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quinta-feira, 23 de março de 2017 0 comentários

Como fazer um impeachment, quebrar o Brasil e arrebentar com direitos trabalhistas, emprego, concursos e aposentadoria. Receita de Temer e golpistas


Então, era pra isso o impeachment da presidenta Dilma? Para quebrar o país, a Petrobrás, os bancos públicos,a aposentadoria,  concurso público, a proteção social aos necessitados? E com o apelido mentiroso de reforma, vai se liquidando a CLT , acabando com o 13º salário, o emprego e legalizando a escravidão, a precarização total, como aconteceu ontem à noite na Câmara dos Deputados, em Brasília?

Medonha noite a de 22 de março de 2017, quando 231 deputados e deputadas legalizaram o horror, o massacre dos direitos trabalhistas através desse PL 4302/98, projeto que estava dormindo desde 1998 e que emergiu das trevas sob o chamado de 231 deputados e deputadas, a maioria pertencente às chamadas bancadas do boi e da Bíblia. A bancada evangélica, inclusive, votava no assassinato dos direitos  blasfemando "em nome de Jesus"!

A legalização da precarização fere de morte a CLT/Consolidação das Leis do Trabalho e como vai mexer brutalmente no salário, pra menos, a médio prazo afetará a previdência pública. E esta, a não ser que haja uma forte reação popular, está com os dias contados. É a PEC 287, mais uma mexida criminosa na Constituição para acabar com a aposentadoria. Ou fazer o trabalhador morrer sem conseguir se aposentar.

Então, era pra isso o impeachment a bateção de panelas, as camisas da CBF nas ruas... Meu Deus, como é que pode, milhões de pessoas clamarem nas ruas e nas redes sociais contra a corrupção, invocar as trevas e colocar corruptos e assaltantes de direitos no governo, no Congresso Nacional? Com aliados fortes na mídia golpista e em largas escalas do judiciário.

 E enquanto fazemos essas e várias indagações,  vamos ao mesmo tempo organizando a resistência, avançando na luta e chacoalhando os golpistas, até que eles e elas caiam. Dia 31 de março, data de um outro golpe, estaremos nas ruas denunciando o extermínio de direitos e dando os nomes de quem votou contra nós. Pois 2018 tem eleições de novo. 

Vamos lutar, lado a lado? 
A bancada de deputados federais é formada por 17 parlamentares. Esses 9 votaram contra o povo trabalhador.



A bolinha verde indica quem votou contra. E quem votou a favor, está no quadrado laranja.

A alegriado presidente da Câmara dos Deputados ao informar que o grande golpe foi dado.

 Com a aprovação do PL 4.302/98, o que muda:

 – As empresas poderão subcontratar, em caráter permanente e para qualquer atividade, seja urbana ou rural, até 100% dos seus funcionários, por terceirização ou até mesmo quarteirização;

 – Não haverá mais vínculo empregatício entre os trabalhadores, ou sócios das empresas prestadoras de serviços, com a empresa contratante. Essa modalidade legaliza aquela situação em que a empresa induz seu empregado à abertura de uma segunda empresa ou a adesão a uma pseudocooperativa. Desta forma, os patrões ficam livres dos gastos contratuais, promovendo, de brinde, uma reforma tributária;

 – Com a possibilidade de contratar “serviços” e não mais pessoas, a empresa estará livre de cumprir as regras estabelecidas por Convenções Coletivas dos empregados agora substituídos por subcontratados;

 – A proposta ainda retroage no tempo e declara “anistiadas dos débitos, das penalidades e das multas” às empresas que vinham contratando irregularmente os trabalhadores, antes da eventual mudança; Como agravante, a nova modalidade instituída pelo projeto não vale para as empresas que já vinham contratando irregularmente (as mesmas que serão anistiadas). Para essas, os contratos “poderão adequar-se à nova lei”, mediante contrato entre as partes;

 - O projeto ainda exime a empresa tomadora dos serviços da responsabilidade pelo não-pagamento das contribuições previdenciárias e trabalhista. Embora seja ela a maior beneficiária, sua responsabilidade é apenas subsidiária em relação aos danos causados ao trabalhador ou aos cofres públicos;

