Mamãe enfrenta mais uma batalha feroz. Talvez, a mais decisiva dos seus 88 anos.
Como um sonho ou uma saudade podem animar a caminhada...ou, sobre já estar em 2022
Quem segura o choro ao saber que vai poder proteger duas mil vidas de bancários e bancárias? Eu não consegui! Bancário de Belém é essencial e entra na prioridade! Vacinação sábado e domingo!
Hoje eu tou assim como na canção, querendo mandar flores ao delegado, beijar cuba de gelo gelada...Desde janeiro deste ano enviando ofícios à prefeitura de Belém, articulando com papai do Céu, Nazinha, orixás, Deus, o mundo e mais Raimundo, falando com parlamentares, conversando com a chuva as plantas, o universo, finalmente ontem à noite confirmamos que as embaixadas várias e variáveis deram certo e neste 23 de junho de 2021 lá estávamos às 10h na Secretaria Municipal de Saúde de Belém para reunir com o secretário e equipe técnica e receber a notícia mais linda do mundo: prefeitura daria 2 mil doses de vacina contra Covid.19 para iniciar a imunização de colegas bancários e bancárias da linha de frente do atendimento das agências. Bem que tentei me controlar, mas o choro desceu livre, forte, libertador. O meu, o da presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Tatiana e também da Ghys Cunha, a outra dirigente que formava o trio feminino a ouvir, feliz, aquela música: 2 mil doses! E vi a emoção no olhar da Ticiane, a jornalista do Sindicato que fazia as anotações da agenda de pura vida!
A vacinação será nesta semana, sábado 26e domingo 27 e agora, a corrida é pra levantar banco a banco, agência a agência quem tem de 39 anos pra baixo e está na linha de atendimento ao público. Enviar essa listagem para a Sesma, preparar o Sindicato, organizar, divulgar e abrir os portões dias 27 e 28. Vai ser nosso Bumba Bancário no Arraial da Vacinação contra a Covid.19!
Gratidão a quem se mexeu por essas 2 mil doses. Belém é a primeira capital brasileira a vacinar a categoria bancária. Quem está na linha de frente das agências e tiver de 39 anos pra baixo, prepare o braço! Conseguimos a vacina! As duas doses. E já deixamos o caminho construído para avançar às áreas meio dos bancos e outros segmentos que atuam no ramo financeiro.
Ergo um brinde à vida e de vez em quando limpo as lágrimas de gratidão e felicidade que se misturam à digitação deste texto.
Sigamos em luta! Com amor e com vacina!
E vou tomar a 1a dose de esperança neste 24 de março, Dia Nacional de Lockdown da classe trabalhadora: um grito por socorro, vacina, auxílio, emprego e vida!
E chegou 24 de março de 2021, um lindo dia na minha vida. Dia de tomar a 1a dose de esperança contra Covid-19, na fila mais aguardada, em Belém. Ontem, ajeitei meu cabelo, separei meu melhor vestido, minhas máscaras, bolsa, sapato, fiz um cartaz e hoje descongelo hoje meu blog que tá parado faz tempo, tadinho, desde 31 de janeiro em pausa. E hoje, logo depois do almoço, vou até o Cassazum tomar a 1a dose de esperança, erguer meu cartaz, como se fosse um brinde.
Ontem, ainda, enquanto escolhia, separava, arrumava o que vou levar hoje, bateu ao mesmo tempo uma emoção de alegria por ter a chance de tomar a vacina e uma tristeza pelos que se foram e que sequer tiveram essa oportunidade. O Brasil tem hoje quase 300 mil vidas perdidas e bateu mais de 3 mil falecimentos em um único dia. No Pará, em Belém e região metropolitana, lockdown até 29 de março por duas semanas. Mais de 10 municípios paraenses estão decretando lockdown, devido ao quase colapso no sistema público e privado de saúde!
Pra mim, como sindicalista CUTista, é simbólico da resistência tomar essa 1a dose no Dia Nacional de Lockdown (24/3), um grito de socorro nacional da classe trabalhadora por socorro por forma de vacinas já para todes, auxílio emergencial de 600,00, emprego e #ForaBolsonaro.
Não poderia encerrar este post gitito sem agradecer muito à ciência, ao SUS, ao Helder, governador também chamado de Rei do Norte, ao Ed, prefeito. E minha gratidão, em nome da categoria bancária no Pará, ao deputado estadual do Pt. Pa, Carlos Bordalo, por ter solicitado ao governador Helder, a inclusão de bancárias e bancários na prioridade de vacinação. A categoria é essencial e está na linha de frente do risco a pandemia inteira. Basta olhar as filas no Banpará e Caixa, os dois pagadores de auxílios à populaçãoE, pra terminar valendo, registro que meu coração está bem mais leve depois que o STF finalmente reconheceu ontem que Sérgio Moro é suspeito e Lula, inocente! Vou vacinar, então, com alegria e esperança saltando dos meus poros, do meu ânima! Teremos hoje e amanhã!
