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domingo, 12 de janeiro de 2014 2 comentários

A TAM sempre voou em Belém e até com mais chuva. E agora alega excesso de chuva pelos cancelamentos de voos. ANAC, SAC, MP, PROCON, cadê vocês?

Começou dia 8 de janeiro - dia em que veio ao mundo a pequena Yve, filhota da amiga Lidiane - o cancelamento que hoje chega a mais de 20 voos e redirecionamento de mais 9  da TAM só em Belém e que se reflete em vários pontos do país. O tumulto é bem mais acentuado no Pará e na região Norte, região muito mal servida de voos. E o noticiário sobre cancelamento de voos e o desrespeito com passageiros, fez a TAM primeiro informar (?) que excesso de chuva estava provocando  atrasos nos voos e hoje, que há uma pista no aeroporto internacional de Belém que não oferece segurança, devido à lâmina d'água.

É uma desculpa risível e que insulta a inteligência.

Primeiro, a chuva. Em Belém chove quase os 365 dias do ano, o que é sabido no país inteiro e a TAM nunca deixou de voar em Belém por conta de água.

Segundo, todas as demais companhias aéreas estão pousando e decolando normalmente. Ora, se todas as companhias aéreas indo e vindo debaixo do mesmo sol e da mesma chuva, por que as condições meteorológicas estão atingindo apenas a TAM?

O que está acontecendo, na real?


Passageira dorme de puro cansaço: nada daTAM
A venda da TAM para a chilena LAN travestida de associação,foi uma burla à legislação brasileira, como conta o jornalista Luís Nassif. 
Quando se juntou à  chilena LAN, a TAM divulgou a perspectiva de lucros estupendos. Na época da venda,  a TAM tinha 143 aeronaves e 25 mil funcionários. Recentemente, pra manter a lucratividade, fez uma famigerada reestruturação produtiva e hoje tem 18 mil funcionários. Em agosto 2013, demitiu 800 tripulantes entre comissários, comandantes e  co-pilotos, o que também deve ter influenciado o cancelamento de voos, pois novas equipes contratadas precisam de um tempo de treinamento. Tempo esse que faltou, o que revela péssima gestão administrativa e nenhum compromisso com a geração de emprego.

Cadê ANAC, SAC, MP? -  Se verdadeira, a nota da TAM (mais abaixo) mostra que há risco de morte, há insegurança por conta da chuva. O que é estranho e que a TAM sempre operou no mesmo aeroporto e com muito mais chuva. E GOL, Azul, Tripp, Seta continuam voando normalmente. Alguém está faltando com a verdade e entre a TAM e órgãos de fiscalização e governo, ficamos nós, passageiros sem resposta, sem voos, sem acomodações. E no balcão da TAM, alguns valentes funcionários tentam explicar o que não sabem e resolver o que não podem, enquanto os covardes donos da empresa assistem bem longe e de camarote as explosões nos aeroportos.


Mais de 20 voos cancelados e 9 redirecionados. E o passageiro só sabe disso no aeroporto.

Em Belém, não tem um posto da ANAC. E só a desinformação como companhia. 
Em 2010, Luís Nassif denunciou o que significava a venda da TAM e como foi um péssimo negócio para o Brasil. Pouco mais de 3 anos, neste início de 2014, com os voos cancelados aporrinhando a vida dos passageiros, em flagrante desrespeito, urge resposta do Governo Dilma via agência reguladora, a ANAC, Secretaria de Aviação Civil, Infraero. E o Ministério Público e o Procon também não podem fazer de conta que nada está acontecendo.
***
No meu twitter, os reclamos de passageiros e a resposta da TAM. Que nada responde


  1. sem qualquer assistência em São Luís e Macapá pessoas passando mau dentro do avião e sem nenhuma informaçao

