quinta-feira, 15 de março de 2012 4 comentários

Castagna Maia: em cada causa, uma paixão

Aí em cima, belíssimo e tocante vídeo da intensa trajetória do amigo Castagna Maia feito pelos aeronautas, aeroviários e família do Maia. Foi exibido dia 13 de março, na audiência pública sobre o fundo de pensão Aerus e que também rendia uma homenagem póstuma ao Maia, iniciativa do senador Paulo Paim, do PT gaúcho.

A emoção deu o tom da cerimônia, como guiou a vida breve e gigantesca do meu irmão e amigo Castagna Maia. Tive a alegria de conhecer ali na homenagem a querida Petra, que virou uma miga da internet, tantas vezes lia seus comentários no blog-farol do Maia.

Falei na cerimônia em nome da categoria bancária. Muito mais para agradecer ter tido a felicidade de ter um amigo desse quilate de generosidade e retidão, integridade. Que se encharcava de Brasil, de brasilidade e de buscas de caminhos novos para resgatar a cidadania aviltada ou até inexistente.

Deixo aqui o vídeo e esse belo texto do companheiro Madison Paz, publicado no blog espaço aberto a 17 de janeiro, 3 dias após ter apagado a luz do amigo que brilhava aqui entre nós para ir brilhar nos astros e alumiar muito mais gentes e outros seres.

É o que eu digo todo dia pra mim, me agarrando na esperança que Maia está PRESENTE!

No dia a dia, a maior homenagem que podemos prestar ao Maia é garantir direitos sequestrados aos trabalhadores e continuar na luta, disseminando o que aprendemos com ele e  com a labuta.

Até mais, comandante Maiakovski, que é como o chamávamos eu, Samuca, Doralvino, Amaral, um time ligado pra sempre pela tessitura indestrutível do afeto. Se der, meu comandante, dá um abraço no seu Heraldo, meu paizinho amado. Carol, Graziella e Ana, minha ternura, manas.

P.S. Antes de terminar este escrito, duas historinhas.


 Maia amava Belém, a chuva, bacuri, maniçoba,  a força dos rios, a efervescência dos movimentos sociais daqui. Esse amor às grandes causas e à diversidade da alma brasileira que ele tanto cavoucou, uniu muita gente em todo o país. Faltou eu dizer isso lá no Senado. Digo agora.


E a outra é que ele amava tanto o país e se dedicava tanto a grandes causas, que resolveu fazer um belo texto sobre o pré-sal, quando este ainda não tinha virado política pública e nem peça d emarketing. Acordei à uma da madrugada com o celular tocando Balada para um louco que era o som marcado para as chamadas do amigo."Flor, acordei você?, sempre gentil e carinhoso. Queria um cartaz sobre pré-sal. Fizemos mas acabou não saindo o cartaz. mas o texto dele saiu, redondo,perfeito e preciso. 


Ah! Maia, que saudade, meu amigo! 
 Leandro Maia toca a música Trem na cerimônia da homenagem ao mano Maia.
 Emoção, carinho, saudade, um laboratório de emoções.

