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segunda-feira, 25 de maio de 2015 0 comentários

Critérios de quem sobe ou quem fica parado na escada de carreira e salário está sendo tocado em ritmo frenético e sem transparência no Banpará... A quem interessa o crime, perguntaria Sherlock Holmes...?

Maio chegando ao fim e nesta segunda-feira 25, abordo 3 assuntos só do Banpará - Banco do Estado do Pará S.A., temas que estarão no Encontro Estadual dxs Bancárixs do Banpará que vai acontecer no dia 6 de junho, pois os 3 casos envolvem vida, salário, carreira e direitos do funcionalismo. 

O primeiro, é a feitura dos critérios de promoção no PCS - Plano de Cargos e Salários, com promoção à vista já em janeiro de 2016 e sem nenhuma participação do Grupo de Trabalho do PCS. O segundo, trata do abandono, por parte do banco, que fica o bancário que é agredido dentro da agência por terceiros e o último, de entendimento equivocado sobre cláusula normatizada no acordo coletivo e que teve regulamentação restringindo e ferindo direitos contidos na norma (a cláusula 38 do nosso ACT- Acordo Coletivo de Trabalho). 

Vou abordar um em cada post, mas os 3 pontos têm a ver com quem labuta no Banpará. Interligados com nossa vida, pois.

Sobre o PCS e a caixa preta na hora de definir critérios:

A consultoria Falconi ampliou seu leque de atuação no Banpará e, além da área de negócios e vendas, agora dá assistência para a área de recursos humanos, mais precisamente na formatação e critérios de avaliação de desempenho que criarão os indicadores  para a promoção por merecimento. Traduzindo: está nas mãos da Falconi criar todos os critérios pra saber quem sobe na escada da carreira e salário e quem fica parado nos degraus.
Junto com a diretora administrativa, Márcia Miranda, a consultoria apresentou no dia 18 de maio/15 (sexta-feira à tarde) ao GT.PCS um cronograma de trabalho dividido em 3 fases:
-fase 1: Avaliação e Classificação de Cargos e Funções (pra ficar pronto até final de junho/15);
-fase 2: Construção de Estrutura de Remuneração (pra ficar pronto até 15 de agosto/15);
- fase 3: Avaliação de Estrutura de Remuneração (taé final de agosto);
- fase 4: Divulgação e implantação do PCCS: até final de agosto/15.

A  proposta da diretora Marcia e da consultoria é preparar uma fase, validá-la com o GT.PCS e seguir adiante, ponto vigorosamente contestado pelas representates dos trabalhadores o GT,pCS. Como validar algo que não se participa, mesmo sendo o GT.PCS quem mais deveria estar junto e participando?

Zero participação - Nenhuma pessoa do GT.PCS, que é um Grupo Paritário e atrelado ao ACT - Acordo Coletivo de Trabalho, participa dessa formatação de critérios, o que se confirgura numa total falta de transparência, em assunto tão complexo e tão definidor sobre quem sobe e quem fica estacionado na acrreira, na promoção e no salário. Por que essa caixa preta?

Em janeiro/2016, teremos direito a uma promoção por merecimento e dos mais de 1.500 bancárixs, pelo menos mil têm direito à promoção. O GT-PCS, Grupo de Trabalho Paritário do PCS - Plano de Cargos e Salários elaborou uma proposta de critérios de avaliação e encaminhou, em 2 dezembros (2013 e 2014) para a Diretoria Administrativa - DIRAD, uma proposta global para a qual não teve resposta. Detalhe: o grupo é formado por 3 pessoas eleitas pelo funcionalismo (Vera Paoloni, Érica Fabíola e Odinéa Gonçalves) e 3 representados pelo banco.

Para a promoção de janeiro 2016 já está contando o período de 2 anos de insterstício, ou seja, estamos a pouco mais de 7 meses da nova promoção, o GT.PCS entregou 2 propostas ao banco, não se sabe se algum item foi aceito, a vida e a carreira do funcionalismo estão sendo desenhados por uma consultoria e o grupo de trabalho, as entidades sindicais estão fora do processo.

