Então, 2018 está indo embora...um ano de liquidificador das emoções.
Muitas lutas, muitas decepções com muita gente que se acha do bem, mas concorda com arma na mão de todo mundo, acha que o trabalhador tem direito demais, que bandido bom é bandido morto, que aceita caladinho a corrupção, a mentira, que acha normal privatização, fim de concurso público, de direitos... Foi na urna e ...deu no que deu!
Na política nacional, uma derrota depois de tantos golpes e armações desde 2013, indicando que é longo o caminho da resistência e que vai exigir unidade real e cotidiana, resiliência, solidariedade, sororidade e que tenhamos a capacidade de caminhar e permanecer juntas.
Do início de 2018, tenho a memória da pele daquele 7 de abril de 2018, o dia em que Lula foi preso, em São Bernardo do Campo. Eu estava no meio daquela multidão que se indignava coletivamente diante da arbitrariedade costurada por tantos ignóbeis poderes!
🤤
Em casa, um refresco. Meninos bem.
Caçula descobriu no meio do show Caravanas do Chico o amor da vida dele e casa agora no janeiro que chega.
Primogênito assumiu novo cargo, nova função, vai ser papai de novo.
E filhote do meio termina bem legal este 2018, com sua compa, seus filhotes e sua felicidade garimpada e protegida;
Meu sobrinho-filho Marquito ganhou novo coração, nova família e novo filho. Fênix total neste 2018.
Meu povo de Fortaleza também vai bem, terminando 2018 com vida, saúde e alegria.
Mamãe também está bem, amando cada dia mais a querida Bragança.Pa e o ranchinho dela e agora tem Sorriso, uma cachorrinha muito querida.
E por falar em cachorras queridas, o final de dezembro UNI foi operada do olho direito. Tá se recuperando bem, embora odeie o cone-algema que a impede de se coçar, se lamber, se movimentar,
Descobri que hidroginástica é bom e voltar pra autohemoterapia, uma necessidade. Vou iniciar uma leve meditação.
Neste 2018, reencontrei pessoas queridas. Outras, é melhor manter à distância.
Não posso deixar de destacar minha atividade sindical nos bancários, na CUT, na Frente Brasil Popular e destaco um ponto marcante da resistência feminista deste 2018: os 2 atos EleNão>, em que participei ativamente e parte da minha família, em. especial o filhote do meio, esposa, amigos e amigas. O 2° turno revelou muita criatividade em fazer política, ensinamentos raros para os tempos que virão.
Companheiras, muitas. Valorosas, irmãs. Daquelas de partilhar o pão. De amar aprender junto.
As mesas de negociação do Banpará foram bons testes de articulação e diálogo. E fechamos a campanha salarial com um bom acordo coletivo que vale por 2 anos. Também, a participação em comitês paritários, os quais tive a honra de ter a maior votação em eleição direta, pelo funcionalismo do Banpará.
O caminho da luta é íngreme e a gente dá muita topada. Mas encontra tanto amparo, aprende tanto! Tenho militância e resistência na veia, do mesmo jeito que curto poesia e gentes.
Então, é com a coragem como companheira e a certeza de que muitos galos cantarão para anunciar o amanhecer, que eu sigo.
Vou nadar contra a correnteza, mas com certeza não estarei sozinha.
Contem comigo e com a companheirada da luta para que não sequestrem nossos direitos e nossos sonhos, nossa liberdade.
Que venha 2019!
#LulaLivre
#NInguémSoltaAmãoDeNinguém
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
2019,
resistência,
tempos trevosos,
unidade
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O que 2019 espera de nós é coragem,luta, resistência e unidade. Vamos que vamos!
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
#ForaTemer,
2016,
resistência
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Como manter a beleza da esperança, a firmeza da luta e a alegria do amor... Uma rápida mensagem de Natal deste 2016
Eita, 2016.
Ano que tiraram a Dilma, presidenta legitimamente eleita e sem qualquer crime.
Pra por o Temer, e eis que ele, atendendo aos clamores das panelas batidas chamando as trevas:
- Entregou o pré-sal para grandes petrolíferas estrangeiras, derrubando o passaporte do futuro de nossas crianças e jovens;
- aprovou na Câmara e Senado a PEC da Morte, PEC%% que congela investimentos públicos por 20 anos e na prática, acaba com concurso público;
- fará tramitar em fevereiro/2017 a reforma da previdência, que fará o brasileiro trabalhar 49 anos para ter direito a se aposentar;
- e nesta antevéspera de Natal, para a classe trabalhadora, um oiutro "presente": acenar com jornadas diárias de 12 horas e que vale o negociado sobre o legislado. Mexe na CLT, instrumento que dá dignidade e valoriza o trabalhador e que é regra no país desde 1943;
- já acabou com milhões de Bolsa Família;
- quer premiar as operadoras de telefonia, enfim, pagar a conta do golpe.
Pra isso, tiraram a Dilma!
Éguuuuuaaaaaaaaaa!!!
Mas amanhã é véspera de Natal deste 2016 de tantos direitos confiscados e eu não posso deixar de enviar a mensagem de esperança para os corações que estão antenados na luz e na fé.
Então, aí vai:
Que mantenhamos a beleza da esperança, a firmeza da luta e a alegria do amor neste Natal e no 2017 que se aproxima. Meu abraço!
"Não é que o mundo seja só ruim e triste. É que as pequenas notícias não saem nos grandes jornais. Quando uma pena flutua no ar por oito segundos ou a menina abraça o seu grande amigo, nenhum jornalista escreve a respeito. Só os poetas o fazem."
Ano que tiraram a Dilma, presidenta legitimamente eleita e sem qualquer crime.
Pra por o Temer, e eis que ele, atendendo aos clamores das panelas batidas chamando as trevas:
- Entregou o pré-sal para grandes petrolíferas estrangeiras, derrubando o passaporte do futuro de nossas crianças e jovens;
- aprovou na Câmara e Senado a PEC da Morte, PEC%% que congela investimentos públicos por 20 anos e na prática, acaba com concurso público;
- fará tramitar em fevereiro/2017 a reforma da previdência, que fará o brasileiro trabalhar 49 anos para ter direito a se aposentar;
- e nesta antevéspera de Natal, para a classe trabalhadora, um oiutro "presente": acenar com jornadas diárias de 12 horas e que vale o negociado sobre o legislado. Mexe na CLT, instrumento que dá dignidade e valoriza o trabalhador e que é regra no país desde 1943;
- já acabou com milhões de Bolsa Família;
- quer premiar as operadoras de telefonia, enfim, pagar a conta do golpe.
Pra isso, tiraram a Dilma!
Éguuuuuaaaaaaaaaa!!!
Mas amanhã é véspera de Natal deste 2016 de tantos direitos confiscados e eu não posso deixar de enviar a mensagem de esperança para os corações que estão antenados na luz e na fé.
Então, aí vai:
Que mantenhamos a beleza da esperança, a firmeza da luta e a alegria do amor neste Natal e no 2017 que se aproxima. Meu abraço!
"Não é que o mundo seja só ruim e triste. É que as pequenas notícias não saem nos grandes jornais. Quando uma pena flutua no ar por oito segundos ou a menina abraça o seu grande amigo, nenhum jornalista escreve a respeito. Só os poetas o fazem."
domingo, 2 de outubro de 2016
eleições2016,
expressar a liberdade,
resistência
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Pode vir banzeiro, pode vir maresia que eu trago na alma e na vida, amor, esperança e fé. Sou da resistência, da luta. Sou 13, sou PT!
Vou às urnas logo mais com uma certeza: é preciso valer os nossos sonhos e as nossas utopias e isso não envelhece.
Vou de 13- Regina neste primeiro turno e Edmilson 50 no segundo. E tendo como candidato a vereador, o querido e grande lutador Otávio Pinheiro, 13.013. Com a mesma energia e alegria que votei em Lula em 1989.
Somos da resistência e da luta. Seguramos os banzeiros e é assim que vimos vencendo há 36 anos deste lindo e amado PT.
Arrancaram Dilma do Planalto a 31 de agosto/16, presidenta sem qualquer crime e legitimamente eleita pelo povo.
Têm um pacote de corte de direitos sociais e trabalhistas e de violação da democracia e soberania do país (entrega do pré-sal e agora, de novo, pedir a bênção ao FMI).
Trazem um tempo trevoso, sombrio, carregado.
Mas não será fácil nos derrotar. Trazemos na alma e na vida o amor e o enfrentamento a banzeiros e maresias.
Venceremos as atrocidades com unidade, resistência, fé, esperança e luta.
Golpistas não arrancarão nossos sonhos e nossa fé.
Vamos que vamos! Domingão lindo, 2/out/16 em Belém.Pa.
Vou de 13. E 13.013 - Otávio vereador.
Bom dia, teimosia!
Bom dia, alegria!!!
#OrgulhoDeSerPetista
Vou de 13- Regina neste primeiro turno e Edmilson 50 no segundo. E tendo como candidato a vereador, o querido e grande lutador Otávio Pinheiro, 13.013. Com a mesma energia e alegria que votei em Lula em 1989.
Somos da resistência e da luta. Seguramos os banzeiros e é assim que vimos vencendo há 36 anos deste lindo e amado PT.
Arrancaram Dilma do Planalto a 31 de agosto/16, presidenta sem qualquer crime e legitimamente eleita pelo povo.
Têm um pacote de corte de direitos sociais e trabalhistas e de violação da democracia e soberania do país (entrega do pré-sal e agora, de novo, pedir a bênção ao FMI).
Trazem um tempo trevoso, sombrio, carregado.
Mas não será fácil nos derrotar. Trazemos na alma e na vida o amor e o enfrentamento a banzeiros e maresias.
Venceremos as atrocidades com unidade, resistência, fé, esperança e luta.
Golpistas não arrancarão nossos sonhos e nossa fé.
Vamos que vamos! Domingão lindo, 2/out/16 em Belém.Pa.
Vou de 13. E 13.013 - Otávio vereador.
Bom dia, teimosia!
Bom dia, alegria!!!
#OrgulhoDeSerPetista
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
avanços da luta,
DilmA,
fogueira pulada,
militância petista,
não ao golpe,
não mexe comigo que eu não ando só,
resistência,
STF
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A alegria pede passagem pohaaaaaaa...hoje eu tomar um porre, não me socorre eu tou feliz....explode, coração!
Hoje eu vou tomar um porre, não me socorre, eu tou feliz!
Fizemos em todo o Brasil atos pai d'éguas em defesa da democracia e contra o golpe. Em Belém, foi embaixo de chuva.
Levy se despediu em reunião e governo já procura substituto.
Procuradoria Geral da República pediu a saída do Cunha.
STF derrubou neste dia 17/dez/15 o voto secreto na votação da Câmara.
Comissão votada na marra pró impeachment também não tá valendo.
Éguaaaa vou ter Natal pohaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!
Fizemos em todo o Brasil atos pai d'éguas em defesa da democracia e contra o golpe. Em Belém, foi embaixo de chuva.
Levy se despediu em reunião e governo já procura substituto.
Procuradoria Geral da República pediu a saída do Cunha.
STF derrubou neste dia 17/dez/15 o voto secreto na votação da Câmara.
Comissão votada na marra pró impeachment também não tá valendo.
Éguaaaa vou ter Natal pohaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!