O belo texto do companheiro Madison

Caro Maia,
Lembro, com o sentimento da gratidão, o dia em que, na sede da Aeba, tive a oportunidade do primeiro contato contigo, um dos mais renomados especialistas em direito previdenciário do País, para nos assessorar quanto ao voto, no Condel, contrário ao “Amazonvida”. Sentimento pequeno demais para tudo o que representastes e dignificastes a advocacia brasileira; menos ainda para o que foste, em vida terrena, como mensageiro de luz em defesa das tantas causas abraçadas como aquelas em defesa dos participantes da Capaf e dos dignos e oprimidos participantes do Aerus.
Não é demais nem inoportuno dizer-te, caro e eterno amigo Maia, que, não fora a tua atuação segura e destemida junto aos tribunais dos homens, os aposentados e pensionistas da Capaf (por nós representados, no Condel e Confis, desde 97 até a data da recente intervenção determinada pela Previc), de há muito estariam à míngua, fadados ao destino que o Banco da Amazônia e a própria PREVIC lhes traçara.
Lembro, Dr. Maia, o dia em que contigo, “confinados” no teu gabinete de trabalho, acompanhei o desenvolvimento da inicial que moverias, como movestes, contra o Basa e União, a respeito das responsabilidades sobre o déficit da Capaf. Foi uma experiência única, porque, entendo, seriam poucos os profissionais que emprestariam tanta dedicação profissional e espírito humanitário a uma causa daquela dimensão, ao ponto de se dispor a uma jornada ininterrupta de trabalho, das 8h30 de um dia às 3h do dia seguinte, sem direito a nada mais que lanches e cafezinhos, “regime” somente quebrado depois de cumprida a missão, já quase ao raiar de um novo dia.
Foi justamente o dia em que, já pela parte da tarde, receberas o telefonema de alguém do Aerus, dando conta da intervenção naquela entidade previdenciária.
Acompanhei, naquele momento, a tranquilidade que tiveste para prosseguir a exordial contra o Basa/União Federal, ao tempo em quer te preparavas para enfrentar, no dia seguinte, mais um delicado capítulo do caso Aerus. Comprovei, então, que estava diante de um profissional diferenciado. Um profissional que não conseguia deixar de se apaixonar pelas causas às quais se dedicava. Isto, Maia, é incomum, porque envolve mais que dedicação profissional. Envolve sentimento e garra de quem viveu neste Planeta Terra, predestinado à prática do bem em defesa dos oprimidos.
Maia, você foi diferenciado na vida terrena porque é um ser de luz, que deixa a vida encarnada para cumprir Missão Divina no Mundo Espiritual. Oxalá, dentro dessa missão, recebas mandato de Deus para prosseguir as nossas defesas, fora das tribunas cá da Terra, mas, ativamente, nas Tribunas Celestiais. Segue, com Deus, a tua jornada, Maia.
Cá da terra, ficamos eternamente gratos por toda a tua dedicação às nossas causas, mas, sobretudo, por tudo o que fostes como amigo dos teus amigos, e, tenho certeza, como homem comprometido com os atributos marais nas dignos na pessoa humana.
Aos teus familiares e a todos os que te querem bem, as nossas condolências pela ausência física e o conforto de saber que estarás no Reino do Senhor a interceder por nós, na dimensão exata da tua luz espiritual.
Forte abraço; continue conosco,
MADISON
OBS: A partir de agora, estou substituindo a minha via de comunicação contigo. Deixarei os e-mails e adotarei a Oração Espiritual para que o Senhor te guarde em Luz Divina.”
segunda-feira, 12 de março de 2012 1 comentários

A homenagem ao amigo Castagna Maia

Meu amigo, companheiro, irmão Luís Antonio Castagna Maia vai receber homenagem póstuma no Senado, nesta terça-feira 13 de março, às 9 horas,  Sala Florestan Fernandes, Plenário 9, Ala Senador Alexandre Costa, Anexo II. A iniciativa é do senador Paulo Paim (PT-RS) e várias categorias profissionais terão um espaço para homenagear o amigo que perdemos a 14 de janeiro deste ano.

Para mim, que lá estarei com a missão honrosa de representar a categoria bancária, vai ser um dia de profundas e dolorosas emoções. Pois neste13 de março faz 11 meses que meu paizinho se foi, outra perda doída e pra sempre. Sem contar que não será fácil falar do Maia, um dos seres mais definitivamente humanos que tive a felicidade de conhecer, viver, conviver, aprender.

É uma responsa e tanto sintetizar o que o Maia significou e significa para o país, para as categorias de trabalhadores, como se lançou de maneira tão inteira, apaixonada e vigorosa em temas espinhosos como a defesa dos participantes de fundos de pensão, a defesa intransigente da soberania do país, com sensibilidade e entrega absolutas.

Vou deixar que a emoção e a intuição me guiem. Sei que meu amigo amado estará atento a essa audiência.

domingo, 11 de março de 2012 0 comentários

Lula recebeu alta hoje. Égua da boa notícia!

Fiquei muito feliz em saber que meu amado companheiro e presidente Lula recebeu alta hoje. Ainda vai continuar tomando antibiótico até dia 16, mas já fora do hospital. Exames de sangue mostraram boa melhora clínica!
Ufa!
Mais uma fogueira pulada, né Lula?
Te cuida e volta logo. O Brasil inteiro te ama e reza por ti.

