segunda-feira, 25 de maio de 2015 0 comentários

Critérios de quem sobe ou quem fica parado na escada de carreira e salário está sendo tocado em ritmo frenético e sem transparência no Banpará... A quem interessa o crime, perguntaria Sherlock Holmes...?

Maio chegando ao fim e nesta segunda-feira 25, abordo 3 assuntos só do Banpará - Banco do Estado do Pará S.A., temas que estarão no Encontro Estadual dxs Bancárixs do Banpará que vai acontecer no dia 6 de junho, pois os 3 casos envolvem vida, salário, carreira e direitos do funcionalismo. 

O primeiro, é a feitura dos critérios de promoção no PCS - Plano de Cargos e Salários, com promoção à vista já em janeiro de 2016 e sem nenhuma participação do Grupo de Trabalho do PCS. O segundo, trata do abandono, por parte do banco, que fica o bancário que é agredido dentro da agência por terceiros e o último, de entendimento equivocado sobre cláusula normatizada no acordo coletivo e que teve regulamentação restringindo e ferindo direitos contidos na norma (a cláusula 38 do nosso ACT- Acordo Coletivo de Trabalho). 

Vou abordar um em cada post, mas os 3 pontos têm a ver com quem labuta no Banpará. Interligados com nossa vida, pois.

Sobre o PCS e a caixa preta na hora de definir critérios:

A consultoria Falconi ampliou seu leque de atuação no Banpará e, além da área de negócios e vendas, agora dá assistência para a área de recursos humanos, mais precisamente na formatação e critérios de avaliação de desempenho que criarão os indicadores  para a promoção por merecimento. Traduzindo: está nas mãos da Falconi criar todos os critérios pra saber quem sobe na escada da carreira e salário e quem fica parado nos degraus.
Junto com a diretora administrativa, Márcia Miranda, a consultoria apresentou no dia 18 de maio/15 (sexta-feira à tarde) ao GT.PCS um cronograma de trabalho dividido em 3 fases:
-fase 1: Avaliação e Classificação de Cargos e Funções (pra ficar pronto até final de junho/15);
-fase 2: Construção de Estrutura de Remuneração (pra ficar pronto até 15 de agosto/15);
- fase 3: Avaliação de Estrutura de Remuneração (taé final de agosto);
- fase 4: Divulgação e implantação do PCCS: até final de agosto/15.

A  proposta da diretora Marcia e da consultoria é preparar uma fase, validá-la com o GT.PCS e seguir adiante, ponto vigorosamente contestado pelas representates dos trabalhadores o GT,pCS. Como validar algo que não se participa, mesmo sendo o GT.PCS quem mais deveria estar junto e participando?

Zero participação - Nenhuma pessoa do GT.PCS, que é um Grupo Paritário e atrelado ao ACT - Acordo Coletivo de Trabalho, participa dessa formatação de critérios, o que se confirgura numa total falta de transparência, em assunto tão complexo e tão definidor sobre quem sobe e quem fica estacionado na acrreira, na promoção e no salário. Por que essa caixa preta?

Em janeiro/2016, teremos direito a uma promoção por merecimento e dos mais de 1.500 bancárixs, pelo menos mil têm direito à promoção. O GT-PCS, Grupo de Trabalho Paritário do PCS - Plano de Cargos e Salários elaborou uma proposta de critérios de avaliação e encaminhou, em 2 dezembros (2013 e 2014) para a Diretoria Administrativa - DIRAD, uma proposta global para a qual não teve resposta. Detalhe: o grupo é formado por 3 pessoas eleitas pelo funcionalismo (Vera Paoloni, Érica Fabíola e Odinéa Gonçalves) e 3 representados pelo banco.

Para a promoção de janeiro 2016 já está contando o período de 2 anos de insterstício, ou seja, estamos a pouco mais de 7 meses da nova promoção, o GT.PCS entregou 2 propostas ao banco, não se sabe se algum item foi aceito, a vida e a carreira do funcionalismo estão sendo desenhados por uma consultoria e o grupo de trabalho, as entidades sindicais estão fora do processo.

A pergunta é aquela que Sherlock Holmes sempre se fazia diante de um rolo a desvendar: "a quem interessa o crime"? Ou atualizando pros nossos dias: por que essa caixa preta na hora de desenhar funções, cargos e critérios pra subir na escada da carreira e do salário? Será que a falta de transparência indica a pretensão de deixar de fora da promoção de janeiro 2016 a maioria do funcionalismo? 

O GT.PCS só existe, aliás tudo do PCS no Banpará só existe porque houve muita luta, muita greve e bateu até na justiça pra se resgatar algum direito ao funcionalismo. Então, é no mínimo esquisito que na hora de ver critérios, não haja um debate amplo e com a participação de quem está no GT.PCS, entende do riscado, conhece o mundo do trabalho. A orelha de todo mundo fica cheia de pulgas imaginando por que um trabalho feito a 7 chaves se tem a ver com a vida, carreira e salários de todo o funcionalismo.

Como vocês percebem, taí uma boa causa pra esta campanha de 2015! Porque direitos não se confisca, direito se amplia. 
Nenhum direito a menos!

Mesa de negociação no Banpará/2014

Mesa de negociação no Banpará/2014

A greve 2014: 3 dias  de lutas e conquistas e mais de 90% de paralisação.
Assembleia que aprovou o ACT2014/2015, em 3 de outubro/2014.





domingo, 3 de maio de 2015 0 comentários

Maio chega com o estandarte da esperança, da unidade e da luta... Até aqui nos ajudou o Senhor...

Amo Maio, um mês cheio de significados em nossas vidas. Mês que nasceu meu paizinho, que se estivesse entre nós faria hoje 92 anos (no meu perfil do facebook, um abraço inesquecível que nos demos na casa da mana, em Fortal, sob o olhar carinhoso e atento da mãezinha. E nesta madrugada, senti ele ao meu lado). Mês das Mães, de Maria, das Noivas, das Flores, mês em que nascemos eu, minha mana Rosa, minhas sobrinhas Aline e Laura. Mês em que meu sobrinho Gabriel inicia suas atividades no BNB(amanhã, 4) e que o filhote Adriano passou no estágio probatório na Caixa, em Brasília.