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| Basta isso: um abraço, uma careta, felicidade... |
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| Galera de casa, feliz neste 1º.jan.15, em Brasília. Posse Dilma! |
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| Meu lema de vida e de luta! |
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| Ruas molhadas, militância molhada em Belém e encarando chuva com alegria: não vai ter golpe! |
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| Garoto no ombro do pai na caminhada de 3,5 km em Belém dia 16/dezq15: #ForaCunha! |
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
CUT,
movimentos sociais,
Pará,
resistência
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Entra em campo o time da resistência e que nunca se conforma em perder .... Bom dia, teimosia!
Éguaaaa do texto lindooo e escrito com ânima, com a sensibilidade de navega pelas letras como quem tá em casa num domingo à tarde, depois de 1 açaí...Não sou Paysandu, sou Leão, sou do time da resistência e assino embaixo de tudo que Glauco escreveu. Especialmente hoje, dia de grandes decisões e a 2 dias do 12° Congresso Estadual da CUT.PA que vai fazer 1 mergulho sobre a arte de perder, lutar, vencer e continuar no time da esperança, sempre com fé na vida, entre choros de alegria e tristeza, renascendo sempre.
E nesta bonita e ensolarada quarta-feira 26/8/15 em que o Papão joga em Belém enfrentando o Fluminense pela Copa do Brasil, eu só tenho a agradecer pelo querido Glauco Alexander Lima ter escrito um texto tão prenhe de história, de arte e de quem nunca perde a condição de teimoso, de produtor de alegria e fé no meio da tormenta.. e juntando nisso tudo Círio, açaí, fé, time de futebol e o estandarte da alegria e da esperança.
Bom dia,esperança. Bom dia, teimosia...
Sobre ser paraense e Paysandu
Ser paraense é historicamente perder. Torcer pelo Pará, por Belém do Pará, quase sempre é perder. Principalmente quando se é paraense dos segmentos mais pobres da população, que no Pará são a grande maioria do povo e o nível de pobreza ainda é muito profundo. Ser paraense é perder o ferro, o níquel, a bauxita, a madeira de lei, a floresta para o gado, perder importância econômica, política e social.
Ser paraense é fazer a Cabanagem e perder para a impiedosa força lusitana. Ser paraense é perder o porto para o Maranhão, a siderúrgica para o Ceará, a energia hidrelétrica para o Brasil todo.
Ser paraense é perder o açaí, o cupuaçu, grandes investimentos nacionais e internacionais, é perder porque tudo sai e pouco se reverte em desenvolvimento humano e em redução das brutais diferenças sociais no estado.
Ser paraense é perder relevância. É ser quase sempre preterido. E muitas vezes nem lembrado. Ser paraense é perder grande parte de seu território para uma divisão que, embora ainda não formalizada, já existe na vida real. Um estado que ainda não foi dividido, mas já está separado, um Pará desintegrado, que vê cada vez mais longe a possibilidade de um elo que o faça um só.
Ser paraense é perder o conceito de Amazônia para Manaus e perder grandes eventos e negócios como o Mundial de Futebol realizado no Brasil. Ser paraense é perder o trem da história.
Ser paraense é ver a capital do estado, grande aglomerado urbano, parada no começo do século 20, cada vez mais carente de atualização na mobilidade humana, na preservação do patrimônio histórico, no surgimento de novas e visionárias lideranças empresariais.
Tudo isso talvez explique um pouco essa loucura pelo Paysandu. Alguém já disse que o futebol é a mais importante das coisas sem importância e o Paysandu com suas proezas e, mesmo nas suas tragédias, acaba sendo uma pequena janela para o orgulho e a expressão de um paraense constantemente derrotado em outros campos.
O que explica essa legião de loucos seguindo o time pelo Brasil e até por outros países da América do Sul, um clube de futebol de possiblidades financeiras limitas.
Gente que vai de madrugada receber o time que volta de uma viagem, gente que forma uma massa de mais de trinta mil pessoas no aeroporto quando o clube sai da terceira divisão do campeonato nacional.
O mais interessante é que junto com a bandeira do Paysandu tem sempre uma bandeira do Pará. E os torcedores se dedicam a explicar de onde é aquela bandeira vermelha, branca e azul. Misturam futebol com tacacá, campeonatos com pirarucu, Círio de Nazaré, Carimbó, tamuatá, Alter do Chão, exaltam a terra natal como quem fala de alguém que foi condenado injustamente e que precisa de uma defesa justa.
O Paysandu é o embaixador informal do povo do Pará, é um sentimento de dignidade que renasce quando o juiz apita o início da partida. É uma festa popular, um carnaval permanente, uma nacionalidade, uma religião profana, um meio de comunicação de uma terra com o mundo.
O Paysandu é a alegria do Pará e uma pequena esperança de que o povo paraense pode se organizar, se levantar, misturar o local com o universal e virar o jogo em favor de um futuro mais bonito. Bonito como uma vitória do Paysandu numa manhã ensolarada no Rio de Janeiro.
E nesta bonita e ensolarada quarta-feira 26/8/15 em que o Papão joga em Belém enfrentando o Fluminense pela Copa do Brasil, eu só tenho a agradecer pelo querido Glauco Alexander Lima ter escrito um texto tão prenhe de história, de arte e de quem nunca perde a condição de teimoso, de produtor de alegria e fé no meio da tormenta.. e juntando nisso tudo Círio, açaí, fé, time de futebol e o estandarte da alegria e da esperança.
Bom dia,esperança. Bom dia, teimosia...
Sobre ser paraense e Paysandu
Ser paraense é historicamente perder. Torcer pelo Pará, por Belém do Pará, quase sempre é perder. Principalmente quando se é paraense dos segmentos mais pobres da população, que no Pará são a grande maioria do povo e o nível de pobreza ainda é muito profundo. Ser paraense é perder o ferro, o níquel, a bauxita, a madeira de lei, a floresta para o gado, perder importância econômica, política e social.
Ser paraense é fazer a Cabanagem e perder para a impiedosa força lusitana. Ser paraense é perder o porto para o Maranhão, a siderúrgica para o Ceará, a energia hidrelétrica para o Brasil todo.
Ser paraense é perder o açaí, o cupuaçu, grandes investimentos nacionais e internacionais, é perder porque tudo sai e pouco se reverte em desenvolvimento humano e em redução das brutais diferenças sociais no estado.
Ser paraense é perder relevância. É ser quase sempre preterido. E muitas vezes nem lembrado. Ser paraense é perder grande parte de seu território para uma divisão que, embora ainda não formalizada, já existe na vida real. Um estado que ainda não foi dividido, mas já está separado, um Pará desintegrado, que vê cada vez mais longe a possibilidade de um elo que o faça um só.
Ser paraense é perder o conceito de Amazônia para Manaus e perder grandes eventos e negócios como o Mundial de Futebol realizado no Brasil. Ser paraense é perder o trem da história.
Ser paraense é ver a capital do estado, grande aglomerado urbano, parada no começo do século 20, cada vez mais carente de atualização na mobilidade humana, na preservação do patrimônio histórico, no surgimento de novas e visionárias lideranças empresariais.
Tudo isso talvez explique um pouco essa loucura pelo Paysandu. Alguém já disse que o futebol é a mais importante das coisas sem importância e o Paysandu com suas proezas e, mesmo nas suas tragédias, acaba sendo uma pequena janela para o orgulho e a expressão de um paraense constantemente derrotado em outros campos.
O que explica essa legião de loucos seguindo o time pelo Brasil e até por outros países da América do Sul, um clube de futebol de possiblidades financeiras limitas.
Gente que vai de madrugada receber o time que volta de uma viagem, gente que forma uma massa de mais de trinta mil pessoas no aeroporto quando o clube sai da terceira divisão do campeonato nacional.
O mais interessante é que junto com a bandeira do Paysandu tem sempre uma bandeira do Pará. E os torcedores se dedicam a explicar de onde é aquela bandeira vermelha, branca e azul. Misturam futebol com tacacá, campeonatos com pirarucu, Círio de Nazaré, Carimbó, tamuatá, Alter do Chão, exaltam a terra natal como quem fala de alguém que foi condenado injustamente e que precisa de uma defesa justa.
O Paysandu é o embaixador informal do povo do Pará, é um sentimento de dignidade que renasce quando o juiz apita o início da partida. É uma festa popular, um carnaval permanente, uma nacionalidade, uma religião profana, um meio de comunicação de uma terra com o mundo.
O Paysandu é a alegria do Pará e uma pequena esperança de que o povo paraense pode se organizar, se levantar, misturar o local com o universal e virar o jogo em favor de um futuro mais bonito. Bonito como uma vitória do Paysandu numa manhã ensolarada no Rio de Janeiro.
domingo, 3 de maio de 2015
amores,
CUT,
esperança é meu lema,
Governos tucanos,
Marco Aurélio,
paizinho,
PL4330,
professores em greve,
resistência,
Solidariedade,
tempos desumanizados,
vida é combate,
vivendo e aprendendo...
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Maio chega com o estandarte da esperança, da unidade e da luta... Até aqui nos ajudou o Senhor...
Amo Maio, um mês cheio de significados em nossas vidas. Mês que nasceu meu paizinho, que se estivesse entre nós faria hoje 92 anos (no meu perfil do facebook, um abraço inesquecível que nos demos na casa da mana, em Fortal, sob o olhar carinhoso e atento da mãezinha. E nesta madrugada, senti ele ao meu lado). Mês das Mães, de Maria, das Noivas, das Flores, mês em que nascemos eu, minha mana Rosa, minhas sobrinhas Aline e Laura. Mês em que meu sobrinho Gabriel inicia suas atividades no BNB(amanhã, 4) e que o filhote Adriano passou no estágio probatório na Caixa, em Brasília.
E por amar Maio, registro agradecida várias coisas boas. Dia 1º, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, meu netinho Arthur deu os primeiros passos. Em todo o país, a classe trabalhadora foi às ruas lutar por mais direitos e mais democracia com dois projetos bem distintos: um que não aceita e combate a retirada de direitos contida no famigerado PL 4330/Terceirização e outra que aceita, aplaude e sorteia carros e direitos. Claro que meu time é do primeiro grupo.
E neste domingo 3, bonito e chuvoso em Belém, o primeiro domingo de maio, notícias do meu sobrinho-filho Marco Aurélio, de 32 anos, que enfrenta uma internação (já no 2º hospital (desde 23 de abril e desde o dia 27 à noite, com a melhor assistência possível, no Hospital Adventista de Belém).
Marco Aurelio, que além de meu sobrinho é o vice-presidente dos Bancarios Pa tá com boa aparência, sem enjoos, conversando e já até com vontade de ir pra casa, pedindo alta pro médico que só ri. Na última tomografia do tórax não apareceram mais os 2 nódulos e nem a água nos pulmões, o que é um excelente sintoma de boa reação do organismo. O tratamento central e dedicado a ele tem sido pro coração que tem hoje uma musculatura frágil, muito frágil e continua inchado. As 3 medicações pro coração têm sido pra fortalecer essa musculatura. Hoje à tarde sai o resultado do holter e outros exames. O enfraquecimento da musculatura pode ter sido por uma virose mal cuidada, mas essa informação não é oficial e nem taxativa.
