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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011 0 comentários

Vamos depositar mais uma graninha pro valente Moisés? É a solidariedade da virada, minha gente!

Lembram do  Moisés, nosso pequeno lutador, tantas vezes comentado neste blog e no da Maria Frô? Pois é, eu acompanhei hoje pela manhã o atendimento dele com a a terapeuta ocupacional do SUS, na URE Demétrio Medrado, que é a Unidade de Referência Especializada da Secretaria de Saúde do estado do Pará. Junto comigo, as companheiras solidárias feicianas Josie Pereira da Mota e Camila Filocreão.

Moisés tem ido toda semana à URE para tirar as medidas da perna mecânica e colocar um adaptador no que tem de bracinhos, treinar a escrita, escovação e todas as tarefas , usando o adaptador.  Por enquanto o adaptador ainda não é o dele, mas o treino já vem sendo feito.Na primeira foto, ele aparece com esse adaptador.

Sobre a  perna mecânica, já foram tiradas as medidas e deve chegar em janeiro. Vai ser um longo aprendizado para ele caminhar, pois hoje Moisés só se locomove pulando, tipo um saci. Mas ele mete na conversa e adianta: vou andar é bem rápido.  Diz e voltar a  mexer no celular, presente de Natal e o mais amado brinquedo.

A terapeuta ocupacional nos falou que Moisés vai precisar estar na URE 3 vezes por semana para amiudar os exercícios do adaptador nos barços e também quanco chegar a perna mecânica. Essa frequência vai exigir que d. Lucinda tire logo o passe livre nos ônibus pra ela e pro Moisés. Da URE até a casa dela, é uma hora de ônibus.

Perguntei se têm chegado depósitos na conta de poupança do  Moisés. Tem sim, bem pouco, mas tem. A conta tá precisando de uma adubada urgente, pois esse e vir de ônibus, pequenas despesas secaram os depósitos rapidamente.

Aproveito para apelar para a solidariedade de vocês. Qualquer valor serve, por mkenos que seja. E como tá chegando o Ano-Novo, vou anotar de novo aqui a conta de poupança da D. Lucinda, na Caixa Econômica Federal:
Nome completo da D. Lucinda: Maria Lucinda de Jesus Lima
Agência: 3229
Operação: 013
Conta : 13346-4
CPF da d. Lucinda (para quem faz depósito pela internet): 377.313.942-04
Ah!, os bancos funcionam só até quinta-feira, 30. Dia 31, o expediente é fechado. Mas ainda dá tempo pra ser solidário. Moisés merece, é um lutador que desafia as adversidades sempre com esse sorrisão no rosto, um otimista incorrigível, como diria o poeta. E nos ensina tanto esse menino valente!

Vendo de novo a coragem alegre de Moisés, lembrei do que li hoje no mural do feiciano Emir Sader. Compartilho aqui com vocês. É sobre otimismo, pessimismo e humanos:


Ser otimista não é desconhecer as dificuldades e os problemas do mundo existente. Mas é apostar nos germes transformadores que estão no mundo e em nós.

Ser pessimista é render-se a essas dificuldades e acreditar que o homem está condenado ao que há de pior em si e no mundo.

Ser otimista é dar sempre um viva à vida e ao lado de humanidade que todos os seres humanos temos.


Por último, quem quiser ligar pro  Moisés e pra d. Lucinda na virada do ano, o fone dele é 91.8191.5034 (da tim).

(Com exceção da última, todas as fotos foram feitas do meu celular).
Moisés pintou o cabelo, umas mechas louras tipo surfista. Me disse que fez isso "pra esperar o Natal".
Ganhou um celular e pediu pra mãe dele tirar um foto dele na sala de fisioterapia da URE, com o adaptador no braço.
O celular, presente de Natal da rede solidária, é o brinquedo mais querido.

O portão de entrada e saída da URE Demétrio Medrado. Moisés aparece aí no cantinho, à direita.

Esta última foto foi feita em outubro/2011 pelo fotógrafo Paulo Sarraf.

Leia também:

Pára tudo, gente! Bora fazer uma vaquinha pra este menino lutador?

Moisés lutador e a generosidade que faz parte da alma brasileira

Deslanchou o SOS, Moisés. Vamos acompanhar...