E por amar Maio, registro agradecida várias coisas boas. Dia 1º, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, meu netinho Arthur deu os primeiros passos. Em todo o país, a classe trabalhadora foi às ruas lutar por mais direitos e mais democracia com dois projetos bem distintos: um que não aceita e combate a retirada de direitos contida no famigerado PL 4330/Terceirização e outra que aceita, aplaude e sorteia carros e direitos. Claro que meu time é do primeiro grupo.

Marco Aurélio, meu amado sobrinho-filho.


Na frente da Matriz do Banco da Amzônia, sempre na luta. Vai, Marquito!

Um abraço eterno, esse que eu e papai nos demos em Fortaleza, na casa da mana, sob olhar carinhoso da mamãe. Hoje meu velhinho amado faria 92 anos.

E neste domingo 3, bonito e chuvoso em Belém, o primeiro domingo de maio, notícias do meu sobrinho-filho Marco Aurélio, de 32 anos, que enfrenta uma internação (já no 2º hospital (desde 23 de abril e desde o dia 27 à noite, com a melhor assistência possível, no Hospital Adventista de Belém). 

Marco Aurelio,​ que além de meu sobrinho é o vice-presidente dos Bancarios Pa​ tá com boa aparência, sem enjoos, conversando e já até com vontade de ir pra casa, pedindo alta pro médico que só ri. Na última tomografia do tórax não apareceram mais os 2 nódulos e nem a água nos pulmões, o que é um excelente sintoma de boa reação do organismo. O tratamento central e dedicado a ele tem sido pro coração que tem hoje uma musculatura frágil, muito frágil e continua inchado. As 3 medicações pro coração têm sido pra fortalecer essa musculatura. Hoje à tarde sai o resultado do holter e outros exames. O enfraquecimento da musculatura pode ter sido por uma virose mal cuidada, mas essa informação não é oficial e nem taxativa. 

Agradeço, em nome dele e de toda a família, colegas e amigxs, o apoio, orações, as boas vibrações, solidariedade ativa e informo que a partir de hoje as visitas estão mais liberadas. Desde o dia 27 à noite ele está com a melhor assistência possível, no Hospital Adventista de Belém.  Nós ainda vamos rir, brincar e lutar juntas com Marquito nesta vida. Vivendo um dia por vez. A cada dia, a sua agonia e a sua alegria. Com muita fé na vida e a esperança como estandarte. Porque eu, assim como o poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade, também sou uma otimista incorrigível.#MariaPassaNaFrente

***
P.S- Professores do Paraná e barrar o PL4330 - O broguito, tadinho, ficou quase um mês no canto, esquecido. Dia 22 de abril, passou em versão muito piorada à do dia 8, o PL 4330, na Câmara dos Deputados, mas desta vez não foi um passeio como no dia 8. Ao todo, 94 deputados recuaram da posição de golpear os direitos. Vai pro Senado o PL4330 e continuamos em luta até barrá-lo. Clique aqui pra ler como viramos o jogo. Ô mulherada arretada, pai dégua!!

O 2º P.S é minha total solidariedade aos professores e educadores em greve em todo o país e em especial ao resistente e lutador povo da educação do Paraná, que foi violentamente espancado a mando do governador tucano Beto Richa. Mais de 200 feridos, inclusive a vice-presidenta nacional da CUT, compa Carmen Foro foi atingida por uma bomba. E integral repúdio à ferradura tucana.

Aqui no Pará, o governador Jatene mandou bloquear o pagamento da Secretaria de Educação (Seduc), que deveria ter sido pago no dia 30/4 e havia previsão de pagamento via Banpará. Professores em greve no Pará entraram o 1º de Maio sem um real no bolso.

O Sinpro/DF, Sindicato dos Professores da Rede Privada e todos os Sinpro's e sindicatos da educação em todo o Brasil indicam que professores trabalhem de preto amanhã, dia 4, em repúdio ao massacre que Beto Richa e sua PM promoveram no Paraná.

Continuamos em luta, porque se com muita luta, já é difícil, imagina a vida sem luta!

Até outro dia, compas! Mirem as imagens.



segunda-feira, 6 de abril de 2015 0 comentários

PL 4330, da terceirização: se for aprovado dia 7, estará institucionalizada a barbárie... #Dia7DiaDeLuta

O projeto de lei 4330, da Terceirização, entra em votação neste 7 de abril às 16h. Numa urgência que atende aos interesses do grande empresariado e de banqueiros, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, botou o projeto em pauta. Com muita luta, em 2013 conseguimos impedir a votação desse famigerado projeto que, se aprovado da forma que está, institucionaliza a barbárie e legitima a fraude. Hoje há no país cerca de 12 milhões de trabalhadores terceirizados que ganham em média 25% a menos que os trabalhadores não-terceirizados e com acréscimo de pelo menos mais 3 horas de jornadas semanais. E de cada 5 trabalhadores que morrem no trabalho, 4 são terceirizados.

E por que é a institucionalização da barbárie?

Em um excelente artigo, o  advogado Maximiliano Garcez resume:

"A aprovação do PL 4330, implementando a terceirização ampla e irrestrita (na verdade, tratar-se-ia de legalizar o aluguel de pessoas), ameaça até mesmo a competitividade do Brasil, pois a implementação de tal temerosa proposta:

- criaria enorme quantidade de trabalhadores precarizados e descartáveis;

-  aumentaria a desigualdade social;

- tornaria ainda mais frequentes os acidentes e mortes no trabalho;

- diminuiria o consumo;

- e por fim, prejudicaria não somente a produtividade e a economia, mas toda a sociedade brasileira."





