sábado, 10 de outubro de 2020 0 comentários

Como inundar a casa e o coração de Círio e primeiro Natal, em meio à pandemia de coronavírus...Nazinha, dai-nos a bênção, Senhora de Nazaré

Com duas tragédias simultâneas no país, Bolsonaro e coronavírus Covid-19, chegamos resistindo neste sábado 10 de outubro de 2020, véspera do Círio de Nazaré, em Belém, a cidade tomada pelos cheiros de maniçoba e pelos diversos sabores da fé, preparativos a toda, porque eis que no domingo  dia 11, acontece o Círio, nosso primeiro Natal, festa de famílias, aconchego. Círio é virtual, com lives musicais espetaculares, mas tem uma romaria de gente que caminha rumo à Basílica de Nazaré, agradecendo as graças recebidas de Nazinha. 

Chego neste Círio toda gratidão, fé, esperança. Ano difícil, de aprendizados na dor, mas também de se livrar do que é tóxico, de resistir,  de viver muito por aplicativos, de fazer negociações fundamentais pelos apps, vencendo a limitação da distância. Ano desafiador, resistente, clamando por unidade real, exigindo solidariedade ativa, rede de proteção e também de escancarar tempo para poesia, plantas, registros, amores diversos, choros, risos idas e vindas,  aconchegos. Um ano de novas prioridades, com a máscara virando  o principal acessório de proteção. E nas mesas e bolsas, álcool em gel e álcool 70% ganhando o espaço principal.

O Natal em pleno outubro joga esperança e alegria em cada casa, em cada canto, celebrações de todos os tipos, cheiro de tucupi, maniçoba, celebração. Sem procissão, porque Covid-19 continua entre nós, infelizmente e já são mais de 150 mil mortos no país. Desejo um Feliz Círio e que Nazinha continue nos abençoando, protegendo e abrindo os caminhos!

#Círio2020







terça-feira, 8 de setembro de 2020 0 comentários

Como se usa a máscara, nestes tempos de coronavírus? Varia de acordo com a negação/aceitação da existência da pandemia

Hoje é minha primeira viagem aérea longa desde março deste ano.Vou a trabalho e com o máximo cuidado possível, torcendo que resiliência e resistência estejam em sintonia fina. Com máscara cobrindo nariz e boca, álcool em gel e pitadas generosas de fé. Parece inacreditável, mas por aplicativos fechamos 3 acordos coletivos no Banpará, diversas reuniões de comitês, e trouxemos pro canto da sala  de casa, o banco, o sindicato, a CUT,o Partido,a família e as situações diferenciadas de colegas bancários. 

A viagem se dá nesta terça, 8 de setembro,no pós feriadão de 7 de Setembro/20 que lotou praias e igarapés no Pará e dia em que CUT e movimentos sociais foram às ruas dizer  ForaBolsonaro de ponta a ponta do país, no Grito dos Excluídos.

Aulas presenciais retornam hoje em Belém e muitas cidades do Pará. Muita gente no país exibindo a estupidez de ser contra a vacina pra proteger da Covid.19 que, mesmo com a real subnotificação, já registra 127.001 óbitos no país e 4.147.598.contaminados. No Pará, 6.269 óbitos e 208.560 casos. Com a boa notícia de que há uma queda na média móvel, pela 2a vez, em todo o país. 

Aliás, o uso da máscara nesta pandemia varia de pessoa pra pessoa de acordo com o que sente em relação ao coronavírus.Tem quem use sempre e corretamente,troque a cada 4 horas, lave, higienize, cuide com zelo de autoproteção e de proteção do próximo. Tem quem  use de acordo com a negação ou aceitação da pandemia, tem quem é culturalmente desleixado e aí,bota no queixo, no pescoço, na mão, no braço.

E assim,vamos vivendo um dia por vez! Celebrando estar viva, com saúde e, ao pisar fora de casa, de máscara! (A imagem é deste 7 de Setembro.20, em Curitiba.PR).



domingo, 16 de agosto de 2020 0 comentários

Qual é a sua história nesses tempos doídos de coronavírus?

Que história tens a contar destes 5 meses de coronavírus, medonha, apavorante moléstia que até 13h deste domingo, 16/ago, já enlutou 107.341 famílias?.Desse número, quase 6 mil no Pará! É muita zica  ter, ao mesmo tempo, duas infelicidades: Bolsonaro e o coronavírus.

