do comportamento de alguns de seus pares.

Daí que deveria voltar a sua artilharia não contra Lúcio Flávio Pinto, mas, contra todos aqueles magistrados que emporcalham o Judiciário paraense.

Por fim, é certo que convicções retrógradas, como a do doutor Amilcar Guimarães, não são passíveis de condenação judicial e nem podem ser simplesmente suprimidas.

No entanto, quem as defende não pode imaginar que escapará ao julgamento daqueles que lutamos – e somos a maioria – por um Pará verdadeiramente democrático.

Quem foi condenado não foi simplesmente o cidadão Lúcio Flávio Pinto, mas, a própria Constituição.

E é por tal crime, de lesa-Constituição, que têm de responder perante a sociedade o doutor Amilcar e o Judiciário paraense, no presente e no futuro.


E leia a resposta de Lúcio Flávio Pinto ao blog da Perereca da Vizinha:


“Prezada Ana Célia
 
Eu representei contra o juiz Amílcar Roberto Bezerra Guimarães em 2006. Ele fraudou a sentença com a qual me condenou. Não vem ao caso o conteúdo da decisão: ele já não tinha a tutela jurisdicional sobre o processo, que era da competência da juíza Luzia dos Santos. Quando Amílcar prolatou a sentença, a juíza já estava havia dois dias no comando da 4ª vara cível, que Amílcar foi autorizado a ocupar por apenas dois dias, dos quais só funcionou em um. Nesse único dia mandou buscar no cartório um único processo, o meu, dentre centenas de outros.

 
Minha representação foi aceita pela corregedora de justiça, Carmencin Cavalcante. Ao se defender, o juiz me acusou de covarde e usou outros impropérios do mesmo quilate. E declarou que, sim, tinha interesse pessoal na causa. Com isso, a relatora-corregedora propôs a instauração de processo administrativo disciplinar. Mas o Tribunal Pleno, comandado pelo desembargador Milton Nobre, graças a um ardil no encaminhamento dos processos que votou, e a conivência de vários desembargadores na trama, rejeitou o longo e bem fundamentado voto da relatora e o PAD. Mesmo com todas as provas do desequilíbrio, da parcialidade e do interesse pessoal do juiz, além do fato de que ele perdera a identidade física com o processo. A juíza legal era a dra. Luzia. Ele era o embuste, tão pirata quanto o grileiro.

 
Com sua inteligência e todos os predicados que você destacou, esse juiz é uma vergonha para o judiciário paraense e brasileiro. Se ele sofre de incontinência verbal, se confunde sua pessoa e os seus interesses com o exercício do ofício de julgador, se olha a quem julga antes de julgar, se descrê no poder do qual faz parte, se considera essa vergonhosa punição da aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço uma benesse (e é a pena máxima que cabe a um juiz, profissional da carreira jurídica, a mais bem aquinhoada de todo o serviço público), o que faz esse homem todos os dias como titular de uma vara da justiça estatal?

 
Nenhuma vez eu disse que ele cobrou uma comissão sobre o valor da causa, o que seria uma ofensa à sua inteligência, que de fato ele tem. O grileiro nem fixou a verba indenizatória, deixando, espertamente, que o juiz a definisse. Estabelecê-la num patamar abusivo, como aconteceu recentemente no Equador, seria auto-desmoralização (lá o presidente-vítima teve que voltar atrás, tal a ignomínia) e prova de burrice.


Se tivesse provas de que o juiz cobrou propina para lavrar aquela sentença sórdida, eu diria. O que eu disse é que ele ignorou as provas dos autos e sentenciou contra elas. Isso ele próprio confessou na informação à corregedora. Já tinha a tese na cabeça. Quando viu a oportunidade de transformá-la numa sentença, não hesitou. Mas tenho informações suficiente para levantar a hipótese de que esse interesse foi súbito, inspirado durante um jogo de tênis na Assembléia Paraense, para o qual me desafiou agora. Quando ele me mandou por e-mail essa nojeira toda que postou no facebook, eu lhe perguntei: qual foi o resultado desse jogo, travado na véspera da fatídica sexta-feira? Ele não respondeu. Não respondeu às duas mensagens que lhe enviei.
 