  2. o interessante é que todas as cias aéreas estão pousando normalmente em Belém menos a Tam
  1. [...] nossa Central de Vendas e Fidelidade 4002 5700 (capitais) ou 0300 570 5700. Obrigado
  2. [...] segura. Para informações de remarcação ou reacomodação, por favor, entre em contato [...]
  3. [...] reiteramos que a segurança de voo é um valor imprescindível e todas as nossas ações visam garantir uma operação [...]
  4. [...] voos com origem ou destino em Belém foram impactadas. Lamentamos os transtornos causados aos nossos clientes e [....]
  5. Vera, devido as condições de decolagem e aterrissagem no Aeroporto de Belém, a programação de alguns de nossos [...]
  6. Oi Vera, por favor, nos informe o nº do voo. Obrigado.

O preocupante comunicado da TAM

Nota à Imprensa - Operações em Belém (PA) -  A TAM Linhas Aéreas informa que, após uma análise minuciosa das condições de decolagem e aterrissagem no Aeroporto Internacional de Belém, a companhia decidiu não operar no local em caso de acúmulo de lâminas d’água ou pista severamente molhada, já que sua prioridade é prestar um transporte seguro aos seus passageiros. Por isso, desde a última quarta-feira (8), alguns voos com origem ou destino nesse aeroporto estão sendo impactados. Entre a noite de ontem e o início da tarde de hoje, foram quatro voos cancelados e sete reprogramados, com os passageiros reacomodados em outros voos.

Caso a pista do aeroporto de Belém continue apresentando condições inseguras para pouso e decolagem, de acordo com os critérios de segurança da empresa, novos voos poderão ser cancelados ou alternados para outros aeroportos. Importante que o clientes procurem informações junto à TAM antes do embarque do seu voo. Os passageiros impactados estão recebendo toda a assistência necessária. A empresa lamenta os transtornos causados aos clientes e esclarece que isentará da cobrança de taxa de remarcação ou diferença de tarifa, no prazo de 30 dias a partir da data do voo, os passageiros afetados. A TAM reitera que a segurança de voo é um valor imprescindível e todas suas ações visam garantir uma operação segura.

TAM
Assessoria de Imprensa
(11) 5180-7300
Plantão: (11) 98644-0128
E-mail: imprensa.tam@kreabgavinanderson.com
www.tam.com.br
www.tam.com.br/imprensa

Após o comunicado da TAM, leitores sugerem esta nova logomarca.

domingo, 16 de dezembro de 2012 0 comentários

Égua do domingão pai d'égua: Curingão bi!! Essa é pra ti, Lula!

Parabenzaço, nação corinthiana pelo lindo título conquistado hoje no Japão! Curingão bicampeão!! Esse presente vai pro meu amado Lula, corintiano da gema, roxo! Num período de tanto ataque, tanta mentira e tanta baixaria, nada como comemorar essa linda vitória do TIMÃO! 

Lula, deixa pra lá PIG, oposição. Porque hoje tem festa nos nossos corações e da Nação Corinthiana! Dilma com 78% de aprovação pessoal; Lula ou Dilma ganhariam no 1º turno, diz pesquisa: isso é pra empurrar os outros no escanteio, os invejosos e odientos! A gente, não! A gente passarinha!

Feliz vida, Corinthians! No céu, comemoram hoje a Pimentinha Elis e o dr. Sócrates. E meu paizinho, que adora uma festa!
Querida Elias, com a bela camisa do Curingão!

Dr. Sócrates.
P.S - Hoje meu amado amigo Castagna Maia comemoraria seus 47 anos entre nós. Vai ver que está comemorando com dr. Sócrates, com a Pimentinha Elis e tantos outros.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012 0 comentários

Campos petrolíferos ficam a mais de uma centena de quilômetros da costa e são da União e não dos Estados. Por que então essa lambança do Rio de Janeiro?