 Eu tenho a minha e sei que cada família brasileira tem  uma história pra contar destes tempos de pandemia da Covid 19. São crônicas de dificuldades, temores, reinvenções, fome, dor, choro,  pequenas alegrias, desafios,  partidas,  reencontros, dúvidas, máscaras, lives, fake news, apreensões,  cuidados diários, enfim, a vida sendo vivida  em meio ao sobressalto,ao temor do invisível,  com nenhuma ou quilos de solidariedade. Como sindicalista, ainda acresço a esse rol, defender  intransigentemente a categoria bancária e a classe trabalhadora todos os dias, tarefa não só minha , mas de sindicalistas, esquerdistas, movimento sociais, pessoas de bem deste Brasil.


Por aplicativos comemoramos aniversários, rezando pra internet não cair  na hora dos parabéns.Torcemos por vídeo e zap cada pequena vitória, como participar de uma rifa,falar com alguém que queria colo físico e só poderia ser à distância,um novo curso,um novo amor, um emprego,um nascimento, o anúncio de uma gravidez,uma flor brotando nos jardins. Fizemos reuniões de vários matizes, construímos acordos, proteções.

Minha história nesses 5 meses teve tudo isso e também o ombro amigo do povo que atravessou comigo,em casa, esse período singular de tanto apoio em rede e tanta cumplicidade quieta, alarido.Povo que já se foi. A netinha Sophia foi morar com a mãe dela, o amigo foi pra perto do mar,aqui no Pará. E a amiga, para o frio do sul. Partidas necessárias. Deixaram sulcos, mas são partidas voos. 

Neste domingo, tive a felicidade de abraçar minha mais nova neta, Arya, que completou 7 meses ao lado da vovó e da bisa. Ela foi, mas na casa ficou uma energia de riso, amor, luz, cheirinho de bebê e um reconhecimento e afeto ancestrais.

E você, qual é sua história?




quarta-feira, 15 de julho de 2020 0 comentários

Como será agosto: corona vai embora de vez, ou volta de com força, abatendo famílias e marcando vidas com a dor?

Coronavírus já abateu  mais de 74 mil pessoas em todo o Brasil, na manhã desta 4a-feira, 15/julho/20 e dessas famílias enlutadas, mais de 5 mil no Pará, fico aqui imaginando o que acontecerá em agosto, agora que praias, balneários, restaurantes, bares, tudo está aberto, a fiscalização é uma miragem e o distanciamento, zero. Máscaras ao vento, nos queixos, penduradas. Ou nem isso...

O que teremos em agosto? Uma segunda onda brutal de adoecimentos e óbitos, ou o corona se foi das nossas vidas, aqui no Pará? Não consigo uma resposta, mesmo que a morte pela Covid-19 esteja em queda no Pará, assim como  a procura por postos de saúde tenha reduzido muito.

As indagações que me faço são muitas, enquanto destravo o broguito e vou passando nos sites, Twitter de quem estuda os números,  busca soluções para combater o corona. Deixo Bolsonaro de lado, pois ele é inimigo da vida e da saúde.

Vamos que vamos, pois dias 17 e 18 temos a conferência Nacional da categoria bancária e já na semana seguinte, inicia o processo de negociação com banqueiros e dirigentes de bancos públicos. Estarei, de novo, na mesa de negociação com o Banpará. 

Enquanto a vacina não chega, o isolamento social está cada dia mais rarefeito, vamos vivendo um dia por vez.

#RasgaCorona 
domingo, 12 de abril de 2020 0 comentários

Como dar abraço, proteção e esperança em tempos de coronavírus. Casal de professores de Cametá dá a letra!

Hoje é Domingo de Páscoa, 12 de abril  de 2020, celebrada junto com a pandemia. Páscoa de celebração na quietude de casa, coração apertado, muita gente querida distante, em meio ao turbilhão das  notícias de pessoas adoecidas, de mortes pela Covid-19, o coronavírus, do acerto de muitos governadores de estados e da insanidade assassina do governo federal. 
O que salva em meio a tudo isso, o que dá um respiro de acalento, é a imensa rede de solidariedade que se constrói a partir de pessoas, sindicatos, associações, comunidades.  

E como Páscoa é renascimento, ressurreição, esperança, vou contar pra vocês a história de Eraldo e Sueli, jovem casal de professores de Cametá.Pa, campus UFPA, que resolveu, sem cobrar nada, fazer uma arma contra o coronavírus, a máscara caseira. Para distribuir  a quem mais precisa. Pedalando na velha máquina, já fizeram quase mil máscaras caseiras. 
Cortando, costurando, higienizando, entregando, foi assim que Sueli e Eraldo encontraram um jeito de abraçar, dar carinho, proteger, estender a mão a quem precisa!