Segundo o sindicalista e  diretor da ContrafCUT Miguel Pereira, especialista de esquerda no tema da terceirização: "sob o pretexto de regulamentar a terceirização no Brasil, forma triangular de se estabelecer relações de produção e de trabalho envolvendo uma empresa contratante, outra contratada e o trabalhador, a Câmara dos Deputados está prestes a aplicar o maior golpe nos direitos trabalhistas e sociais desde a aprovação da CLT, em 1943, com gravíssimos impactos para todos os trabalhadores, rurais e urbanos, públicos e privados, e por consequente desestruturar toda a organização social vigente".

E prossegue Miguel Pereira:"Muito tem se falado da necessidade de se regulamentar a terceirização no Brasil, o que tem a nossa total concordância. Mas, diferentemente do que propõe o PL 4330, é preciso impedir efetivamente a prática da intermediação ilegal de mão de obra, a discriminação de toda ordem que sofrem os mais de 12 milhões de trabalhadores terceirizados hoje no País, socialmente e de trato nos ambientes de trabalho, com a utilização de vestiários, banheiros, refeitórios e transportes apartados, mas principalmente as graves distorções salariais e de jornadas de trabalho.

Vai mais adiante o sindicalista: "O PL 4330, ao propor a liberalização geral da terceirização para qualquer área, atividade ou setor produtivo das empresas, desde que tenham alguma especialização, altera não apenas as relações laborais, mas as próprias regras de direito empresarial, porque coloca em xeque o próprio estatuto social das empresas, onde se define para qual objeto social foram constituídas, uma vez que poderá repassar todas as suas atividades para terceiros. Teremos empresas sem empregados? E isso certamente trará graves consequências do ponto de vista concorrencial e também relacionadas à qualidade dos produtos e serviços, uma vez que as empresas no Brasil terceirizam para reduzir seus custos, conforme revela a própria pesquisa da CNI, a confederação patronal da indústria.

Para a diretora da CUT Nacional, Graça Costa: “Se o projeto fosse benéfico para a classe trabalhadora, se fosse uma proposta séria, já haveria acordo das representações classistas e o projeto já teria sido aprovado. Este não é um projeto qualquer. Ele muda toda a relação trabalhista e traz riscos sérios a toda classe trabalhadora, não só aos trabalhadores terceirizados. Não dá para empurrar o PL goela abaixo. Não há acordo por parte da CUT. Vamos usar todos os mecanismos internos da Casa, apresentar destaque, obstruir, o que pudermos fazer, para barrarmos este projeto".

O procurador do Trabalho da 15ª Região, Rafael de Araújo Gomes, fala:
Deem uma olhada nas avaliações. Se após isso, continuarem achando que não nada lhe diz respeito ou que a discussão sobre direito do trabalhador é coisa de comunista, faça-me um favor: não se sinta culpado quando seu filho ou filha perguntar, daqui a uns anos, algo do tipo “mãe, pai, o que é emprego?''

Explica o auditor fiscal do trabalho em São Paulo Renato Bignami: 
 "A consequência da aprovação de projetos sobre o tema em trâmite no Congresso Nacional é que poderá uma empresa, se assim desejar, terceirizar não apenas parte de suas atividades, mas todas elas, não permanecendo com qualquer empregado. Teríamos então uma empresa em funcionamento, com atividade econômica, mas sem nenhum funcionário. Tomemos, para melhor visualização de tal disparate, autorizado pelos projetos, o caso do banco Bradesco, empresa com capital social superior a 30 bilhões de reais e mais de 70 mil empregados. Aprovada a terceirização nos moldes pretendidos, nada haverá na legislação que impeça o Bradesco de livrar-se de todos os seus empregados, permanecendo com nenhum, mediante a terceirização de todas as funções. Se tal opção for economicamente vantajosa ao banco, ela poderá ser adotada. Teremos então uma empresa com capital social, faturamento e lucro da ordem de vários bilhões de reais, e nenhum empregado, ou seja, nenhum ônus trabalhista. Parece o cenário com o qual sonharam os banqueiros de todas as épocas em seus devaneios mais loucos, não? Todos os lucros, e nenhuma responsabilidade. Pois tal sonho de qualquer capitalista poderá enfim se transformar em realidade, em nome da “modernidade” e da “competitividade”.

É a legitimação da fraude, diz Marcus Barberino, juiz do Trabalho da 15ª Região:
Ao autorizar, via processo legislativo, a subcontratação da principal (ou principais) atividade(s) de determinada empresa, sem que haja uma contrapartida jurídica de manutenção da garantia do equilíbrio contratual, a exemplo da responsabilização solidária, o legislador está dando um tiro de misericórdia no direito do trabalho. Todas as relações irão se dar com base no direito civil/mercantil, privatistas ao extremo. Futuramente não haverá mais empregados.
Quem irá contratar uma pessoa que reclama, que fica grávida, que falta ao serviço, que não abaixa a cabeça e atende a todo tipo de ordem, e que, além do mais, custa o dobro e possui direitos pétreos, como limite de jornada de trabalho e piso salarial? Irá naturalmente contratar uma empresa terceirizada, que, por sua vez, também irá contratar uma quarteirizada e que, em última análise, contratará um micro-empreendedor individual, por exemplo, sem que isso possa ser considerado fraude, à luz da legislação proposta pelo deputado federal Sandro Mabel.
Trata-se da externalização total e completa dos riscos da atividade econômica sem que haja um mínimo de divisão dos lucros dela advindos, via valorização do trabalho.
Nossa sociedade terá uma lei que valoriza a liberdade de empresa (princípio da livre iniciativa) ao extremo, sem garantir a proteção que o direito do trabalho buscou construir, no decorrer dos últimos 90 anos.
No entanto, devemos sempre lembrar que a Constituição é clara, no artigo 1º, inciso IV, ao afirmar que o Brasil constitui-se em um Estado Democrático de Direito que tem por fundamento os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, em iguais proporções.