Vendo a lambança do governo do Rio de Janeiro que quer se autointitular dono dos royalties do pré-sal, lembrei de várias conversas que tive sobre a vida e o pré-sal com meu amigo querido Luís Antonio Castagna Maia, que passou pro andar de cima em 14 de janeiro deste ano. E lembrei também o quanto o Castagna Maia desfraldou a bandeira do nacionalismo, da liberdade e dos direitos. Aí, busquei no farol que é o blog dele e vou compartilhar com vocês o que o amigo escreveu a 23.março.2010. Atualíssimo (e deveria ser repercutido no Rio de Janeiro). 
Um trecho:
O governo do Rio de Janeiro se meteu em uma trapalhada imensa na discussão do royalties. Os campos petrolíferos ficam a mais de uma centena de quilômetros da costa. E pertencem à União, não aos Estados. 
A expressão “estados produtores de petróleo” não é verdadeira. Nenhum Estado está tendo suas riquezas extraídas, retiradas. Ao contrário, se há petróleo há investimento, há transporte, há terminais, há empregos, há aquecimento do mercado.
A Amazônia é parte da Federação e sua efetiva riqueza – inequivocamente mais importante do que o petróleo – não pode ser transformada em pecúnia porque seria a nossa morte. Há uma riqueza colossal na Amazônia, mas a Amazônia não é considerada “estado produtor de oxigênio”.
...
Agora, o texto completo. Com a lavra única do Castagna Maia (que falta que ele nos faz!)

“KWAIT-DE-JANEIRO”?


