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quinta-feira, 14 de outubro de 2021 0 comentários

Como um sonho ou uma saudade podem animar a caminhada...ou, sobre já estar em 2022


Foi sonho ou saudade, não sei bem. Ou pelo fato de que todo meu ânima já está em 2022, mas o certo é que  acordei com a impressão de que papai, meu mano Zé Wilson e meu outro mano, Betinho, estavam ao meu lado, sentados na cama, me olhando com tanto carinho e dizendo que eu fique bem que isso tudo vai passar. Isso tudo, eu acho, era eles falando do governo Bolsonaro. Que há 3 anos  vai deixando um rastro de dor e destruição na vida do povo brasileiro.

Os três amados viraram encantados há tempos e a partida deles deixaram buracos na minha alma. Primeiro, subiu o mano caçula, Betinho. Depois, Zé Wilson e, por último, papai. 

O sonho ou saudade deram um respiro de uma alegria doce, diferente. O dia amanheceu mais leve e com o traço terrivelmente esperançoso e irônico dos meus três encantados.

Se assim é, bom dia e vamos que vamos! Já já é Natal, Virada e chegamos em 2022!
(Belém, 14 de outubro de 2021. 5a-feira).
***
quinta-feira, 26 de outubro de 2017 2 comentários

Paulinho Fonteles foi amor, luta e poesia. Paulinho, presente, presente, presente!!!

A notícia chegou bem cedo hoje, por zap. Paulinho Fonteles tinha sido fulminado por um infarto. Não acreditei, mas chorei, o coração adivinhando que a notícia era tristemente verdadeira.
À noite, fui ao velório na Assembleia Legislativa do Pará, mesmo lugar em que, há 30 anos, grávida de meu 3º filho, Adriano, subi as mesmas escadarias para velar o corpo do companheiro Paulo Fonteles, o pai, assassinado brutalmente pelo latifúndio.
Foi difícil subir as escadas, com a história passando um filme veloz e triste na minha frente, reencontrando companheiros e companheiras de muitas décadas de jornadas .
Lembrei do sorriso doce de Paulinho e de quando compartilhávamos  debate sobre a conjuntura, já sob o golpismo de Temer e seus aliados. Ele, um combatente firme e otimista, cheio de planos e de tanta vida! Ir embora aos 45 anos, parece uma tremenda sacanagem com a gente.
Que tempos!
Que Paulinho siga na luz! E muita força para a companheira de jornada, familiares e a legião de amigos e amigas que ele tão bem cativou, sendo luta, amor e poesia!

Republico aqui a nota da CUTPa, escrita com a emoção tropeçante deste dia tão doído!
↓. 


PAULINHO FONTELES, PRESENTE!
Nota de pesar

 Hoje, dia 26 de outubro de 2017, a luta de todos e todas que sonham e lutam por um Brasil mais justo e igualitário, teve um desfalque insubstituível com a perda precoce de Paulo Fonteles Filho, o Paulinho Fonteles, como era carinhosamente chamado.

 Nós, que construímos e fazemos a CUT.Pará, sentiremos a falta da tua parceria, do teu compromisso com a luta, da tua garra e do teu jeito menino e doce de ser. Firme, sem perder jamais a ternura, nisso lembrando outro grande revolucionário!

A história de vida de Paulinho fala por si só. Nasceu no cárcere da ditadura, militou no movimento estudantil, foi vereador de Belém pelo PCdo B, e tornou-se um dos principais militantes dos direitos humanos no Pará, tanto que comandava o Instituto Paulo Fonteles de Direitos Humanos e era membro da Comissão Estadual da Verdade (CEV).

Vivemos dias difíceis, de retrocessos nos direitos humanos, sociais, políticos e sindicais. Mas vamos persistir na resistência e temos certeza que esse tempo vai passar. E aí camarada Paulinho, pode ter certeza, que nós faremos a festa por ti.

Vai vem paz, Paulo Fonteles Filho, vai em paz mano guerreiro do povo brasileiro, um apaixonado pelo Araguaia, pela vida, sendo ao mesmo tempo, luta, amor e poesia!

Paulinho Fonteles, PRESENTE!

 Belém.Pa, 26/out/17.
 CUT.Pa
Paulinho Fonteles.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015 0 comentários

Como ser feliz fazendo feliz...Boas Festas e um 2016 pra lá de pai d'égua!!!