 O PL 4330 subverte esse princípio e “desregula'' a balança, em nítido desvalor do trabalho.
Caso o PL seja convertido em lei será o caos e seguramente não colaborará nem para garantir segurança jurídica aos empresários e, muito menos, para construir coesão social, tão necessária nos dias de hoje, em que vemos a população sair às ruas clamando por melhores condições de vida. Por fim, teremos a legislação mais liberal do mundo ocidental, mais ainda que a lei chilena e seguramente mais que qualquer ordenamento europeu (todos garantem, pelo menos, que haja solidariedade jurídica entre os elos).
Iremos de encontro à Recomendação 198, da Organização Internacional do Trabalho, que sugere um maior nível de proteção à relação de emprego, e uma valorização crescente do princípio da primazia da realidade como fundamental na determinação da relação de trabalho. Enfim, o PL legitima todo tipo de fraude a que estamos acostumados a denunciar e a atacar, no curso da atividade inspecional. Um verdadeiro retrocesso.
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O PL 4330 é nefasto para a classe trabalhadora e para a sociedade, para tudo o que se construiu e se conquistou com muita luta no país. Tem resistência da CUT, CTB, dezenas de movimentos socais, Tribunal Superior do Trabalho, artistas que defendem direitos humanos, meio ambiente.

 Belém - Vai ter atos em todo o país e com bem destaque em Brasília, com concentração no Congresso a partir das 14h. Em Belém, o ato será na Praça Mártires de Abril, em São Braz, no antigo chapéu do Barata, às 17h.

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Assista ao vídeo: todos contra a terceirização




quinta-feira, 2 de abril de 2015 4 comentários

Aos meus filhos, educação. Aos outros, execução... Tanto a redução da maioridade penal como a terceirização desenfreada são frutos desses tempos desumanizados e intolerantes. Tou na luta contra tudo isso...Boa Páscoa!

Doeu muito em mim e penso que em todo mundo que luta por um mundo melhor, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados ter admitido a redução da maioridade penal. Mais de 50 entidades já se posicionaram contra a redução e sei que a luta é grande e tou bem no meio dela.

Leiam aí embaixo o poema do Maurício Rufino e os tópicos de Marcelo Feller sobre o assunto. Pra gente dar uma pensada nesta Páscoa e na vida toda. Porque é um tempo de muita intolerância, muita desumanização, muito preconceito, muito individualismo (primeiro eu e os meus) e a redução da maioridade penal nos nossos dias tem muito o retrato desse triste tempo. 

Muito bom dia, bom feriado, uma  Páscoa pra todxs os filhxs e não só os meus. 
Uma pausa, pois dia 7 de abril, a Câmara vota o projeto de lei 4330, da Terceirização. Em Belém, haverá ato público nesse dia 7, às 17h na Praça Mártires de Abril (antigo chapéu do Barata, São Brás). Tanto a redução da maioridade penal, como a terceirização a torto e a direito, são frutos monstruosos desses tempos desumanizados.
 ‪#‎MenosÓdioMaisDemocracia






O poema de Maurício Rufino: 

Aos meus filhos, Danone
Aos filhos dos outros, a fome.
Aos filhos dos outros, o lixão.
Aos meus filhos, amorAos meus filhos, a ceia
Aos filhos dos outros, cadeia.
Aos meus filhos, beleza
Aos filhos dos outros, pobreza.
Aos meus filhos, a sorte
Aos filhos dos outros, a morte.
Aos meus filhos, faculdade
Aos filhos dos outros, dificuldade.
Aos meus filhos, educação
Aos filhos dos outros, execução.
Aos meus filhos, proteção
Aos filhos dos outros, prostituição
Aos meus filhos, meritocracia
Aos filhos dos outros, burocracia.
Aos meus filhos, herança
Aos filhos dos outros, cobrança.
Aos meus filhos, comoção e justiça paternal
Aos filhos dos "outros", redução da maioridade penal. (Maurício Rufino).
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Sobre maioridade penal (Marcelo Feller)

 Hoje, grande parte da classe média/alta luta pela redução da maioridade penal. Afinal, dizem, são vítimas diariamente de adolescentes infratores. Espero vocês em meu escritório quando:

j1. O seu filho, de 16 anos, for pego compartilhando o seu cigarro de maconha com o amiguinho e for condenado por tráfico de entorpecentes, em uma modalidade mais branda (pena de até um ano);
2. O seu filho, de 16 anos, além de ficar preso na mesma cela que integrantes do PCC, porque vendeu pro amigo de escola a droga que ele comprou na biqueira, ser condenado por tráfico de entorpecentes (pena de até 25 anos)
3. O seu filho, de 16 anos, for indiciado por qualquer crime e você ver voar as chances de, um dia, ele ser aprovado num concurso público;
4. O seu filho, de 16 anos, transar (ou praticar qualquer ato libidinoso) com a namorada de 13 e for condenado por um estupro de vulnerável (pena de até 15 anos);
5. O seu filho, de 16 anos, xingar o amigo da escola e for condenado criminalmente por injúria (pena de até 6 meses);
6. O seu filho, de 16 anos, trocar fotos sensuais com a namorada menor de idade, e for condenado por possuir cena pornográfica que envolva adolescente (pena de até 4 anos);
7. O seu filho, de 16 anos, filmar a transa dele com a namorada, também menor de idade, e for condenado por produzir cena de sexo explícito envolvendo adolescente (pena de até 8 anos);
8. O seu filho, de 16 anos, pagar uma cerveja pro amigo, de 16 anos, e for condenado pelo crime de servir bebida a adolescente (pena de até 4 anos);
9. O seu filho, de 16 anos, junto com outro amigo, levar um cone da CET pra casa e for processado por furto (pena de até 8 anos);
10. O seu filho, de 16 anos, falsificar a sua assinatura numa advertência da escola e for condenado pela falsidade (pena de até 5 anos).
Aliás, será interessante. O seu filho será processado criminalmente pelas atitudes dele, mas serão vocês, pai e mãe, que terão que arcar com quaisquer valores que seu filho for condenado a pagar civilmente.
Afinal, para a lei penal ele será considerado plenamente capaz por todos os seus atos. Para a lei civil, ele será considerado relativamente incapaz e, portanto, você que terá que pagar a indenização. Coerente, não?
Parafraseando o amigo Augusto De Arruda Botelho, esse é um ótimo ano para a advocacia criminal, e um péssimo ano para o Estado Democrático de Direito.
segunda-feira, 30 de março de 2015 0 comentários