Amanhã, abertura da conta solidária do Moisés

A nova carinha do blog e a conta do Moisés

Tá aberta na Caixa Federal a conta solidária para ajudar o lutador Moisés

Bora dar uma força pro Natal do Moisés? A conta é na Caixa. ag. 3229, op. 013 conta 13.346-4
terça-feira, 20 de dezembro de 2011 0 comentários

Bora dar uma força pro Natal do Moisés? A conta é na Caixa ag. 3229, op.013 conta 13346-4

Vocês lembram do Moisés, o pequeno lutador que enfrenta todas as adversidades pessoais com muita garra? Pois é, ele ainda estáem tratamento, mas vai chegar neste Natal sem a perna mecânica ainda, embora toda quinta=feira ele don Lucinda, a mãe dele, estejam na fila do E na conta que abrimos na Caixa não tem pingado nenhum realzinho faz é tempo.

Por isso, meu povo do feice, das redes sociais e que tem alma e prática solidárias, bora fazer um pequeno depósito na conta da mãe do Moisés, na Caixa Econômica Federal.


A conta é na Caixa, ag. 3229, op. 013 e conta 13.346-4.

Natal tá chegando e Moisés quer um presente de Natal. O escritor e blogueiro Raimundo Sodré faz o mesmo apelo em seu feice hoje, lembrando que o 13º tá chegando na conta. Hora de abrir o coração, a mão e o bolso, porque diz o Sodré, solidariedade não tem bandeira:

Raimundo Sodré
Amanhã sai o décimo, tá todo mundo granado. vamos lá fazer uma pré pro Moisés.
Vamos lá, dona Edna Nunes, acione a conta do Elói aí no Banpará vamos dar essa força pro Moisés. Alô, galera do Leão, do Papão, da Águia. Solidariedade não tem bandeira.
"Está aberta a conta solidária para ajudar o pequeno Moisés e a família dele. A conta é na Caixa Econômica Federal, ag. 3229, op. 013 e conta 13.346-4. Já podem depositar."

mais sobre o Moisés, no blog da Vera Paoloni http://lapaoloni.blogspot.com/
lapaoloni.blogspot.com



segunda-feira, 24 de outubro de 2011 4 comentários

Tá aberta na Caixa Federal a conta solidária para ajudar o lutador Moisés

Está aberta a conta solidária para ajudar o pequeno Moisés e a família dele. A conta é na Caixa Econômica Federal, ag. 3229, op. 013 e conta 13.346-4.  Já podem depositar.

D. Lucinda ganhou um telefone e o número é 91.8356.8892 (da tim). Moisés já esteve no Centro Integrado de Inclusão e Cidadania para as primeiras consultas e amanhã, tem mais consultas para encaminhamento à perna mecânica.

Moisés indagou muito sobre o ar condicionado da agência, os vidros, os vigilantes. Atento e perguntador, quer saber de tudo e pra que serve uma conta. Me disse que quer logo ter as pernas, os braços e um celular que bata fotos. A mãe dele sorri, enquanto assina o nome várias vezes nos papéis de abertura de conta. Tem dificuldade, porque a vista tá cansada, precisada de um bom par de óculos.

Pra semana dou notícias do Moisés.

Blog atualizado em 25.10.11 para incluir post da Maria Frô 

Lembram da vaquinha para o Moisés? Está aberta a temporada de solidariedade


A bancária Marilene, da Caixa Econômica Federal da BR 316 e d. Lucinda mostram a carteirinha da conta de poupança: ag. 3229.op: 013 e conta 13.346-4. 
O pastor da Igreja Casa da Bênção, com d. Lucinda, os bancários da Caixa Econômica da BR 316, Moisés, e os diretores do Sindicato dos Bancários do Pará, Cristiane Aleixo e Alan Rodrigues.


Jeferson e Moisés, amigos e moradores da comunidade da Rua Belém, numa conversa sobre a agência bancária, os vigilantes, os vidros, o ar condicionado, tudo muita novidade.
Moisés brinca e se esconde entre o vidro do andar de cima da agência e a parede: d. Lucinda diz ele fez questão de vir abrir a conta junto com a mãe.
Moisés acompanha atentamente a conversa da mãe dele, D. lucinda, com a bancária Marilena, da Caixa, durante a abertura da conta.
D. Lucinda assina com dificuldade o nome nos vários papeis da Caixa. A vista gasta não ajuda.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011 2 comentários

A nova carinha do blog e a conta do Moisés

Sexta-feira ainda meio nublada, depois da quinta em que choveu por um mês. E vai ficar pra segunda-feira pela manhã cedo a abertura da conta de doações ao pequeno Moisés. Precisa de uma conta de água ou luz atualizada e em nome da d. Lucinda e como esta semana tem sido de peregrinação em médicos, por parte do Moisés e da mãe dele, ficou para a próxima segunda-feira depois do meio dia  numa agência da Caixa Econômica Federal, que tem estado bem lotada, no retorno da greve. Já está tudo acertado com a agência bancária e já tem até bancário doador. Vai ser depois do meio dia, porque a próxima segunda-feira em  Belém é feriado até meio dia, por conta do Recírio, que  é um pequeno Círio, 16 dias depois da grande procissão.