Você, com sua experiência, e consultando a de todos os colegas do hemisfério norte ou sul, já viu um juiz substituto pedir um processo de 400 páginas para sentenciar no lugar do titular, quando já eram mais de 10 horas da manhã daquela sexta-feira, 17 de junho de 2006, seu último (e primeiro) dia na função, sabendo que às 8 da manhã a titular estaria de volta? E se de fato o juiz não tivesse forjado uma data falsa na sentença, como ele poderia dar uma sentença de cinco laudas e meia, a partir de um processo tão complicado, até as oito da noite dessa mesma sexta-feira, quando termina o expediente forense? E, além da audácia de fraudar a data da sentença, ter a petulância (ou arrogância, ou qualquer outra ânsia) de sentenciar um processo cuja tramitação fora suspensa por um agravo de instrumento que interpus junto à instância superior e que ainda não havia sido devolvido à jurisdição de origem?

 
Consulte todos os advogados do forum de Belém atrás de um caso similar e o relate neste seu blog.
O doutor Amílcar Roberto Bezerra Guimarães é indigno da toga que veste, do salário que recebe e dos poderes que a sociedade lhe conferiu, por inadvertência, e lhe são renovados, por conivência dos seus pares e emulação dos seus acólitos (ou aproveitadores), alguns dos quais apagam sua participação no facebook ao perceber que o caldo entornou, mais uma vez fugindo covardemente das suas responsabilidades. Se ele quer ser esse cidadão destrambelhado, defensor da violência para resolver as diferenças e da ofensa ao oposto como critério da verdade, que não espere pela punição do CNJ. Peça logo demissão. Não merece as considerações que você lhe fez porque todos nós, personagens públicos, devemos respeito e consideração ao público, à sociedade. Ele é um deboche.

 
Um abraço
Lúcio Flávio Pinto"
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 0 comentários

Somos todas Lúcio Flávio Pinto!

Na aba direita do meu blog, você encontrará um pedido de ajuda financeira ao jornalista Lúcio Flávio Pinto, editor do Jornal Pessoal há 24 anos, idade do meu filho caçula.

Pode depositar qualqiuer valor, qualquer quantia, por menor que seja, na conta 22.108-2 da agência 3024-4 do Banco do Brasil, em nome de  Pedro Carlos de Faria Pinto, irmão do Lúcio.


A causa é nobre: ajudar o Lúcio Flávio a pagar uma indenização a um megagrileiro que ele denunciou através do Jornal Pessoal.

O próprio Lúcio Flávio conta os detalhes dessa violência contra o mais elementar direito humano e às liberdades. E há um grupo no facebook denunciando o ataque à liberdade de expressão e construindo uma fenomenal rede solidária.

NOTA AO PÚBLICO
CONTRA A INJUSTIÇA

No dia 7 o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Ari Pargendler, decidiu negar seguimento ao recurso especial que interpus contra decisão da justiça do Pará. Nos dois graus de jurisdição (no juízo singular e no tribunal), o judiciário paraense me condenou a indenizar o empresário Cecílio do Rego Almeida por dano moral.

O dono da Construtora C. R. Almeida, uma das maiores empreiteiras do país, se disse ofendido porque o chamei de “pirata fundiário”, embora ele tenha se apossado de uma área de quase cinco milhões de hectares no vale do rio Xingu, no Pará. A justiça federal de 1ª instância anulou os registros imobiliários dessas terras, por pertencerem ao patrimônio público.

O presidente do STJ não recebeu meu recurso “em razão da deficiente formação do instrumento; falta cópia do inteiro teor do acórdão recorrido, do inteiro teor do acórdão proferido nos embargos de declaração e do comprovante de pagamento das custas do recurso especial e do porte de remessa e retorno dos autos”. Ou seja: o agravo de instrumento não foi recebido na instância superior por falhas formais na juntada dos documentos que teriam que acompanhar o recurso especial.