Detalhes da excelente notícia, aqui. (Foto: Ricardo Stuckert)
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A bela homenagem às mulheres que atravessam o tempo lutando todos os dias por um mundo melhor

O compa e feiciano Guilherme Marssena, pegou pela memória da pele a mulherada no Dia 8 de Março de 2012 e fez uma bonitíssima homenagem em seu mural, no feice. A partir dos muitos comentários, fui ajustando a lista inicial das homenageadas pelo Guilherme. Desde já agradeço a honrosa inclusão do meu nominho nessa lista de mulheres que vão mudando a realidade do mundo a partir de práticas, resistências, muita entrega e muita disposição de luta. Atravessando o tempo e construindo história, muitas vezes com a própria vida.


Em Belém, no 8 de Março, com o lema "nosso corpo, nossa autonomia, nosso território" , a mulherada caminhou bonito, entoou canções, apresentou a pauta de reivindicações, enfrentando sol forte e a chuva do nosso inverno amazônico neste 8 de Março. Foi feio, truculento e mal humorada o que fez o coronel da assembleia Legislativa do Pará (Alepa) que não deixou as mulheres entrarem na chamada Casa do Povo para protocolarem a pauta de reivindicações do movimento. Mulheres foram barradas na Alepa embaixo de forte chuva, e com muitos empurrões e xingamentos. Total repúdio a esse direcionamento lamentável.


A luta continua! Firme, forte, alegre,unida, resistente e seguindo em frente. 


Agora, a homenagem de Guilherme Marssena e, mais adiante, um belo texto da feiciana Ghyslaine Cunha (e aproveito para agradecer estar incluída ali também). Ao final deste post, a indicação três entrevistas/artigos imperdíveis, daquele spra ler, reler, guardar, refletir contribuir.

Bom domingo, meu povo blogueiro!

Compas Jurema (CUT-Pa) e Vera Paoloni, no comecinho da caminhada dia 8 de Março, em Belém.
A marcha das mulheres em Belém no 8 de Março.