Agradeço, em nome dele e de toda a família, colegas e amigxs, o apoio, orações, as boas vibrações, solidariedade ativa e informo que a partir de hoje as visitas estão mais liberadas. Desde o dia 27 à noite ele está com a melhor assistência possível, no Hospital Adventista de Belém. Nós ainda vamos rir, brincar e lutar juntas com Marquito nesta vida. Vivendo um dia por vez. A cada dia, a sua agonia e a sua alegria. Com muita fé na vida e a esperança como estandarte. Porque eu, assim como o poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade, também sou uma otimista incorrigível.#MariaPassaNaFrente
***
P.S- Professores do Paraná e barrar o PL4330 - O broguito, tadinho, ficou quase um mês no canto, esquecido. Dia 22 de abril, passou em versão muito piorada à do dia 8, o PL 4330, na Câmara dos Deputados, mas desta vez não foi um passeio como no dia 8. Ao todo, 94 deputados recuaram da posição de golpear os direitos. Vai pro Senado o PL4330 e continuamos em luta até barrá-lo. Clique aqui pra ler como viramos o jogo. Ô mulherada arretada, pai dégua!!
O 2º P.S é minha total solidariedade aos professores e educadores em greve em todo o país e em especial ao resistente e lutador povo da educação do Paraná, que foi violentamente espancado a mando do governador tucano Beto Richa. Mais de 200 feridos, inclusive a vice-presidenta nacional da CUT, compa Carmen Foro foi atingida por uma bomba. E integral repúdio à ferradura tucana.
Aqui no Pará, o governador Jatene mandou bloquear o pagamento da Secretaria de Educação (Seduc), que deveria ter sido pago no dia 30/4 e havia previsão de pagamento via Banpará. Professores em greve no Pará entraram o 1º de Maio sem um real no bolso.
O Sinpro/DF, Sindicato dos Professores da Rede Privada e todos os Sinpro's e sindicatos da educação em todo o Brasil indicam que professores trabalhem de preto amanhã, dia 4, em repúdio ao massacre que Beto Richa e sua PM promoveram no Paraná.
Continuamos em luta, porque se com muita luta, já é difícil, imagina a vida sem luta!
Até outro dia, compas! Mirem as imagens.
E por amar Maio, registro agradecida várias coisas boas. Dia 1º, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, meu netinho Arthur deu os primeiros passos. Em todo o país, a classe trabalhadora foi às ruas lutar por mais direitos e mais democracia com dois projetos bem distintos: um que não aceita e combate a retirada de direitos contida no famigerado PL 4330/Terceirização e outra que aceita, aplaude e sorteia carros e direitos. Claro que meu time é do primeiro grupo.
![]() |
| Marco Aurélio, meu amado sobrinho-filho. |
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| Na frente da Matriz do Banco da Amzônia, sempre na luta. Vai, Marquito! |
| Um abraço eterno, esse que eu e papai nos demos em Fortaleza, na casa da mana, sob olhar carinhoso da mamãe. Hoje meu velhinho amado faria 92 anos. |
E neste domingo 3, bonito e chuvoso em Belém, o primeiro domingo de maio, notícias do meu sobrinho-filho Marco Aurélio, de 32 anos, que enfrenta uma internação (já no 2º hospital (desde 23 de abril e desde o dia 27 à noite, com a melhor assistência possível, no Hospital Adventista de Belém).
Marco Aurelio, que além de meu sobrinho é o vice-presidente dos Bancarios Pa tá com boa aparência, sem enjoos, conversando e já até com vontade de ir pra casa, pedindo alta pro médico que só ri. Na última tomografia do tórax não apareceram mais os 2 nódulos e nem a água nos pulmões, o que é um excelente sintoma de boa reação do organismo. O tratamento central e dedicado a ele tem sido pro coração que tem hoje uma musculatura frágil, muito frágil e continua inchado. As 3 medicações pro coração têm sido pra fortalecer essa musculatura. Hoje à tarde sai o resultado do holter e outros exames. O enfraquecimento da musculatura pode ter sido por uma virose mal cuidada, mas essa informação não é oficial e nem taxativa.
Agradeço, em nome dele e de toda a família, colegas e amigxs, o apoio, orações, as boas vibrações, solidariedade ativa e informo que a partir de hoje as visitas estão mais liberadas. Desde o dia 27 à noite ele está com a melhor assistência possível, no Hospital Adventista de Belém. Nós ainda vamos rir, brincar e lutar juntas com Marquito nesta vida. Vivendo um dia por vez. A cada dia, a sua agonia e a sua alegria. Com muita fé na vida e a esperança como estandarte. Porque eu, assim como o poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade, também sou uma otimista incorrigível.#MariaPassaNaFrente
***
P.S- Professores do Paraná e barrar o PL4330 - O broguito, tadinho, ficou quase um mês no canto, esquecido. Dia 22 de abril, passou em versão muito piorada à do dia 8, o PL 4330, na Câmara dos Deputados, mas desta vez não foi um passeio como no dia 8. Ao todo, 94 deputados recuaram da posição de golpear os direitos. Vai pro Senado o PL4330 e continuamos em luta até barrá-lo. Clique aqui pra ler como viramos o jogo. Ô mulherada arretada, pai dégua!!
O 2º P.S é minha total solidariedade aos professores e educadores em greve em todo o país e em especial ao resistente e lutador povo da educação do Paraná, que foi violentamente espancado a mando do governador tucano Beto Richa. Mais de 200 feridos, inclusive a vice-presidenta nacional da CUT, compa Carmen Foro foi atingida por uma bomba. E integral repúdio à ferradura tucana.
Aqui no Pará, o governador Jatene mandou bloquear o pagamento da Secretaria de Educação (Seduc), que deveria ter sido pago no dia 30/4 e havia previsão de pagamento via Banpará. Professores em greve no Pará entraram o 1º de Maio sem um real no bolso.
O Sinpro/DF, Sindicato dos Professores da Rede Privada e todos os Sinpro's e sindicatos da educação em todo o Brasil indicam que professores trabalhem de preto amanhã, dia 4, em repúdio ao massacre que Beto Richa e sua PM promoveram no Paraná.
Continuamos em luta, porque se com muita luta, já é difícil, imagina a vida sem luta!
Até outro dia, compas! Mirem as imagens.
segunda-feira, 6 de abril de 2015
arbitrariedades,
bancada BBB,
institucionaização da barbárie,
PL4330,
resistência,
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PL 4330, da terceirização: se for aprovado dia 7, estará institucionalizada a barbárie... #Dia7DiaDeLuta
O projeto de lei 4330, da Terceirização, entra em votação neste 7 de abril às 16h. Numa urgência que atende aos interesses do grande empresariado e de banqueiros, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, botou o projeto em pauta. Com muita luta, em 2013 conseguimos impedir a votação desse famigerado projeto que, se aprovado da forma que está, institucionaliza a barbárie e legitima a fraude. Hoje há no país cerca de 12 milhões de trabalhadores terceirizados que ganham em média 25% a menos que os trabalhadores não-terceirizados e com acréscimo de pelo menos mais 3 horas de jornadas semanais. E de cada 5 trabalhadores que morrem no trabalho, 4 são terceirizados.
E por que é a institucionalização da barbárie?
- criaria enorme quantidade de trabalhadores precarizados e descartáveis;
- aumentaria a desigualdade social;
- tornaria ainda mais frequentes os acidentes e mortes no trabalho;
- diminuiria o consumo;
- e por fim, prejudicaria não somente a produtividade e a economia, mas toda a sociedade brasileira."
Segundo o sindicalista e diretor da ContrafCUT Miguel Pereira, especialista de esquerda no tema da terceirização: "sob o pretexto de regulamentar a terceirização no Brasil, forma triangular de se estabelecer relações de produção e de trabalho envolvendo uma empresa contratante, outra contratada e o trabalhador, a Câmara dos Deputados está prestes a aplicar o maior golpe nos direitos trabalhistas e sociais desde a aprovação da CLT, em 1943, com gravíssimos impactos para todos os trabalhadores, rurais e urbanos, públicos e privados, e por consequente desestruturar toda a organização social vigente".
E prossegue Miguel Pereira:"Muito tem se falado da necessidade de se regulamentar a terceirização no Brasil, o que tem a nossa total concordância. Mas, diferentemente do que propõe o PL 4330, é preciso impedir efetivamente a prática da intermediação ilegal de mão de obra, a discriminação de toda ordem que sofrem os mais de 12 milhões de trabalhadores terceirizados hoje no País, socialmente e de trato nos ambientes de trabalho, com a utilização de vestiários, banheiros, refeitórios e transportes apartados, mas principalmente as graves distorções salariais e de jornadas de trabalho.
Vai mais adiante o sindicalista: "O PL 4330, ao propor a liberalização geral da terceirização para qualquer área, atividade ou setor produtivo das empresas, desde que tenham alguma especialização, altera não apenas as relações laborais, mas as próprias regras de direito empresarial, porque coloca em xeque o próprio estatuto social das empresas, onde se define para qual objeto social foram constituídas, uma vez que poderá repassar todas as suas atividades para terceiros. Teremos empresas sem empregados? E isso certamente trará graves consequências do ponto de vista concorrencial e também relacionadas à qualidade dos produtos e serviços, uma vez que as empresas no Brasil terceirizam para reduzir seus custos, conforme revela a própria pesquisa da CNI, a confederação patronal da indústria.
Para a diretora da CUT Nacional, Graça Costa: “Se o projeto fosse benéfico para a classe trabalhadora, se fosse uma proposta séria, já haveria acordo das representações classistas e o projeto já teria sido aprovado. Este não é um projeto qualquer. Ele muda toda a relação trabalhista e traz riscos sérios a toda classe trabalhadora, não só aos trabalhadores terceirizados. Não dá para empurrar o PL goela abaixo. Não há acordo por parte da CUT. Vamos usar todos os mecanismos internos da Casa, apresentar destaque, obstruir, o que pudermos fazer, para barrarmos este projeto".
O procurador do Trabalho da 15ª Região, Rafael de Araújo Gomes, fala:
Deem uma olhada nas avaliações. Se após isso, continuarem achando que não nada lhe diz respeito ou que a discussão sobre direito do trabalhador é coisa de comunista, faça-me um favor: não se sinta culpado quando seu filho ou filha perguntar, daqui a uns anos, algo do tipo “mãe, pai, o que é emprego?''
Explica o auditor fiscal do trabalho em São Paulo Renato Bignami:
"A consequência da aprovação de projetos sobre o tema em trâmite no Congresso Nacional é que poderá uma empresa, se assim desejar, terceirizar não apenas parte de suas atividades, mas todas elas, não permanecendo com qualquer empregado. Teríamos então uma empresa em funcionamento, com atividade econômica, mas sem nenhum funcionário. Tomemos, para melhor visualização de tal disparate, autorizado pelos projetos, o caso do banco Bradesco, empresa com capital social superior a 30 bilhões de reais e mais de 70 mil empregados. Aprovada a terceirização nos moldes pretendidos, nada haverá na legislação que impeça o Bradesco de livrar-se de todos os seus empregados, permanecendo com nenhum, mediante a terceirização de todas as funções. Se tal opção for economicamente vantajosa ao banco, ela poderá ser adotada. Teremos então uma empresa com capital social, faturamento e lucro da ordem de vários bilhões de reais, e nenhum empregado, ou seja, nenhum ônus trabalhista. Parece o cenário com o qual sonharam os banqueiros de todas as épocas em seus devaneios mais loucos, não? Todos os lucros, e nenhuma responsabilidade. Pois tal sonho de qualquer capitalista poderá enfim se transformar em realidade, em nome da “modernidade” e da “competitividade”.