O que desejar neste Natal?
Que possamos distribuir amor, solidariedade, tenhamos saúde, riso e paz. 
Que sejamos felizes e façamos nosso entorno feliz! 
 E que recebamos 2016 com a alegria com que abrimos os braços e o coração pra um amigo amado chegado. Com a alma leve, boa dose de traquinagem e permitindo que a esperança  nos  envolva e nos anime. 
Dancemos com a vida!  
Muita energia pra atravessar o ano com alegria, esperança, tolerância e fé! 
 Boas Festas e Feliz 2016, meu povo do bem e da luta!
 (Vera Paoloni e família).





domingo, 24 de março de 2013 3 comentários

Delícias da vida ou a saga de um sururu que saiu de Bragança/Pa e fez comprido percurso até Ribeirão Preto/SP

Sururu, mexilhão, o nome é variado, como é variada e deliciosa a cozinha brasileira. Aqui, a história de um sururu da água doce, mais precisamente do rio Caeté, em Bragança.Pa, cidade que neste 8 de julho/2013 completa 400 anos, mais velha que Belém, a capital do Pará. Cidade bonita, histórica, cidade que se dança a Marujada, dança comandada por uma mulher, a capitoa. 

É de Bragança.Pará que vem o sururu desta história. 

Como faço todos os meses, fui um dia tomar a bênção de mamãe em Bragança e resolvi comprar uns litros de sururu na feira de Bragança. Na casa da mamãe, a querida Socorro lavou e botou pra cozinhar só na água e sal. Quando levantou a fervura, Socorro apagou e esperamos quase esfriar. Ainda tava bem morno quando eu, Antonio meu mano mais velho (as mãos dele aparecem na foto aí embaixo) e mais Socorro tiramos o sururu da casca, ela botou um limão, guardamos no saco e foi pro congelador. Dali, era voltar pra Belém e enviar para a amiga-mana Ruth Rendeiro, paraense e também jornalista das raras que hoje mora em Ribeirão Preto-SP. Porque eu sei bem o que é a saudade das comidas e dos cheiros da terra da gente!

Era pra ter seguido logo, mas não foi. Bem que tentei enviar pela TAM ou GOL, mas tem tanta burocracia e tanta exigência sanitária e fiscal que quase desisti. Mas sou amazônida, acostumada a remar contra a correntenza, na primeira de copa que pintou uma viagem pra Sampa, lá carreguei o isopor saliente que deslizou na esteira de Congonhas e lá em Sampa, ficou no abrigo do coração e do congelador de outra mana amazônica que hoje mora em Sampa, por conta de lides sindicais bancárias - a Andréa Vasconcelos, combativa diretora de Políticas Sociais da CONTRAF-CUT, a Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ramo Financeiro.

Pelo feice hoje eu soube da Ruth que o sururu vai sair de Sampa e chegar nesta Sexta-Feira da Paixão em Ribeirão Preto.

Boa, ótima notícia! Minha alma escancara um sorriso de alegria, recompensada. E do feice da Ruth, a história contada por ela mesma, aí mais embaixo.

Beijão, mana! Bom sururu em nossas vidas inquietas e risonhas!
Já cozido, o sururu da água doce....

Mano Antônio mostra o sururu tirado....
A saga do sururu contada pela Ruth Rendeiro:
Ele foi catado em Bragança, a bela cidade paraense às margens do rio Caeté. Empacotado seguiu para Belém e lá permaneceu até ontem. Neste momento encontra-se em solo paulistano, em um hotel no centro de Sampa, depois de mais de três horas de voo. Não deve estar entendendo nada. Seus parentes sempre viajam muito, mas ele deve estar batendo o recorde da família.

O próximo destino ainda é incerto. Talvez a Vera Paoloni a sua atual tutora, já tenha comentado e ele ouvido, que a última parada será em Ribeirão Preto, no interior de SP. Lá será saudado efusivamente e ocupará lugar de destaque na mesa de uma paraense saudosa, que uma outra, generosamente, se dispôs a trazer de tão longe, relegando os incômodos que muitos argumentam de não andar com quaisquer produtos que possam identificá-los, na cidade grande, como um “paraíba” agarrado ao seu isopor. Ela só quer fazer uma amiga feliz, independente do cheiro do pacotinho ou da mala que ficou um pouco mais pesada.