A homenagem no feice do Guilherme Marssena:
  • Iza Cunha, Irmã Adelaide, Doroty Stang, Sandra Fonseca, Hecilda Veiga, Aida Maria (1ª Deputada estadual do PT no Pará), Mariza Duarte, Bernadete Menezes,Venize Ramos Rodrigues,Páscoa Silva, Lindomar Teodora Silva, Áurea Nina, Núbia Maria de Santana, Iolita, Áurea Pinheiro ,Elza Castro,Vera Paoloni,Leontina, Dona Luzia, Izabelzinha (Direção do Sindicato d@s Trabalhador@s da Indústria de Alimentação),Maria de Nazaré (1ª Coordenadora da CBB- Comissão dos Bairros de Belém),Dona Maria de Paula, Giroca do STTR de Tomé Açú),Ida Selene, Marga Rothe,Rejane Guimarães, Raimunda Weyl, Professora Doutora Edna Castro,Vera Tavares, Ghyslaine Cunha, Beta de Marabá, Bel Fares, Josse Fares,TETÊ,Sílvia Comarú, Eunice Guedes.
  • A esta lista some-se Zélia Amador (Cedenpa),Leila Jinkings,Concha e Sandra Batista Batista. E as guerreiras Aldalice Otterloo e Ana Maria Orlandina Tancredi.
  •  Também Necy, Fafa, Agela, Ediene, Eneida, Maria do Carmo, Amujacy, Rosa Fares, Aneliese, Conceicao Holanda, Marinor, Macapa, Sara, Sandra, Socorro Brasil, Regina Barata. E Mira, Lucinha, Ana Toloza, As gemeas de Icoaracy, Rosinda, Claudinha, Leyla Marcia, Milene Lauande, Gloria Rocha, Francisca Guiomar, Sandra Batista.
  •  Mais: Professora Ermelinda,  Regina Crispo Silva,  Regina Teixeira,  Sílvia, companheiras da APEPA pioneira na luta pelos direitos dos professores em pleno fechamento político e numa época em que funcionários públicos eram impedidos de se sindicalizarem.
  • E ainda: Almerinda Freire - a Iaiá, grande lutadora da saúde; irmã Líigia, de Nova Timboteua (que lutou pela vida das mulheres); Susana, do Gempac; Maria da Metade (de São Domingos do Araguaia) camponesa que esteve na comunidade quando da Guerrilha do Araguaia e sofreu horrores; Maria, do Movimento de Mulheres da Transamazônica, que morreu de câncer; Donilce, de Santarém, que morreu de parto.
  • Pra não faltar:Dona Bibiana(CBB), Graça Costa, Letícia Turra, Nazaré Sá e Ivana Nobre(FASE), Ecilda Veiga, Eneida Guimarães(não é mais Casteli), Icilda(já falecida), Lúcia Carvalho, Joana Chagas e Carmem(mãe da "Osguinha"), do bairro do Marco, Léo e Cléia (Cobajur), Cristina Normando, as duas "Fatinhas"(Terra-Firme) Domingas Martins, "Re Bacana", Araceli, Rosaly Brito, Ney Cristina e Josenilda, Angela Soares, Neide Solimões, Liliane Pereira, Bernadete Ten, Graça Lima, Claudinha Lima, Socorro Dantas, Lindalva Aragão.
  •  Chegando mais: Luzia Miranda, Heidiany Katrine Moreno, Mary Cohen, Salete Gomes, Antonia Lopes, Carmen Foro,  Ana Júlia Carepa, D. Lourdes Miranda, Reijane Guimarães,Durbem Silva, Inacia Oliveira França, Maria Antonia Antonia, Ray Barreto, Simone Rodrigues Maria De Nazaré Naza (de Curuçá), Sandra Leite e Sônia Cristina  Figueiredo . Também Graça Costa, Rita Teixeira, Elisangela Pinto Ribeiro e Elisa Eliza Carmo do MMNEPA, Credineuza do Movimento de quebradeiras de Coco do Sudeste do Pará, Nilde Sousa da AMB, Antônia Melo e Toinha do Movimento de Mulheres de Altamira e do SOS XINGU.
  • Abrindo mais a roda: Antonia Salgado Salgado do Movimento de Mulheres do Tapanã, Katia, Leinha, Cecilia, Jo Silva do GMB, Míriam Andrade, Jurema, Euci Ana, Val da CUT e Fetagri, Lenita Souza da AOMT-BAM, Eunice Sena, Luciene, Martinha, Edna e outras companheiras da Associação de Domésticas de Santarém, Lia Menezes Menezes eSilvana Coelho da UBM, Gracinda Magalhães do Mov. de Altamira, as Mulheres do Movimento de Mulheres Camponesas e Via Campesina,  Márcia Souza, Sandra Brandão, a Marta Giane Machado Tavares da RedeSaúde. As pescadoras de Vigia, Tauá. A Fátima Matos, a Luiza, Nilma, do CEDENPA, a Lívia, a Igina do Mocambo, a Mãe Nalva da Acyomi.
Em nome destas maravilhosas e guerreiras criaturas, desejo que todas as MULHERES que estão na LUTA pela Construção de um MUNDO Justo Socialmente e com RESPEITO às DIFERENÇAS,que em mais este 8 de Março em que se completa 155 anos do ASSASSINATO nos EUA das MULHERES TECELÃS que lutavam por 8 Horas diárias para suas Jornadas de trabalho, sejam exemplo às novas gerações.
***
Agora, o belo texto da feiciana Ghyslaine Cunha:
Clara Zetkin e Rosa Luxemburgo
Tenho muita alegria de ser mulher... "eu gosto de ser mulher, que mostra mais o que sente..." e que por mostrar mais o que sente, vai até o fim, luta com todas as armas e quando elas acabam, inventa outras... mulher, sexo forte! Mulher gente, fêmea bicho... amo ser mulher mãe da Cecília, mulher menina, me ensinando de novo tantos caminhos revisitados desde o útero... 

Na imagem dessas duas mulheres queridas, lindas, contemporâneas, quero beijar as mulheres todas da minha vida: minha mãe Darci, minha filha Cecília, minhas avós Mãe Sinhá e Rosylka, minha cunhada e minha sobrinha, minhas tias, minhas primas, minhas cunhadas e minhas sogras (que separação é só de maridos, mas de sogras e cunhadas, essas ficam pra sempre, graças a Deus!) e quero beijar Lucílias, Sandras, Georginas, Silvanas, Roses, Gigis, Juremas, Marianas, Marílias, Clarices, Marias, Jarinas, Luzias, Eunices, Kátias, Veras, Rosas, todas, tantas, enfim, irmãs de coração, de saias, de saltos, irmãs de lutas, alegrias, amores e dores, irmãs dessa vida... sinto um orgulho tão fundo de sermos mulheres nesse tempo... e é preciso ser muito mulher pra ter tanta sensibilidade e firmeza na luta, no olhar, na conduta como essas maravilhosas Clara Zetkin e Rosa Luxemburg tiveram.
***
Imagens do 8 de Março e da luta de gênero:

 Cris Aleixo, do Sindicato dos bancários do PA, na arrumação da saída da caminhada Dia 8 de Março.
 Cartazes erguidos,  cantiga na ponta da língua, mulherada segue na rua, lutando, caminhando....
As mensagens reivindicatórias tomaram conta do centro de Belém Dia 8 de Março.
A bela camiseta das Mulheres da Articulação Bancária.




Entrevistas/artigos imperdíveis:
quinta-feira, 8 de março de 2012 2 comentários

Bom dia, mulherões! Muita luta no Dia Internacional da Mulher!

Compartilho no meu blog o belíssimo manifesto da Rosa Luxemburo, estampado na bonita camiseta das Mulheres da Articulação bancária. E também este belo texto da Martha Medeiros sobre o que  é ser mulherão. 


Continuemos na luta e em marcha até sermos totalmente livres, como diz o mantra da Marcha Mundial de Mulheres. 
Meu abraço, mulheres!!!
"Por um mundo onde sejamos socialmente iguais,
humanamente diferentes e
 totalmente livres" 
(Rosa Luxemburgo)


Mulherão 

PEÇA PARA UM HOMEM DESCREVER UM MULHERÃO...

Ele imediatamente vai falar no tamanho dos seus seios,
na medida da cintura, no volume dos lábios, nas pernas,
bumbum e cor dos olhos.
Ou vai dizer que tem que ser loira 1,80m, siliconada,
sorriso colgate.
Mulherões, dentro deste conceito, não existem muitas:
Vera Fischer, Letícia Spiller, Malu Mader, Adriane Galisteu,
Lumas e Brunas.

Agora pergunte para uma mulher o que ela considera um mulherão
e você vai descobrir que tem uma em cada esquina.

Mulherão é aquela que pega dois ônibus para ir para o trabalho
e mais dois para voltar, e quando chega em casa encontra um
tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.

Mulherão é aquela que vai de madrugada para a fila garantir
matrícula na escola e aquela aposentada que passa horas em pé
na fila do banco pra buscar uma pensão de 100 reais mensais.

Mulherão é a empresária que administra dezenas de funcionários
de Segunda a Sexta, e uma família todos os dias da semana.

Mulherão é aquela que sai do trabalho e vai para a faculdade
estudar até às 24:00hrs para ter uma vida mais digna.

Mulherão é quem volta do supermercado segurando várias sacolas
depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com
o orçamento.

Mulherão é aquela que se depila,
que passa cremes, que se maquia,
que faz dieta, que malha,
que usa salto alto, meia-calça,
ajeita o cabelo e se perfuma mesmo sem nenhum
convite para ser capa de revista.

Mulherão é quem leva o os filhos na
escola, busca os filhos na escola,
leva os filhos para natação , balé,
leva os filhos para cama, conta histórias,
dá um beijo e apaga a luz.

Mulherão é aquela mãe de adolescente que não dorme
enquanto ele não chega,
e que de manhã bem cedo já está de pé, esquentando o leite.

Mulherão é quem leciona em troca de um salário mínimo,
é quem faz serviços voluntários, é quem colhe uva,
é quem opera pacientes, é quem lava roupa para fora,
é quem bota a mesa, cozinha o feijão
e à tarde trabalha atrás de um balcão.

Mulherão é quem cria os filhos sozinha,
quem dá expediente 8 horas
e enfrenta menopausa, TPM e menstruação.
Mulherão é quem arruma os armários,
coloca as flores nos vasos,
fecha a cortina para o sol não desbotar o sofa,
mantém a geladeira cheia e os cinzeiros vazios.

Mulherão é quem sabe onde cada coisa está,
e que cada filho sente e qual o melhor remédio para azia.

Lumas, Brunas, Carlas, Luanas, Sheilas:
mulheres nota 10 no quesito lindas de morrer,
mas mulherão é quem mata um leão por dia para sobreviver .