Duas realidades brasileiras: não tem teste suficiente  e nem tem equipamentos de segurança, embora, há dez anos, o Brasil produzisse até submarinos.  Mas um dos equipamentos, a máscara caseira, pode ajudar a não disseminar mais velozmente o coronavírus. Se em cada bairro, em cada município, pontos dessa rede forem se multiplicando, sei que venceremos a dor e o sobressalto que o coronavírus está causando. Eu confio na ação solidária. Nas décadas da minha vida e olhando pra história, o sindicalismo me ensina que a solidariedade efetiva é o que faz a diferença nas crises e nas guerras!

Então, quem quiser contribuir com o casal de professores de Cametá e ampliar a produção de máscaras, a conta é da Caixa
ag 1314 - operação 001
conta 28175-0
No facebook, esta é a conta da Sueli.
💓
Em quarentena e numa home office pesada, resolvo pausar e curtir o Domingo de Páscoa. Amanhã é niver do meu filho do meio e também aniversário do desencarne de papai. E ainda tenho reunião com diretoria do Banpará. 
Pra ir vencendo estes tempos difíceis, tirei como meta: Meditar. Respirar. Ler poesias. Cuidar das plantas. Remexer nos guardados. Mirar o nascer e por do sol. Ligar pra ouvir vozes amadas. Exercitar o ócio, porque tem 1001 atividades mentais e tecnológicas que me deixam ligada direto, lives, noticiário da TV, zaps e Telegram girando loucamente, sem as pausas vitais pra descansar, refletir. Intuição e energia em estado puro e constante. Tem sido assim e crescente meu sentir e agir na pandemia e no distanciamento social. 
#FiquemEmCasa


Pedalando e sendo solidária





domingo, 22 de março de 2020 0 comentários

Agências bancárias são vetores de transmissão do coronavírus. Precisam ser fechadas para proteger a vida!

Interrompi neste domingo 22 de março de 2020, o ano sabático do bloguito, por conta do novo coronavírus, Covid-19, vendo a mortandade brutal na Itália, o crescimento acelerado da pandemia no Brasil e com os casos confirmados em Belém e toda região Norte. Interrompi para, em primeiro lugar, aplaudir profissionais de saúde que todos os dias estão ali, no focinho do vírus (e uma das minhas noras é do time da saúde que  atende o morador de rua), se expondo pra atender, amenizar sofrimento. E correndo risco. Meu aplauso também à imensa solidariedade de Cuba e da China. China que já conseguiu parar a propagação do Covid-19 e está agindo há 4 meses!


Mas a interrupção do ano sabático também se dá pela minha enorme preocupação com a forma criminosa como o presidente Bolsonaro vem tratando o coronavírus, chamando de "gripezinha" e até dando entrevista no Ratinho pra criticar governadores que têm agido:
 - Vão morrer alguns? Sim, vão, mas não podemos deixar esse cima todo que está aí pra prejudicar a economia".  Inacreditável!
Lula, ao contrário, diz: primeiro, salvemos as vidas e depois, cuidemos da economia. Tou nessa vibe.
E rogo aos céus e a quem de direito: interdite já Bolsonaro pra salvar o país!

Agências bancárias são vetores de transmissão - Como sindicalista bancária, e funcionária do Banpará, vejo com extrema preocupação a chegada do dia 25 de março, quarta- feira próxima, quando perto de 200 mil servidores e servidoras públicas lotarão agências e autoatendimentos do Banpará, em busca do salário. O Sindicato enviou carta aberta ao governador Helder Barbalho solicitando:";Decrete, em caráter de urgência, a suspensão do atendimento nas agências bancárias, resguardando somente o essencial, como a compensação bancária, numerário nas máquinas de autoatendimento e atendimento excepcional a quem não tenha cartão eletrônico. É uma medida necessária para obter sucesso no combate ao coronavírus em nossa tão amada terra".

O governo do Pará, ao contrário de Bolsonaro, tem adotado medidas pra conter o avanço do vírus, para proteger os mais desvalidos, mas manter agências  bancárias abertas é estimular o contágio, justo em um momento de cresciment da disseminação, o chamado pico. Com o agravante de que não tem álcool gel na imensa maioria das agências, não tem máscaras e a aglomeração nos ambientes fechados é um convite geral e irrestrito à transmissão do Covid-19! Não esqueçamos que o 2º caso de coronavírus no Pará é de bancária da Caixa.