Mas o meu sururu, ou mexilhão como chamamos em casa, ainda terá que esperar para ser saboreado em terras paulistas. Do hotel ele irá para a casa de uma amiga da Vera e depois hibernará no freezer de uma amiga minha, no Morumbi, aguardando a minha próxima viagem à capital. Não importa o longo tempo. O que vale é a degustação ansiosamente aguardada e a deliciosa sensação de há pessoas que agem mais do que falam e não se impõem limites para fazer o outro feliz. Obrigada Vera! Este sururu é de fato muito especial.

E em Bragança também tem:

A melhor farinha do mundo. A lavada é especial.

Buriti, vinho de buriti, essa delícia que se toma com farinha e açúcar... huuummmmmm
Bacuri, a fruta mais gostosa do mundo, única e e que só dá uma vez por ano, no inverno amazônico de dezembro a março,abril
A marujada, linda e única festa que dura o mês de dezembro, com dança, retumbão e mais de 200 anos de história
Uma das mais belas praias do mundo, a praia de Ajuruteua....
domingo, 19 de agosto de 2012 3 comentários

O "reclame" da poesia feita à mão com carinho, arte, beleza e sensibilidade.

Roda, cigana!!!
O "reclame" de hoje é para mostrar estas peças lindas, feitas pela artesã paraense e que mora em Unaí-MG faz é tempo, a Ana Carvalho, que tem mais este perfil no feice: Artes da Aninha Unaí. Peças de cabaça feitas com amor e arte. Tudo colhido na natureza.

Como dia 14 de outubro é o 1º Natal dos paraenses, que é o Círio de Nazaré, bem que a Aninha poderia contar o Círio em lindas peças de cabaça e trazer umas amostras.

É que ela estará em Belém nos dias 1 e 2 de setembro e trará muitas peças lindas como as que mostro aqui. Poesias feitas à mão, com carinho, beleza e sensibilidade.

Curtam e compartilhem! Se der, encomendem.

 Bom domingo!

P.S. Aninha foi militante do MOB - Movimento de Oposição Bancária e ajudou a construir a democracia no país e no movimento sindical. Continua enfeitando e embelezando a vida e a natureza por onde passa.

Vai ser muito pai d'égua rever a querida compa!
Dançarina sexy....
Adoro dança....
Muito bela e delicada...
E estas lindas princesas africanas?
Belíssimas!!!
A cabaça, ainda na árvore....

... e já pronta pra virar arte e encher os olhos, a alma....
Matrioskas, minha perdição...
O presépio de cabaça. Que tal o Círio de Nazaré?
Ripongas bem lindinhas....
Uma dupla salamandra, de cabaça

Não pode faltar o Santo Antonio casamenteiro....
A nutricionista...
A cocoricó...
dança, menina....

O ritmo, a dança, a beleza....
Mais bailarina...
São Francisco, querido....

que lindas!!!!
Matrioskas queridas...
Tão comportada!!
Pura beleza!
Que fofa!
Borboletas de latinha de cerveja.Firme!
Amo ripongas!
Dupla de leveza....

Sou chegada a uma cigana.. Duas, então...!

Maravilhosas!
Dança, dança!!!!
Que enfermeiras lindas!!!!
Estas matrioskas não fazem parte da coleção da Aninha. Estas, ganhei de meu mano Betinho que se foi da terra em 07/jul/1992. Ele trouxe da antiga URSS, em 1989. Eram 5, mas duas menorezinhas se perderam no tempo e por obras de mãos levadas e mexilhonas. 
segunda-feira, 11 de junho de 2012 0 comentários

Há 25 anos, latifúndio matava Paulo Fonteles. Crime continua impune


Há 25 anos, às 11 horas do  dia 11 de junho de 1987,  foi barbaramente assassinado pelo latifúndio, num posto de gasolina perto da Alça Viária, Paulo Fonteles, ex-deputado do PC do B, ex-sobrevivente da Guerrilha do Araguaia, militante dos direitos humanos e um amante da vida, um lutador que lutava sorrindo doce e bravamente.