É a legitimação da fraude, diz Marcus Barberino, juiz do Trabalho da 15ª Região:
Ao autorizar, via processo legislativo, a subcontratação da principal (ou principais) atividade(s) de determinada empresa, sem que haja uma contrapartida jurídica de manutenção da garantia do equilíbrio contratual, a exemplo da responsabilização solidária, o legislador está dando um tiro de misericórdia no direito do trabalho. Todas as relações irão se dar com base no direito civil/mercantil, privatistas ao extremo. Futuramente não haverá mais empregados.
Quem irá contratar uma pessoa que reclama, que fica grávida, que falta ao serviço, que não abaixa a cabeça e atende a todo tipo de ordem, e que, além do mais, custa o dobro e possui direitos pétreos, como limite de jornada de trabalho e piso salarial? Irá naturalmente contratar uma empresa terceirizada, que, por sua vez, também irá contratar uma quarteirizada e que, em última análise, contratará um micro-empreendedor individual, por exemplo, sem que isso possa ser considerado fraude, à luz da legislação proposta pelo deputado federal Sandro Mabel.
Trata-se da externalização total e completa dos riscos da atividade econômica sem que haja um mínimo de divisão dos lucros dela advindos, via valorização do trabalho.
Nossa sociedade terá uma lei que valoriza a liberdade de empresa (princípio da livre iniciativa) ao extremo, sem garantir a proteção que o direito do trabalho buscou construir, no decorrer dos últimos 90 anos.
No entanto, devemos sempre lembrar que a Constituição é clara, no artigo 1º, inciso IV, ao afirmar que o Brasil constitui-se em um Estado Democrático de Direito que tem por fundamento os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, em iguais proporções.
O PL 4330 subverte esse princípio e “desregula'' a balança, em nítido desvalor do trabalho.
Caso o PL seja convertido em lei será o caos e seguramente não colaborará nem para garantir segurança jurídica aos empresários e, muito menos, para construir coesão social, tão necessária nos dias de hoje, em que vemos a população sair às ruas clamando por melhores condições de vida. Por fim, teremos a legislação mais liberal do mundo ocidental, mais ainda que a lei chilena e seguramente mais que qualquer ordenamento europeu (todos garantem, pelo menos, que haja solidariedade jurídica entre os elos).
Iremos de encontro à Recomendação 198, da Organização Internacional do Trabalho, que sugere um maior nível de proteção à relação de emprego, e uma valorização crescente do princípio da primazia da realidade como fundamental na determinação da relação de trabalho. Enfim, o PL legitima todo tipo de fraude a que estamos acostumados a denunciar e a atacar, no curso da atividade inspecional. Um verdadeiro retrocesso.
--
O PL 4330 é nefasto para a classe trabalhadora e para a sociedade, para tudo o que se construiu e se conquistou com muita luta no país. Tem resistência da CUT, CTB, dezenas de movimentos socais, Tribunal Superior do Trabalho, artistas que defendem direitos humanos, meio ambiente.
Belém - Vai ter atos em todo o país e com bem destaque em Brasília, com concentração no Congresso a partir das 14h. Em Belém, o ato será na Praça Mártires de Abril, em São Braz, no antigo chapéu do Barata, às 17h.
-----
Assista ao vídeo: todos contra a terceirização
E por que é a institucionalização da barbárie?
Em um excelente artigo, o advogado Maximiliano Garcez resume:
"A aprovação do PL 4330, implementando a terceirização ampla e irrestrita (na verdade, tratar-se-ia de legalizar o aluguel de pessoas), ameaça até mesmo a competitividade do Brasil, pois a implementação de tal temerosa proposta:
"A aprovação do PL 4330, implementando a terceirização ampla e irrestrita (na verdade, tratar-se-ia de legalizar o aluguel de pessoas), ameaça até mesmo a competitividade do Brasil, pois a implementação de tal temerosa proposta:
- criaria enorme quantidade de trabalhadores precarizados e descartáveis;
- aumentaria a desigualdade social;
- tornaria ainda mais frequentes os acidentes e mortes no trabalho;
- diminuiria o consumo;
- e por fim, prejudicaria não somente a produtividade e a economia, mas toda a sociedade brasileira."
E prossegue Miguel Pereira:"Muito tem se falado da necessidade de se regulamentar a terceirização no Brasil, o que tem a nossa total concordância. Mas, diferentemente do que propõe o PL 4330, é preciso impedir efetivamente a prática da intermediação ilegal de mão de obra, a discriminação de toda ordem que sofrem os mais de 12 milhões de trabalhadores terceirizados hoje no País, socialmente e de trato nos ambientes de trabalho, com a utilização de vestiários, banheiros, refeitórios e transportes apartados, mas principalmente as graves distorções salariais e de jornadas de trabalho.
Vai mais adiante o sindicalista: "O PL 4330, ao propor a liberalização geral da terceirização para qualquer área, atividade ou setor produtivo das empresas, desde que tenham alguma especialização, altera não apenas as relações laborais, mas as próprias regras de direito empresarial, porque coloca em xeque o próprio estatuto social das empresas, onde se define para qual objeto social foram constituídas, uma vez que poderá repassar todas as suas atividades para terceiros. Teremos empresas sem empregados? E isso certamente trará graves consequências do ponto de vista concorrencial e também relacionadas à qualidade dos produtos e serviços, uma vez que as empresas no Brasil terceirizam para reduzir seus custos, conforme revela a própria pesquisa da CNI, a confederação patronal da indústria.
Para a diretora da CUT Nacional, Graça Costa: “Se o projeto fosse benéfico para a classe trabalhadora, se fosse uma proposta séria, já haveria acordo das representações classistas e o projeto já teria sido aprovado. Este não é um projeto qualquer. Ele muda toda a relação trabalhista e traz riscos sérios a toda classe trabalhadora, não só aos trabalhadores terceirizados. Não dá para empurrar o PL goela abaixo. Não há acordo por parte da CUT. Vamos usar todos os mecanismos internos da Casa, apresentar destaque, obstruir, o que pudermos fazer, para barrarmos este projeto".
O procurador do Trabalho da 15ª Região, Rafael de Araújo Gomes, fala:
Deem uma olhada nas avaliações. Se após isso, continuarem achando que não nada lhe diz respeito ou que a discussão sobre direito do trabalhador é coisa de comunista, faça-me um favor: não se sinta culpado quando seu filho ou filha perguntar, daqui a uns anos, algo do tipo “mãe, pai, o que é emprego?''
Explica o auditor fiscal do trabalho em São Paulo Renato Bignami:
"A consequência da aprovação de projetos sobre o tema em trâmite no Congresso Nacional é que poderá uma empresa, se assim desejar, terceirizar não apenas parte de suas atividades, mas todas elas, não permanecendo com qualquer empregado. Teríamos então uma empresa em funcionamento, com atividade econômica, mas sem nenhum funcionário. Tomemos, para melhor visualização de tal disparate, autorizado pelos projetos, o caso do banco Bradesco, empresa com capital social superior a 30 bilhões de reais e mais de 70 mil empregados. Aprovada a terceirização nos moldes pretendidos, nada haverá na legislação que impeça o Bradesco de livrar-se de todos os seus empregados, permanecendo com nenhum, mediante a terceirização de todas as funções. Se tal opção for economicamente vantajosa ao banco, ela poderá ser adotada. Teremos então uma empresa com capital social, faturamento e lucro da ordem de vários bilhões de reais, e nenhum empregado, ou seja, nenhum ônus trabalhista. Parece o cenário com o qual sonharam os banqueiros de todas as épocas em seus devaneios mais loucos, não? Todos os lucros, e nenhuma responsabilidade. Pois tal sonho de qualquer capitalista poderá enfim se transformar em realidade, em nome da “modernidade” e da “competitividade”.
É a legitimação da fraude, diz Marcus Barberino, juiz do Trabalho da 15ª Região:
Ao autorizar, via processo legislativo, a subcontratação da principal (ou principais) atividade(s) de determinada empresa, sem que haja uma contrapartida jurídica de manutenção da garantia do equilíbrio contratual, a exemplo da responsabilização solidária, o legislador está dando um tiro de misericórdia no direito do trabalho. Todas as relações irão se dar com base no direito civil/mercantil, privatistas ao extremo. Futuramente não haverá mais empregados.
Quem irá contratar uma pessoa que reclama, que fica grávida, que falta ao serviço, que não abaixa a cabeça e atende a todo tipo de ordem, e que, além do mais, custa o dobro e possui direitos pétreos, como limite de jornada de trabalho e piso salarial? Irá naturalmente contratar uma empresa terceirizada, que, por sua vez, também irá contratar uma quarteirizada e que, em última análise, contratará um micro-empreendedor individual, por exemplo, sem que isso possa ser considerado fraude, à luz da legislação proposta pelo deputado federal Sandro Mabel.
Trata-se da externalização total e completa dos riscos da atividade econômica sem que haja um mínimo de divisão dos lucros dela advindos, via valorização do trabalho.
Nossa sociedade terá uma lei que valoriza a liberdade de empresa (princípio da livre iniciativa) ao extremo, sem garantir a proteção que o direito do trabalho buscou construir, no decorrer dos últimos 90 anos.
No entanto, devemos sempre lembrar que a Constituição é clara, no artigo 1º, inciso IV, ao afirmar que o Brasil constitui-se em um Estado Democrático de Direito que tem por fundamento os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, em iguais proporções.
O PL 4330 subverte esse princípio e “desregula'' a balança, em nítido desvalor do trabalho.
Caso o PL seja convertido em lei será o caos e seguramente não colaborará nem para garantir segurança jurídica aos empresários e, muito menos, para construir coesão social, tão necessária nos dias de hoje, em que vemos a população sair às ruas clamando por melhores condições de vida. Por fim, teremos a legislação mais liberal do mundo ocidental, mais ainda que a lei chilena e seguramente mais que qualquer ordenamento europeu (todos garantem, pelo menos, que haja solidariedade jurídica entre os elos).
Iremos de encontro à Recomendação 198, da Organização Internacional do Trabalho, que sugere um maior nível de proteção à relação de emprego, e uma valorização crescente do princípio da primazia da realidade como fundamental na determinação da relação de trabalho. Enfim, o PL legitima todo tipo de fraude a que estamos acostumados a denunciar e a atacar, no curso da atividade inspecional. Um verdadeiro retrocesso.
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O PL 4330 é nefasto para a classe trabalhadora e para a sociedade, para tudo o que se construiu e se conquistou com muita luta no país. Tem resistência da CUT, CTB, dezenas de movimentos socais, Tribunal Superior do Trabalho, artistas que defendem direitos humanos, meio ambiente.
Belém - Vai ter atos em todo o país e com bem destaque em Brasília, com concentração no Congresso a partir das 14h. Em Belém, o ato será na Praça Mártires de Abril, em São Braz, no antigo chapéu do Barata, às 17h.
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Assista ao vídeo: todos contra a terceirização
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
contrafCUT,
Dia da Consciência Negra,
história do Brasil,
resistência,
Zumbi
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Heider Costa: Há o que se comemorar no Dia da Consciência Negra?