Guardem as doações até segunda.Na hora da abertura da conta, postarei no feice.

A carinha do blog mudou e fiz até uma enquete (olhem aí ao lado) e opinem se acham que ficou melhor. Bom fim de semana.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011 0 comentários

Amanhã, abertura da conta solidária ao Moisés.

Vai ficar para amanhã  abertura da conta para o pequeno Moisés. A categoria bancária na Caixa Econômica Federal aqui no Pará ficou mais um dia na greve e retornou ao trabalho hoje. Agências apinhadas de gente, maior sufoco, melhor deixar pra amanhã.

Aproveito para me solidarizar com os bancários do Banco da Amazônia que continuam em greve e aos professores do Pará. E compartilho aqui o excelente artigo do companheiro presidente da CUT nacional, Artur Henrique, Greve, instrumento de transformação social. Leia dois trechinhos:

Devemos lembrar que no Brasil de hoje há ministros e presidentes de estatais que só chegaram lá porque fizeram greves ao longo de suas trajetórias. Esquecer-se disso é jogar contra a proposta de transformação social que tem nos guiado nas últimas décadas. Se queremos construir um novo modelo de desenvolvimento, com ênfase na distribuição de renda, na superação das desigualdades e na afirmação da liberdade, devemos repudiar tal comportamento demonstrado por algumas autoridades públicas nos últimos dias.
....

O Brasil, que pleiteia, com justiça, uma posição de comando na diplomacia internacional, bem que poderia dizer ao mundo, durante as cerimônias públicas e nas coletivas de imprensa de fóruns mundiais como o próximo G-20, que não há nada comprovadamente mais eficaz contra a crise do que a organização da classe trabalhadora, ao mesmo tempo responsável pela produção e pelo consumo.

Arrisco-me a dizer ainda que a América Latina, a partir de suas experiências contra-hegemônicas, tem todo o direito de propor aos povos do Hemisfério Norte a desobediência ao sistema financeiro, esse que rouba nossos sonhos.



E aqui, todo o artigo, publicado no blog do Artur:


A greve é mais que um direito constitucional e um instrumento legítimo para os trabalhadores cobrarem aumentos salariais, proteção e ampliação de direitos e melhoria das condições de vida em geral.
Um movimento grevista também é um dos principais momentos para elevar a consciência crítica da população. É uma oportunidade de as pessoas se enxergarem como conjunto transformador, e por isso guarda em si potencial de catarse política, de passagem para uma experiência ativa de mudança do mundo social.

Compreendido esse potencial, entende-se porque as greves são tão hostilizadas – embora, e propositalmente, jamais de modo a apontar o verdadeiro temor – pelos patrões em geral e todo o sistema hegemônico de que dispõem.

O que não se pode entender ou mesmo aceitar é que administradores públicos das três esferas de governo, especialmente aqueles que têm origem no movimento sindical e nas lutas sociais, tentem desqualificar a greve ou coloquem-se contra o movimento como se defendessem um princípio.
Acompanhamos em greves recentes e bastante disputadas – como a dos professores em 17 estados brasileiros e a dos Correios – manifestações autoritárias e reacionárias que se prestaram à deseducação política e à desmobilização social.
Crédito da foto: Dino Santos

Nem vamos nos deter mais longamente em reações truculentas como a de alguns governadores e prefeitos que permitiram ou talvez até tenham ordenado a repressão policial sobre os trabalhadores, tamanho o absurdo da conduta.

Porém, não é preciso chegar a tal manifestação antidemocrática para ser igualmente nocivo à organização dos trabalhadores. A ameaça de não negociar com grevistas ou a intenção de negociar separadamente com aqueles que não aderiram à greve é uma tentativa de premiar o medo, a timidez e, principalmente, o individualismo. Ainda que a escolha de participar ou não de uma greve seja um direito legítimo de cada trabalhador e trabalhadora, quando uma autoridade pública acena positivamente para aqueles que optaram pela via solitária, presta desserviço igual à construção da consciência política coletiva e ao sonho de mudar a sociedade.