A expressão “estados produtores de petróleo” não é verdadeira. Nenhum Estado está tendo suas riquezas extraídas, retiradas. Ao contrário, se há petróleo há investimento, há transporte, há terminais, há empregos, há aquecimento do mercado. Os campos petrolíferos ficam a mais de uma centena de quilômetros da costa. E pertencem à União, não aos Estados.
II
Não se está a tratar a Amazônia como “estado produtor de oxigênio”. A Amazônia é parte da Federação e sua efetiva riqueza – inequivocamente mais importante do que o petróleo – não pode ser transformada em pecúnia porque seria a nossa morte. Há uma riqueza colossal na Amazônia, mas a Amazônia não é considerada “estado produtor de oxigênio”.
III
O governo do Rio de Janeiro se meteu em uma trapalhada imensa na discussão do royalties. É provável que as autoridades de lá tenham sido simplesmente instrumentalizadas por grupos entreguistas, e acabaram fazendo o jogo do entreguismo sem se dar conta. Isso, pelo menos, até agora, mas as coisas já estão ficando muito evidentes.
IV
É inconcebível, é uma ingenuidade achar que o Brasil aceitará que o Rio de Janeiro seja um “Kwait-de-Janeiro”, e que o resto do País permaneça na miséria. E há muitos argumentos contra isso. O primeiro, evidente, é que não há “estados produtores de petróleo”. Não há nenhum esforço do Estado na descoberta ou processamento do petróleo. Quem descobriu foi a Petrobrás, e está lá extraindo. Quem, em sã consciência, aceitará que o Rio de Janeiro se torne um mar de dinheiro, sem trocadilho, enquanto o resto do Brasil amarga a miséria? Isso não faz sentido.
V
A discussão dos royalties do petróleo é importante. Sua destinação é extremamente importante. Há cidades onde a cada fim de semana há um show de música sertaneja, outro show de axé, outro de rap, outro de algum padre cantor, e aí se vai o dinheiro dos royalties. Não têm saneamento, não têm tratamento de esgoto, não têm escola de tempo integral. Jogam fora o dinheiro exclusivamente em sua demagogia primária sobre uma massa pobre. São cidades onde até o transporte público é precário, mas onde sobra dinheiro para todo o tipo de demagogia, menos para tratar esgoto, erradicar a dengue, implantar escola de turno integral que tire essa infância e essa juventude das ruas e das mãos do narcotráfico.
VI
Há uma meia dúzia de municípios riquíssimos, nadando nessa riqueza sem que isso repercuta em desenvolvimento efetivo, desenvolvimento humano. Há, em boa parte, apenas a demagogia de shows nos fins de semana, uma gastação de dinheiro público, e só.
VII
Mas o pré-sal está aí, é uma riqueza que começa a ser extraída. E é evidente que os critérios todos precisam ser repensados. Daí é que impossível para um Estado se apropriar quase integralmente dessa riqueza. O Brasil precisa participar disso, é preciso que essa riqueza reverta para o País como um todo.
VIII
A atuação do governo do Rio de Janeiro foi um desastre. De nada adianta juntar o próprio povo do Rio de Janeiro em manifestações. Não se trata de uma briga contra o povo do Rio de Janeiro. Trata-se da discussão da Federação, da partilha de recursos. Ou seja, é uma discussão a ser feita estado por estado. E o Rio, se permanecer sozinho, se permanecer com essa política tacanha e isolacionista que foi feita até agora, perderá muito. A atuação até aqui foi um desastre justamente porque o governador do Rio apresentou o Estado como um novo Kwait em meio à miséria brasileira.
IX
Tão desastrada essa atitude que não se preocuparam em fazer Política – Poítica, sim – com os outros estados. No primeiro momento, a empáfia. No segundo momento, a passeata envolvendo apenas o povo do Rio – e olhe lá – quando o problema é exatamente o isolacionismo! O governador do Rio não saiu a conversar com os demais Estados, com os demais governadores, com senadores de outros estados. Fez a antipolítica, achando que um Estado sozinho, se gritasse, dobraria os demais. Não dobrou. E aí resolveu radicalizar ainda mais, sempre apenas no seu Estado. E se for o Rio contra o Brasil, é claro que perde o Rio.
X
A discussão dos royalties não deveria ser feita agora. Isso não estava previsto. Foi o Rio de Janeiro quem precipitou essa discussão, e foi o Deputado Federal Ibsen Pinheiro quem materializou o tema exatamente no sentido contrário. O próprio Ibsen sinalizou com a possibilidade de acordo no Senado, o presidente do Senado acenou no mesmo sentido. Mas lá haverá conversa, e não histeria ou demagogia popular. Lá são os diversos Estados da Federação, por suas representações, conversando uns com os outros, e não a discurseira e a bravata de palanque.
XI
Os pescadores de águas turvas já estão por aí. Quando jogam a discussão dos royalties para este momento, buscam fragilizar a discussão da Petrossal, a empresa que deverá administrar a parte da União. Quando precipitam a discussão dos royalties, buscam atacar o modelo de partilha e retornar ao terrível modelo das concessões, onde imensas bacias petrolíferas eram simplesmente vendidas a preço de banana para as multinacionais. Esse modelo é terrivel, perverso, construído a partir das descobertas da Petrobrás que lhe foram arracadas sem sequer indenização. Parte da riqueza do povo brasileiro foi simplesmente entregue a troco de banana.
XII
O Rio de Janeiro não será o “Kwait-de-Janeiro”. A rigor, a discussão dos royalties deveria ficar para o momento seguinte. Acabou sendo precipitada, está sendo feita agora. Haverá, sim, um acordo grande da Federação, o privilégio a estados como o Rio e Espírito Santo, mas não um monopólio no recebimento dos recursos e dos royalties. O País todo participará dessa riqueza. É preciso ficar atento, no entanto, ao ensaio que vem sendo feito relativo à volta do modelo entreguista, do que simplesmente vende a bacia petrolífera inteira a preço de banana, à revelia do interesse do Brasil, da geração de empregos, da garantia do abastecimento interno.

Leia também: 

“ROYALTIES: ERRO GRAVE DE GOVERNADORES PREJUDICA O RIO DE JANEIRO E O BRASIL”


O QUE O PETRÓLEO DO PRÉ-SAL TEM A VER COM VOCÊ?




 
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