No Dia da Consciência Negra, este 20 de Novembro, eis o artigo do Heider Alberto, um jovem compa sindicalista bancário, refletindo sobre os avanços e o muito que falta avançar na luta contra o racismo no Brasil. Na categoria bancária, o 2º Censo da Diversidade aponta que pouco de 24% da categoria é constiuída por negros.
Num país em que metade da população é negra e a outra metade não tem igualdade de oportunidades, cotas raciais são fundamentais, portanto. Reivindicação feita este ano pela ContrafCUT, a confederação dos bancários e bancárias na admissão de bancários.
Viva a luta de Zumbi e Dandara de Palmares e da resistência negra!
Há o que se comemorar no Dia da Consciência Negra?
*Heider Alberto Costa
Quando em 20 de novembro de 1695 os bandeirantes assassinaram Zumbi,líder do Quilombo dos Palmares, acreditavam eles no fim definitivo do guerreiro e da resistência negra.
Revendo a história do Brasil décadas após de tê-la estudado na escola, percebe-se claramente que, propositadamente, ela sempre foi muito mal contada. Mas o simples fato de hoje poder identificar Zumbi como um grande herói negro brasileiro é sinal da vitória da luta travada por ele e indica que muito já se avançou nessa questão.
Neste dia de comemoração não serão poucos os que ingenuamente gritarão: Não existe racismo, somos todos iguais!!!
De fato há comprovação cientifica sobre a inexistência de raças diferentes na espécie humana, cientificamente só existe uma raça humana. Mas nossas relações sociais não nascem de postulados científicos. Se nossas vidas mudassem ao passo dos postulados científicos como poderíamos explicar a gigantesca presença da crença em Deus na sociedade? Já que a ciência nãocomprova a existência divina.
Portanto, para entender a essência da luta dos negros em busca de igualdade é imprescindível afastar-se da história oficial contada pelos antigos livros didáticos e dos rasos valores pautados na meritocracia que tentam nos levar a crer que há igualdade de oportunidades e de tratamento das pessoas independentemente de sua aparência física.
A história não contada nos livros mais populares omite o gigantes esforço feito pelo estado brasileiro para “branquear” a sua população, isso mesmo, o estado brasileiro investiu pesado na tentativa de “diluir” a cor do negro em seu povo e assim alcançar uma sociedade mais altiva, mais branca. O decreto Decreto nº 528, de 28 de Junho de 1890, é um dos grandes exemplos da referida política
governamental, vejamos um trecho:
Parte Primeira (texto original)
Considerando que faz-se conveniente a concessão de favores que animem a iniciativa particular e auxiliem o desenvolvimento das propriedades agricolas, facilitando-lhes a acquisição de braços, de modo, porém, que seja attendida a conveniente collocação dos immigrantes, decreta:
CAPITULO I - DA INTRODUCÇÃO DE IMMIGRANTES
Art. 1º E' inteiramente livre a entrada, nos portos da Republica, dos individuos válidos e aptos para o trabalho, que não se acharem sujeitos á acção criminal do seu paiz, exceptuados os indigenas da Asia, ou da Africa que sómente mediante autorização do Congresso Nacional poderão ser admittidos de accordo com as condições que forem então estipuladas.
Art. 3º A policia dos portos da Republica impedirá o desembarque de taes individuos, bem como dos mendigos e indigentes.
E como nada é por acaso, as intensas tendências de branqueamento e auto rejeição de traços ligados às origens africanas que são extremamente populares atualmente estão fortemente ligadas às teorias raciais do século dezenove. No Brasil o “Dr.” Nina Rodrigues (1862-1906), um dos fundadores
da medicina legal no país, descreve com requinte a ideologia da elite daquele século:
“Ao brasileiro mais descuidado e imprevidente não pode deixar de impressionar a possibilidade da oposição futura, que já se deixa entrever, entre uma nação branca, forte e poderosa, provavelmente de origem teutônica, que se está constituindo nos estados do Sul, donde o clima e a civilização eliminarão a Raça Negra, ou a submeterão, de um lado; e, de outro lado, os estados do Norte, mestiços, vegetando na turbulência estéril de uma inteligência viva e pronta, mas associada à mais decidida inércia e indolência, ao desânimo e por vezes à subserviência, e assim, ameaçados de se converterem em pasto submisso de todas as explorações de régulos e pequenos ditadores.”
(RODRIGUES, 1933)
Dessa forma, não haveria como se esperar que uma sociedade fundamentada na exploração desumana do povo negro, no genocídio do povo indígena, em ideologias altamente preconceituosas e políticas de estado que financiaram o sucesso dos brancos e ignoraram totalmente a existência dos negros estivesse hoje impregnada de um sentimento de tolerância e de respeito às diferenças étnico-raciais.
E de fato a imensa maioria da sociedade não se encontra assim, pois o cotidiano do negro ainda não está próximo a uma condição de equidade com o do branco, é uma situação recorrente na vida dos negros, demonstrada claramente nos indicadores sociais da população negra.
Mas há que se considerar os avanços já alcançados, como por exemplo os dez anos de políticas afirmativas, a sanção da Lei 10.639/03 que institui a obrigatoriedade da inclusão da História da África e da Cultura Afrobrasileira nos currículos escolares, a decisão unanime do STF sobre a legalidade e legitimidade das ações afirmativas e cotas para negros nas universidades públicas, o Estatuto da Igualdade Racial (Lei n. 12.288/2010),
A lei 12.711/2012, que prevê ingresso de negros, índios e pobres nas universidades públicas federais e a lei nº 12.990/2014 que reserva 20% das vagas nos concursos públicos da União para candidatos negros.
Essas leis expressam um conjunto de políticas afirmativas, que possuem com reavaliações periódicas, implantadas recentemente pelo estado brasileiro como forma de reparar erros históricos e de garantir condições compatíveis para o acesso da população negra à educação superior e a postos mais elevados no mercado de trabalho, para reduzir situações como da categoria bancária em que somente 24% é negro ou pardo, conforme indica o 2º Censo da Diversidade da categoria de 2014. Sem deixar de avaliar o mérito, mas reconhecendo que em alguns âmbitos não se pode tratar com igualdade pessoas que tiveram condições de cidadania extremamente desiguais.
E como a luta e a resistência são celebradas neste 20 de Novembro, há muito a comemorar nesse dia, mesmo tendo um longo caminho a percorrer e muitas batalhas a travar!
* Heider Alberto Costa – Dirigente do Sindicato dos Bancários do Pará, empregado da Caixa Econômica Federal.
Num país em que metade da população é negra e a outra metade não tem igualdade de oportunidades, cotas raciais são fundamentais, portanto. Reivindicação feita este ano pela ContrafCUT, a confederação dos bancários e bancárias na admissão de bancários.
Viva a luta de Zumbi e Dandara de Palmares e da resistência negra!
Há o que se comemorar no Dia da Consciência Negra?
*Heider Alberto Costa
Quando em 20 de novembro de 1695 os bandeirantes assassinaram Zumbi,líder do Quilombo dos Palmares, acreditavam eles no fim definitivo do guerreiro e da resistência negra.
Revendo a história do Brasil décadas após de tê-la estudado na escola, percebe-se claramente que, propositadamente, ela sempre foi muito mal contada. Mas o simples fato de hoje poder identificar Zumbi como um grande herói negro brasileiro é sinal da vitória da luta travada por ele e indica que muito já se avançou nessa questão.
Neste dia de comemoração não serão poucos os que ingenuamente gritarão: Não existe racismo, somos todos iguais!!!
De fato há comprovação cientifica sobre a inexistência de raças diferentes na espécie humana, cientificamente só existe uma raça humana. Mas nossas relações sociais não nascem de postulados científicos. Se nossas vidas mudassem ao passo dos postulados científicos como poderíamos explicar a gigantesca presença da crença em Deus na sociedade? Já que a ciência nãocomprova a existência divina.
Portanto, para entender a essência da luta dos negros em busca de igualdade é imprescindível afastar-se da história oficial contada pelos antigos livros didáticos e dos rasos valores pautados na meritocracia que tentam nos levar a crer que há igualdade de oportunidades e de tratamento das pessoas independentemente de sua aparência física.
A história não contada nos livros mais populares omite o gigantes esforço feito pelo estado brasileiro para “branquear” a sua população, isso mesmo, o estado brasileiro investiu pesado na tentativa de “diluir” a cor do negro em seu povo e assim alcançar uma sociedade mais altiva, mais branca. O decreto Decreto nº 528, de 28 de Junho de 1890, é um dos grandes exemplos da referida política
governamental, vejamos um trecho:
Parte Primeira (texto original)
Considerando que faz-se conveniente a concessão de favores que animem a iniciativa particular e auxiliem o desenvolvimento das propriedades agricolas, facilitando-lhes a acquisição de braços, de modo, porém, que seja attendida a conveniente collocação dos immigrantes, decreta:
CAPITULO I - DA INTRODUCÇÃO DE IMMIGRANTES
Art. 1º E' inteiramente livre a entrada, nos portos da Republica, dos individuos válidos e aptos para o trabalho, que não se acharem sujeitos á acção criminal do seu paiz, exceptuados os indigenas da Asia, ou da Africa que sómente mediante autorização do Congresso Nacional poderão ser admittidos de accordo com as condições que forem então estipuladas.
Art. 3º A policia dos portos da Republica impedirá o desembarque de taes individuos, bem como dos mendigos e indigentes.
E como nada é por acaso, as intensas tendências de branqueamento e auto rejeição de traços ligados às origens africanas que são extremamente populares atualmente estão fortemente ligadas às teorias raciais do século dezenove. No Brasil o “Dr.” Nina Rodrigues (1862-1906), um dos fundadores
da medicina legal no país, descreve com requinte a ideologia da elite daquele século:
“Ao brasileiro mais descuidado e imprevidente não pode deixar de impressionar a possibilidade da oposição futura, que já se deixa entrever, entre uma nação branca, forte e poderosa, provavelmente de origem teutônica, que se está constituindo nos estados do Sul, donde o clima e a civilização eliminarão a Raça Negra, ou a submeterão, de um lado; e, de outro lado, os estados do Norte, mestiços, vegetando na turbulência estéril de uma inteligência viva e pronta, mas associada à mais decidida inércia e indolência, ao desânimo e por vezes à subserviência, e assim, ameaçados de se converterem em pasto submisso de todas as explorações de régulos e pequenos ditadores.”
(RODRIGUES, 1933)
Dessa forma, não haveria como se esperar que uma sociedade fundamentada na exploração desumana do povo negro, no genocídio do povo indígena, em ideologias altamente preconceituosas e políticas de estado que financiaram o sucesso dos brancos e ignoraram totalmente a existência dos negros estivesse hoje impregnada de um sentimento de tolerância e de respeito às diferenças étnico-raciais.
E de fato a imensa maioria da sociedade não se encontra assim, pois o cotidiano do negro ainda não está próximo a uma condição de equidade com o do branco, é uma situação recorrente na vida dos negros, demonstrada claramente nos indicadores sociais da população negra.