Quando atitudes como essa partem de companheiros que já foram sindicalistas e que já fizeram greve, deparamo-nos com uma ameaça séria. Claro que não podemos nos deixar levar pela sensação de desalento que tal situação poderia produzir, mas é inevitável um travo de decepção na garganta – sem falar que a conduta desses companheiros serve como justificativa para políticos tradicionalmente avessos às lutas populares.

Devemos lembrar que no Brasil de hoje há ministros e presidentes de estatais que só chegaram lá porque fizeram greves ao longo de suas trajetórias. Esquecer-se disso é jogar contra a proposta de transformação social que tem nos guiado nas últimas décadas. Se queremos construir um novo modelo de desenvolvimento, com ênfase na distribuição de renda, na superação das desigualdades e na afirmação da liberdade, devemos repudiar tal comportamento demonstrado por algumas autoridades públicas nos últimos dias.

Se nosso desejo é que as pessoas que hoje saem da pobreza e começam a ascender socialmente não reproduzam amanhã o mesmo espírito de competição entre iguais do qual já foram e ainda são vítimas, se queremos a solidariedade como princípio e o coletivo como estratégia, nosso caminho é totalmente outro.
Assembleia dos trabalhadores do Correio em greve. Crédito: Fentect-CUT


Greve não é um objetivo em si
Nada disso quer dizer que a greve seja algo que busquemos como recurso primeiro. Ao contrário. Quando acontece, a greve é resultado de um processo de negociação que fracassou. Em circunstâncias assim, é o último e único recurso de pressão dos trabalhadores, diante da multiplicidade de mecanismos de que dispõem os empregadores – força econômica, domínio dos meios de comunicação e até controle das forças de repressão.

Os mais bem sucedidos processos de negociação, por sua vez, derivam da realização de greves em períodos anteriores que elevaram o grau de consciência política e organizativa de determinados grupos.
Já o fracasso de um processo de negociação não pode ser atribuído a um único ator do processo. Tanto no setor privado quanto no público, os administradores têm entre suas funções básicas a intermediação de conflitos trabalhistas.


Justiça do trabalho
Por isso consideramos inadmissível que a Justiça do Trabalho, como alguns de seus mais destacados representantes fizeram por ocasião da greve nos Correios, atribua aos trabalhadores e seus sindicatos a responsabilidade total pelas paralisações.

Aliás, a chegada de um conflito entre capital e trabalho até a Justiça é o pior cenário de um movimento grevista, pois sinaliza o fracasso completo do processo de diálogo.

Ainda sobre a Justiça do Trabalho, é importante destacar – registre-se que isso não ocorreu no caso dos Correios – a prática cada vez mais recorrente de julgar a conveniência ou o caráter abusivo da greve antes mesmo de considerar a justeza das reivindicações.

Já na Justiça comum, desse modo de avaliar os movimentos grevistas derivam-se os interditos proibitórios, que impedem os trabalhadores de se reunir nas proximidades da empresa em momentos de mobilização. Outro absurdo.

Vivemos no Brasil um momento complicado em relação aos processos de negociação coletiva. Há um vácuo legal para o qual já propusemos, para o setor público, a regulamentação da Convenção 151 do OIT – já ratificada pelo Congresso – e a organização por local de trabalho tanto para o setor privado quanto para o público.

Um dos legados dos anos Lula e Dilma deve ser a ampliação da consciência e participação política do povo, jamais o contrário.
Protesto em Wall Street. Foto Google
No mundo inteiro

Enquanto isso, os indignados de todo o mundo vão às ruas protestar contra o capitalismo, ainda que de forma fragmentada, com bandeiras múltiplas, reivindicando uma nova forma de gerir o planeta. Todos que acampam, levantam bandeiras e batem bumbo querem dizer, se me permitem o uso de uma frase que os estadunidenses criaram, com sua capacidade toda própria adquirida graças ao cinema e à publicidade: “Você não me deixa sonhar, então eu não deixo você dormir”.

O Brasil, que pleiteia, com justiça, uma posição de comando na diplomacia internacional, bem que poderia dizer ao mundo, durante as cerimônias públicas e nas coletivas de imprensa de fóruns mundiais como o próximo G-20, que não há nada comprovadamente mais eficaz contra a crise do que a organização da classe trabalhadora, ao mesmo tempo responsável pela produção e pelo consumo.