Autora: Martha Medeiros
terça-feira, 6 de março de 2012 0 comentários

Redes sociais rompem o cordão de isolamento em total solidariedade a Lúcio Flávio Pinto

Hoje, às 18 horas, tem, ato público e debate sobre liberdade de expressão e solidariedade ao jornalista Lúcio Flávio Pinto, em Belém, à Rua Domingos Marreiros, 690, no bairro do Umarizal. 

Quem não puder estar no evento, pode acompanhar pela internet, pegando o linque no blog http://somostodoslucioflaviopinto.wordpress.com/

Para acompanhar a polêmica mais recente, cliquena imagem e leia o que o juiz Amílcar Guimarães disse sobre Lúcio Flávio, Sarney e judiciário em seu facebook:



Leia também a resposta da jornalista Ana Célia Pinheiro, dona do provocante blog Perereca da vizinha:




Aparentemente, o juiz Amilcar Guimarães é um sujeito inteligente, bem humorado e dono de um comportamento que é até de se comemorar: longe de se esconder atrás da toga ou de distribuir ameaças de processos judiciais, prefere é esculhambar, via rede sociais, quando se sente ofendido.
  
É uma atitude bem diferente daquela que costumamos ver na maioria dos nossos magistrados, especialmente, no estado do Pará.

Por vezes, recorrem até à censura – ainda que ela seja imoral e ilegal – agindo como verdadeiros marginais, já que não respeitam a Lei.

Por vezes, tratam de ajuizar ações por dano moral, cujo desfecho toda a sociedade é capaz de antecipar, tendo em vista o espírito de corpo da Magistratura.

Daí que é preciso saudar, em vez de condenar,  a atitude do juiz Amilcar Guimarães, que preferiu desancar o jornalista Lúcio Flávio Pinto através do Facebook.

Assim, o cidadão Amilcar Guimarães abriu a possibilidade para um debate democrático acerca da sentença que proferiu, em 2006, na qual Lúcio Flávio Pinto foi condenado a indenizar o megagrileiro, hoje já falecido, Cecílio de Rego Almeida.

Podemos discordar dos termos que usou para se referir a Lúcio, chamando-o de “bestalhão” e de “pateta”, por exemplo.

Podemos achar deplorável que Amilcar, um juiz, considere justificável a agressão física  de Ronaldo Maiorana contra Lúcio Flávio Pinto.

Mas não podemos é cercear o direito de manifestação do magistrado, inclusive com ameaças de levá-lo às barras do CNJ por causa disso.

Isto posto vamos, então, ao “desabafo” do magistrado.

Em primeiro lugar é lamentável que qualquer cidadão, especialmente, um juiz, considere merecidos os “sopapos no meio da fuça” aplicados em Lúcio Flávio Pinto por Ronaldo Maiorana.

Se Ronaldo se sentiu ofendido, que encaminhasse uma carta ao jornal de Lúcio, o Jornal Pessoal, ou até recorresse à Justiça. Mas agredir fisicamente um jornalista só porque ele publicou uma informação, aí já é mais que demais.

Informação é um bem público; a liberdade de imprensa é cláusula pétrea, sagrada, da Constituição. A ninguém é dado reprimir, suprimir ou ameaçar de qualquer forma tal direito, duramente conquistado pelas sociedades humanas.

Além disso, é função da Justiça punir comportamentos violentos, como o de Ronaldo Maiorana naquela ocasião.

Daí que ao fazer apologia desse tipo de selvageria, o juiz Amilcar Guimarães demonstra que precisa urgentemente rever os seus conceitos, eis que não se pode estar nos dois lados ao mesmo tempo: ou se é favor ou contra o estado democrático de direito. É simples assim.

Em suma: Amilcar  deveria era se desculpar publicamente pelo péssimo exemplo aos demais cidadãos.

Em segundo lugar,  ninguém discute o direito de Cecílio Rego Almeida ter recorrido à Justiça. O que se discute é a decisão da Justiça de condenar um jornalista por divulgar informações - e num caso comprovado de grilagem de terras públicas.

Daí que não tem sentido a desculpa esfarrapada de Amilcar de que, dada a infinidade de recursos da Justiça brasileira, tudo o que um juiz de primeiro grau faz é um “projeto de decisão”.