O despacho foi publicado no Diário Oficial eletrônico do STJ no dia 13. A partir daí eu teria prazo para entrar com um recurso contra o ato do ministro. Ou então através de uma ação rescisória. O artigo 458 do Código de Processo Civil a prevê nos seguintes casos:

“Se verificar que foi dada por prevaricação, concussão ou corrupção do juiz; proferida por juiz impedido ou absolutamente incompetente; resultar de dolo da parte vencedora em detrimento da parte vencida, ou de colusão entre as partes, a fim de fraudar a lei; ofender a coisa julgada; violar literal disposição de lei; se fundar em prova, cuja falsidade tenha sido apurada em processo criminal ou seja provada na própria ação rescisória; depois da sentença, o autor obtiver documento novo, cuja existência ignorava, ou de que não pôde fazer uso, capaz, por si só, de Ihe assegurar pronunciamento favorável; houver fundamento para invalidar confissão, desistência ou transação, em que se baseou a sentença; fundada em erro de fato, resultante de atos ou de documentos da causa”.

Como o ministro do STJ negou seguimento ao agravo, a corte não pode apreciar o mérito do recurso especial. A única sentença de mérito foi a anterior, do Tribunal de Justiça do Estado, que confirmou minha condenação, imposta pelo juiz substituto (não o titular, portanto, que exerceu a jurisdição por um único dia) de uma das varas cíveis do fórum de Belém. Com a ação, o processo seria reapreciado.

Advogados que consultei me recomendaram esse caminho, muito trilhado em tais circunstâncias. Mas eu teria que me submeter outra vez a um tribunal no qual não tenho mais fé alguma. É certo que nele labutam magistrados e funcionários honestos, sérios e competentes. Também é fato que alguns dos magistrados que agiram de má fé contra mim já foram aposentados, com direito a um fare niente bem remunerado – e ao qual não fizeram jus.

Mas também é verdade que, na linha de frente e agindo poderosamente nos bastidores, um grupo de personagens (para não reduzi-lo a uma única figura fundamental) continua disposto a manter a condenação, alcançada a tanto custo, depois de uma resistência extensa e intensa da minha parte.

Esse grupo (e, sobretudo, esse líder) tem conseguido se impor aos demais de várias maneiras, ora pela concessão de prêmios e privilégios ora pela pressão e coação. Seu objetivo é me destruir. Tive a audácia de contrariar seus propósitos e denunciar algumas de suas manobras, como continuo a fazer, inclusive na edição do meu Jornal Pessoal que irá amanhã às ruas.

A matéria de capa denuncia a promoção ao desembargo de uma juíza, Vera Souza, que, com o concurso de uma já desembargadora, Marneide Merabet, ia possibilitar que uma quadrilha de fraudadores roubasse 2,3 bilhões de reais da agência central de Belém do Banco do Brasil.

A mesma quadrilha tentou, sem sucesso, aplicar o golpe em Maceió, Florianópolis e Brasília. Foi rechaçada pelas justiças locais. Em Belém encontrou abrigo certo. Afinal, também não foi promovida ao topo da carreira uma juíza, Maria Edwiges de Miranda Lobato, que mandou soltar o maior traficante de drogas do Norte e Nordeste do país. O ato foi revisto, mas a polícia não conseguiu mais colocar as mãos no bandido e no seu guarda-costas. Punida com mera nota de censura reservada, a magistrada logo em seguida subiu ao tribunal.