Arrisco-me a dizer ainda que a América Latina, a partir de suas experiências contra-hegemônicas, tem todo o direito de propor aos povos do Hemisfério Norte a desobediência ao sistema financeiro, esse que rouba nossos sonhos.
sábado, 15 de outubro de 2011 3 comentários

Deslanchou o SOS, Moisés. Vamos acompanhar....

D. Lucinda e Moisés: dois exemplos de superação diária. 


Quando chegamos na casa do pequeno Moisés, senti logo a boa energia da família, uma energia de ajuda mútua, de compartilhamento, de participação. Uma família de 48 pessoas, entre pais, mães, avós, tias, tios, sobrinhos, primos. A casa de Moisés, d. Lucinda, a mãe e seu Lourival, o pai e os quatro irmãos  é uma casa modesta, mas que esteio de amor. Foi o que senti e fui confirmado nas conversas da mãe, a guerreira Lucinda, dos pais dela, dos filhos e de toda a família. Família que opina, que participa, que dá a mão, solidariamente. A casa fica na Rua Belém, 184, bairro Águas Lindas, em Ananindeua, região Metropolitana de Belém.


Na casa do Moisés moram ele, a mãe, o pai e quatro irmãos. É o caçula e o único que tem renda fixa, uma contribuição de um salário mínimo, desde que nasceu, vinda do governo federal, o BCC – Benefício de Prestação Continuada. Dona Lucinda me conta que já teve Bolsa Família, mas há 3 anos, não tem mais e não consegue explicar  qual a razão, mas é algo a ver com cadastramento. Ela tem dois filhos em idade de ter o Bolsa Família. Na casa não tem água encanada e nem poço artesiano. A água é conseguida na vizinhança. Não tem computador e nem internet. Nem mesmo celular ou telefone fixo. O banheiro é uma casinha no fundo do quintal, fora da casa.


As 48 pessoas da família de Moisés moram na vizinhança, como uma autêntica comunidade, como companheiros, aqueles que repartem o pão. Compartilham as dificuldades, os aniversários, as doenças, as alegrias, a oração na igreja Casa da Bênção, que também fica na vizinhança. Esse clima efetivo de comunidade  foi o que permitiu que a história de Moisés rompesse o cordão sanitário do isolamento. Uma vizinha, Leida, que trabalha num jornal avisou a redação que havia uma criança que enfrentava as própria dificuldades jogando bola, andando de bicicleta e sendo criança. O assunto ganhou o jornal impresso, a TV, os blogs, varou as redes sociais e estabeleceu uma bela rede solidária.


A ex-governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, estava na pequena comitiva que foi visitar Moisés hoje pela manhã. O coordenador do Centro Integrado de Inclusão e Cidadania, Agostinho Monteiro, já estava na casa de Moisés. “Recebi uma ordem do governador para cuidar desse assunto e aqui estou”, nos disse ele muito feliz em também poder ajudar nos encaminhamentos para que Moisés tenha tratamento e prótese. Na próxima terça-feira, Moisés irá a um centro de saúde para dar início ao processo que lhe garanta uma perna mecânica, fisioterapia e o tratamento no Hospital Sarah. Ana Júlia informou à família que o ministro Padilha, ministro de saúde do governo da presidenta Dilma, está a par do assunto de Moisés e que o menino tem total direito, pelo SUS, a ter tratamento completo e contínuo.


Eu e a feiciana Josie Pereira Mota indagamos pra D. Lucinda se Moisés precisa de ajuda para ir ao banheiro, para almoçar. Pras refeições, não, ele consegue comer sozinho, me diz a mãe, mas precisa de ajuda pra escovação dos dentes e para o banheiro. É acompanhamento diário, há dez anos desde 13 de julho de 2001, data em que Moisés nasceu. Agora, a expectativa da família é que Moisés ganhe a perna mecânica e, quem sabe, os braços. 

Fiz questão de dizer a d. Lucinda o recado da companheira blogueira Conceição Oliveira, do Maria Frô: que Moisés tem essa fibra e essa coragem porque tem uma mãe forte. Ela sorriu meio encabulada e agradeceu, olhando pra toda a família como que dizendo: eu e todos esses pelejamos com Moisés.


Fiquemos todas atentas para o desenrolar do tratamento de Moisés, para não cair no esquecimento ou nas valas da burocracia.