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Como virou alívio e alma lavada a demissão coletiva anunciada pelo Banpará para se consumar em apenas cinco dias, vividos com dor, transtorno e angústia
A Justiça do Trabalho ouviu o grito de dor e socorro de mais de 40 colegas do Banpará que estariam sumariamente demitidos na última sexta-feira, 29 de janeiro de 2021. Uma demissão anunciada na segunda-feira 25, para acontecer na sexta, cinco dias atravessados de muita dor, muita angústia e amargura vividas pelos colegas.
Toda a indignação e repulsa diante do desnecessário e brutal gesto da direção do Banpará, em plena pandemia do coronavírus, foram relatadas na ação judicial escrita e patrocinada pelo escritório jurídico Mary Cohen, a pedido do valoroso Sindicato dos Bancários e Bancárias do Pará que, ao mesmo tempo, tentou diálogo com o banco e articulou caminhos de mediação via parlamentares. O juiz titular da 5a Vara do Trabalho d0 TRT.Pa, João Carlos Travassos Pinto, ouviu o grito e barrou, liminarmente, a degola coletiva. Citado eletronicamente no início da tarde de sexta-feira, o Banpará suspendeu a execução. E a dor de 5 dias, virou um "ufa", temos justiça, temos Sindicato, temos sobrevida!
O seco comunicado 01/2021, no qual a diretoria do Banpará anunciou a demissão em massa para se consumar em 5 dias, fez com esses dias virassem correntes com bolas de ferro nos pés de cada colega demissionário. Alguns adoeceram e baixaram hospital, outros ficaram atordoados e encharcados de tristeza e medo. Como sair assim, com uma mão na frente e outra atrás, alguns se e me perguntaram. Ou: por que o banco não nos deu um tempo pra nos prepararmos? Ou: o que eu fiz de errado pra merecer ser descartado como lixo tóxico? Por que o banco diz sempre que somos o maior patrimônio do banco e faz uma coisa dessa como esse patrimônio?
A liminar impediu a demissão em massa e agora, é fundamental que a diretoria do Banpará abra um canal de efetivo diálogo com o Sindicato sobre o assunto, respeitando toda a dedicação e décadas de trabalho de cada bancário, de cada bancária.
Na síntese de seu despacho, o juiz Diante do acima transcrito, resta claro que o comunicado do Banco, alhures destacado, não respeitou o ordenamento jurídico.
Em minhas redes sociais, escrevi no dia 29:
Queria poder abraçar cada colega do Banpará que se sentiu descartado, jogado fora, tipo um lixo tóxico e isso em plena pandemia, com a vacina bem no início e as UTI,S lotadas! Vivemos 5 dias de angústia, dor, tristeza e é maravilhoso termos uma primeira vitória, o grito de socorro ouvido pela justiça. Parabenizo o nosso bravo Sindicato, o escritório jurídico Mary Cohen e todo mundo que articulou, vibrou, rezou, torceu, sintonizou na luz.
Sitiada, Cuba produz a própria vacina e ainda vai dar de graça a alguns países. No Pará, vacina contra Covid 19 pode iniciar em fevereiro. Oremos!
Inveja, raiva e tristeza. Esses são os sentimentos que me tomam cada vez que eu leio, vejo ou escuto que um país x ou y está vacinando contra a Covid 19.
Inveja de quem está sendo imunizada.
Raiva do governo Bolsonaro, Anvisa, de todos que são pedreira no caminho da cura. E raiva de quem votou no anticristo.
Tristeza de ver que o nosso Brasil está conduzido pela insensibilidade, desumanidade, pra dizer o mínimo!
Ainda bem que o STF (Supremo Tribunal Federal) deu o poder a Estados e municípios de cuidarem de suas populações e aí, governos do Pará, Maranhão, Ceará, só pra citar alguns, têm agido a favor do povo no combate ao coronavírus e em proteção à vida.
No meio de tantas notícias medonhas, duas boas:
* Cuba, sitiada por sanções, produz a própria vacina contra a Covid 19, a Soberana 1 e 2 e, assim que ficar tudo ponto, vai vacinar toda a ilha e distribuir, de graça, a vacina a países caribenhos que têm pouco dindim para comprar o sonhado imunizante. É uma saliência maravilhosa, a de Cuba!
* o Pará, assim como outros Estados, tem um plano B para vacinar a população do Pará: contratou intenção de compra de duas vacinas, a que está sendo produzida pelo Butantan e a do consórcio Covax Facility . Então, pode ser que em fevereiro tenhamos o comecinho da vacinação no Pará, se a Anvisa não continuar sendo uma barreira mortal.
Rezemos e lutemos!
