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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021 0 comentários

Sitiada, Cuba produz a própria vacina e ainda vai dar de graça a alguns países. No Pará, vacina contra Covid 19 pode iniciar em fevereiro. Oremos!

 Inveja, raiva e tristeza. Esses são os sentimentos que me tomam cada vez que eu leio, vejo ou escuto que um país x ou y está vacinando contra a Covid 19.

Inveja de quem está sendo imunizada.

Raiva do governo Bolsonaro, Anvisa, de todos que são pedreira no caminho da cura. E raiva de quem votou no anticristo.

Tristeza de ver que o nosso Brasil  está conduzido pela insensibilidade, desumanidade, pra dizer o mínimo!

Ainda bem que o STF (Supremo Tribunal Federal) deu o poder a Estados e municípios de cuidarem de suas populações e aí, governos do Pará, Maranhão, Ceará, só pra citar alguns, têm agido a favor do povo no combate ao coronavírus e em proteção à vida.

No meio de tantas notícias medonhas, duas boas:

* Cuba, sitiada por sanções, produz a própria vacina contra a Covid 19, a Soberana 1 e 2 e, assim que ficar tudo ponto, vai vacinar toda a ilha e distribuir, de graça, a vacina a países caribenhos que têm pouco dindim para comprar o sonhado imunizante. É uma saliência maravilhosa, a de Cuba!

* o Pará, assim como outros Estados, tem um plano B para vacinar a população do Pará: contratou intenção de compra de duas vacinas, a que está sendo produzida pelo Butantan e a do consórcio Covax  Facility . Então, pode ser que em fevereiro tenhamos o comecinho da vacinação no Pará, se a Anvisa não continuar sendo uma barreira mortal.

Rezemos e lutemos!




quarta-feira, 26 de agosto de 2015 1 comentários

Entra em campo o time da resistência e que nunca se conforma em perder .... Bom dia, teimosia!

Éguaaaa do texto lindooo e escrito com ânima, com a sensibilidade de navega pelas letras como quem tá em casa num domingo à tarde, depois de 1 açaí...Não sou Paysandu, sou Leão, sou do time da resistência e assino embaixo de tudo que Glauco escreveu. Especialmente hoje, dia de grandes decisões e a 2 dias do 12° Congresso Estadual da CUT.PA que vai fazer 1 mergulho sobre a arte de perder, lutar, vencer  e continuar no time da esperança, sempre com fé na vida, entre choros de alegria e tristeza, renascendo sempre.

E nesta bonita e ensolarada quarta-feira 26/8/15 em que o Papão joga em Belém enfrentando o Fluminense pela Copa do Brasil, eu só tenho a agradecer pelo querido Glauco Alexander Lima ter escrito um texto  tão prenhe de história, de arte e de quem nunca perde a condição de teimoso, de produtor de alegria e fé no meio da tormenta.. e juntando nisso tudo Círio, açaí, fé, time de futebol e o estandarte da alegria e da esperança.





Bom dia,esperança. Bom dia, teimosia...


Sobre ser paraense e Paysandu

Ser paraense é historicamente perder. Torcer pelo Pará, por Belém do Pará, quase sempre é perder. Principalmente quando se é paraense dos segmentos mais pobres da população, que no Pará são a grande maioria do povo e o nível de pobreza ainda é muito profundo. Ser paraense é perder o ferro, o níquel, a bauxita, a madeira de lei, a floresta para o gado, perder importância econômica, política e social.

Ser paraense é fazer a Cabanagem e perder para a impiedosa força lusitana. Ser paraense é perder o porto para o Maranhão, a siderúrgica para o Ceará, a energia hidrelétrica para o Brasil todo.

Ser paraense é perder o açaí, o cupuaçu, grandes investimentos nacionais e internacionais, é perder porque tudo sai e pouco se reverte em desenvolvimento humano e em redução das brutais diferenças sociais no estado.

Ser paraense é perder relevância. É ser quase sempre preterido. E muitas vezes nem lembrado. Ser paraense é perder grande parte de seu território para uma divisão que, embora ainda não formalizada, já existe na vida real. Um estado que ainda não foi dividido, mas já está separado, um Pará desintegrado, que vê cada vez mais longe a possibilidade de um elo que o faça um só.

Ser paraense é perder o conceito de Amazônia para Manaus e perder grandes eventos e negócios como o Mundial de Futebol realizado no Brasil. Ser paraense é perder o trem da história.

Ser paraense é ver a capital do estado, grande aglomerado urbano, parada no começo do século 20, cada vez mais carente de atualização na mobilidade humana, na preservação do patrimônio histórico, no surgimento de novas e visionárias lideranças empresariais.

Tudo isso talvez explique um pouco essa loucura pelo Paysandu. Alguém já disse que o futebol é a mais importante das coisas sem importância e o Paysandu com suas proezas e, mesmo nas suas tragédias, acaba sendo uma pequena janela para o orgulho e a expressão de um paraense constantemente derrotado em outros campos.