Mas há que se considerar os avanços já alcançados, como por exemplo os dez anos de políticas afirmativas, a sanção da Lei 10.639/03 que institui a obrigatoriedade da inclusão da História da África e da Cultura Afrobrasileira nos currículos escolares, a decisão unanime do STF sobre a legalidade e legitimidade das ações afirmativas e cotas para negros nas universidades públicas, o Estatuto da Igualdade Racial (Lei n. 12.288/2010),
A lei 12.711/2012, que prevê ingresso de negros, índios e pobres nas universidades públicas federais e a lei nº 12.990/2014 que reserva 20% das vagas nos concursos públicos da União para candidatos negros.
Essas leis expressam um conjunto de políticas afirmativas, que possuem com reavaliações periódicas, implantadas recentemente pelo estado brasileiro como forma de reparar erros históricos e de garantir condições compatíveis para o acesso da população negra à educação superior e a postos mais elevados no mercado de trabalho, para reduzir situações como da categoria bancária em que somente 24% é negro ou pardo, conforme indica o 2º Censo da Diversidade da categoria de 2014. Sem deixar de avaliar o mérito, mas reconhecendo que em alguns âmbitos não se pode tratar com igualdade pessoas que tiveram condições de cidadania extremamente desiguais.
E como a luta e a resistência são celebradas neste 20 de Novembro, há muito a comemorar nesse dia, mesmo tendo um longo caminho a percorrer e muitas batalhas a travar!
* Heider Alberto Costa – Dirigente do Sindicato dos Bancários do Pará, empregado da Caixa Econômica Federal.
domingo, 27 de julho de 2014
alma brasileira,
noni,
receitas caseiras,
resistência,
saúde,
Solidariedade
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Como preparar o noni em casa de 2 formas e levantar a imunidade, garantindo saúde a custo quase zero.
Como hoje é domingo, dia de família, de aconchego, poesia, arejar o espírito, de dicas de saúde, cuidar de casa, duas ótimas receitas caseiras de preparo do noni, divino vegetal que levanta imunidade e cura de muita doença braba. Escrevo e vou arrumando a mala pra viajar à noite e encarar o frio medonho que faz em Sampa: 14ª plenária estatutária da CUT. As dicas peguei ontem numa conversa muito gostosa com compas Graça Lima, Valdir Ganzer e Paulo Ferreira, numa viagem Belém/Terra Alta.Pa. Peguei e já passo adiante que eu não sou baú. Bori experimentar.
![]() |
| No sítio do compa Paulo Rocha tem este belo pé de noni. No do Paulo Roberto, também. |
1a dica: em casos de emergência
Se a pessoa tá doente e precisa levantar logo da enfermidade, pega 1 noni verde, lava bem, corta em rodela e coloca à noite numa vasilha fechada com um 1 litro de água pura. Tomar a água o dia seguinte, apos poucos. O que sobrar, jogar fora. E fazer novo processo toda noite.
*
2a dica: quando dá pra esperar
Pra tirar o gosto forte do noni e na situação que dá pra esperar, esta segunda dica de preparo. Pega 6 nonis bem maduros, com cara de quase estragado mesmo, lava bem, corta em rodelas e coloca numa vasilha de 2 litros, com tampa. Completa o que falta com suco e uva orgânico, puro. Fecha bem e bota na despensa. Aguarda 3 meses. Tira, bate no liquidificador, sai um líquido bem grosso. Afina com suco de uva orgânico e adoça com umas 6 colheres generosas de mel ético, daqueles que não viram açúcar. E bota uma colherinha de baunilha.
Em casos só de mautenção, tomar 1 cálice em jejum. Em casos mais graves, 1 cálice pela manhã e outro ao deitar.
terça-feira, 25 de março de 2014
blogs sujos,
CUT,
expressar a liberdade,
liberdade de expressão,
mídia democrática,
resistência,
velhas mídias,
veneno
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Que papel tem a mídia diante das eleições, Copa e todos os desafios de 2014? Continuará envenenando as pessoas? O tema estará em debate na CUT de 26 a 28
2014 é o ano da Copa, de eleições gerais, do plebiscito popular e com ele, a seta gritando ao país que urge a reforma do sistema político do Brasil. E como é determinante o papel da comunicação verdadeira paras nossas vidas e das gerações futuras em meio a tão decisivos eventos.
Então, é mais que apropriado a CUT reunir dirigentes e assessores em seu 7º Encontro Nacional de Comunicação (Enacom) a partir de amanhã, 26, para debater "Comunicação e os desafios de 2014", em São Paulo.Vou lá e fica martelando em meu juízo o quanto precisamos de uma mídia democrática, séria e não essa coisa vomitante que vemos diariamente e que fez até o Papa Francisco dizer no sábado 22 sobre a velha mídia:
“Hoje o clima midiático tem suas formas de envenenamento. As pessoas sabem, percebem, mas infelizmente se acostumam a respirar da rádio e da televisão um ar sujo, que não faz bem. É preciso fazer circular um ar mais limpo. Para mim, os maiores pecados são aqueles que vão na estrada da mentira, e são três: a desinformação, a calúnia e a difamação”, disse Francisco.
Mais que nunca, precisamos ganhar corações, mentes e ruas na coleta de assinatura ao projeto de iniciativa popular da Lei da Mídia Democrática. E assim garantir o início do processo de despoluição.
Viva a CUT por promover mais esse evento. O Enacom é de 26 a 28 de março e a programação está toda aqui.
E aqui, o artigo que escrevi sobre o cordão sanitário de isolamento que se traduz na falta de comunicação na Amazônia.
***
P.S. - Maia - Escrevi no meu perfil no facebook na sexta-feira 21 de março. Com uma saudade que nem te conto:
Lembrar de um amigo amado que se foi deste plano e
nos deixou assim meio órfãs, basta às vezes o cair da chuva, um cheiro, um tango, um café, um riso ou um filme. A lembrança de hoje veio foi com um acidental zapeamento e eu me dei de cara com Gattaca, filme comentado com o amigo. O tema em si e a melhor frase do filme, quando mostra a porfia a nado entre 2 irmãos: um, de DNA mais frágil, células carentes e o outro, um deus perfeito. E na corrida no mar vence o mais fraco, o filho do amor. O mais forte indaga: como venceu? E o mais fraco: eu não guardei fôlego pra volta.
Meu amigo Luiz Antônio Castagna Maia (foto) era filho do amor, mas longe de ser frágil. Tinha esse ímpeto vencedor, desafiador até a temeridade. Um filho da intensidade e da resistência, de voos sem rede de proteção.
Viveu e se foi sem guardar fôlego para a volta.
Égua da saudade! Postei sobre ele.
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| O que a mídia produz hoje: crítica na camiseta. |
Então, é mais que apropriado a CUT reunir dirigentes e assessores em seu 7º Encontro Nacional de Comunicação (Enacom) a partir de amanhã, 26, para debater "Comunicação e os desafios de 2014", em São Paulo.Vou lá e fica martelando em meu juízo o quanto precisamos de uma mídia democrática, séria e não essa coisa vomitante que vemos diariamente e que fez até o Papa Francisco dizer no sábado 22 sobre a velha mídia:
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| Mídia democrática: pra ontem. |
Mais que nunca, precisamos ganhar corações, mentes e ruas na coleta de assinatura ao projeto de iniciativa popular da Lei da Mídia Democrática. E assim garantir o início do processo de despoluição.
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| Formando e comunicando no Marajó. |
E aqui, o artigo que escrevi sobre o cordão sanitário de isolamento que se traduz na falta de comunicação na Amazônia.
***
P.S. - Maia - Escrevi no meu perfil no facebook na sexta-feira 21 de março. Com uma saudade que nem te conto:
Lembrar de um amigo amado que se foi deste plano e
nos deixou assim meio órfãs, basta às vezes o cair da chuva, um cheiro, um tango, um café, um riso ou um filme. A lembrança de hoje veio foi com um acidental zapeamento e eu me dei de cara com Gattaca, filme comentado com o amigo. O tema em si e a melhor frase do filme, quando mostra a porfia a nado entre 2 irmãos: um, de DNA mais frágil, células carentes e o outro, um deus perfeito. E na corrida no mar vence o mais fraco, o filho do amor. O mais forte indaga: como venceu? E o mais fraco: eu não guardei fôlego pra volta.
Meu amigo Luiz Antônio Castagna Maia (foto) era filho do amor, mas longe de ser frágil. Tinha esse ímpeto vencedor, desafiador até a temeridade. Um filho da intensidade e da resistência, de voos sem rede de proteção.
Viveu e se foi sem guardar fôlego para a volta.
Égua da saudade! Postei sobre ele.
quinta-feira, 6 de março de 2014
amores,
bancários e bancárias,
Banpará,
resistência
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Em ano eleitoral, o orai e vigiai sobre o Banpará se faz indispensável. E hoje nasce Arthur, amazônida que é símbolo do amor e da resistência
Banpará vai bem com ótimo lucro, mas o Dieese analisa que não justifica o aumento das despesas de provisão para devedores duvidosos (PDD), da ordem de 180,8% em relação a 2012, totalizando R$ 105,6 milhões. E como é ano eleitoral, o temor de ataque especulativo aos cofres do banco via patrocínios, propaganda, empréstimos e consultorias nos levam a ficar mais atentos que nunca, pois o banco é um patrimônio público do povo do Pará que se endividou durante 30 anos para manter o banco funcionando. E o funcionalismo, na mesma linha de defesa do banco, em 1998 abriu mão de 20% dos seus salários durante 11 meses. Eu era a presidenta do Sindicato à epoca.
Mais do que nunca, o Banpará, portanto, exige de nós o eterno orai e vigiai.
Lê toda a notícia da análise do balanço, no site da valorosa ContrafCUT:
O lucro líquido do Banpará cresceu 9,2% em 2013 em relação a 2012, chegando a R$140,9 milhões, segundo balanço publicado dia 27 de fevereiro/2014, mesmo aumentando injustificadamente as provisões para devedores duvidosos (PDD). A rentabilidade (retorno sobre o patrimônio líquido) caiu 2,1 pontos percentuais, ficando em 30,4%.
O fato mais surpreendente do balanço do Banpará em 2013, segundo o Dieese, foi o aumento das despesas de provisão para devedores duvidosos (PDD), da ordem de 180,8% em relação a 2012, totalizando R$ 105,6 milhões. O relatório do banco em 2012 não apresenta dados sobre a inadimplência (atrasos acima de 90 dias), mas, em 2013, ela ficou em apenas 1,96%. Este percentual não justifica um crescimento tão vigoroso das provisões nem é compatível com o patamar de crescimento da carteira de crédito.
O fato mais surpreendente do balanço do Banpará em 2013, segundo o Dieese, foi o aumento das despesas de provisão para devedores duvidosos (PDD), da ordem de 180,8% em relação a 2012, totalizando R$ 105,6 milhões. O relatório do banco em 2012 não apresenta dados sobre a inadimplência (atrasos acima de 90 dias), mas, em 2013, ela ficou em apenas 1,96%. Este percentual não justifica um crescimento tão vigoroso das provisões nem é compatível com o patamar de crescimento da carteira de crédito
***
P.S - Arthur nasce hoje -
Está previsto pras 13 horas de
hoje o nascimento de Arthur, o segundo filho do meu filhote do meio. Perseu é o primogênito e Arthur é um amazônida da gema. Fruto do amor e da resistência, cerclagens na mãe que ficou imobilizada na cama durante quase toda a gravidez. Muitas vezes imaginamos que não vingaria. Vem hoje o molecão, firme e forte. Vovó muito feliz e emocionada.