Eu tava trabalhando, grávida de oito meses do lindo menino que nasceria a 20 de julho de 87, quando o telefone tocou e veio a bomba, porque aquilo era uma bomba: Paulo foi assassinado. Não acreditei. Fiquei com o telefone na mão, mudo o fone, muda eu, o coração se recusando a aceitar aquela dura realidade. Foi difícil chegar ao velório, talvez um dos mais carregados de comoção que eu já fui até hoje.

25 anos depois, o crime continua impune. Do Paulo Fonteles ficaram as idéias e as lutas, mais vivas que nunca.

O jornalista Lúcio Flávio Pinto iniciou o Jornal Pessoal (que tem a mesma idade do meu último filho) contando esse terrível assassinato, perda irreparável para a esquerda e para homens e mulheres de boa vontade.

Leia mais sobre Paulo Fonteles aqui.

*
P.S - Meu compa e irmão Edir Gaya, jornalista e compositor tá no berço hoje, meio na encolha, ele que faz da timidez um estandarte. Parabéns, Edir e Sodré já resumiu, em prosa e verso, que é esse amigo querido. E eu faço minhas as palavras do Sodra: 

"Naqueles tempos, ele já demonstrava talento e jeito para a criação. Fez textos (até hoje lembrados) para teatro, músicas (nunca no quadradão. Ousava sempre nas harmonias, mesmo sabendo, na ocasião, uma coisinha a mais que ré-com-sétima/sol). Já dava show nas colunas e seções do nosso jornal, antecipando, na escrita precisa e elegante, a carreira que abraçaria. Eu ficava olhando aquela desenvoltura, aquele traquejo, aquela ginga (‘cores, odores, sabores, dores, dolores e daguimares’) suburbana da Matinha moldando a verve imberbe daquele garoto compridão de andar obtuso, olhos de uma alegria rubra e sorriso algo anárquico, algo delator, algo imperioso e absolutamente doce e verdadeiro. Meu amigo, Meu melhor amigo. Que cuido e admiro".


Ou como diz a compa dele, mana Valéria, no feice: Ele é muitos em um, Paoloni! Um bom ouvinte. dono de uma gargalhada irreverente. uma mente revolucionária. um coração generoso. um tímido espalhafatoso. um homem bom. um grande menino. um amigo raro. o meu amor.
segunda-feira, 4 de junho de 2012 0 comentários

Fala de teus sentimentos, toma decisão, tem tesão pela vida, com alegria, bom humor, te alimenta corretamente...

Acordei hoje pensando em sentimentos, amizades, decisões e veio na memória da pele uma frase ótima que meu amado amigo Castagna Maia costumava repetir quando a dúvida resolvia se instalar definitivamente em minha vida:  "quando a gente não toma decisões, a vida toma pela gente". E me repetia isso sempre gargalhando.

Foi um conselho que ele aprendeu em casa, lá pelas bandas do Rio Grande e aplicou em toda sua breve, maravilhosa e intensa vida. Aí, rebusquei meus guardados na plataforma das nuvens e achei estes conselhos sábios do dr. Drauzio Varela.

Clica na imagem pra ler mais nitidamente.

Boa semana!


A síntese: toma decisão. Busca soluções. Não vive de aparências. Aceita-te. Confia. Não vive sempre triste.

Conselho do veio Castagna Maia, seguido à risca por ele próprio: "Quando a gente não toma decisões, a vida toma pela gente".
domingo, 13 de maio de 2012 0 comentários

Para todas as mães, síntese dos afetos.


Para todas as mamães, filhos e filhas e para quem ama e conhece bem o magistral poder dos afetos. Para minha mamãe Zenaide e minha outra mãe, Matilde.

DOS AFETOS
(Mario Benedetti)

Como fazer-te saber que há sempre tempo?
Que temos que buscá-lo e dá-lo…
Que ninguém estabelece normas, senão a vida…
Que a vida sem certas normas perde formas…
Que a forma não se perde com abrirmo-nos…
Que abrirmo-nos não é amar indiscriminadamente…
Que não é proibido amar…
Que também se pode odiar…
Que a agressão porque sim, fere muito…
Que as feridas fecham-se…
Que as portas não devem fechar-se…

QUE A MAIOR PORTA É O AFECTO…

Que os afectos definem-nos…
Que definir-se não é remar contra a corrente…
Que não quanto mais se carrega no traço mais se desenha…