Por ter esse receio, deixamos com d. Lucinda nossos telefones e que ela nos ligue a cobrar em qualquer situação. Pedimos o mesmo para a pastora Valéria e para as irmãs de Moisés. A ex-governadora Ana Júlia ficou bem emocionada em dois momentos: quando d. Lucinda informou que Moisés, aos 5 anos, na campanha de Ana Júlia ao governo do Estado, segurava a bandeira do PT nos bracinhos e dizia; mãe eu sou Ana Júlia”. E também quando Agostinho Monteiro, o representante do governo do Pará, confirmou que ela, quando governadora, inaugurou um infocentro para pessoas portadoras de deficiência “de primeiro mundo”, com todos os aparelhos para cedgos, surdos, mudos e pessoas sem mobilidade.



Minha proposta para a rede solidária é que abramos uma conta-corrente para ajudar a família a ter condições de manter Moisés. Amor e família ele já tem. E não é pouca coisa. 

Quem tiver a fim de ajudar de alguma forma, anote contatos:
  •  Pastora Valéria, fones 91.9129.6593 e 91.8246.1274;
  •  Vizinha da d. Lucinda – D. Dalva: 91.3234.2152.
E que tal, além de abrir a conta-corrente para ajudar no tratamento de Moisés (após a greve bancária, claro), organizarmos um belo Natal para as crianças da Rua Belém? 


Ah! sim  e antes de acaber este escrito: tou muito feliz em integrar esta rede solidária. Vamos continuar acompanhando o Moisés e essa jornada até que ele consiga andar com duas pernas. E quem sabe com dois braços.

(Eu, olhando atentamente para Moisés escrevendo o nome. Sua muito, porque faz muito esforço, mas é um esforço que ele faz feliz).


Ana Júlia, Agostinho Monteiro e Moisés.

Da porta que dá saída para o quintal, a criançada acompanha a conversa que rola na cozinha.


Agostinho Monteiro, eu, Moisés e Josie Mota.
Moisés com o bancário Daniel Florentino e o sindicalista bancário Marco Aurélio Remédios.

 Parte da família posa para a foto na hora da partida, junto com a ex-governadora Ana Júlia.
Meninada acompanhou toda a nossa visita bem atenta.

Moisés mostra pra nós como faz as refeições sozinho.

Mais uma voltinha na moto elétrica...
 
A moto elétrica, um dos presentes que Moisés ganhou após o noticiário da imprensa. Alegria da garotada.
A casa de Moisés, na Rua Belém 184, Águas Lindas, Ananindeua-Pará.

O vídeo gravado no celular pelo bancário Daniel Florentino, hoje pela manhã, na casa do Moisés, ele escrevendo.
O vídeo da tv Liberal.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011 0 comentários

Moisés lutador e a generosidade que faz parte da alma brasileira


Estas fotos do pequeno Moisés estão no facebook de Tarso Sarraf. 

Amanhã, sábado 15 de outubro, iremos até a casa de Moisés para ouvir a família e mostrar que há uma rede de solidariedade que vai levar pernas e braços mecânicos e possibilidades reais de tratamento para Moisés. A responsabilidade é imensa, dá até um frio na barriga, mas eu conto com a generosidade do povo brasileiro.

Hoje pela manhã estive no no ato público defronte do banco da Amazônia que, junto com a categoria bancária, está há 18 dias em greve. Para dar meu apoio efetivo à greve e para pedir aos bancários e bancárias que se unam também na luta para auxiliar o Moisés. A resposta da categoria foi imediata: vai ajudar, sim.

Depois que voltar da casa da família de Moisés, ponho no feice, no twitter e no blog os caminhos da ajuda ao pequeno lutador.


Na foto, Marco Aurélio, diretor do Sindicato dos Bancários do Pará, no ato público em apoio à greve no banco da Amazônia. Solidariedade geral.