 – O PL 4.302 também altera as regras de contratação temporária, também por empresa interposta. Entre outras medidas, um trabalhador poderá permanecer em uma empresa como “temporário” por até 270 dias ou prazo ainda maior, se constar de acordo ou convenção coletiva. Ao final do contrato, sai da empresa com uma mão na frente e outra atrás;

 – A proposta também cuida de assegurar que não existe vínculo empregatício entre o empregado temporário e a empresa contratante. Portanto, mais do que flexibilizar, o PL 4.302/98 rasga e joga na lata do lixo os modestos direitos conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras com a CLT/Consolidação das Leis do Trabalho, como também aniquila concursos e o serviço público.

 (Fonte: CUT Brasília, com informações do DIAP).

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Atualizado em 24/3/2017, às 8:13:
"A aprovação da Terceirização Total e Irrestrita já é um desastre por si, mas tem coisas mais macabras ainda neste projeto de lei, que para virar lei só precisa agora da assinatura do golpista Michel Temer. 

"O diabo mora nos detalhes"

1) O contrato temporário que hoje é permitido por até 3 meses no máximo, agora pode ser de até 9 meses e a lei ainda abre a possibilidade desse prazo ser estendido. A lei ainda prevê que após 90 dias do término do contrato temporário, o mesmo trabalhador poderá ser colocado à disposição da mesma empresa.

Sabe o que significa? Na prática, em muitas empresas todos os funcionários serão temporários e quando demitidos não terão direito nem a multa do FGTS, nem à aviso prévio.

2) A lei autoriza a contratação de terceirizados para substituir trabalhadores em greve, desde que a greve seja considerada abusiva ou atinja serviço considerado essencial. 

De cara, é o fim do direito de greve para petroleiros, rodoviários, metroviários, profissionais de Saúde etc. Mas além disso, as decisões judiciais deixam claro que qualquer greve pode ser considerada abusiva e qualquer serviço pode ser considerado essencial. Então, na prática é o fim do direito de greve pra todo mundo. Trabalhador entrou em greve? Contrata terceirizados.

3) O projeto aprovado hoje acaba com a exigência de que a empresa terceirizada apresente certidão negativa do INSS.

Sabe o que significa? Empresas que devem contribuições previdenciárias poderão livremente contratar trabalhadores terceirizados.

4) O projeto (agora praticamente lei) também desobriga a empresa terceirizada a comprovar sede própria.

Sabe o que isso significa? Os empresários poderão criar empresas fantasmas para contratar funcionários terceirizados para suas próprias empresas.

5) A empresa que contrata o serviço de outra empresa terceirizada só responde subsidiariamente por eventuais dívidas trabalhistas e previdenciárias. 

Isso significa que somente após a comprovação de que a empresa terceirizada não pode pagar essas dívidas é que a empresa que contratou o serviço poderá vir a ter que arcar com elas.Já imaginou quanto vai demorar para receber uma ação trabalhista?

6) A lei permite que a empresa terceirizada contrate ainda outra empresa para contratar os trabalhadores. Ou seja, é a terceirização infinita. A terceirizad da terceirizada etc. Imagine isso na hora do trabalhador ir buscar na Justiça os seus direitos.

7) A empresa terceirizada poderá ser os próprios trabalhadores. 

Basta que um empresário "obrigue" seus funcionários a constituírem uma "cooperativa" (bastaria registrar o CNPJ). Pronto, agora o empresário pode demitir todos os seus funcionários e contratá-los como uma "cooperativa", ou seja, os trabalhadores não teriam direito a nenhum direito trabalhista ou previdenciário, porque eles não seriam mais trabalhadores e sim sócios de uma empresa.

Tem outros absurdos na lei, mas acho que só esses já são suficientes para dar uma ideia do quanto perdemos no dia de hoje. Os patrões certamente estão todos em festa"

(Jeferson Calaça, ex-presidente da ABRAT)
 
terça-feira, 3 de setembro de 2013 0 comentários

TST e Anamatra se posicionam claramente contra o famigerado PL4330 que destrói empregos, direitos e acaba com concursos públicos. E que pode ser votado hoje ou amanhã!