Data vênia, isso é papo furado.  Uma decisão em primeiro grau não tem tamanha “desimportância” e, muitas vezes, acaba é sendo determinante para o curso processual.

Assim, não adianta o juiz Amilcar Guimarães querer diminuir a sua participação nessa condenação absolutamente vergonhosa do jornalista Lúcio Flávio Pinto. Uma condenação que colocou no banco dos réus, de uma vez por todas, o próprio Judiciário paraense.

De igual forma, não adianta o magistrado querer  creditar a indignação da sociedade paraense à uma  atitude “politicamente insana”, como se estivéssemos “hipnotizados” por uma batalha do dragão da maldade contra o santo guerreiro; ou seja, como se o nosso comportamento fosse puramente emocional e até “primitivo”.

Não há nada de emocional na grande corrente de solidariedade em torno de Lúcio.

Ninguém está com “peninha” do Lúcio, o “coitadinho”, a “irmã Dorothy do jornalismo paraense”.

A questão aqui é muito mais profunda; não tem nada a ver com essa babaquice de bem contra o mal.

Trata-se, em verdade, da luta da sociedade paraense pela Democracia; por direitos fundamentais de todos nós: à Expressão, à Informação, à Legalidade, à Justiça.

Como condenar um jornalista por noticiar o roubo de terras públicas?

Como condenar um cidadão por chamar de pirata fundiário alguém que é flagrado pilhando, se apropriando de milhões de hectares pertencentes a toda a sociedade?

Ou será que agora a imprensa terá de indenizar o Fernandinho Beira Mar por chamá-lo de bandido?

Então, quem deveria ter sido condenado era Cecílio Rego Almeida – e não Lúcio Flávio Pinto.

Mas o Judiciário paraense, a começar pelo doutor Amilcar Guimarães, resolveu perverter a lógica e agir à margem da Lei.

Além disso, causa espécie que o doutor Amilcar Guimarães tenha visto tamanha ofensa na expressão pirata fundiário, quando ele mesmo, Amilcar, em seu Facebook, diz que o presidente do Senado, José Sarney, assalta, há 50 anos, os cofres públicos...

Quer dizer: o doutor Amilcar pode chamar Sarney de assaltante, mas o jornalista Lúcio Flávio Pinto não pode chamar Cecílio de Rego Almeida de pirata fundiário?

Quanto às motivações do doutor Amilcar Guimarães para tão impressionante sentença, ele tem todo o direito de se sentir ofendido por insinuarem, segundo diz, que ela teria decorrido de corrupção.

No entanto, o douto magistrado há de convir que tais suspeitas não nasceram do nada, mas, do comportamento de alguns de seus pares.

Daí que deveria voltar a sua artilharia não contra Lúcio Flávio Pinto, mas, contra todos aqueles magistrados que emporcalham o Judiciário paraense.

Por fim, é certo que convicções retrógradas, como a do doutor Amilcar Guimarães, não são passíveis de condenação judicial e nem podem ser simplesmente suprimidas.

No entanto, quem as defende não pode imaginar que escapará ao julgamento daqueles que lutamos – e somos a maioria – por um Pará verdadeiramente democrático.

Quem foi condenado não foi simplesmente o cidadão Lúcio Flávio Pinto, mas, a própria Constituição.

E é por tal crime, de lesa-Constituição, que têm de responder perante a sociedade o doutor Amilcar e o Judiciário paraense, no presente e no futuro.


E leia a resposta de Lúcio Flávio Pinto ao blog da Perereca da Vizinha:


“Prezada Ana Célia
 
Eu representei contra o juiz Amílcar Roberto Bezerra Guimarães em 2006. Ele fraudou a sentença com a qual me condenou. Não vem ao caso o conteúdo da decisão: ele já não tinha a tutela jurisdicional sobre o processo, que era da competência da juíza Luzia dos Santos. Quando Amílcar prolatou a sentença, a juíza já estava havia dois dias no comando da 4ª vara cível, que Amílcar foi autorizado a ocupar por apenas dois dias, dos quais só funcionou em um. Nesse único dia mandou buscar no cartório um único processo, o meu, dentre centenas de outros.