Dilma entrega 1032 casas do Minha Casa Minha Vida em Capanema. Prestações de R$25,00 a R$80,00... Inclusão tem nome

Sob o tradicional calor tropical e com uma chuva antes do evento, Dilma fez a entrega simbólica de chaves a algumas famílias das 1032 casas entregues hoje à tarde em Capanema.Pa. Chegou em Belém e seguiu de helicóptero para Capanema, a 160km de Belém. Desceu e foi visitar umas das casas, com a família que vai passar a morar no sonho da casa própria.

Casa própria e barata, pois a prestação oscila entre R$ 25,00 a R$80,00. É inclusão social na veia, é olhar para as parcelas excluídas da sociedade, é resgatar um pedaço da cidadania tão aviltada.

Como mãe, mulher, avó, sindicalista e lutadora, me emocionei muito ao conversar com várias mulheres que passam a ter seu próprio teto, muitas saindo do lixão, da lama. Um bom começo de superação da pobreza, como frisou nossa presidenta

Dilma tá bem mais magra do que a última vez que a vi mais ou menos de perto, no dia da posse, em 1º de janeiro. É o efeito da dieta de Ravenna.

A presidenta anunciou mais 3 milhões de novas casas dentro do Programa Minha Casa Minha Vida. 

E foi saudada pelos presentes com o grito de "olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma...".

Uma faixa saliente, subiu no meio do povo no início e no final do discurso da presidenta. Com um recado simples e direto: "Mexeu com a Dilma, mexeu comigo".

Até a próxima, presidenta!







quarta-feira, 18 de março de 2015 0 comentários

Como ter solidariedade ativa e ajudar a quem se indignou e foi condenado por conta do Massacre de Eldorado de Carajás. Até 20 de março. SOS, verdadeira Justiça!

Como os valores estão invertidos, quem luta por justiça é que fica devendo e tem que  pagar a conta. É o que está acontecendo com os compas Valdir Ganzer, Pedro Celso e Babá, que  protestaram indignados com o resultado do primeiro julgamento do Massacre de Carajás, julgamento que inocentou todo mundo envolvido na chacina de 19 pessoas e mais de 70 feridos. O Massacre de Eldorado aconteceu em 17 de abril de 1996. Eu estive em Marabá e vi os corpos amontoados e aquele cheiro de sangue e pólvora nunca mais sairá da memória da minha pele. Esse horror completa 19 anos agora em abril.

Valdir Ganzer, Babá e Pedro Celso eram deputados federais pelo PT.PA em 1999 e o fato de se indignarem veementemente contra a injustiça do julgamento, os leva agora a ter que pagar 420 mil reais até 20 de março 2015. Os três, lógico, não têm essa quantia e como o tempo urge, peço a todxs que amam a justiça que contribuam com qualquer valor. 
Compa Valdir Ganzer.

A conta é na Caixa Econômica Federal e a contribuição pode ser depositada na conta em nome de Valdir Ganzer e Pedro Celso  nº 49947-5, OP 013, Agência nº 0883, da Caixa Econômica Federal (código do banco 104). O companheiro Babá fará sua campanha separadamente.

Para mais detalhes, leiam o texto abaixo:

Castanheiras de Eldorado de Carajás, na curva do S: pra nunca esquecer o Massacre.

Campanha em apoio a quem luta por justiça

A Justiça do Pará condenou três lideranças populares que protestaram contra o primeiro
julgamento dos responsáveis pelo Massacre de Eldorado do Carajás.

Os condenados são os companheiros Valdir Ganzer, Pedro Celso e João Batista Babá, que em 1999 exerciam os mandatos de deputado na Câmara Federal, por ocasião do julgamento de  um dos fatos mais trágicos da história brasileira, após a ditadura militar - o Massacre de
Eldorado dos Carajás, que completa 19 anos no próximo dia 17 de abril de 2015.

 O episódio, que jamais será apagado da memória das vítimas, dos envolvidos e da sociedade paraense e brasileira, resultou na morte de 19 trabalhadores sem-terra e mais de 70 feridos, entre os integrantes da “Caminhada pela Reforma Agrária”, que se deslocavam pela rodovia PA-150, na região sudeste do Pará.

 Em 16 de agosto de 1999, ocorreu a primeira sessão do Tribunal do Júri, após um longo
período de muita luta proveniente da união das forças do Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra (MST), do Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL), de
parlamentares e familiares das vítimas, que forçaram o julgamento dos políciais militares,
responsáveis pelo massacre.

 Porém, o resultado terminou inocentando os réus, provocando diversas manifestações
contrárias a tal procedimento por vários segmentos sociais, entre eles os então deputados

federais Valdir Ganzer (PA), João Batista Babá (PA) e Pedro Celso (DF), todos na época
integrantes do PT, que expressaram protestos legítimos e democráticos em sintonia com a
revolta popular, não só do povo do Pará, mas de todo país e de significativa parcela da
comunidade internacional, que acompanha a luta pela desconcentração da terra no Brasil.

Em abril de 2000 o Tribunal de Justiça do Estado do Pará, determinou a anulação do primeiro julgamento, prova de honestidade dos protestos da sociedade civil organizada e suas lideranças parlamentares.

Porém, o juiz que presidia o Tribunal do Júri, no primeiro julgamento, decidiu processar, em ação judicial, os três citados deputados, alegando danos morais. Ação foi concluída em
setembro de 2014 com a condenação ao pagamento de R$ 140.000,00 (cento e quarenta mil
reais) individualmente, totalizando R$ 420.000,00 (quatrocentos e vinte mil reais).