(Clique na imagem para ler esta matéria no jornal O Liberal de 13 de outubro 2011)




E hoje, no jornal "O Liberal", 1º caderno, página 6 - Atualidades, saiu esta matéria, sobre Moisés:

“Vaquinha” nas redes sociais vai garantir perna mecânica para Moisés

AJUDA

Garoto vai
Receber visita dos
organizadores da
campanha amanhã

A lição de vida ensinada pelo menino Moisés Lima, que nasceu sem os braços e uma perna, despertou a solidariedade de centenas de pessoas em toda a Grande Belém e já repercutiu até na rede mundial de computadores, onde uma campanha é realizada em prol do menino. A iniciativa partiu da blogueira Vera Paoloni (que administra o lapaoloni.blogspot.com) que acessava as redes sociais na última quarta-feira, 12, e leu a reportagem, veiculada pelos jornais O LIBERAL e Amazônia, sobre a história do garoto, de 10 anos, que mesmo  sem com  as limitações anda de bicicleta, joga futebol e taco. Ele mora na rua Belém, em Águas Lindas, e em meio e outras crianças mostra que não é diferente de qualquer outra. Amanhã, uma equipe dessa campanha virtual fará a primeira visita à casa de Moisés para conhecer de perto o menino e dar prosseguimento à ajuda.

“Eu estava on-line no facebook, quando li a reportagem sobre o menino e vi as fotos do Tarso Sarraf (repórter fotográfico de O LIBERAL), imediatamente compartilhei”, comentou Vera. O mesmo clique dado pela blogueira foi replicado por centenas de usuários do site de relacionamento em todo Brasil. Intitulada por “Pára tudo,gente! Bora fazer uma vaquinha pra este menino lutador?”, a campanha para ajudar ao Moisés, foi lançada no próprio blog de Vera e, de imediato, ganhou adeptos.

“Compartilhei a postagem no meu facebook e a ‘Maria Frô’ (mariafro.com.br/wordpress – blog administrado pela professora Maria da Conceição Oliveira, da Universidade de São Paulo – USP) sugeriu fazermos uma ‘vaquinha’ (coleta) “, disse. No blog da professora também foi postada a reportagem veiculadas nos jornais das Organizações Romulo Maiorana (ORM).

Vera acredita no poder que a internet possui para mobilizar as pessoas, em especial os brasileiros. “A solidariedade está na alma do povo brasileiro. Nos paraenses, então, nem se fala”, ressaltou. Em pouca horas, a blogueira recebeu mais de 100 e-mails de pessoas interessadas em ajudar. “Recebi e-mail de pessoas do interior do Pará e também de outros Estados, como Ceará e Paraná”.

Amanhã, Vera e outros internautas que aderiram à campanha farão uma visita à casa do menino para conhecer um pouco mais de sua história. Eles pretende primeiramente, levar o menino ao Hospital da Rede Sarah Kubitschek, em seguida, providenciar a prótese (pernas mecânica) para Moisés. “Ele está goleando a vida com superação. É incrível ver como ele enfrenta a vida sorrindo”, encerrou a blogueira.
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Atualizado às 14:55 para incluir post do Maria Frô: 

Amanhã a rede de solidariedade ao Moisés vai visitá-lo \o/


Incluo, agora, o texto do repórter Denilson D Almeida, que acompanhou o fotógrafo Tarso Sarraf:

Moisés não se torna um menino especial pela sua deficiência, e sim pela lição de vida e de superação que ele ensina com louvor a todos os adultos que o conhecem. O exemplo dele não se resume apenas ao vencer os obstáculos para vencer na vida, mas sintetiza a importância e provoca uma reflexão sobre o que é “viver”. É isto o que nos aproxima do garoto.

Quando soubemos da história deste menino (o Tarso Sarraf e eu) tivemos uma reação semelhante na hora de imaginar como, por exemplo, se pode andar de bicicleta sem uma perna e os braços. De onde viria tal equilíbrio? Moisés nos ensinou que o equilíbrio está dentro de cada um.

Ao chegarmos a rua onde mora, nesta última segunda-feira (10), encontramos o garoto brincando com os amigos em um terreno baldio transformado em uma espécie de quadra onde a garotada pratica esporte e brinca. Era a imagem que o Tarso precisava ver para acreditar e registrar. A partir daí, a energia contagiou a toda equipe. Eu, particularmente, já tinha conhecido o menino para poder saber se ele resultaria numa pauta – e rendeu uma excelente.

Flash de um lado, de outro, de todos os ângulos e formas. O Moisés parecia um modelo diante da câmera. Timidez mesmo só na hora de dar entrevista, mesmo assim se comportou como gente grande.

Contagiado pelo sorriso inocente e determinado do garoto, o Sarraf teve a idéia de sugerir a nossa pauta também para a TV Liberal e entrou em contato com o André Laurent, e os jogadores do Clube do Remo – time pelo qual Moisés torce – para entregar o presente do Dia das Crianças para Moisés. As reportagens foram veiculadas nos jornais O Liberal e Amazônia e também pela TV.