 
Minha representação foi aceita pela corregedora de justiça, Carmencin Cavalcante. Ao se defender, o juiz me acusou de covarde e usou outros impropérios do mesmo quilate. E declarou que, sim, tinha interesse pessoal na causa. Com isso, a relatora-corregedora propôs a instauração de processo administrativo disciplinar. Mas o Tribunal Pleno, comandado pelo desembargador Milton Nobre, graças a um ardil no encaminhamento dos processos que votou, e a conivência de vários desembargadores na trama, rejeitou o longo e bem fundamentado voto da relatora e o PAD. Mesmo com todas as provas do desequilíbrio, da parcialidade e do interesse pessoal do juiz, além do fato de que ele perdera a identidade física com o processo. A juíza legal era a dra. Luzia. Ele era o embuste, tão pirata quanto o grileiro.

 
Com sua inteligência e todos os predicados que você destacou, esse juiz é uma vergonha para o judiciário paraense e brasileiro. Se ele sofre de incontinência verbal, se confunde sua pessoa e os seus interesses com o exercício do ofício de julgador, se olha a quem julga antes de julgar, se descrê no poder do qual faz parte, se considera essa vergonhosa punição da aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço uma benesse (e é a pena máxima que cabe a um juiz, profissional da carreira jurídica, a mais bem aquinhoada de todo o serviço público), o que faz esse homem todos os dias como titular de uma vara da justiça estatal?

 
Nenhuma vez eu disse que ele cobrou uma comissão sobre o valor da causa, o que seria uma ofensa à sua inteligência, que de fato ele tem. O grileiro nem fixou a verba indenizatória, deixando, espertamente, que o juiz a definisse. Estabelecê-la num patamar abusivo, como aconteceu recentemente no Equador, seria auto-desmoralização (lá o presidente-vítima teve que voltar atrás, tal a ignomínia) e prova de burrice.


Se tivesse provas de que o juiz cobrou propina para lavrar aquela sentença sórdida, eu diria. O que eu disse é que ele ignorou as provas dos autos e sentenciou contra elas. Isso ele próprio confessou na informação à corregedora. Já tinha a tese na cabeça. Quando viu a oportunidade de transformá-la numa sentença, não hesitou. Mas tenho informações suficiente para levantar a hipótese de que esse interesse foi súbito, inspirado durante um jogo de tênis na Assembléia Paraense, para o qual me desafiou agora. Quando ele me mandou por e-mail essa nojeira toda que postou no facebook, eu lhe perguntei: qual foi o resultado desse jogo, travado na véspera da fatídica sexta-feira? Ele não respondeu. Não respondeu às duas mensagens que lhe enviei.
 
Você, com sua experiência, e consultando a de todos os colegas do hemisfério norte ou sul, já viu um juiz substituto pedir um processo de 400 páginas para sentenciar no lugar do titular, quando já eram mais de 10 horas da manhã daquela sexta-feira, 17 de junho de 2006, seu último (e primeiro) dia na função, sabendo que às 8 da manhã a titular estaria de volta? E se de fato o juiz não tivesse forjado uma data falsa na sentença, como ele poderia dar uma sentença de cinco laudas e meia, a partir de um processo tão complicado, até as oito da noite dessa mesma sexta-feira, quando termina o expediente forense? E, além da audácia de fraudar a data da sentença, ter a petulância (ou arrogância, ou qualquer outra ânsia) de sentenciar um processo cuja tramitação fora suspensa por um agravo de instrumento que interpus junto à instância superior e que ainda não havia sido devolvido à jurisdição de origem?

 
Consulte todos os advogados do forum de Belém atrás de um caso similar e o relate neste seu blog.
O doutor Amílcar Roberto Bezerra Guimarães é indigno da toga que veste, do salário que recebe e dos poderes que a sociedade lhe conferiu, por inadvertência, e lhe são renovados, por conivência dos seus pares e emulação dos seus acólitos (ou aproveitadores), alguns dos quais apagam sua participação no facebook ao perceber que o caldo entornou, mais uma vez fugindo covardemente das suas responsabilidades. Se ele quer ser esse cidadão destrambelhado, defensor da violência para resolver as diferenças e da ofensa ao oposto como critério da verdade, que não espere pela punição do CNJ. Peça logo demissão. Não merece as considerações que você lhe fez porque todos nós, personagens públicos, devemos respeito e consideração ao público, à sociedade. Ele é um deboche.

 
Um abraço
Lúcio Flávio Pinto"
 
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