Os companheiros Valdir Ganzer, Babá e Pedro Celso dedicaram (e ainda dedicam) grande parte de suas vidas à militância política, denunciando e defendendo os interesses do povo brasileiro.

Foram fundadores do PT e sempre atuaram na luta por melhores condições para os
trabalhadores e trabalhadoras deste Brasil. Hoje, Babá está filiado ao PSOL.

Os condenados à pagar a grande indenização ao juiz não têm patrimônio para liquidar essa
dívida. Nós, familiares, companheiros, companheiras, amigos e amigas, irmãos de luta, estamos fazendo um grande esforço para arrecadar a referida quantia, por entendermos que essa condenação atinge a todos nós. Valdir Ganzer, Babá e Pedro Celso não agiram de forma
individual, honrando seus mandatos na defesa do interesse coletivo.

Com a esperança de vencermos o medo e a intolerância, apelamos para a solidariedade de
todos os companheiros que apoiam a luta pela justiça, consolidação da democracia  e
fortalecimento da organização popular em nosso País.
quarta-feira, 11 de março de 2015 0 comentários

Mulheres bancárias das regiões Centro Norte debatem o feminismo e que diachos isso tem a ver com nossas vidas...

Na semana (9/3) em que a presidenta Dilma sancionou a lei do feminicídio, colocando-o na lista de crimes hediondos e o classificando como  homicídio qualificado, mulheres bancárias da base das Regiões Centro Norte se reúnem neste 12 e 13 de março para debater o feminismo e que diachos isso tem a ver com a vida das mulheres e de todo mundo. 

Dirigentes sindicais bancárias dos estados do norte e cento oeste estarão reunidas em Brasília debatendo esse tema e aprovando o calendário do plano de lutas. E na tarde do dia 13, em todas as capitais,a pauta de reivindicação das mulheres estará nas ruas, engrossando o ato público por Democracia, Direitos da Classe Trabalhadora, Reforma Política, Defesa da Petrobrás e contra a corrupção e o retrocesso.


2º ENCONTRO DE BANCÁRIAS DA FETEC-CUT/CN

 "Feminismo: o que isso tem a ver com nossas vidas?"

Data: 12 e 13 de março de 2015 - no Auditório da CUT/DF.

PROGRAMAÇÃO:
Dia 11 de março (chegada das participantes) - quarta-feira

Dia 12/03/2015 (quinta-feira)

09h - Abertura Política e dinâmica de apresentação/integração.
10h – História e organização das mulheres bancárias (Deise Recoaro – Secretaria de Mulheres da Contraf)
10h30min – "Feminismo: o que é e para que serve?" (Silvia Camurça – Articulação de Mulheres Brasileiras - AMB)
13h - Almoço
15h -  II Censo da Diversidade e as Desigualdades (Andréa Vasconcelos – Secretaria de Políticas Sociais
16h -  "Autonomia Econômica das Mulheres para enfrentar as Desigualdades” (Silvia Camurça – Articulação das Mulheres Brasileiras – AMB)
17h30min - Análise de Conjuntura (Érica Kokay – Deputada Federal)
20h -Confraternização

Dia 13/03/2015 (sexta-feira) manhã

09h - Calendário de Lutas e Organização.
12h - Encerramento.


terça-feira, 10 de março de 2015 0 comentários

Queremos democracia, direitos da classe trabalhadora, reforma política e vamos às ruas contra o retrocesso e a corrupção. #Dia13diadeluta

Este é o manifesto da CUT, CTB, juntos movimentos sindical e sociais combativos do Pará que lutam por democracia, reforma política, por democracia, pelos direitos da classe trabalhadora.contra a corrupção e contra retrocesso. 

E que estarão nas ruas dia 13, a partir das 15 h, concentrando na Praça da República, ao lado do Teatro da Paz. Movimento sindical e movimento social lutando unido.

13 DE MARÇO ​É DIA NACIONAL DE LUTA EM DEFESA: 

- Dos Direitos da Classe Trabalhadora  
- Da Petrobrás 
- Da Democracia  
- Da Reforma Política 

 CONTRA O RETROCESSO! 

 CONTRA A CORRUPÇÃO! 

Todxs na Praça da República, ao lado do Teatro da Paz, em Belém. Dia 13 de março, às 15 h. Caminhada pela avenida Nazaré até o Mercado de São Brás.





POR QUE LUTAMOS NESTE 
#13de MarçoDiadeLuta​
Um dos maiores desafios dos movimentos sindical e social hoje é defender, de forma unificada e  organizada, o projeto de desenvolvimento econômico com distribuição de renda, justiça e inclusão social. É defender uma Nação mais justa para todos.
Defender os Direitos da Classe Trabalhadora:nenhum direito a menos!​
A agenda d​xs trabalhador​xs que queremos ver implementada no Brasil é a agenda do desenvolvimento, com geração de emprego e renda.
Governo nenhum pode mexer nos direitos da classe trabalhadora. Quem ousou duvidar da nossa capacidade de organização e mobilização já viu do que somos capazes.
Defender os trabalhadores é lutar contra medidas de ajuste fiscal que prejudicam a classe trabalhadora.
As MPs 664 e 665, que restringem o acesso ao seguro desemprego, ao abono salarial, pensão por morte e auxílio-doença, são ataques a direitos duramente conquistados pela classe trabalhadora.
Se o governo quer combater fraudes, deve aprimorar a fiscalização; se quer combater a alta taxa de rotatividade, que taxe as empresas onde os índices de demissão imotivada são mais altos do que as empresas do setor, e que ratifique a Convenção 158 da OIT.
Lutaremos também contra o PL 4330, que  da maneira como está imposto ,libera a terceirização ilimitada para as empresas, aumentando o subemprego e reduzindo os sal​ários e​ direitOS sociais e trabalhistas conquistados, além de colocar Em risco a vida d​xs trabalhadorxs.
Defender a Petrobrás Defender a Petrobrás é defender a empresa que mais investe no Brasil – mais de R$ 300 milhões por dia – e que representa 13% do PIB Nacional. É defender mais e melhores empregos e avanços tecnológicos. É defender uma Nação mais justa e igualitária.


