segunda-feira, 4 de janeiro de 2021 0 comentários

Sitiada, Cuba produz a própria vacina e ainda vai dar de graça a alguns países. No Pará, vacina contra Covid 19 pode iniciar em fevereiro. Oremos!

 Inveja, raiva e tristeza. Esses são os sentimentos que me tomam cada vez que eu leio, vejo ou escuto que um país x ou y está vacinando contra a Covid 19.

Inveja de quem está sendo imunizada.

Raiva do governo Bolsonaro, Anvisa, de todos que são pedreira no caminho da cura. E raiva de quem votou no anticristo.

Tristeza de ver que o nosso Brasil  está conduzido pela insensibilidade, desumanidade, pra dizer o mínimo!

Ainda bem que o STF (Supremo Tribunal Federal) deu o poder a Estados e municípios de cuidarem de suas populações e aí, governos do Pará, Maranhão, Ceará, só pra citar alguns, têm agido a favor do povo no combate ao coronavírus e em proteção à vida.

No meio de tantas notícias medonhas, duas boas:

* Cuba, sitiada por sanções, produz a própria vacina contra a Covid 19, a Soberana 1 e 2 e, assim que ficar tudo ponto, vai vacinar toda a ilha e distribuir, de graça, a vacina a países caribenhos que têm pouco dindim para comprar o sonhado imunizante. É uma saliência maravilhosa, a de Cuba!

* o Pará, assim como outros Estados, tem um plano B para vacinar a população do Pará: contratou intenção de compra de duas vacinas, a que está sendo produzida pelo Butantan e a do consórcio Covax  Facility . Então, pode ser que em fevereiro tenhamos o comecinho da vacinação no Pará, se a Anvisa não continuar sendo uma barreira mortal.

Rezemos e lutemos!




0 comentários

Quem imaginaria que 2020 seria assim? De aberrações, superações e maravilhosas atitudes diárias de heroísmo real.

 O texto a seguir é do meu filho, Sílvio, no face dele, em 31.dez.20:

  Quem imaginava que há doze meses, numa cidade inimaginável da China, Wuhan, surgiria um novo tipo de gripe, fora de controle, de difícil tratamento, que levou tantos milhares de vidas embora precocemente nesse ano; quem imaginava que isso se espalharia por todo o mundo? Que as capitais mais cobiçadas pelo turismo na Europa fechariam as portas a imigrantes, que as pessoas sucumbiriam sem que houvesse um tratamento eficaz contra o vírus? Provavelmente, quase ninguém. Me sinto pouco à vontade de escrever sobre as perdas, a dor das famílias que não sabiam se aquele parente, amigo ou amado retornaria do hospital.

 Nesse ano eu vi todo tipo de aberração, como um presidente ridicularizar a doença como uma gripezinha, que usar máscara era coisa de 'boiola' (sic!), que o brasileiro tinha que deixar de ser maricas. Vi o Brasil não iniciar os procedimentos para vacinação, ficando atrás de outros países latinos, como Argentina e México.

 Vi o absurdo de criarem desconfianças com essa ou aquela vacina, simplesmente porque foram criadas na China ou na Rússia, numa xenofobia direcionada a dois dos maiores parceiros econômicos do Brasil. Vi isso e muitas outras coisas que não deveriam existir num País democrático e nem em nenhum outro.

 Eu vi um homem negro ser assassinado por um policial americano, por asfixia, com o joelho no pescoço; e um brasileiro ser assassinado de forma parecida, por seguranças do Carrefour.

 Vi transformarem o auxílio emergencial numa crescente volta da inflação, desenfreada, no ponto mais crucial, que é a alimentação. Tudo mais caro, a cada ida no supermercado, o dinheiro valendo menos, já que sempre tem reajuste nos preços, quase semanalmente.

 Muita, mas muita coisa lamentável aconteceu em 2020.

Mas também vi surgirem heróis que sempre estiveram presentes e que nunca haviam sido reconhecidos. Vi médicos receberem o parabéns publicamente, nos prédios lotados de pessoas com medo de sair às ruas; vi, pela primeira vez, pessoas até então não valorizadas no sistema de saúde sendo reconhecidos como heróis, como os enfermeiros, técnicos, auxiliares e atendentes.

 Tenho o prazer e sorte de conviver com uma enfermeira há quase 15 anos e sei como foi árdua a luta, de como foi difícil de vê-la sair pra trabalhar durante o auge da pandemia, sem saber quando chegaria nossa vez de contrair o vírus, que nunca chegou em casa, com a Graça de Deus.