Mais do que nunca, o Banpará, portanto, exige de nós o eterno orai e vigiai.
Lê toda a notícia da análise do balanço, no site da valorosa ContrafCUT:
O lucro líquido do Banpará cresceu 9,2% em 2013 em relação a 2012, chegando a R$140,9 milhões, segundo balanço publicado dia 27 de fevereiro/2014, mesmo aumentando injustificadamente as provisões para devedores duvidosos (PDD). A rentabilidade (retorno sobre o patrimônio líquido) caiu 2,1 pontos percentuais, ficando em 30,4%.
O fato mais surpreendente do balanço do Banpará em 2013, segundo o Dieese, foi o aumento das despesas de provisão para devedores duvidosos (PDD), da ordem de 180,8% em relação a 2012, totalizando R$ 105,6 milhões. O relatório do banco em 2012 não apresenta dados sobre a inadimplência (atrasos acima de 90 dias), mas, em 2013, ela ficou em apenas 1,96%. Este percentual não justifica um crescimento tão vigoroso das provisões nem é compatível com o patamar de crescimento da carteira de crédito.
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| Não dá pra descuidar o tempo todo do Banpará: é patrimônio público do povo do Pará. |
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| A peregrinação do Círio de Nazaré, no meio da greve. Fé e luta juntas. |
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| Greve de 2013. Sara Morais e eu na frente da Matriz do Banpará. |
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| Mesa de negociação do Banpará: muita tensão, o tempo inteiro. |
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P.S - Arthur nasce hoje -
Está previsto pras 13 horas de
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| Foto que fiz da janela de casa, do celular: amanhecer deste 6/3 |
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Amazônia,
Cabanagem,
coisas do Pará,
MST,
resistência
4
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7 de janeiro marca a tomada de poder pelos cabanos em Belém mas nenhuma na cidade rua faz essa homenagem. Viva a Cabanagem!
Nenhuma rua de Belém homenageia a Cabanagem, autêntica revolução popular paraense. E 7 de Janeiro marca a tomada de Belém pelos cabanos, como mostra este belo texto do jornalista e professor, compa Paulo Roberto Ferreira, que eu compartilho neste espaço, juntamente com o meme do Sindicato dos Bancários do Pará. E mais embaixo, os belos versos do poeta e professor Antonio Juraci Siqueira, também homenageando a Cabanagem.
Bom dia, meu povo!
***
O texto do Paulo Roberto Ferreira
Viva os cabanos! Viva Guaimiaba!Neste 7 de janeiro os cabanos tomaram o poder em Belém, em 1835. Nenhuma rua marca este fato histórico da única revolução popular que tomou o poder no Brasil imperial. Foi também no dia 7 de janeiro de 1619 que o índio Guaimiaba liderou uma revolta contra o colonizador português. Esta é a data que todos nós deveríamos festejar Belém. Mas as comemorações são no dia 12, que marca a chegada do colonizador.
===
E o leitor Waldemar Azevedo complementa, no feice de Paulo Ferreira: Em tempo= alguns historiadores estimam que foram mortos 60% dos homens acima de 16 anos. Genocídio, isso é que é e a nobreza foi a mandante. Contratou os mercenários ingleses.
==
O meme do Sindicato dos Bancários do Pará
E clique no blog da Franssinete pra conhecer um pouco mais sobre 179 anos da Cabanagem.
Bom dia, meu povo!
***
O texto do Paulo Roberto Ferreira
Viva os cabanos! Viva Guaimiaba!Neste 7 de janeiro os cabanos tomaram o poder em Belém, em 1835. Nenhuma rua marca este fato histórico da única revolução popular que tomou o poder no Brasil imperial. Foi também no dia 7 de janeiro de 1619 que o índio Guaimiaba liderou uma revolta contra o colonizador português. Esta é a data que todos nós deveríamos festejar Belém. Mas as comemorações são no dia 12, que marca a chegada do colonizador.
===
E o leitor Waldemar Azevedo complementa, no feice de Paulo Ferreira: Em tempo= alguns historiadores estimam que foram mortos 60% dos homens acima de 16 anos. Genocídio, isso é que é e a nobreza foi a mandante. Contratou os mercenários ingleses.
==
O meme do Sindicato dos Bancários do Pará
==
O poema de Antonio Juraci Siqueira
SALVE
7 DE JANEIRO!
SALVE A RESISTÊNCIA CABANA!
ÚLTIMO VÔO – Antonio Juraci Siqueira
(Para quem traz no peito a chama
do ideal da Cabanagem.)
Quatro séculos de lutas
de um povo valente e audaz
em busca de liberdade,
justiça, respeito e paz
que, apesar dos desenganos,
segue entre perdas e danos
mas não se curva, jamais!
Quantos pés pisaram sonhos
dos nativos deste chão?
Quantos fomos, quantos somos,
quantos ainda virão?
Quantos tombaram lutando,
quantos vivem pelejando,
quantos sobreviverão?
Quantos heróis traspassados
pelo punhal assassino!...
Fontelles, Irmãos Canuto,
João Batista, Quintino,
Chico Mendes, Guaymiaba,
Expedito, Ajuricaba...
Quantos bravos num destino!
Como externar a bravura
sem par dos nossos avós
sem reprimir a ternura
que habita dentro de nós?
Como lutar tanto, tanto,
sem deixar, jamais, o pranto
sufocar a nossa voz?
Como é que um povo altaneiro
que a própria história constrói
pode quedar-se ferido
sem distintivo de herói?
Ser a pedra, ser a pluma,
a lança e a flor que perfuma
as mãos de quem a destrói...
Mas enquanto a intolerância
tem tentáculos de polvo,
a resistência dos bravos
em busca de um mundo novo
guarda o poder do oceano
e vence o ódio tirano
com a força que vem do povo!
(Do livro: “Uirá-Pirá – A saga do peixe-pássaro”)
SALVE A RESISTÊNCIA CABANA!
ÚLTIMO VÔO – Antonio Juraci Siqueira
(Para quem traz no peito a chama
do ideal da Cabanagem.)
Quatro séculos de lutas
de um povo valente e audaz
em busca de liberdade,
justiça, respeito e paz
que, apesar dos desenganos,
segue entre perdas e danos
mas não se curva, jamais!
Quantos pés pisaram sonhos
dos nativos deste chão?
Quantos fomos, quantos somos,
quantos ainda virão?
Quantos tombaram lutando,
quantos vivem pelejando,
quantos sobreviverão?
Quantos heróis traspassados
pelo punhal assassino!...
Fontelles, Irmãos Canuto,
João Batista, Quintino,
Chico Mendes, Guaymiaba,
Expedito, Ajuricaba...
Quantos bravos num destino!
Como externar a bravura
sem par dos nossos avós
sem reprimir a ternura
que habita dentro de nós?
Como lutar tanto, tanto,
sem deixar, jamais, o pranto
sufocar a nossa voz?
Como é que um povo altaneiro
que a própria história constrói
pode quedar-se ferido
sem distintivo de herói?
Ser a pedra, ser a pluma,
a lança e a flor que perfuma
as mãos de quem a destrói...
Mas enquanto a intolerância
tem tentáculos de polvo,
a resistência dos bravos
em busca de um mundo novo
guarda o poder do oceano
e vence o ódio tirano
com a força que vem do povo!
(Do livro: “Uirá-Pirá – A saga do peixe-pássaro”)
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P.S - Campanha para Ulisses. A notícia é braba. O
camarada Ulisses Manaças, coordenador estadual do MST está com câncer no estômago e aguarda em casa leito para a cirurgia. Força, Ulisses! Há uma campanha´de energização, orações, fé e grana para ajudar o companheiro nessa difícil travessia. Força, Ulisses! Vamos lá, com ajuda prática:
Banco do Brasil
Conta poupança 5761-4
Agência 2809-6
Moisés Ferreira da Costa
camarada Ulisses Manaças, coordenador estadual do MST está com câncer no estômago e aguarda em casa leito para a cirurgia. Força, Ulisses! Há uma campanha´de energização, orações, fé e grana para ajudar o companheiro nessa difícil travessia. Força, Ulisses! Vamos lá, com ajuda prática:
Banco do Brasil
Conta poupança 5761-4
Agência 2809-6
Moisés Ferreira da Costa
contato: (siamcabral@yahoo.com.br ou 91.8338.3627)
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Amazônia,
coisas do Pará,
MaisMédicos,
médicos cubanos,
Melgaço,
relações compartilhadas,
resistência,
Solidariedade,
telefonia,
vitórias
7
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Missão humanitária, humildade e generosidade ou o exemplo de médicos cubanos em Melgaço no Marajó.
Melgaço, no Marajó.Pará, tem o pior IDH - Índice de Desenvolvimento Humano do país, segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, divulgado no final de julho. São 24 mil habitantes, dos quais 12 mil não sabe ler e nem escrever, apenas 681 pessoas frequentam o ensino médio, saneamento é zero, saúde é rarefeita e internet só de vez em quando e apenas por celular. O melhor de Melgaço é o povo, as pessoas, atestam Maribel, Oyainis e Maribel as três médicas e o médico cubano Orlando que estão morando e trabalhando no município marajoara desde 21 de setembro, há quase 3 meses. Eles integram o programa audacioso e certeiro "Mais Médicos", que leva assistência e médicos a municípios carentes e vulneráveis. Ponto pro Ministério da Saúde e pra presidenta Dilma Rousseff.
Se o povo é o melhor de Melgaço, o pior é a água. Ribeirinho, Melgaço não tem água tratada e nem saneamento básico. Isso gera micoses e contaminações genitais. Há gravidez muito precoce e um índice alarmante de hipertensão que atinge muitos jovens, resume o quarteto médico cubano que atende 24 pessoas, no mínimo,todo dia em Melgaço, de segunda a sexta. Com a consulta média de 30 minutos, salvo situações mais complicadas e que exigem mais tempo. Em todas as consultas, a medicina preventiva em ação: tratar a água com hipoclorito de sódio, ferver a água, só pra citar um exemplo.
Pobreza e generosidade - Quase a metade, 48% da população de Melgaço é pobre, aponta o Mapa da Pobreza do IBGE publicado em 2003 Grande parte da população do campo tem remuneração de R$ 71,50, fazendo com que as famílias na zona rural sobrevivam, em média, com R$ 662 por mês - menos que um salário mínimo. As distâncias são grandes e se leva até 15 dias pra cruzar o espaço de mais de 6 mil quilômetros.Com toda toda essa adversidade, o povo de Melgaço é acolhedor e generoso, garantem as médicas e o médico cubanos.
15 horas de barco -Em português entrevistei as três médicas e o médico ontem (19.dez) à
noite, em Belém. Na capital, fizeram um treinamento na área de saúde e retornam segunda-feira 23, bem no período de recesso natalino. De Melgaço a Breves, uma hora de barco e de Breves a Belém, mais 14 horas. Ao todo 15 horas pra chegar em Belém, atravessando a baía do Marajó. Maribel Morera Saborit, Oyainis Santos Diaz, Orlando Penha e Maribel Hernández, médicas e médico cubanos se conheceram não em Cuba, país em que nasceram, estudaram, se formaram, casaram, tiveram filhos e trabalharam. Foi em solo brasileiro, em Brasília, que os quatro se encontraram pela primeira vez, em agosto. Agora trabalham em Melgaço e lá ficarão por 3 anos.