Este dia das crianças serviu não apenas para lembrar que todos nós, gente grande, trazemos uma criança em nossos “eu”, como também serviu para perceber que crianças como o Moisés levam dentro deles a “gente grande” que nem todos nós somos capazes de carregar apenas com uma perna e sem os braços.

Foi um privilégio conhecer o Moisés e, junto com o Tarso Sarraf, apresentar essa história de vida, esse personagem, ao mundo.

FOTO TARSO SARRAF TEXTO DENILSON D ALMEIDA
quarta-feira, 12 de outubro de 2011 4 comentários

Pára tudo, gente! Bora fazer uma vaquinha pra este menino lutador?





Encontrei o texto abaixo e 17 fotos no facebook do fotógrafo Tarso Sarraf. É a história de Moisés, um menino de 10 anos que é um maravilhoso exemplo de superação. Compartilhei no meu facebook com algumas feicianas de boa vontade e Maria Frô colocou no blog dela, com o título que está no meu blog (cópia feita sem pedir). Do blog dela: esta criança é um presente para o mundo, com tantos desafios, ela nos ensina o quanto somos reclamões sem razão de ser.

Vamos fazer essa vaquinha sim, proposta pela Maria Frô e ajudar o Moisés. Acredito muito na generosidade do povo brasileiro e na atuação ligeira das redes sociais.


Moisés Lima Farias tem 10 anos, mora na rua Belém, em Águas Lindas, Ananindeua, e tem uma rotina que inclui passeios de bicicleta, futebol, taco e outras aventuras com os amigos da mesma idade. Ele não tem os braços e uma perna, mas escreve e pinta muito bem, um exemplo de determinação, autoestima e coragem para superar adversidades. A mãe de Moisés, Maria Lucinda de Jesus Lima, 49 anos, foi informada durante o pré-natal, no sexto mês de gravidez, após um ultrasom: a perna esquerda não se desenvolvera. “Eu acho que eles (os médicos) não quiseram falar dos braços dele. Só soube quando ele nasceu. Lembro que a enfermeira, antes de me apresentar ele (o filho), me falou que ele tinha nascido sem os bracinhos”, comentou. “No início, eu me perguntava o que iria fazer, mas nunca desisti do meu filho”, frisou Maria.

Aos dois anos, Moisés já sinalizava sua independência. “Ele rolava na cama ou onde a gente o deitasse. Quando tinha quatro anos, começou a sentar com dificuldades. Então a médica nos avisou que ele, aos poucos, iria começar a ficar em pé”, lembrou a mãe. “Entre os quatro e seis anos foi a fase em que o Moisés começou a ficar em pé e andar pulando com a única perninha que ele tem”, contou, emocionada.

Moisés é célebre no bairro onde mora. Faz sucesso entre os amigos por causa da sua alegria e principalmente do humor. No futebol, joga na posição mais delicada: goleiro, mas prefere brincar de taco (com um pedaço bastão não se pode permitir que os adversários derrubem a “lata” com a bola). Está no 1º ano do Ensino Fundamental e, para escrever, posiciona o lápis no pescoço e o segura com a cabeça e o ombro, depois escreve.

No ano passado, realizou um sonho: o vizinho, Raimundo Oliveira, 78 anos, o presenteou com uma bicicleta no Natal. “Eu já sabia andar, apenas não tinha uma”, ressaltou. Raimundo soube da vontade do Moisés por meio da neta, que brinca com Moisés. “Ela comentou que ele queria uma bicicleta. No Natal o chamei e perguntei o que queria ganhar de presente. Meio envergonhado, disse que qualquer coisa serviria, mas que o ele queria mesmo era uma bicicleta. Quando abri a porta de casa e mostrei o presente, ele ficou muito alegre. Tanto que saiu de casa montado já na bicleta, mas não esqueceu de agradecer”, disse o vizinho.

Neste dia das crianças, Moisés gostaria de ganhar de presente um velocípede motorizado, mas sonha com a perna mecânica que a família não tem condições de comprar. “Uma vez ele falou que queria ter pelo menos uma das mãos para que ele mesmo pudesse pegar as coisas dele. O Moisés gosta de ser independente”, enfatiza a mãe. Quando crescer, o garoto diz que pretende ser pastor.

FOTOS Tarso Sarraf REPORTER Denilson d" Almeida Jornal Oliberal e Amazonia


 
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