QUE NEGAR PALAVRAS É ABRIR DISTÂNCIAS…
Que encontrar-se é lindo…
Que o sexo faz parte da lindeza da vida…
Que a vida parte do sexo…
Que o porquê das crianças tem o seu porquê…
Que querer saber de alguém não é só curiosidade…
Que saber tudo de todos é curiosidade malsã…
Que nunca é demais agradecer…
Que autodeterminação não é fazer as coisas sozinho…
Que ninguém quer estar só…
Que para não estar só há que dar…
Que para dar devemos antes receber…
Que para nos darem há também que saber pedir…
Que saber pedir não é oferecer-se…
Que oferecer-se, em definitivo, não é querer-se…
Que para nos quererem devemos mostrar quem somos…
Que para alguém ser é preciso dar-lhe ajuda…
Que ajudar é poder dar ânimo e apoiar…
Que adular não é apoiar…
Que adular é tão pernicioso como virar a cara…
Que as coisas cara a cara são honestas…
Que ninguém é honesto por não roubar…

QUE QUANDO NÃO SE TIRA PRAZER DAS COISAS NÃO SE VIVE…

Que para sentir a vida temos de esquecer que existe a morte…
Que se pode estar morto em vida…
Que sentimos com o corpo e a mente…
Que com os ouvidos se escuta…
Que custa ser sensível e não se ferir…
Que ferir-se não é sangrar…
Que para não nos ferirmos levantamos muros…

QUE MELHOR SERIA FAZER PONTES…

Que por elas se vai à outra margem e ninguém volta…
Que voltar não implica retroceder…
Que retroceder também pode ser avançar…
Que não é por muito avançar que se amanhece mais perto do sol…
Como fazer-te saber que ninguém estabelece normas, senão a vida?

Eu e minha amiga e mestra da Unibiótica, Matilde Schuch, numa das muitas despedidas. Ah! se não fosse o poder dos afetos!

sábado, 5 de maio de 2012 0 comentários

A superlua e o amor que nos salva todo santo dia. Parabéns, Roseira!

Ela vai dar hoje assim, muito super, muito bela. Amo lua cheia...
Os astrônomos dizem que hoje ela vai aparecer maior, mais brilhante, a superlua... Podia nem ser maior, pois que toda lua cheia já é gigante nos convites e chamados aos riscos, aos devaneios, às paixões, ao andar sobre a corda bamba. Amo lua cheia...

Esta então, que acontece no dia em que minha mana tá no berço! Presentão dos céus pra ela, Roseira, que merece tudo de bom nesta e noutras vidas, de tão especial, amorosa e humana que é.

Lá da casa dela,da minha Roseira, em Fortal, bem do alto, parece que a lua é mulher grávida de nove meses que desce suavemente até o pátio da cobertura, um quintalzão de concreto erguido sobre a cidade. Desce e a gente quase toca, alma se derretendo toda, mergulho fundo na voz de dentro. Banho de energia.

Quem não se perdeu e não se achou nas noites de lua cheia? Atire a primeira pedra.

Sou muito feliz de poder ver esta superlua e poder escrever agradecendo a Deus pela existência de minha minha mana amada. Roseira, pra ti esta superlua de hoje, todo meu amor sempre e os versos imbatíveis de Cecília Meirelles sobre a lua:

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
Fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

E aqui, minha mana amada. No mural dela, no feice, deixei esta mensagem, prenhe de saudade e carinho:
Maninha puro amor, sempre. Fiz esta foto dela com o seu netinho Rafael, em abril deste ano, Fortal. Mãos abençoadas e que curam só de tocar as dores, as tristezas, as feridas. Te amo, Roseira!
 Oi meu amor, minha irmã amada que eu sem ti seria uma folha seca na tempestade. Tanta saudade de ti, maninha mais ainda este mês a gente vai se abraçar e arrumar essa saudade em algum canto do sentimento que nos unes há tantas vidas. Meus parabéns, linda e amada Roseira, ser humano mais lindo que eu não só conheço mas tenho a honra e alegria de ser irmã. Longa vida, feliz vida com saúde, paz e que continues dando gostosas gargalhadas e sendo tão verdadeira no teu sentir. Te amo, minha preta amada!!!!
 
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