Enquanto aguardo as 16 horas, hora em que inicia a segunda rodada de negociação salarial com o Banco do estado do Pará - Banpará, mesa em que tenho a honra de participar, representando a valorosa Fetec.CN, aproveito para compartilhar dois posicionamentos pra lá de pai d'éguas sobre o famigerado PL 4330 que pode ser votado hoje ou amanhã na CCJ - Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, em Brasília. 

CUT, ContrafCUT, bancários e time lutador de todo o país está acampado em Brasília pressionando pela retirada de pauta do projeto de lei dos deputados Sandro Mabel (PMDB-GO) e Artur Maia. 

O primeiro honroso posicionamento é de 19 ministros do TST - Tribunal Superior do Trabalho: 

Dezenove dos 26 ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) assinaram ofício enviado ao presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara em que condenam com severas criticas o PL 4.330/04, que trata da regulamentação, em bases precárias, da terceirização no País.

 “A diretriz acolhida pelo PL 4.330-A/2004, ao permitir a generalização da terceirização para toda a economia e a sociedade, certamente provocará gravíssima lesão social de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários no País, com a potencialidade de provocar a migração massiva de milhões de trabalhadores hoje enquadrados como efetivos das empresas e instituições tomadoras de serviços em direção a um novo enquadramento, como trabalhadores terceirizados, deflagrando impressionante redução de valores, direitos e garantias trabalhistas e sociais”, critica o ofício.

 E clica aqui para ler a íntegra.
Ato público chamado pela CUT e demais centrais e realizado em Altamira.Pa pela CUT.Pa, Bancários.Pa e movimentos sociais. 
E este é o segundo posicionamento CONTRA o PL4330:

A Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), entidade representativa dos mais de 3.500 juízes do Trabalho do Brasil, vem a público, nos termos de seu Estatuto - que determina a atuação em defesa dos interesses da sociedade, em especial pela valorização do trabalho humano, pelo respeito à cidadania e pela implementação da justiça social -, conclamar os partidos políticos e parlamentares comprometidos com os direitos sociais a rejeitaram integralmente o Projeto de Lei 4.330/2004, que ora tramita na Comissão de Constituição Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados, e que dispõe sobre o contrato de prestação de serviço a terceiros e as relações de trabalho dele decorrentes.

Clica aqui para ler a íntegra do documento da Anamatra.

Luta nacional puxada pela CUt, ContrafCUT e centrais sindicais: contra PL 4330
Em Belém, dia 30 de agosto, prossegue a luta contra o PL 4330!
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013 0 comentários

Terceirização avança, se espalha, reduz empregos e direitos em todos os setores da economia. E o trabalho decente?

No blog Arte Bancária, uma informação e uma denúncia. A informação é que nestes 22 e 23, a CUT.Pará + AFL/CIO promovem um debate sobre terceirização, evento a ser realizado na sede do Sindicato dos Bancários do Pará, em Belém, com a presença do dirigente nacional da CUT, Jacy Afonso e do integrante do Grupo de Trabalho de Terceirização e diretor da Contraf-CUT, Miguel Pereira, dentre outros.

A denúncia é sobre dois emblemas de terceirização: um, na empresa Zara e outro, na hidrelétrica de Jirau. O blog chama a atenção também para o avanço da terceirização no Pará, especialmente no setor de mineradoras, setor elétrico. no campo, na área financeiro e nos setores públicos. Do evento de 2 dias, a CUT.Pará tirará estratégia de resistência e combate à terceirização.

Para a CUT.Pará, terceirização não rima com desenvolvimento sustentável. E se for regulamentada a terceirização como prevê o projeto de lei do dep. Sandro Mabel (PMDB-GO), o emprego e o trabalho decente estarão implodidos, assim com direitos sociais.
Clica e lê. 

 No jornal 225, produzido pela CUT Nacional, um vídeo sobre terceirização. Vale a pena assisti-lo:
 
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