Foi esse o tribunal que teve todas as oportunidades de reformar a iníqua, imoral e ilegal sentença dada contra mim por um juiz que só atuou na vara por um dia, só mandou buscar um processo (o meu), processo esse que não estava pronto para ser sentenciado (nem todo numerado se achava), levou os autos por sua casa no fim de semana e só o devolveu na terça-feira, sem se importar com o fato de que a titular da vara (que ainda apreciava a questão) havia retornado na véspera, deixando-o sem autoridade jurisdicional sobre o feito. Para camuflar a fraude, datou sua sentença, de quatro laudas, em um processo com mais de 400 folhas, com data retroativa à sexta-feira, quatro dias antes. Mas não pôde modificar o registro do computador, que comprovou a manobra.

De posse de todos os documentos atestando os fatos, pedi à Corregedoria de Justiça a instauração de inquérito contra o juiz Amílcar Bezerra. A relatora, desembargadora Carmencim Cavalcante, acolheu meu pedido. Mas seus pares do Conselho da Magistratura o rejeitaram. Eis um caso a fortalecer as razões da Corregedora Nacional de Justiça, Eliana Calmon, contra o corporativismo, que protege os bandidos de toga.

Apelei para o tribunal, com farta documentação negando a existência do ilícito, já que a grilagem de terras não só foi provada como o próprio judiciário paraense demitira, por justa causa, os serventuários de justiça que dela foram cúmplices no cartório de Altamira. O escândalo se tornara internacional e, por serem federais partes das terras usurpadas, o interesse da União deslocou o feito para a justiça federal, que acolheu as razões do Ministério Público Federal e anulou os registros fraudulentos no cartório de Altamira, decisão ainda pendente de recurso.

O grileiro morreu em maio de 2008. Nesse momento, vários dos meus recursos, que esgotavam os instrumentos de defesa do Código de Processo Civil, estavam sendo sucessivamente rejeitados. Mas ninguém se habilitou a substituir C. R. Almeida. Nem herdeiros nem sucessores. Sua advogada continuou a funcionar no processo, embora a morte do cliente cesse a vigência do contrato com o patrono. E assim se passaram dois anos sem qualquer manifestação de interesse pela causa por parte daqueles que podiam assumir o pólo ativo da ação, mas a desertaram.

A deserção foi reconhecida pelo juiz titular da 10ª vara criminal de Belém, onde o mesmo empreiteiro propusera uma ação penal contra mim, com base na extinta Lei de Imprensa. Passado o prazo regulamentar de 60 dias (e muitos outros 60 dias, até se completarem mais de dois anos), o juiz declarou minha inimputabilidade e extinguiu o processo, mandando-o para o seu destino: o arquivo (e, no futuro, a lata de lixo da história).

Na instância superior, os desembargadores se recusavam a reconhecer o direito, a verdade e a lei. 

Quando a apelação estava sendo apreciada e a votação estava empatada em um voto, a 
desembargadora Luzia Nadja do Nascimento a desempatou contra mim, selando a sorte desse recurso.

A magistrada não se considerou constrangida pelo fato de que seu marido, o procurador de justiça Santino Nascimento, ex-chefe do Ministério Público do Estado, quando secretário de segurança pública, mandou tropa da Polícia Militar dar cobertura a uma manobra de afirmação de posse do grileiro sobre a área cobiçada. A cobertura indevida foi desfeita depois que a Polícia Federal interveio, obrigando a PM a sair do local.

Pior foi a desembargadora Maria Rita Xavier. Seu comportamento nos autos se revelou tão tendencioso que argüi sua suspeição. Ao invés de decidir de imediato sobre a exceção, ela deu sumiço à minha peça, que passei a procurar em vão. Não a despachou, não suspendeu a instrução processual e não decidiu se era ou não suspeita. Ou melhor: decidiu pelos fatos, pois continuou impávida à frente do processo.

Meus recursos continuaram a ser indeferidos ou ignorados, quando alertava a relatora e os desembargadores aos quais meus recursos foram submetidos sobre a ausência do pólo ativo da ação e de poderes para a atuação da ex-procuradora do morto, que, sem esses poderes, contra-arrazoava os recursos.