A pergunta é aquela que Sherlock Holmes sempre se fazia diante de um rolo a desvendar: "a quem interessa o crime"? Ou atualizando pros nossos dias: por que essa caixa preta na hora de desenhar funções, cargos e critérios pra subir na escada da carreira e do salário? Será que a falta de transparência indica a pretensão de deixar de fora da promoção de janeiro 2016 a maioria do funcionalismo? 

O GT.PCS só existe, aliás tudo do PCS no Banpará só existe porque houve muita luta, muita greve e bateu até na justiça pra se resgatar algum direito ao funcionalismo. Então, é no mínimo esquisito que na hora de ver critérios, não haja um debate amplo e com a participação de quem está no GT.PCS, entende do riscado, conhece o mundo do trabalho. A orelha de todo mundo fica cheia de pulgas imaginando por que um trabalho feito a 7 chaves se tem a ver com a vida, carreira e salários de todo o funcionalismo.

Como vocês percebem, taí uma boa causa pra esta campanha de 2015! Porque direitos não se confisca, direito se amplia. 
Nenhum direito a menos!

Mesa de negociação no Banpará/2014

Mesa de negociação no Banpará/2014

A greve 2014: 3 dias  de lutas e conquistas e mais de 90% de paralisação.
Assembleia que aprovou o ACT2014/2015, em 3 de outubro/2014.





segunda-feira, 19 de janeiro de 2015 0 comentários

Dia 23 de janeiro, 1 degrau extra na escada do PCS: início da reparação histórica a quem ajudou com seu salário a manter o Banpará em pé, em 1998. Vitória da unidade e da luta!

Todo dia 23 é dia de pagamento do salário no Banpará, salvo quando cai sábado ou domingo, que aí é antecipado. Neste 23 de janeiro/2015, afora as conquistas asseguradas com a belíssima greve de 3 dias no ano passado (de 30 de setembro a 2 de outubro/2014), anuênio, reajuste, tíquete, ampliação da licença-prêmio e todas as verbas, haverá o início de uma reparação histórica aos colegas que em 1998 deram 20% do seu salário durante 11 meses para assegurar que o Banpará permanecesse público e não fosse direto pro cadafalso da privatização ou liquidação, destino cruel de 23 dos 27 bancos estaduais existentes à época do medonho governo FHC - Fernando Henrique Cardoso. Imaginem só o desespero das famílias à época que ficaram sem emprego, sem salário e sem perspectiva do dia pra noite! No Banpará, nós resistimos, lutamos e vencemos!
Histórica assembleia de 2/out/2014 que aprovou a proposta e acordo coletivo 2014/2015. (Foto; Allan Tomaz)

Essa reparação história significa subir 1 degrau extra na escada do PCS - Plano de Cargos e Salários do Banpará e é um justo reconhecimento a quem segurou com 20% do próprio salário a mantenção do banco. Esse degrau significa 5% a mais no salário dos colegas que estavam naquela magnífica e duríssima luta de 1998 e que permanecem no banco até hoje. Foi uma bela conquista da luta e da greve da categoria bancária do Banpará na campanha nacional de 2014. É um início meio tardio de reparação, mas antes tarde do que nunca!

Como disse noutro post,  o acordo coletivo do Banpará de 2014/2015 é um dos melhores acordos dos últimos tempos, se não o melhor. Porque resgata, faz uma reparação histórica à hoje velha guarda do banco e que foi decisiva e fundamental em 1998 pra manter o banco erguido, podendo fazer concursos, abrir novas agências, ter perspectiva de crescimento. 

Naquele período de muita luta e resistência, durante 11 meses, a categoria no Banpará doou 20% de seu salário pra ajudar a manter o banco em pé e evitar a privatização, comandada por Fernando Henrique Cardoso (de triste memória) e que tirou do mapa do sistema financeiro, 23 dos 27 bancos estaduais. 

A reparação, ainda tímida, é de 1 promoção extra em 23 de janeiro/2015 para esses colegas que pavimentaram com sua luta e salário o caminho do sucesso do Banpará e abriram as portas pros mais de mil novos bancários que tem hoje a instituição. 