 Vi bancários trabalhando dez, doze horas por dia, também aos sábados, pra dar conta das filas, se arriscando a contrair o vírus, mas com determinação e coragem. Com compromisso não apenas aos seus empregos, mas com a população mais necessitada. Porque é na crise que surgem os verdadeiros heróis. Talvez agora o brasileiro compreenda que herói não é o participante do BBB, nem esse ou aquele cantor, tampouco um jogador de futebol. Podem ser craques, estrelas, feras na bola, mas pra ser herói é preciso um pouco mais, é preciso doação, sem esperar nada em troca, é preciso coragem e, acima de tudo, solidariedade.

 Esse ano de 2020 foi de crise, de dificuldades pra muita gente, um ano de dor pra muitas famílias; mas também um ano de resistência, que serviu pra desmascarar muita gente pequena.

 Meu desejo pra 2021?

Que seja um ano de esperança em dias melhores.


domingo, 3 de janeiro de 2021 0 comentários

Como ter vacina logo e as lutas por auxílio emergencial, democracia, vida, saúde: alguns desafios de 2021, o ano que prolonga 2020

 

Chegamos ao 1º domingo de 2021, 3 de janeiro, no calendário deixando pra trás 2020, um ano pandêmico, no qual quase 200 mil famílias brasileiras choraram a perda, para a Covid.19, de seus  amores, afetos e histórias. 

Um ano dialético, de intenso aprendizado, em que a corda bamba foi só o ponto de partida. Ano em que a ciência se mostrou indispensável, correu com as vacinas e que profissionais de saúde e o velho e bom SUS salvaram milhares de vidas. Ano em que   categoria bancária se mostrou essencial para atender a população, sob imensos riscos, assim como transporte, entregadores de aplicativos, supermercados farmácias, dentre outros. Ano em que, como sindicalista, vivi grande parte por aplicativos, fiz trocentas reuniões, ajudando a construir acordos coletivos para a categoria bancária no Pará. E que fizemos uma eleição nos bancários do Pará por app, com duas chapas e vencendo largamente! Que sobrevivemos!

 Um ano de sobressaltos pois, não bastasse o coronavírus que virou de ponta cabeça nossas vidas e rotinas, termos à frente do governo brasileiro, um insensível que debocha da letalidade do vírus e zomba da dor pessoas. E com este governo federal atuando para atrapalhar as possibilidades de cura, vacina. Iniciamos este 2021 sem seringas e agulhas e também sem a tão essencial prorrogação do auxílio emergencial, única renda de mais de 60 milhões de famílias brasileiras!

 Com zero vacina e zero auxílio, 2020 se foi, mas continuam  os impactos desse ano tormentoso.

Como atravessar 2021 o ano que está chegando com toda a carga de 2020?

  Com a disposição de resistência tecida e aumentada em 2020, tanto a resistência individual, como a coletiva. Tendo solidariedade e sororidade como princípios de vida e como bússola e estandarte o verbo esperançar, ensinado pelo mestre Paulo Freire:

 “ Esperançar é levar adiante

Esperançar é juntar-se com outros

Para fazer de outro modo...”.

 Então, que seja bem chegado 2021!

*      🎊 


P.S.:

O texto a seguir é do meu filho, Sílvio, no face dele, em 31.dez.20:

  Quem imaginava que há doze meses, numa cidade inimaginável da China, Wuhan, surgiria um novo tipo de gripe, fora de controle, de difícil tratamento, que levou tantos milhares de vidas embora precocemente nesse ano; quem imaginava que isso se espalharia por todo o mundo? Que as capitais mais cobiçadas pelo turismo na Europa fechariam as portas a imigrantes, que as pessoas sucumbiriam sem que houvesse um tratamento eficaz contra o vírus? Provavelmente, quase ninguém. Me sinto pouco à vontade de escrever sobre as perdas, a dor das famílias que não sabiam se aquele parente, amigo ou amado retornaria do hospital.

 Nesse ano eu vi todo tipo de aberração, como um presidente ridicularizar a doença como uma gripezinha, que usar máscara era coisa de 'boiola' (sic!), que o brasileiro tinha que deixar de ser maricas. Vi o Brasil não iniciar os procedimentos para vacinação, ficando atrás de outros países latinos, como Argentina e México.