Caixa, Bradesco e Banpará -O Sindicato dos Bancários do Pará, articulado com o Comando Nacional dos Bancários, tem agido insistentemente junto aos bancos em geral para proteger bancarios, clientes, usuários. Algumas medidas têm sido adotadas, mas insuficientes. O isolamento social precisa acontecer agora e escancarar agências bancárias, é um risco de morte, um atentado à vida! Três bancos aqui no Pará estão com políticas para atrair gente às agências. O Bradesco está num estacionamento de um shopping em Ananindeua cadastrando 10 mil contas de novos clientes, uma média de mil pessoas atendidas por dia.
 Isso precisa parar!
Na Caixa, além da cheia pelo PIS, seguro-desemprego, Paulo Guedes (aff) anunciou R$ 200,00 e as pessoas têm enchido as agências procurando esses R$ 200,00. E o Banpará, como eu já escrevi, tem um pagamento monumental para fazer em 3 dias!

 Não tem como combater, prevenir o coronavírus com as agências hiper lotadas, ou a entrada contingenciada e as pessoas do lado de fora, se aglomerando sob sol ou chuva.
Enquanto sindicato, estamos agindo em todas as frentes de batalha, pressionando os bancos e o governador precisa decretar o fechamento dos bancos, mantendo os autoatendimentos. 
Como diz o Lula, vamos primeiro cuidar das pessoas. 
Vamos proteger a vida! 
E ser solidário com quem está mais fraco, quem precisa mais de nós.
P.S - Quando tudo isso passar, vamos sair às ruas e abraçar todo mundo que lutou junto pra derrubar o vírus. Quero logo abraçar meu povo, minha noritcha Lizoca, meus médicos Paulo Fonteles, Márcio Maués, Isabel Medeiros, a querida Josie Mota e um tantão de gente querida que está na linha de frente do combate.
P.S 2 - Atualizado às 14:45: Bradesco suspendeu hoje o programa Fidelize, cadastramento de 10 mil contas em um estacionamento de shopping.
P.S.3Fenaban/banqueirada chamou nosso Comando Nacional de Bancários pra reunião por vídeo amanhã 11h, dia 23. Bancos precisam fechar e atender só o essencial. Não podem ser vetores de transmissão do coronavírus. Não podem ser pontos de contágio.
É preciso respeitar e garantir a proteção à vida e à saúde de bancários e clientes!
#TMJ
Acrescentar Banpará e BASA



Mensagem do dr Paulo Fonteles e de profissionais de saúde.

sábado, 9 de novembro de 2019 0 comentários

Com Lula, teimosia e esperança foram libertados em 8 de novembro 2019. Feliz Ano Novo, Brasil!

Feliz Ano Novo! 2019 começou ontem, na mais doce sexta-feira deste 2019, 8 de novembro, dia em que Lula foi solto da criminosa e injusta prisão por 580 dias em uma cela da Política Federal de Curitiba.PR, após a decisão do STF - Supremo Tribunal Federal em cumprir a Constituição, num apertado placar de 6 x 5 votos, em 7 de novembro. E foi uma sexta-feira tão cheia de lindas energias, que não apenas quebrou a internet (72% de mensagens #LulaLivreAgora), mas explodiu em abraços, em choros, em risos, em alegria no seu mais puro estado. Era o Ano Novo irrompendo de dentro da gente. Éguaaaaaa! 

 Lula saiu dessa prisão maior do que entrou, se é que isso é possível. Gigante em generosidade, em amor, em falar pros nossos corações,  firme e certeiro na crítica e acolhedor no carinho. Antes de sair, se despediu de cada pessoa de dentro da PF e demonstrou publicamente gratidão ao Acampamento Lula Livre que foi inquebrantável em todas as manhãs, tardes e noites, saudando o presidente, o amigo encarcerado. Ficando ali, junto, no frio e no calor, nas refregas diarias. E selou a liberdade com um beijo na boca da Janja, a namorada descoberta em meio à agonia da arbitrária prisão, porque o Universo  às vezes dá um refresco, no sufoco. 

 A prisão de Lula foi armada e concretizada para que ele para que ele não fosse eleito presidente e os vendilhões do templo pudessem vender as riquezas do país,as empresas públicas, o pré-sal, derrubar os direitos sociais e trabalhistas, acabar com o emprego minimamente decente, arrasar a esperança, incutir o medo, nos deixar menores, encolhidos, infelizes. 

 Quando Lula saiu da cadeia, um farol gigante de luz, de amor e alegria invadiu a gente, em todo o país e fora dele. E foi nas ruas, nosso local de resistência, que nos encontramos, nos abraçamos, choramos e comemoramos a liberdade. A de Lula e a nossa! 

 Feliz Ano Novo, Brasil!💖💖

Ah! e antes que eu esqueça: o bloguito tava em pausa desde 31 de dezembro de 2018.







 
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