Defender a Petrobrás é defender um projeto de desenvolvimento do Brasil, com mais investimentos em saúde, educação, geração de empregos, investimentos em tecnologia e formação profissional. 
Defender a Petrobrás é defender ativos estratégicos para o Brasil. É defender um patrimônio que pertence a todos os brasileiros e a todas as brasileiras. É defender nosso maior instrumento de implantação de políticas públicas que beneficiam toda a sociedade.
Defender a Petrobrás é, também, defender a punição de funcionários de alto escalão envolvidos em atos de corrupção.Exigimos que todos os denunciados sejam investigados e, comprovados os crimes, sejam presos. Tanto os corruptores, como os corruptos.  A bandeira contra a corrupção é dos movimentos social e sindical. Nós nunca tivemos medo da verdade.
Defender a Petrobrás é não permitir que as empresas nacionais sejam inviabilizadas para dar lugar a empresas estrangeiras. Essas empresas brasileiras detém tecnologia de ponta empregada na construção das maiores obras no Brasil e no exterior.
Defender a Democracia – Defender Reforma Política
Fomos às ruas para acabar com a ditadura militar e conquistar a redemocratização do País. Democracia pressupõe o direito e o respeito as decisões do povo, em especial, os resultados eleitorais. A Constituição deve ser respeitada.    
Precisamos aperfeiçoar a nossa democracia, valorizando a participação do povo e tirando a influência do poder econômico sobre nosso processo eleitoral.
Para combater a corrupção entre dirigentes empresariais e políticos, temos de fazer a Reforma Política e acabar de uma vez por todas com o financiamento empresarial das campanhas eleitorais. A democracia deve representar o Povo. Não cabe as grandes empresas e as corporações aliciar candidatos e políticos para que sirvam como representantes de seus interesses  empresariais em detrimento das necessidades do povo.
Nesta sexta-feira 13 de março vamos ​às ruas para garantir a nossa agenda e mostrar a força dos movimentos sindical e social. Só assim conseguiremos colocar o Brasil na rota de crescimento econômico com inclusão social, ampliação de direitos e aprofundamento de nossa democracia.
Estamos em alerta, mobilizados​, unidos​ e organizados, prontos para ir às ruas de todo o país defender a democracia e os interesses da classe trabalhadora e da sociedade sempre que afrontarem a liberdade e atacarem os direitos dos/as trabalhadores/as.

Não aceitaremos retrocesso!
CUT – Central Única dos Trabalhadores/ CTB - Central dos Trabalhadores do Brasil/ FETAGRI.Pa - Federação dasTrabalhadoras e Trabalhadores Rurais do Pará/MST – Movimentos dos Trabalhadores Sem Terra/CMP – Central dos Movimentos Populares/ CONAM/ FEMAMB/ Consulta/ MAB – Movimento de Atingidos por Barragem/ Levante Popular da Juventude/JPT/UJS/UBM/Forum dos Lagos/Instituto Popular Eduardo Lauande/MNLM/ FENET/UNMP/ABM/FAMP/Movimento de Mulheres Olga Benário/UJR/ Movimento Popular, MLC - Movimento Luta de Classes/ PCR/ Marias do Pará /Fora do Eixo/ Kizomba/,MMM- Marcha Mundial de Mulheres/ AMB - Articulação de Mulheres do Brasil/ SDDH - Sociedade Paraense dos Direitos Humanos/ RECID - Rede de Educação Cidadã/ Instituto Manatara.

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Atualizado em 11 de março às 17:03


domingo, 8 de março de 2015 0 comentários

8 de Março de luta: com R$ 631,00 em média, Pará tem uma das piores rendas do país e a da mulher trabalhadora é menor ainda...

É hoje o 8 de Março, domingão e  Dia Internacional da Mulher e a atividade acontece agora de manhã desde a  Escadinha do Cais, em Belém. Em caminhada e em luta:
Por uma reforma política, com paridade de gênero já! 
Paridade na Política. 
Contra o racismo e a violência. 
Por creches públicas.
Por saúde integral da Mulher com qualidade.
Pela reforma agrária e urbana.
Estaremos em marcha de luta e reivindicação, com vigor, unidade e alegria. 
Neste post, dados do emprego e renda da mulherada no Pará, tendo o DIEESE/Pa como fonte. Lembrando que o Pará, governado há 16 anos pelo PSDB, tem a pior renda média da região Norte e uma das fonas do Brasil: R$631,00 per capta.
Bom dia e em luta sempre!!!
Viva o 8 de Março!
Viva a luta feminista!

Meu abraço a cada mulher lutadora. E pras mulheres talentosas e solidárias da minha família & miguchas.

E sugiro a leitura do post da compa Luzia Miranda Álvares.
A Fetec.CN/CUT, da qual sou dirigente, fez esta bela mensagem pra nós no 8 deMarço, brindando o dia com Cora Coralina.

A mensagem da CUT.Pará

A mensagem do MST.
Nensagem da compa de federal Érika Kokay (PT.DF).

A mensagem do Google, neste 8 de Março.