 Vi o absurdo de criarem desconfianças com essa ou aquela vacina, simplesmente porque foram criadas na China ou na Rússia, numa xenofobia direcionada a dois dos maiores parceiros econômicos do Brasil. Vi isso e muitas outras coisas que não deveriam existir num País democrático e nem em nenhum outro.

 Eu vi um homem negro ser assassinado por um policial americano, por asfixia, com o joelho no pescoço; e um brasileiro ser assassinado de forma parecida, por seguranças do Carrefour.

 Vi transformarem o auxílio emergencial numa crescente volta da inflação, desenfreada, no ponto mais crucial, que é a alimentação. Tudo mais caro, a cada ida no supermercado, o dinheiro valendo menos, já que sempre tem reajuste nos preços, quase semanalmente.

 Muita, mas muita coisa lamentável aconteceu em 2020.

Mas também vi surgirem heróis que sempre estiveram presentes e que nunca haviam sido reconhecidos. Vi médicos receberem o parabéns publicamente, nos prédios lotados de pessoas com medo de sair às ruas; vi, pela primeira vez, pessoas até então não valorizadas no sistema de saúde sendo reconhecidos como heróis, como os enfermeiros, técnicos, auxiliares e atendentes.

 Tenho o prazer e sorte de conviver com uma enfermeira há quase 15 anos e sei como foi árdua a luta, de como foi difícil de vê-la sair pra trabalhar durante o auge da pandemia, sem saber quando chegaria nossa vez de contrair o vírus, que nunca chegou em casa, com a Graça de Deus.

 Vi bancários trabalhando dez, doze horas por dia, também aos sábados, pra dar conta das filas, se arriscando a contrair o vírus, mas com determinação e coragem. Com compromisso não apenas aos seus empregos, mas com a população mais necessitada. Porque é na crise que surgem os verdadeiros heróis. Talvez agora o brasileiro compreenda que herói não é o participante do BBB, nem esse ou aquele cantor, tampouco um jogador de futebol. Podem ser craques, estrelas, feras na bola, mas pra ser herói é preciso um pouco mais, é preciso doação, sem esperar nada em troca, é preciso coragem e, acima de tudo, solidariedade.

 Esse ano de 2020 foi de crise, de dificuldades pra muita gente, um ano de dor pra muitas famílias; mas também um ano de resistência, que serviu pra desmascarar muita gente pequena.

 Meu desejo pra 2021?

Que seja um ano de esperança em dias melhores.

 

sábado, 10 de outubro de 2020 0 comentários

Como inundar a casa e o coração de Círio e primeiro Natal, em meio à pandemia de coronavírus...Nazinha, dai-nos a bênção, Senhora de Nazaré

Com duas tragédias simultâneas no país, Bolsonaro e coronavírus Covid-19, chegamos resistindo neste sábado 10 de outubro de 2020, véspera do Círio de Nazaré, em Belém, a cidade tomada pelos cheiros de maniçoba e pelos diversos sabores da fé, preparativos a toda, porque eis que no domingo  dia 11, acontece o Círio, nosso primeiro Natal, festa de famílias, aconchego. Círio é virtual, com lives musicais espetaculares, mas tem uma romaria de gente que caminha rumo à Basílica de Nazaré, agradecendo as graças recebidas de Nazinha. 

Chego neste Círio toda gratidão, fé, esperança. Ano difícil, de aprendizados na dor, mas também de se livrar do que é tóxico, de resistir,  de viver muito por aplicativos, de fazer negociações fundamentais pelos apps, vencendo a limitação da distância. Ano desafiador, resistente, clamando por unidade real, exigindo solidariedade ativa, rede de proteção e também de escancarar tempo para poesia, plantas, registros, amores diversos, choros, risos idas e vindas,  aconchegos. Um ano de novas prioridades, com a máscara virando  o principal acessório de proteção. E nas mesas e bolsas, álcool em gel e álcool 70% ganhando o espaço principal.

O Natal em pleno outubro joga esperança e alegria em cada casa, em cada canto, celebrações de todos os tipos, cheiro de tucupi, maniçoba, celebração. Sem procissão, porque Covid-19 continua entre nós, infelizmente e já são mais de 150 mil mortos no país. Desejo um Feliz Círio e que Nazinha continue nos abençoando, protegendo e abrindo os caminhos!