O que explica essa legião de loucos seguindo o time pelo Brasil e até por outros países da América do Sul, um clube de futebol de possiblidades financeiras limitas.

Gente que vai de madrugada receber o time que volta de uma viagem, gente que forma uma massa de mais de trinta mil pessoas no aeroporto quando o clube sai da terceira divisão do campeonato nacional.

O mais interessante é que junto com a bandeira do Paysandu tem sempre uma bandeira do Pará. E os torcedores se dedicam a explicar de onde é aquela bandeira vermelha, branca e azul. Misturam futebol com tacacá, campeonatos com pirarucu, Círio de Nazaré, Carimbó, tamuatá, Alter do Chão, exaltam a terra natal como quem fala de alguém que foi condenado injustamente e que precisa de uma defesa justa.

O Paysandu é o embaixador informal do povo do Pará, é um sentimento de dignidade que renasce quando o juiz apita o início da partida. É uma festa popular, um carnaval permanente, uma nacionalidade, uma religião profana, um meio de comunicação de uma terra com o mundo.

O Paysandu é a alegria do Pará e uma pequena esperança de que o povo paraense pode se organizar, se levantar, misturar o local com o universal e virar o jogo em favor de um futuro mais bonito. Bonito como uma vitória do Paysandu numa manhã ensolarada no Rio de Janeiro.
terça-feira, 5 de agosto de 2014 0 comentários

Aneel autoriza abusivo aumento de 34% nas contas de luz no Pará. Desde a privatização, em 1998, CELPA já aumentou a conta em mais de 400%, contra uma inflação que não chega à metade.

Pro bolso dos paraenses, este agosto será mês de desgosto. É que a Aneel - Agência reguladora das centrais elétricas, autorizou hoje (5/8) o amargo reajuste de 34,34% nas contas de energia elétrica já a partir de agosto. O péssimo e caro serviço é prestado da Celpa/Equatorial passa a ter uma subida de 34,34%,segundo informa o DIEESE. Quem paga hoje 100 reais, passa a pagar R$134,34.

É o 15º reajuste de energia elétrica da Celpa desde a privatização feita pelos tucanos em 1998, e já acumula um percentual de mais de 417,33% de reajuste desde a privatização, contra uma inflação de 176,75% no mesmo período. Ou seja, a inflação não chega à metade do que já pesou o reajuste de luz no nosso bolso!

Ainda segundo o Dieese, na prática teremos dois reajustes, o 1º na conta direta dos consumidores residenciais pelo uso da energia e o 2º no repasse para os preços pelo Setor Empresarial (grandes consumidores) que também tiveram reajutes de cerca de 36%. O reajuste autorizado no dia de hoje pela ANEEL está entre os maiores do país este ano.

A recente 14ª plenária estatutária da CUT nacional aprovou a moção apresentada pela delegação paraense presente à plenária, em Guarulhos/SP, de 28 julho a 1º de agosto, em que reivindica a federalização da CELPA/Equatorial. Não tem porque a energia elétrica continuar privatizada e com efeitos tão danosos à população paraense!



quarta-feira, 16 de julho de 2014 0 comentários

Paulo Rocha é meu senador e ninguém vai melar o jogo com boatos e mentiras. Vamos ganhar é no argumento e na história de vida e de lutas! E passa muito mais tarde.

Copa finda e férias de julho rolando no nosso verão amazônico e a eleição vem de com força e com ataques rasteiros e de todos os lados. Adianto que o companheiro Paulo Rocha é meu candidato a senador. Petista de carteirinha, fundador da CUT.Pa, primeiro presidente do valente Sindicato dos Gráficos do Pará no período terrivel da ditadura, deputado federal por 5 mandatos, quase senador com 1, 7 milhões de votos e inocentado no processo chamado de mensalão. Esse é um hiper resumo do compa Paulo Rocha.

Mas a sujeirada que lamentavelmente cobre as campanhas políticas, tenta enlamear a estrada de lutas e brilhantismo do companheiro Paulo Rocha. Não passarão! Ninguém vai melar o jogo. Eleição se ganha nas urnas.

As forças conservadoras trabalham para difundir boatos criando embaraços para a candidatura do nosso candidato ao Senado, Paulo Rocha. Faz parte de um jogo sujo e sem escrúpulos, infelizmente ainda existente na política brasileira. 

Com medo da derrota nas urnas, os representantes das elites difundem versões mentirosas para tentar confundir o eleitorado. Vamos à luta que a área jurídica está preparada para derrubar qualquer tentativa de empurrar o jogo para o tapetão. 

Eleição se ganha no voto.


Paulo Rocha tem história de luta e de vida. Não adianta tentar melar o jogo.



 
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