Panfleto da mulherada de luta do Pará.
Pará tem uma das piores rendas do país e a da mulher trabalhadora é menor ainda...
No Pará em 2013, segundo DIEESE/PA, de um total de 1.335.176 mulheres
ocupadas, 44,49% eram empregadas; 14,33% estavam no emprego domestico; 1,89% eram empregadoras; 20,29% trabalhavam por conta própria; 8,47% eram trabalhadores na produção para o próprio consumo e 10,52% trabalhavam sem nenhum tipo de remuneração.
Em 2014 (jan-dez) em todo o Pará 406.865 admissões contra 389.849 desligamentos gerando um saldo positivo de 17.016 postos de trabalhos. Deste saldo total de postos de trabalhos gerados no Estado em 2014 (17.016 postos), cerca de 60,6% (10.648 postos de trabalhos) foram ocupados por de mão-de-obra masculina e o restante 37,4% (6.368 postos de trabalhos) foram ocupados por mão-de-obra feminina.
O estudo do Dieese/PA mostra, entre outras coisas, o avanço da Força de Trabalho Feminina no Mercado de Trabalho no Pará que hoje já soma cerca de 1,3 milhão de mulheres. No Norte, o Pará é o Estado que mais concentra mulheres ocupadas e a grande maioria esta ocupada no Setor Serviço, Comercio e Industria, a renda continua muito baixa.
A realidade da Mulher no Mercado de Trabalho no Estado do Pará e em todo o Norte,quando analisada de forma Global não difere muito das demais mulheres em todo o Brasil. Com o passar dos anos, a expansão da força de trabalho feminina só aumentado, fruto principalmente do crescimento de sua capacitação, em especial da sua escolaridade. O lado ruim desta história,é que mesmo com todo este avanço, ainda é muito baixo e desigual o rendimento das mulheres ocupadas principalmente em todo o Norte.
Segundo o DIEESE/PA em toda a Região Norte a população total ocupada em 2013 era de 7.513.106 pessoas, deste total 61,32% (4.607.376) eram homens e 38,68% (2.905.730) eram mulheres. No Pará, a polução ocupada somava em 2013, 3.522.959 (pessoas com 10 anos ou mais de idade), destas 62,10% (2.187.783) eram homens e 37,90% (1.335.176) eram mulheres.
Em 2013 na Região Norte de um total de 2.905.730 mulheres ocupadas, 50,17% eram empregadas; 13,81% estavam no Emprego Doméstico; 1,58% eram empregadoras; 18,24% trabalhavam por conta própria; 8,33% trabalhavam na produção para o próprio consumo e 7,88% trabalhavam sem nenhum tipo de remuneração.
Os dados analisados pelo DIEESE/PA sobre o Mercado de Trabalho Formal no Estado do Pará, com base em informações oficiais do Ministério do Trabalho – CAGED (Já com a nova metodologia que considera dados com acertos e/ou atrasos).

O emprego continua em expansão para as mulheres, mesmo com todos os problemas de ordem conjuntural que tivemos no ano passado. (Fonte: Dieese/Pa)
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015 0 comentários

PLR na conta, Espaço Saúde do Banpará e Caixa 100% pública: uma sexta-feira que vai ficar gravada na memória do coração...

Muito pai d'égua esta sexta-feira 27 de fevereiro/2015. Segunda parcela da PLR (participação nos Lucros e Resultados) na conta, ato público em defesa da Caixa 100% pública que ninguém aceita abertura de capital pro dito mercado vir  e nhac, abrir os caminhos da privatização da Caixa. E participei também da cerimônia de inauguração do Espaço Saúde, na Matriz do Banpará. Espaço conquistado na última recente campanha nacional 2015, com greve de 3 dias no Banpará e uma vitoriosa campanha. Participei como dirigente sindical e integrante da mesa de negociação do Banpará, além de funcionária do banco e diretora da Fetec-Centro Norte. 

 Faz parte da minha vida, celebrar as vitórias, assim como articular e mobilizar para conquistá-las. Gosto de vitórias coletivas, como essa do Espaço Saúde e aproveito para parabenizar as equipes do Numac, Suema, Sudep, Sulog que fizeram um belíssimo trabalho que vai servir à comunidade Banpará. 

Aproveitei que toda a diretoria do Banpará estava presente na cerimônia e reivindiquei espaços semelhantes em outras áreas do banco, como na Municipalidade, na Ponte do Galo, na ag Senador Lemos e outras unidades de trabalho. O presidente do banco, Augusto Sérgio, respondeu que mesmo ali não sendo uma mesa de negociação, o banco acolhia a proposta. Comigo nesse evento, as compas diretoras do Sindicato dos Bancários do Pará, Eliana Lima (secretária geral) e Heládia Carvalho (diretora de Relações Sindicais).  O Espaço Saúde funciona no 2º andar,com psicóloga, médico do trabalho, 3 assistentes sociais e equipe da área de pessoas.

Um bom fim de semana a todxs que lutam por um mundo melhor e dias melhores, em especial aos que mais precisam. Eu tou feliz, porque é gratificante que ver um gesto, uma luta, pode melhorar a vida das pessoas.  Leiam a cláusula no nosso Acordo Coletivo que garantiu a conquista do Espaço Saúde e também a contratação de mais uma assistente social: 

 CLÁUSULA 41ª – REESTRUTURAÇÃO DO SESMT – O Banpará, no prazo de até 180 (cento e oitenta) dias após a assinatura do presente Acordo, compromete-se a criar um “ESPAÇO SAÚDE” para seus empregados, com consultórios adequados para psicólogo, médicos e assistentes sociais, com saída/entrada independente de sua Superintendência de Desenvolvimento e Pessoas e Processos - SUDEP. 

 PARÁGRAFO ÚNICO – No prazo de 30 (trinta) dias após a assinatura do presente acordo o Banpará compromete-se a convocar um candidato aprovado para o cargo de assistente social no concurso público em vigor.
Espaço Saúde: no 2ºandar da Matriz. Espaço de acolhimento.

Um lugar para descanso e fugir do estresse.

O momento da inauguração nesta sextafeira 27 de fevereiro/15


A reivindicação: que espaços semelhantes sejam feitos noutras unidades.

E as lindas imagens do ato público em defesa da Caixa



As palavras de ordem: "Não, não à privatização" e "A Caixa é do povo".

Heider Alberto, dirigente sindical Seeb.Pa e funci Caixa: exigimos a Caixa 100% pública. 

CUT.Pa: A Caixa ´do povo brasileiro e não tem nenhuma razão pra abrir o capital".

O abraço na Caixa, em Belém...

 
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