#Círio2020







terça-feira, 8 de setembro de 2020 0 comentários

Como se usa a máscara, nestes tempos de coronavírus? Varia de acordo com a negação/aceitação da existência da pandemia

Hoje é minha primeira viagem aérea longa desde março deste ano.Vou a trabalho e com o máximo cuidado possível, torcendo que resiliência e resistência estejam em sintonia fina. Com máscara cobrindo nariz e boca, álcool em gel e pitadas generosas de fé. Parece inacreditável, mas por aplicativos fechamos 3 acordos coletivos no Banpará, diversas reuniões de comitês, e trouxemos pro canto da sala  de casa, o banco, o sindicato, a CUT,o Partido,a família e as situações diferenciadas de colegas bancários. 

A viagem se dá nesta terça, 8 de setembro,no pós feriadão de 7 de Setembro/20 que lotou praias e igarapés no Pará e dia em que CUT e movimentos sociais foram às ruas dizer  ForaBolsonaro de ponta a ponta do país, no Grito dos Excluídos.

Aulas presenciais retornam hoje em Belém e muitas cidades do Pará. Muita gente no país exibindo a estupidez de ser contra a vacina pra proteger da Covid.19 que, mesmo com a real subnotificação, já registra 127.001 óbitos no país e 4.147.598.contaminados. No Pará, 6.269 óbitos e 208.560 casos. Com a boa notícia de que há uma queda na média móvel, pela 2a vez, em todo o país. 

Aliás, o uso da máscara nesta pandemia varia de pessoa pra pessoa de acordo com o que sente em relação ao coronavírus.Tem quem use sempre e corretamente,troque a cada 4 horas, lave, higienize, cuide com zelo de autoproteção e de proteção do próximo. Tem quem  use de acordo com a negação ou aceitação da pandemia, tem quem é culturalmente desleixado e aí,bota no queixo, no pescoço, na mão, no braço.

E assim,vamos vivendo um dia por vez! Celebrando estar viva, com saúde e, ao pisar fora de casa, de máscara! (A imagem é deste 7 de Setembro.20, em Curitiba.PR).



domingo, 16 de agosto de 2020 0 comentários

Qual é a sua história nesses tempos doídos de coronavírus?

Que história tens a contar destes 5 meses de coronavírus, medonha, apavorante moléstia que até 13h deste domingo, 16/ago, já enlutou 107.341 famílias?.Desse número, quase 6 mil no Pará! É muita zica  ter, ao mesmo tempo, duas infelicidades: Bolsonaro e o coronavírus.

 Eu tenho a minha e sei que cada família brasileira tem  uma história pra contar destes tempos de pandemia da Covid 19. São crônicas de dificuldades, temores, reinvenções, fome, dor, choro,  pequenas alegrias, desafios,  partidas,  reencontros, dúvidas, máscaras, lives, fake news, apreensões,  cuidados diários, enfim, a vida sendo vivida  em meio ao sobressalto,ao temor do invisível,  com nenhuma ou quilos de solidariedade. Como sindicalista, ainda acresço a esse rol, defender  intransigentemente a categoria bancária e a classe trabalhadora todos os dias, tarefa não só minha , mas de sindicalistas, esquerdistas, movimento sociais, pessoas de bem deste Brasil.


Por aplicativos comemoramos aniversários, rezando pra internet não cair  na hora dos parabéns.Torcemos por vídeo e zap cada pequena vitória, como participar de uma rifa,falar com alguém que queria colo físico e só poderia ser à distância,um novo curso,um novo amor, um emprego,um nascimento, o anúncio de uma gravidez,uma flor brotando nos jardins. Fizemos reuniões de vários matizes, construímos acordos, proteções.

Minha história nesses 5 meses teve tudo isso e também o ombro amigo do povo que atravessou comigo,em casa, esse período singular de tanto apoio em rede e tanta cumplicidade quieta, alarido.Povo que já se foi. A netinha Sophia foi morar com a mãe dela, o amigo foi pra perto do mar,aqui no Pará. E a amiga, para o frio do sul. Partidas necessárias. Deixaram sulcos, mas são partidas voos. 

Neste domingo, tive a felicidade de abraçar minha mais nova neta, Arya, que completou 7 meses ao lado da vovó e da bisa. Ela foi, mas na casa ficou uma energia de riso, amor, luz, cheirinho de bebê e um reconhecimento e afeto ancestrais.

E você, qual é sua história?




quarta-feira, 15 de julho de 2020 0 comentários

Como será agosto: corona vai embora de vez, ou volta de com força, abatendo famílias e marcando vidas com a dor?

