terça-feira, 20 de agosto de 2013

Mano Zé Wilson: 4 anos sem ti. E essa saudade que pula e se aquieta, pula e se aquieta, faz brotar choro e riso....

Republico post que escrevi na véspera da partida do meu mano Zé Wilson, que se foi dentre nós a 20 de agosto de 2009, ele com 50 anos e mil e um planos de ser feliz ao lado da amada, Gabriela, dos filhos do primeiro netinho, que ele não veria mais aqui e que hoje é um menino grande e bonito.

Meu mano é uma dessas perdas doídas demais, assim como meu outro mano Betinho (que se foi em 2000) e meu amado paizinho (nos deixou a 13 de abril de 2011).
Penso neles três e no Walter, no Castagna Maia com imensa saudade e carinho.

Zé Wilson se foi há quatro anos. Mas o riso dele, o carinho e as brincadeiras e doces impertinências estão impregnadas na memória da minha pele.

Beijão, meu maninho amado! Vida que segue....
Mano Zé Wilson que se foi em 2009, aos 50 anos.

Antes de partir - Para José Wilson, maninho

Antes da tormenta que se abateu sobre minha família, vi e revi um belíssimo filme chamado "antes de partir".

Dois homens, um multimilionário e outro classe média-media adoecem de câncer e os médicos lhes dão 6 meses de vida, no máximo. Conversam no hospital e acabam fazendo um roteiro do que desejam fazer nos 6 meses finais.
E aí começa pra valer o filme: voar e se jogar do céu acima das nuvens; beijar a mulher mais linda do mundo; fazer um safari no meio da África; subir o Himalaia e de lá olhar o nascer do sol e daí por diante... Se reconciliar com pessoas amadas que ficaram derrubadas pela mágoa no caminho da vida. São muitas sugestões.

Não conto o resto. Vale a pena olhar e chorar. E rir. E refletir.

Por que lembrei desse filme?
Ontem fizemos uma roda de oração em casa, sob o comando da amiga Sandra, após a minha vinda da UTI em que meu mano Zé Wilson está há 3 dias, muito mal. Quando acabou a reza e todos se foram, me peguei a pedir pra Deus que dê mais uma chance pro meu mano.
Para que ele tenha o direito de fazer o que gosta e precisa antes de partir. 
Brincar com Bidu, o cachorro que ele tanto ama e que se tornou um grande amigo quando o lúpus baixou feio; 
beijar a boca da Gaby mais algumas vezes; ela, a mulher intensamente amada; 
ver o netinho que ainda está na barriga da Paulinha; 
passear de mãos dadas com o netinho, filhote da Pâmmela; 
ver o pôr do sol da baía do Guajará; 
acompanhar a procissão do Círio de Nazaré; 
conversar com o Marquito; mandar os meninos estudarem como forma de vencer na vida; 
casar de novo de papel passado...s
ei lá, tou imaginando coisas que ele faria.
Papai do Céu, dê essa chance pro meu mano, por favor. Antes dele partir.
Vera

P.S. Escrevi esta cartinha dia 19 de agosto de 2009. Dia 20, às 8 e meia da noite, o coração do Zé não suportou mais hemodiálise, UTI, nada. Ele se foi, aos 50 anos, o coração cheio de amor pra dar. Muitos sonhos interrompidos. Ficou a saudade e a perplexidade e a belíssima história de vida de um homem bom e decente.

1 comentários:

Anônimo disse...

Bom dia Vera Paoloni!

O Zé Wilson está feliz, onde estiver. Amar sem ver, sentir, tocar, beijar, abraçar é o amor que a tudo resiste. Até a distância definitiva.

Fica em paz na tua saudade.

Ruth Rendeiro (via facebook)

 
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