Quem imaginaria que 2020 seria assim? De aberrações, superações e maravilhosas atitudes diárias de heroísmo real.
O texto a seguir é do meu filho, Sílvio, no face dele, em 31.dez.20:
Nesse ano eu vi todo tipo de aberração, como um presidente ridicularizar a doença como uma gripezinha, que usar máscara era coisa de 'boiola' (sic!), que o brasileiro tinha que deixar de ser maricas. Vi o Brasil não iniciar os procedimentos para vacinação, ficando atrás de outros países latinos, como Argentina e México.
Vi o absurdo de criarem desconfianças com essa ou aquela vacina, simplesmente porque foram criadas na China ou na Rússia, numa xenofobia direcionada a dois dos maiores parceiros econômicos do Brasil. Vi isso e muitas outras coisas que não deveriam existir num País democrático e nem em nenhum outro.
Eu vi um homem negro ser assassinado por um policial americano, por asfixia, com o joelho no pescoço; e um brasileiro ser assassinado de forma parecida, por seguranças do Carrefour.
Vi transformarem o auxílio emergencial numa crescente volta da inflação, desenfreada, no ponto mais crucial, que é a alimentação. Tudo mais caro, a cada ida no supermercado, o dinheiro valendo menos, já que sempre tem reajuste nos preços, quase semanalmente.
Muita, mas muita coisa lamentável aconteceu em 2020.
Mas também vi surgirem heróis que sempre estiveram presentes e que nunca haviam sido reconhecidos. Vi médicos receberem o parabéns publicamente, nos prédios lotados de pessoas com medo de sair às ruas; vi, pela primeira vez, pessoas até então não valorizadas no sistema de saúde sendo reconhecidos como heróis, como os enfermeiros, técnicos, auxiliares e atendentes.
Tenho o prazer e sorte de conviver com uma enfermeira há quase 15 anos e sei como foi árdua a luta, de como foi difícil de vê-la sair pra trabalhar durante o auge da pandemia, sem saber quando chegaria nossa vez de contrair o vírus, que nunca chegou em casa, com a Graça de Deus.
Vi bancários trabalhando dez, doze horas por dia, também aos sábados, pra dar conta das filas, se arriscando a contrair o vírus, mas com determinação e coragem. Com compromisso não apenas aos seus empregos, mas com a população mais necessitada. Porque é na crise que surgem os verdadeiros heróis. Talvez agora o brasileiro compreenda que herói não é o participante do BBB, nem esse ou aquele cantor, tampouco um jogador de futebol. Podem ser craques, estrelas, feras na bola, mas pra ser herói é preciso um pouco mais, é preciso doação, sem esperar nada em troca, é preciso coragem e, acima de tudo, solidariedade.
Esse ano de 2020 foi de crise, de dificuldades pra muita gente, um ano de dor pra muitas famílias; mas também um ano de resistência, que serviu pra desmascarar muita gente pequena.
Meu desejo pra 2021?
Que seja um ano de esperança em dias melhores.
Como ter vacina logo e as lutas por auxílio emergencial, democracia, vida, saúde: alguns desafios de 2021, o ano que prolonga 2020
Chegamos ao 1º domingo de 2021, 3 de janeiro, no calendário deixando pra trás 2020, um ano pandêmico, no qual quase 200 mil famílias brasileiras choraram a perda, para a Covid.19, de seus amores, afetos e histórias.
Um ano dialético, de
intenso aprendizado, em que a corda bamba foi só o ponto de partida. Ano em que a
ciência se mostrou indispensável, correu com as vacinas e que profissionais de
saúde e o velho e bom SUS salvaram milhares de vidas. Ano em que categoria bancária se mostrou essencial para
atender a população, sob imensos riscos, assim como transporte, entregadores de
aplicativos, supermercados farmácias, dentre outros. Ano em que, como
sindicalista, vivi grande parte por aplicativos, fiz trocentas reuniões, ajudando
a construir acordos coletivos para a categoria bancária no Pará. E que fizemos
uma eleição nos bancários do Pará por app, com duas chapas e vencendo
largamente! Que sobrevivemos!
Como atravessar 2021 o ano que está chegando com toda a carga de 2020?
Esperançar é juntar-se com outros
Para fazer de
outro modo...”.
P.S.:
O texto a
seguir é do meu filho, Sílvio, no face dele, em 31.dez.20:
Mas também vi surgirem heróis que sempre estiveram presentes e que nunca
haviam sido reconhecidos. Vi médicos receberem o parabéns publicamente, nos
prédios lotados de pessoas com medo de sair às ruas; vi, pela primeira vez,
pessoas até então não valorizadas no sistema de saúde sendo reconhecidos como
heróis, como os enfermeiros, técnicos, auxiliares e atendentes.
Meu desejo pra 2021?
Que seja um ano de esperança em dias melhores.