Finalmente foi dado prazo para a habilitação, não cumprido. E dado novo prazo, que, afinal, contra a letra da lei, permitiu aos herdeiros de C. R. Almeida dar andamento ao processo (e manter o desejo de ficar com as terras) para obter minha condenação. Nesse martírio não lutei contra uma parte, mas contra duas, incluindo a que devia ser arbitral.

Voltar a ela, de novo? Mas com que crença? Quando, quase 20 anos atrás, me apresentei voluntariamente em cartório, sem esperar pela citação do oficial de justiça (gesto que causou perplexidade no fórum, mas que repeti outras vezes) para me defender da primeira das 33 ações sucessivamente propostas contra mim (19 delas pelos donos do maior conglomerado de comunicação da Amazônia, afiliado à Rede Globo de Televisão), eu acreditava na justiça do meu Estado.

Continuo a crer em muitos dos seus integrantes. Mas não na estrutura de poder que nela funciona, conivente com a espoliação do patrimônio público por particulares como o voraz pirata fundiário Cecílio do Rego Almeida.

Por isso, decidi não mais recorrer. Se fui submetido a um processo político, que visa me destruir, como personagem incômodo para esses bandidos de toga e as quadrilhas de assalto ao bem coletivo do Pará, vou reagir a partir de agora politicamente, nos corretos limites da verdade e da prova dos fatos, que sempre nortearam meu jornalismo em quase meio século de existência.

Declaro nesta nota suspeito o Tribunal de Justiça do Estado do Pará, que não tem condições de me proporcionar o devido processo legal, com o contraditório e a ampla defesa, que a Constituição do Brasil me confere, e decide a revelia e contra os fatos.

Se o tribunal quer minha cabeça, ofereço-a não para que a jogue fora, mas para que, a partir dela, as pessoas de bem reajam a esse cancro que há muitos anos vem minando a confiabilidade, a eficácia e a honorabilidade das instituições públicas no Pará e na Amazônia.

O efeito dessa decisão é que, finalmente, para regozijo dos meus perseguidores, deixarei de ser réu primário. Num país em que fichas de pessoas se tornam imundas pelo assalto aos cofres do erário, mas são limpas a muito poder e dinheiro, serei ficha suja por defender o que temos de mais valioso em nosso país e em nossa região.

Como já há outra ação cível – também de indenização – em fase de execução, a perda da primariedade me causará imensos transtornos. Mas, como no poema hindu, se alguém tem que queimar para que se rompam as chamas, que eu me queime.

Não pretendo o papel de herói (pobre do país que precisa dele, disse Bertolt Brecht pela boca de Galileu Galilei). Sou apenas um jornalista. Por isso, preciso, mais do que nunca, do apoio das pessoas de bem. Primeiro para divulgar essas iniqüidades, que cerceiam o livre direito de informar e ser informado, facilitando o trabalho dos que manipulam a opinião pública conforme seus interesses escusos.

Em segundo lugar, para arcar com o custo da indenização. Infelizmente, no Pará, chamar o grileiro de grileiro é crime, passível de punição. Se o guardião da lei é conivente, temos que apelar para o samba no qual Chico Buarque grita: chame o ladrão, chame o ladrão.

Quem quiser me ajudar pode depositar qualquer quantia na conta 22.108-2 da agência 3024-4 do Banco do Brasil, em nome do meu querido irmão Pedro Carlos de Faria Pinto, que é administrador de empresas e fiscal tributário, e assim administrará esse fundo. Essa conta estava em vias de fechamento, mas agora servirá para que se arque com esse constrangedor ônus de indenizar quem nos pilha e nos empobrece, graças à justiça.


Farei outros comunicados conforme as necessidades da campanha que ora se inicia. Espero contar com sugestões, opiniões e avaliações de todos que a ela se incorporarem. Convido-os a esta tarefa difícil e desgastante de não se acomodar na busca de um mundo melhor para todos nós.

Belém (PA), 14 de fevereiro de 2012
LÚCIO FLÁVIO PINTO
Editor do Jornal Pessoal
 
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