9 anos de estudo -Nem a imensidão de água da baía do Marajó, o calor ou as travessias de barco até as comunidades assustam o quarteto médico cubano. Os quatro trabalharam em missões humanitárias na Venezuela e na Bolívia. Estudaram os nove anos da formação de medicina cubana: 6 da medicina geral e mais 3 da medicina integral, algo semelhante à residência médica brasileira, em que a especialização é feita juntamente com trabalho prático. E os quatro trabalhavam em Cuba. Maribel Saborit
tem 21 anos de profissão. Maribel Hernanez, 19 anos. Oyanis, 8 anos e Orlando, 22 anos. Cuba orientou como critério de participação no programa Mais Médicos, o mínimo de uma missão humanitária.Orando esteve no Paquistão e Venezuela. Oyainis, na Venezuela. Maribel Saborit e Maribel Hernandez, na Venezuela e Bolívia. Além dos 9 anos de estudo, atuação em uma missão humanitária por 3 anos.
Um médico em casa? -Embora o quarteto fale num bem compreensível portunhol, indago se não falarem bem o português fez com que algum paciente deixasse de entendê-los. "De jeito nenhum diz Oyainis. A gente olha pra eles, conversa e se entende. Fazemos um amplo interrogatório, anotamos, fazemos exames físicos completos". E Maribel Saborit completa: "o povo é muito acolhedor, generoso e agradecido. Fomos a uma comunidade ribeirinha, fizemos travessia de barco e na casa de um senhor diabético de 86 anos ouvimos, depois do exame: 4 médicos aqui, quatro médicos me visitando em casa, meu Deus posso morrer feliz. Nunca tinha visto um médico"!
Sem essa de dr, dra - Fico surpresa quando me dizem que se apresentam aos pacientes como Maribel, Oyainis, Orlando. Assim, sem dr., dra, termos que aqui no Brasil são acrescidos à profissão de médicos. Maribel Saborit ri e me diz: "por que dr., dra? Somos iguais, só tivemos mais chance de estudar, ter uma graduação. Mas nossa identidade é a mesma de quando nascemos".
Nem açaí e nem farinha - Como a jornada de trabalho em Melgaço é de 40 horas semanais, igual a Cuba, pergunto o que fazem no final de semana pra driblar a saudade de casa, já que as famílias ficaram em Cuba. "Lavamos e passamos nossas roupas, limpamos nossos quartos, lemos, entramos na internet pra passar correio eletrônico, descansamos". E Orlando informa que em julho vão de férias a Cuba.
Os quatro me contam que Belém e Melgaço são "mais quente que Cuba", mas isso não atrapalha. Gostam da comida à base de peixe, frango, carne, arroz, feijão. Só açaí e farinha não faz parte do cardápio deles. "Muito forte o açaí" diz Maribel Saborit sorridente. Eu afianço a elas e ele que não sabem o que estão perdendo. E rimos todos.
Internet, problemão - O contato com a família é via e-mail, pois falar pelo celular é muito caro. Cada um tem um tablet 3G, que faz parte dos equipamentos do Mais Médicos. E eles compraram um pacote basicão da Vivo, "mas os créditos somem muito rápido", se queixam. Como falar por telefone é caro demais, sobra conversar por e-mail na internet do celular.
Eu digo a elas e ele que quem mora e luta na Amazônia quando vara uma notícia pro mundo, rompe o cordão sanitário do isolamento em que nos encontramos. O acesso à internet poderia ser uma forma de ajudar a romper esse cordão, mas temos o pior acesso de todas as cinco regiões do país e no Marajó, o pior acesso do Pará. Estamos ilhados, portanto.
Rendimentos compartilhados - Afinal, o que vocês ganham de salário fica com vocês ou vai pra família, indago? "Parte fica conosco, parte vai para nossas famílias e outra parte vai para o nosso governo, para ajudar o nosso povo cubano, me diz Maribel Hernandez. Mas o que ficamos é suficiente para nos manter, para lazer. A prefeitura de Melgaço paga nosso alojamento e esse é muito bom: tem um quarto para cada um de nós, com banheiro, cama, ar condicionando. Temos mais que suficiente", fala Maribel Saborit. E Oyai
nis completa: "a saúde em Cuba precisa da ajuda de todos nós, porque o país sofre um embargo econômico que é muito doloroso para nossa gente. Então, a ajuda precisa vir de nós, cubanos e de nossos aliados".
Faz parte da nossa formação retribuir - A conversa vai chegando ao fim, pois há várias pessoas chamando o quarteto médico cubano e querendo tirar fotos, indagar, conversar, rir junto. E eu faço a última inquirição: o que fez vocês saírem de Cuba e vir pra Melgaço? E Maribel Saborit diz": olha, faz parte da nossa formação ajudar países e pessoas mais necessitadas com nosso conhecimento que foi dado de forma coletiva e gratuita. Só estamos retribuindo".
Encerramos a conversa e eu fico matutando que grandeza é essa de Cuba e do seu povo que tanto tem a nos ensinar! Se eu conheço quantos médicos do meu país que fariam algo semelhante aqui mesmo. Em janeiro vou a Melgaço numa caravana formativa da Fetagri/CUT no Marajó. Quero rever meu novo quarteto camarada e amigo e conversar com o povo atendido pelas médicas e pelo médico cubanos. (V.P)
E só finalizando mesmo: fizemos uma pequena homenagem às 3 médicas cubanas e ao médicos cubano ontem à noite na formatura de encerramento do curso de Formação de Formadores promovido pela Escola Chico Mendes da Amazônia e da qual participamos 46 pessoas, de todas as CUTs da Amazônia.
Pobreza e generosidade - Quase a metade, 48% da população de Melgaço é pobre, aponta o Mapa da Pobreza do IBGE publicado em 2003 Grande parte da população do campo tem remuneração de R$ 71,50, fazendo com que as famílias na zona rural sobrevivam, em média, com R$ 662 por mês - menos que um salário mínimo. As distâncias são grandes e se leva até 15 dias pra cruzar o espaço de mais de 6 mil quilômetros.Com toda toda essa adversidade, o povo de Melgaço é acolhedor e generoso, garantem as médicas e o médico cubanos.
15 horas de barco -Em português entrevistei as três médicas e o médico ontem (19.dez) à
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| Orlando, Maribel Hernandez, Maribel Seborit e Oyainis. |
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| Maribel Hernandez |
tem 21 anos de profissão. Maribel Hernanez, 19 anos. Oyanis, 8 anos e Orlando, 22 anos. Cuba orientou como critério de participação no programa Mais Médicos, o mínimo de uma missão humanitária.Orando esteve no Paquistão e Venezuela. Oyainis, na Venezuela. Maribel Saborit e Maribel Hernandez, na Venezuela e Bolívia. Além dos 9 anos de estudo, atuação em uma missão humanitária por 3 anos.
Um médico em casa? -Embora o quarteto fale num bem compreensível portunhol, indago se não falarem bem o português fez com que algum paciente deixasse de entendê-los. "De jeito nenhum diz Oyainis. A gente olha pra eles, conversa e se entende. Fazemos um amplo interrogatório, anotamos, fazemos exames físicos completos". E Maribel Saborit completa: "o povo é muito acolhedor, generoso e agradecido. Fomos a uma comunidade ribeirinha, fizemos travessia de barco e na casa de um senhor diabético de 86 anos ouvimos, depois do exame: 4 médicos aqui, quatro médicos me visitando em casa, meu Deus posso morrer feliz. Nunca tinha visto um médico"!
Sem essa de dr, dra - Fico surpresa quando me dizem que se apresentam aos pacientes como Maribel, Oyainis, Orlando. Assim, sem dr., dra, termos que aqui no Brasil são acrescidos à profissão de médicos. Maribel Saborit ri e me diz: "por que dr., dra? Somos iguais, só tivemos mais chance de estudar, ter uma graduação. Mas nossa identidade é a mesma de quando nascemos".
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| Maribel Saborit |
Os quatro me contam que Belém e Melgaço são "mais quente que Cuba", mas isso não atrapalha. Gostam da comida à base de peixe, frango, carne, arroz, feijão. Só açaí e farinha não faz parte do cardápio deles. "Muito forte o açaí" diz Maribel Saborit sorridente. Eu afianço a elas e ele que não sabem o que estão perdendo. E rimos todos.
Internet, problemão - O contato com a família é via e-mail, pois falar pelo celular é muito caro. Cada um tem um tablet 3G, que faz parte dos equipamentos do Mais Médicos. E eles compraram um pacote basicão da Vivo, "mas os créditos somem muito rápido", se queixam. Como falar por telefone é caro demais, sobra conversar por e-mail na internet do celular.
Eu digo a elas e ele que quem mora e luta na Amazônia quando vara uma notícia pro mundo, rompe o cordão sanitário do isolamento em que nos encontramos. O acesso à internet poderia ser uma forma de ajudar a romper esse cordão, mas temos o pior acesso de todas as cinco regiões do país e no Marajó, o pior acesso do Pará. Estamos ilhados, portanto.
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| Oyainis Santos. |
nis completa: "a saúde em Cuba precisa da ajuda de todos nós, porque o país sofre um embargo econômico que é muito doloroso para nossa gente. Então, a ajuda precisa vir de nós, cubanos e de nossos aliados".
Faz parte da nossa formação retribuir - A conversa vai chegando ao fim, pois há várias pessoas chamando o quarteto médico cubano e querendo tirar fotos, indagar, conversar, rir junto. E eu faço a última inquirição: o que fez vocês saírem de Cuba e vir pra Melgaço? E Maribel Saborit diz": olha, faz parte da nossa formação ajudar países e pessoas mais necessitadas com nosso conhecimento que foi dado de forma coletiva e gratuita. Só estamos retribuindo".
Encerramos a conversa e eu fico matutando que grandeza é essa de Cuba e do seu povo que tanto tem a nos ensinar! Se eu conheço quantos médicos do meu país que fariam algo semelhante aqui mesmo. Em janeiro vou a Melgaço numa caravana formativa da Fetagri/CUT no Marajó. Quero rever meu novo quarteto camarada e amigo e conversar com o povo atendido pelas médicas e pelo médico cubanos. (V.P)
E só finalizando mesmo: fizemos uma pequena homenagem às 3 médicas cubanas e ao médicos cubano ontem à noite na formatura de encerramento do curso de Formação de Formadores promovido pela Escola Chico Mendes da Amazônia e da qual participamos 46 pessoas, de todas as CUTs da Amazônia.
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| Oyanis Santos, Maribel Hernandez, Maribel Saborit e Orlando Penha; Médicas e médico cubanos em Melgaço´. Foto Herbson Silva. |
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| O porto de Melgaço.Marajó.Pa (Foto Eunice Pinto.Ag.Pará) |
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| Oyainis, eu, Maribel e Maribel. |
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| Oyainis, Maribel, Zuleide, Maribel, Thalita e Maria do Carmo: turma da CUT.Pa com médicas cubanas. |
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| Com a companheirada cutista, da saúde, bancária, das artes domésticas e samba. |
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| No centro, de camisa amarela, o compa Serginho Trindade com o quarteto médico cubano. |
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| Na hora da entrevista, o clique verde. |
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