Essa reparação me emociona, porque não é só pela grana a mais, é por constar na história do banco e no nosso acordo coletivo o reconhecimento prático do que foi feito lá atrás (1998) pelo valente funcionalismo e suas entidades de classe e que precisa ser contado às novas gerações, pra registrar e ampliar a cultura da solidariedade  entre os que hoje são novos no banco. 

E pra que nos orgulhemos de traçar com luta e unidade o nosso próprio destino, garantindo presente e futuro aos que trabalham na empresa hoje. E que sem nossa decisiva participação, sequer teria banco ou emprego. Viva a a luta!

Anuênio -  Crescer o aunênio para R$50,00 a cada ano trabalhado, também é uma baita conquista da greve e da luta. Só o Banpará tem anuênio, que a pressão voraz dos banqueiros, fez a categoria trocar esse direito por R$1.100,00, numa época de reajuste de 5,5% e que a moeda era o abono. Eu era a presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará e com articulação nacional e local, conseguimos incluir na CCT- Convenção Coletiva Nacional de 2001, um parágrafo na cláusula sétima que tratava da Opção por Indenização do Adicional do Tempo de Serviço. Foi incluída na CCT um salvador parágrafo quinto que dizia que o nosso Sindicato e o Banpará tratariam depois desse assunto. Esse depois ficou pra sempre esquecido e taí nosso anuênio, verba salarial fixa e integrada ao contrato de trabalho. Ampliá-la bastante é uma grande vitória.

Justiça social - Dos 1.575 bancários do Banpará, quase 200 são colegas que se aposentaram pelo INSS, mas continuam na ativa e quando adoecem, só recebem a minguada aposentadoria do INSS,ou voltam dentro dos 15 dias garantidos pelo banco. Há anos vimos tentando no Banpará  uma cláusula pra garantir a remuneração total a esses colegas se adoecerem por mais de 15 dias, numa cirurgia, eventos reais e pelos quais muitos passamos. São poucos, mas estão desprotegido e a função das entidades sindicais é proteger a todos ou lutar por isso. Chamei essa reivindicação carinhosamente de "velhinhos no batente" e a força da luta e da capacidade de negociação garantiu mais esse item por até 180 dias, o que é um ótimo começo. Para quem não sabe, um trabalhador que se aposenta perde quase 50% da sua remuneração e justo no inverno da vida. E como eu disse  dia 2 de outubro/2014 na assembleia do Banpará que aprovou o acordo, nós precisamos fortalecer muito os laços da solidariedade. Sou de esquerda por isso, também.

Registro que a mesa de negociação teve uma boa condução e as 107 reivindicações foram analisadas, nós temos 5 atas assinadas e mais a proposta que foi aprovada  em assembleia dia 2/outubro/2014 pela maioria da categoria.

Pela força da greve nacional, a Fenaban, a banqueirada, chamou nosso Comando Nacional pra negociar na sexta-feira,3 de outubro/14, às 17 h.  Caixa e BB às 18 h. Banco da Amazônia na segunda 6, às 14 h. 

Na terça-feira, dia 7 de outubro, toda a categoria nacionalmente voltou ao trabalho. No Banpará, voltamos dia 3  e foi bem sábia a maioria do funcionalismo em aprovar a proposta e  sair de greve com 3 dias, com a greve pra cima e repleta de vitórias. 

Conquistas da luta - Afinal, a gente faz greve pra garantir conquistas. Em 3 dias de greve e 6 rodadas de negociação, a categoria conquistou 4% da PLR social, com distribuição linear e R$1.500,00 já na conta hoje. E amplia a licença-prêmio de 30 pra 40 dias no quinquênio e por ano, de 6 pra 8 dias úteis. No reajuste, 8% com reflexo na tabela do PCS e como saiu mais da luta nacional, na Convenção Coletiva Nacional com a Fenaban, o banco acompanhou pelo índice maior. 

É a segunda vez que no Banpará fazemos greve de 3 dias com muitas vitórias. Foi assim também em 2011 e nem era ano de eleição. Mas as conquistas do acordo 2014/2015  são melhores.

Mais sobre o acordo coletivo Banpará 2014/2015 clica aqui
 
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