Coronavírus já abateu  mais de 74 mil pessoas em todo o Brasil, na manhã desta 4a-feira, 15/julho/20 e dessas famílias enlutadas, mais de 5 mil no Pará, fico aqui imaginando o que acontecerá em agosto, agora que praias, balneários, restaurantes, bares, tudo está aberto, a fiscalização é uma miragem e o distanciamento, zero. Máscaras ao vento, nos queixos, penduradas. Ou nem isso...

O que teremos em agosto? Uma segunda onda brutal de adoecimentos e óbitos, ou o corona se foi das nossas vidas, aqui no Pará? Não consigo uma resposta, mesmo que a morte pela Covid-19 esteja em queda no Pará, assim como  a procura por postos de saúde tenha reduzido muito.

As indagações que me faço são muitas, enquanto destravo o broguito e vou passando nos sites, Twitter de quem estuda os números,  busca soluções para combater o corona. Deixo Bolsonaro de lado, pois ele é inimigo da vida e da saúde.

Vamos que vamos, pois dias 17 e 18 temos a conferência Nacional da categoria bancária e já na semana seguinte, inicia o processo de negociação com banqueiros e dirigentes de bancos públicos. Estarei, de novo, na mesa de negociação com o Banpará. 

Enquanto a vacina não chega, o isolamento social está cada dia mais rarefeito, vamos vivendo um dia por vez.

#RasgaCorona 
domingo, 12 de abril de 2020 0 comentários

Como dar abraço, proteção e esperança em tempos de coronavírus. Casal de professores de Cametá dá a letra!

Hoje é Domingo de Páscoa, 12 de abril  de 2020, celebrada junto com a pandemia. Páscoa de celebração na quietude de casa, coração apertado, muita gente querida distante, em meio ao turbilhão das  notícias de pessoas adoecidas, de mortes pela Covid-19, o coronavírus, do acerto de muitos governadores de estados e da insanidade assassina do governo federal. 
O que salva em meio a tudo isso, o que dá um respiro de acalento, é a imensa rede de solidariedade que se constrói a partir de pessoas, sindicatos, associações, comunidades.  

E como Páscoa é renascimento, ressurreição, esperança, vou contar pra vocês a história de Eraldo e Sueli, jovem casal de professores de Cametá.Pa, campus UFPA, que resolveu, sem cobrar nada, fazer uma arma contra o coronavírus, a máscara caseira. Para distribuir  a quem mais precisa. Pedalando na velha máquina, já fizeram quase mil máscaras caseiras. 
Cortando, costurando, higienizando, entregando, foi assim que Sueli e Eraldo encontraram um jeito de abraçar, dar carinho, proteger, estender a mão a quem precisa!

Duas realidades brasileiras: não tem teste suficiente  e nem tem equipamentos de segurança, embora, há dez anos, o Brasil produzisse até submarinos.  Mas um dos equipamentos, a máscara caseira, pode ajudar a não disseminar mais velozmente o coronavírus. Se em cada bairro, em cada município, pontos dessa rede forem se multiplicando, sei que venceremos a dor e o sobressalto que o coronavírus está causando. Eu confio na ação solidária. Nas décadas da minha vida e olhando pra história, o sindicalismo me ensina que a solidariedade efetiva é o que faz a diferença nas crises e nas guerras!

Então, quem quiser contribuir com o casal de professores de Cametá e ampliar a produção de máscaras, a conta é da Caixa
ag 1314 - operação 001
conta 28175-0
No facebook, esta é a conta da Sueli.
💓
Em quarentena e numa home office pesada, resolvo pausar e curtir o Domingo de Páscoa. Amanhã é niver do meu filho do meio e também aniversário do desencarne de papai. E ainda tenho reunião com diretoria do Banpará. 
Pra ir vencendo estes tempos difíceis, tirei como meta: Meditar. Respirar. Ler poesias. Cuidar das plantas. Remexer nos guardados. Mirar o nascer e por do sol. Ligar pra ouvir vozes amadas. Exercitar o ócio, porque tem 1001 atividades mentais e tecnológicas que me deixam ligada direto, lives, noticiário da TV, zaps e Telegram girando loucamente, sem as pausas vitais pra descansar, refletir. Intuição e energia em estado puro e constante. Tem sido assim e crescente meu sentir e agir na pandemia e no distanciamento social. 
#FiquemEmCasa


Pedalando e sendo solidária





 
;